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quarta-feira, 31 de maio de 2023

LISTA NEGRA DO GENOCÍDIO INDÍGENA * FRENTE REVOLUCIONÁRIA DOS TRABALHADORES?/FRT

LISTA NEGRA DO GENOCÍDIO INDÍGENA
*Você vai se calar ?* 

Há 523 anos atrás houve um grande genocídio nesta terra.
Uma grande devastação!
Naquela época foi impossível prever o que aconteceria. 
Que territórios seriam devastados , que a natureza seria usurpada, que haveriam estupros , sangue e morte.
Que pessoas seriam escravizadas e violadas.
Queimadas vivas, destroçadas.
Que muitos teriam que fugir para não morrerem como sua gente.
Por isto não culpo meus ancestrais por terem acreditado nos invasores. Eles não tinham como saber....
Mas...e vocês ?
O que há com vocês ?
Não estamos em séculos atrás . Estamos em 2023 e é uma vergonha a gente achar que o que está acontecendo com os indígenas hoje não vai te afetar.
Você vai se calar?
Fico me perguntando as vezes se os invasores que assassinaram , invadiram e mataram tivessem a oportunidade de voltar o que diriam para o Brasil de hoje? Será que pediriam desculpa e tentariam fazer algum tipo de reparação dos danos causados?
E vocês no futuro? Em tendo se calado diante do Marco temporal e do PL 490 , o que dirão aos seus descendentes?
Teriam coragem de dizer que se calaram e por isso as aldeias indígenas foram com a permissão do governo, invadidas, EXPLORADAS, massacradas?
Dirão que os povos isolados por sua permissão foram violados? Que florestas deram lugar a pastos e rios foram poluídos por minérios ?
Quero que saibam que haverá guerra ! 
Assim como houve no passado os povos indígenas irão lutar até a morte.
E o que você dirá ? 
Irá permitir que nos livros das escolas esteja escrito a história de um povo covarde e egoísta que não raciocinou que não eram somente os indígenas que seriam atingidos , mas todo o planeta sofreria as consequências dos atos de gente genocida e usurpadora?
Cocar não é enfeite.
Cocar é resistência.
Honre seus ancestrais. Faça a reparação agora dizendo Não ao Marco temporal e o PL 490.
E se for indígena ou negro fique muito atento.
Primeiro eles fazem leis para retirar seus direitos .
Depois eles voltam para terminar o que os seus ancestrais deixaram pela metade por conta da resistência de nosso povo.
Não queremos reviver o que nossos ancestrais passaram na mão desse povo.
Há muito mais em jogo. Se essa boiada passar, passará nosso direito de sermos livres e escolhermos nossos caminhos.
Voltaremos a senzala. Seremos expulsos de nossas aldeias.
Morreremos pela segunda vez na história.
Não se cale. Lute como pode, mas lute.
Não podemos trazer de volta o Brasil de 523 anos atrás , nosso PINDORAMA.
Mas podemos não ser responsáveis pela destruição do nosso próprio hábitat natural e da nossa liberdade.

Awery

Texto: Rita Capotira 
@rita_capotira

sábado, 27 de maio de 2023

MARCO TEMPORAL JAMAIS * APIBOFICIAL

MOBILIZAÇÃO GERAL CONTRA O PL490

A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, convida a todos os povos, lideranças, anciões, caciques, juventude indígena, homens e mulheres guerreir@s, para juntos mobilizarmos contra o genocídio dos nossos povos contra a tese do Marco Temporal.

Parentes, a luta continua vamos juntos lutar pelo direito originário aos territórios ancestrais.

Um genocídio legislado está em tramitação no Congresso, o regime de urgência do Projeto de Lei 490/2007 foi aprovado, e o seu mérito está previsto para ser votado na próxima *terça-feira 30/05*.

Esse PL leva para o legislativo a tese do Marco Temporal e ataca diretamente os direitos dos povos indígenas.

A tese do marco temporal que está tramitando no Supremo Tribunal Federal é uma verdadeira afronta aos direitos territoriais dos povos indígenas e está prevista para entrar em pauta novamente.

*Convocamos* toda nossa rede, povos, comunidades, organizações e lideranças a se mobilizar em manifestação e protesto no dia 30/05 - terça-feira, aqui em Brasília, nas suas cidades, nas capitais dos estados, nas comunidades, aldeias, onde for necessário, demonstrando o nosso *repúdio* a aprovação do PL 490 e mostrando nossa força na luta pela defesa dos nossos direitos. Façam seus cartazes, suas faixas, pinturas corporais, atos de protesto, se mobilize em defesa da vida e dos nossos povos e territórios.
*MOBILIZAÇÃO GERAL*
Pela justiça climática
Pelo futuro do planeta
Pelas vidas indígenas
Pela democracia
Pelo direito originário/ancestral
Pelo fim do genocídio
Pelo direito à vida
Por demarcação já
Pelo direito à vida
NÃO AO MARCO TEMPORAL

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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

CPI DO GENOCÍDIO YANOMAMI JÁ! * Alceu Castilho - SP

CPI DO GENOCÍDIO YANOMAMI JÁ!

