O capitalismo está podre. Todos sabemos disso. Mas ele não cai sozinho, ele não morre de morte natural. Precisamos aliar o antifascismo e o antimperialismo ao internacionalismo proletário, e assim somar forças para construir o socialismo. Faça a sua parte. A FRENTE REVOLUCIONARIA DOS TRABALHADORES-FRT, busca unir os trabalhadores em toda sua diversidade, e formar o mais forte Movimento Popular Revolucionário em defesa de todos e construir a Sociedade dos Trabalhadores - a SOCIEDADE COMUNISTA!
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sábado, 30 de novembro de 2024
Josué de Castro Pensador da Fome * Rodolfo Alves Pena/Brasil Escola
quarta-feira, 5 de julho de 2023
QUEM COME ÀS SUAS CUSTAS * FREI BETTO - SP
domingo, 6 de novembro de 2022
HOMENAGEM * Andréa Matos - RO/Alba Valéria Aparecida da Silva-GO
HOMENAGEM
Um brinde a você que sobreviveu à longa noite fascista que se instalou no Brasil, desde 2016;
Um brinde a você que foi chamado de petralha, comunista, apenas por ter demonstrado apreço à democracia e à liberdade;
Um brinde a você que inúmeras vezes foi ameaçado e ironizado nas redes sociais;
Um brinde a você que não desistiu de lutar, mesmo quando toda a massa ignara e a grande imprensa insistia no seu discurso neo-fascista;
Um brinde a você que, pra se preservar, cortou laços com tantas pessoas com quem tinha ,antes da grande noite , um convívio sadio;
Um brinde a você que não bebeu da fonte do ódio que se espalhou pela Nação, disfarçada de justiça;
Um brinde a você que descartou o rótulo de “cidadão de bem”, enquanto milhões perdiam os direitos previdenciários e trabalhistas;
Um brinde a você que sempre foi solidário com a parcela mais frágil da sociedade;
Um brinde a você que se indignou diante das tragédias ambientais;
Um brinde a você que se entristeceu diante da verdadeira chacina que foi a pandemia de Covid;
Um brinde a você que sempre acreditou na Ciência, na vacina e não na cloroquina;
Um brinde a você que não se curvou aos falsos profetas, disfarçados de Messias;
Um brinde a você que nunca abriu os dedos das mãos pra fazer gesto de “arminha”;
Um brinde a você que resistiu, mesmo, quando milhões acreditavam no falso mito;
O percurso será longo e duro para reconstruir tudo o que destruíram, mas um brinde a você que acreditou que a primavera chegaria.
UM BRINDE À ESPERANÇA
Eu hoje brindo a você
Que é um sobrevivente
De um governo demente Incompetente
e fascista Tirano e egoísta
Que no Brasil se instalou
Mas em trinta de outubro
O povo decidiu tudo
E o fascismo derrotou
Hoje eu brindo a você
Que foi chamado de petralha
De jumento com cangalha
E de pão com mortadela
Brindo a você, brindo a ela
Que resistiu a esse relho
O nosso sangue é vermelho
A bandeira verde e amarela.
Eu hoje brindo a você
Que foi chamado comunista
De vagabundo petista
Mas que manteve a labuta
Que nunca fugiu da luta
Foi na urna e votou
E com seu voto derrotou
O genocida egoísta
Eu hoje brindo a você
Que votou por liberdade
Que acreditou na igualdade
De um país mais humano
Botou pra fora o tirano
Trouxe de volta a alegria
Pois nossa democracia
Já não suporta esse dano.
Eu hoje brindo a você
Que nas redes sociais
Sofreu por coisas banais
Ironias, ameaça
Levante agora sua taça
E comemore feliz
Pois vencida a desgraça
Que assolava o país.
Eu hoje brindo a você
Que não deixou de lutar
Não deixou de acreditar
E de esperar por bonança
Que manteve a esperança
De ver chegar a justiça
Que com muita temperança
Pôs fim a tanta injustiça
Derrotando o fascista
Que causava insegurança.
Eu hoje brindo a você
Que viveu esse episódio
Vendo imperar o ódio
Aqui, ali, mais além
Pelo " cidadão de bem "
Que fez arminha com a mão
Que ameaçou a nação
E hoje está sem ninguém.
Eu hoje brindo a você
Que sempre foi solidário
Com índio e o operário
E com a causa indigenista
Que o governo salafrário
Tratou com tanta injustiça.
Eu hoje brindo a você
Que perdeu gente com COVID
Eu peço ninguém duvide
Acreditou na vacina
Mas esse tal presidente
Sociopata, incompetente
Quis tratar com cloroquina
Sei que o percurso foi longo
Foi triste, foi dolorido
Seu caminho foi sofrido
Mas você ficou na espera
Do raiar de um novo dia
Fé, confiança e alegria
Eis chegada a primavera.
Professora Alba, poetisa do entorno.
terça-feira, 30 de agosto de 2022
O nosso povo tem fome! * Evaldo Araujo - PE
O nosso povo tem fome!
Preste atenção cabra ruim
Me nego a dizer seu nome
Cale a boca seu insano
Porque o Brasil tem fome
Os grãos aqui produzidos
Não vão pro prato do povo
Só servem como commodities;
Pro rico ganhar de novo
Metade da nossa gente
Já sente Insegurança
Alimentar, quando acorda,
Já vive sem esperança
Raciona o alimento
Rebaixa a qualidade
E mesmo assim o seu prato
Não enche nem a metade
Mas o drama é bem maior
Para outros brasileiros
Porque 33 milhões
Sentem fome o dia inteiro
Deixe de ser maloqueiro
Tome tino: “seja home”
Cale a boca, irresponsável
Pois nosso Brasil tem fome
Você nos trouxe a miséria
Por favor, veja se some
Cale a boca, incompetente
Porque o Brasil tem fome
Não pise no meu Nordeste
Outro destino já tome
Pois a nossa região
É a que sente mais fome
E você vem com o descaro
De dizer que o povo come
Caia fora Bolsonaro!
O nosso povo tem fome!
Evaldo Araujo - PE
27/8/2022
terça-feira, 16 de agosto de 2022
O SUCESSO DO AGRONEGÓCIO É A FOME DO BRASILEIRO * Alexandre Santos - PE
domingo, 14 de agosto de 2022
A FOME COMO POLÍTICA DO CAPITAL * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT
segunda-feira, 21 