Eu quero uma CPI dos Yanonami que investigue o dinheiro do garimpo que foi parar nos bancos. Que investigue também os bancos.

Ou o capital continuará sendo indiferente à origem do dinheiro?

Eu quero uma CPI dos Yanonami que investigue os donos da logística e dos portos, os donos dos hotéis e postos de combustível.

Vou insistir: quero uma investigação que envolva o dinheiro.

Eu quero um Tribunal Internacional que investigue os compradores estrangeiros desse ouro, os donos dos equipamentos — e os donos dos portos e bancos localizados em outros países.

Eu quero investigações sinceras. E elas passam pelo caminho do dinheiro. Da riqueza. Da desigualdade. Da ostentação. Da dolce vita.

Eu não quero só comoção, não, eu não quero um jornalismo compungido, eu quero um jornalismo crítico, um jornalismo que não seja distraído em relação aos interesses do capital.

Um jornalismo que entenda os fatos, que entenda a cadeia dos fatos, que entenda a cadeia econômica dos fatos, a singela e escancarada evidência de que o garimpo é uma das pontas de lança do capital, intrinsecamente expansionista.

Eu quero uma discussão acadêmica internacional sobre as origens econômicas (e agrárias, territoriais) dessa violência, sobre a presença obrigatória da economia ilegal no circuito de expansão da economia supostamente legal — a dos portos e hotéis e bancos.

Eu quero a Globo falando desse circuito, eu quero ver a Globo dizendo que o agro (negócio) é também garimpo e crianças famélicas e indígenas dizimados. A apontar o papel do negócio na matança, a união entre fazendeiros, garimpeiros e madeireiros.

Eu quero ver essa gente cínica chorando durante a CPI dos Yanonami ou em um Tribunal Internacional como cúmplice e como artífice, essa gente cínica respondendo como artífice da defesa de um modelo insustentável — violento.

Eu quero ver os apresentadores passarem da comoção para a consciência, a mostrar o papel sangrento do modelo, a face genocida desse sistema, sem distrações, manipulações e foco apenas nos braços armados do garimpo, nos coitados violentos com dente de ouro.

Eu quero os nomes dos mandantes, os nomes poupados dos mandantes, os nomes omitidos dos financiadores, os nomes de cada um dos engravatados (ok, o nome dos políticos também, esses despachantes), dos empresários que ganharam nas últimas décadas, com a morte de rios e indígenas, e daqueles que celebraram a expansão econômica responsável por essa mesma morte de rios e indígenas, inclusive daqueles que fazem de conta que se comovem com a morte de rios e indígenas, aí incluídas as grandes corporações, multinacionais, banqueiros.

Porque o resto é conversa para boi dormir, enganação cíclica, matança, matança igual, mais matança, matança simbólica e matança efetiva.

Alceu Castilho - SP

domingo, 29 de agosto de 2021

Cartilha indígenas urbanos digital * Turma da Beira / UFPA

 CARTILHA INDÍGENAS IRBANOS DIGITAL

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LUTE COMO UM INDÍGENA * Geni Guarani

LUTE COMO UM INDÍGENA

O racismo anti indígena gira muito em torno do tempo: seríamos o atraso (tempo), impediríamos o progresso (tempo), não seríamos seres do presente, nem deveríamos compor o futuro (tempo).

LUTE COMO UM INDÍGENA

Que relógio é esse, que bússola é essa?


Como e desde quando este território que habitamos foi dividido em 26 estados?


Um dos grandes marcos foram as capitanias hereditárias, em 1534. 


A coroa portuguesa dividiu o Brasil em fatias, doando a cada capitão um "pedaço". 


Essa propriedade roubada e mantida à custa de chacina de indígenas, era passada de pai pra filho, por isso hereditária, como é até hoje a ideia de herança. 


Foram 15 capitanias na época. 13 delas falharam. 


Os motivos desse fracasso, na narrativa oficial, devem-se ao fato de que o território era grande demais para ser administrado e também porque houve "constantes ataques indígenas". 



O que tivemos foi resistência indígena contra os invasores. 


Na narrativa oficial de vários livros de escola, termos como "ataque indígena, violência indígena" etc são abundantes para narrar estas cenas. 


Somos colocados na história como empecilho pra produção das terras, pedra contra o desenvolvimento. Vejam o quanto é atual este discurso colonial de que somos atraso, problema, empecilho. 


A colonização não acabou. O agro vem sendo pop para eles desde 1500.


Os colonizadores e seus marcos temporais-espaciais-espirituais continuam sangrando as terras e nossos parentes humanos e não humanos.


O Brasil não foi descoberto, foi inventado.

Essa nação cuja língua oficiosa é o português e a religião oficiosa é o cristianismo só se torna possível com o constante racismo, genocídio e etnocídio.


"O colonialismo nomeia tudo aquilo que quer dominar", nos ensina Nego Bispo.


Nessa invenção colocaram centenas de vezes os nomes de seus santos nas terras que chamam Santa Catarina, Santo Paulo, Espírito Santo. 


Isso tudo é marco temporal, antes e depois Cristo dividem o mundo.


Não somos proprietários da terra, nem dos bichos nem de nós mesmos. Somos parte e ser parte é imenso. 


O primeiro território que descolonizamos é a nossa pele, pensamento, ação.


Juntem-se a nós, pois esse tempo colonial também os fere. Reflorestemos a vida.


Geni Guarani

*
Colaboração:  Maria Lidia Tupinamba/MS

terça-feira, 3 de agosto de 2021

Não ao marco temporal * José Rogaciano S. de Oliveira / CE

NÃO AO MARCO TEMPORAL

DEMARCAÇÃO JÁ DAS TERRAS INDÍGENAS

Essa terra tinha dono 
Quando o navegador 
Português, com sua frota 
Cabral, colonizador 
Desembarcou no Brasil 
Com um pensamento hostil, 
Ganância, gana e furor.

Já habitavam os índios 
Da floresta ao litoral 
Os povos originários 
Com cultura ancestral 
Viviam aqui no Brasil 
Sob o céu cor de anil 
Bem antes de Portugal.

Desembarcou no Brasil 
Cabral com as caravelas 
Admirado com tudo 
Que viu nessa terra bela 
Aqui já viviam os índios 
Origem dos ameríndios 
Os legítimos donos dela.

Eram mais de três milhões 
Índios aqui no Brasil
E hoje calcula-se que 
Talvez setecentos mil 
Ocupam nosso país; 
Onde um sistema infeliz
Lhes tratam de forma hostil.

Colonizadores tentaram 
Ao índio domesticar
A algumas etnias 
Tentaram escravizar 
Porém houve resistência 
E com muita violência 
Aos índios foram matar.

Se os colonizadores 
Mataram índio à granel 
O genocídio dos índios 
Continua e é cruel ;
E no poder legislativo 
Índio é massacrado vivo 
Na caneta e no papel.

A bancada ruralista 
De Goiás até o Acre
Resgatou projeto antigo 
E do mal rasgou um lacre A PL 490
Que o Marco Temporal inventa
 É para os índios um massacre.

Então os Indígenas foram 
Ao Distrito Federal
Em Brasília onde fica 
O Congresso nacional
O Supremo dos Ministros 
Muitos políticos sinistros 
Etecetera, coisa e tal.

450 lideranças 
Indígenas do Brasil 
Acampados em Brasília 
Recebidos com fuzil 
No Levante pela terra
Com bomba que nunca erra 
Tratados de forma hostil

Protestavam pra evitar 
A covarde votação
Da PL 490
Que atrasa a demarcação 
E favorece os garimpos
Que não deixam rios limpos 
E causam devastação.

Essa PL maldita
É um retrocesso tremendo 
Do que já foi conquistado 
O resultado estou vendo 
Tudo entregue às baratas 
Índios sem terra e as matas
 A moto serra comendo.

A CCJ da Câmara 
Aprovou com covardia
 A P L 4 9 0
Cujo projeto irradia
Um ato que não é limpo 
Autorizar o garimpo 
Onde o índio já vivia.

Essa P L propõe
O fim das demarcações 
E a revisão das terras 
Herdadas por gerações 
Dos povos originários
Para os garimpos ordinários 
Fazerem devastações.

Essa P L é um projeto 
Da bancada ruralista
Viola os direitos indígenas 
E nega qualquer conquista 
Aprovado no Congresso
É um grande retrocesso 
Para a luta indigenista.

Além disso essa PL
Tem um ponto que é fatal 
Flexibiliza o garimpo, 
Mineração ilegal;
Através de um artifício 
Que aumenta o suplício 
Que é o Marco Temporal.

O Marco Temporal é 
Uma interpretação
Que os ruralistas defendem 
Com ódio no coração;
Para nas terras indígenas 
Com tramas alienígenas 
Fazerem exploração.

Com o Marco Temporal 
Os índios têm que provar 
Que tem a posse da terra 
E estão nela a morar 
Desde 1988
Senão o latifúndio afoito 
Vai essas terras tomar.

Mas, antes de 1988
Os índios aqui já estavam 
Habitavam essas terras 
Produziam e pescavam 
Assim como os ancestrais 
E os recursos naturais
Eles sempre conservavam.

Nos territórios indígenas 
A mata é preservada
É mais floresta em pé
É mais água conservada 
A natureza agradece
O povo indígena merece 
Sua terra demarcada.

O índio, o negro, a mulher 
Precisam ser respeitados 
Pois no Brasil eles agora 
Têm seus direitos negados; 
Os tiranos, essa escória
No tribunal da História 
Breve serão condenados.

Vamos apoiar a luta 
Do Acre ao Ceará
Dos indígenas que resistem 
Do Mato Grosso ao 
Pará Unir contra a violência
E conseguir com urgência 
Da terra Demarcação Já.

Como o Estado é omisso 
E não faz nenhuma ação
Não delimitam o território 
Dos indígenas, uma nação; 
Se as injustiças perfazem 
Os próprios índios fazem 
A auto demarcação.

O território indígena 
É herança ancestral
A terra é algo sagrado 
Água, flora e animal; 
Onde não há desavenças
Seus costumes, suas crenças 
Uma riqueza cultural.

Índios protegem o ambiente 
Árvores, rios e borboleta 
Sua cultura, costumes 
Merecem outra faceta;
Nas suas lutas constantes
 Os índios são importantes 
Para a vida no planeta.

José Rogaciano S. de Oliveira rogacianoo@gmail.com Técnico do Esplar
Julho de 2021

quinta-feira, 17 de junho de 2021

Milícias infestam o INCRA-RJ * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/BR

 Milícias infestam o INCRA-RJ

Cassius - INCRA-RJ

O INCRA - Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, é uma autarquia federal da Administração Pública brasileira. Foi criado pelo decreto nº 1 110, de 9 de julho de 1970, com a missão prioritária de realizar a reforma agrária, manter o cadastro nacional de imóveis rurais e administrar as terras públicas da União.

No entanto, uma coisa é a lei e outra, a pena. E o que acontece, via de regra, é o desvio da função, não só de órgãos, mas de servidores, inclusive. E o INCRA não poderia ser diferente. Num passado não tão remoto, foi instrumentalizado pelos coronéis do Brasil profundo, e ajudou na grilagem de muitas terras com propriedade duvidosa ou documentação precária. Depois de algumas águas por baixo das pontes, levando corpos de vítimas, da ditadura militar inclusive, adquiriu algum status de entidade cidadã, graças à força adquirida pelo MST - Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Mas em algumas regiões do país, por exemplo, Minas Gerais e Goiás, virou braço das UDRs - União Democrática Ruralista, milícia formada por fazendeiros, sob o comando de oligarquias poderosas, tais como os Tancredo Neves de Minas e os Caiados, de Goiás.

Mas a quantidade de vítimas acabou por afogar seus anseios políticos no mar de sangue, incluindo líderes agrícolas, religiosos, jornalistas, caciques indígenas, todos mortos pela capangagem ruralista. E por mais que os movimentos de Direitos Humanos contem com a colaboração de órgãos da imprensa nacional e internacional, esse é um setor do conflito de classes no Brasil que exige de todos nós o máximo de atenção.

Nesse período pós golpe 2016, o aumento da violência no campo tomou proporções idênticas ao período da ditadura militar. Hoje, nós trabalhadores agrícolas com terras reconhecidas, dos assentamentos, dos quilombos,  e inclusive das reservas, temos sofrido constantes ataques da grilagem,  oriunda de diversas fontes. Mas após as eleições de 2018, com a chegada do "bolsonarismo" ao governo nacional,  isso tomou proporções assustadoras, inclusive graças à manipulação através do INCRA em diversos estados. 

Vamos deixar aqui o registro apenas sobre o Estado do Rio de Janeiro, o que está acontecendo neste momento, no município de Bom Jesus de Itabapoana, com a Comunidade de Barreirinha, onde o projeto de construção de um porto põe em risco a vida da população local, passando por cima de toda a legislação pertinente.  Para isso, os interessados nesse projeto, contam com o beneplácito da Equipe do INCRA estadual, integrada pelo Superintendente Cassius 

(foto abaixo).

-Cassius, primeiro a esquerda-

A seguir, algumas fotos que dispensam texto:



Mais sobre o mesmo

JORNAL VOZ DA RESISTÊNCIA

https://www.vozdaresistencia.com.br/2021/06/16/chefe-do-incra-no-rj-posta-foto-armado-e-camponeses-veem-ameaca/ 

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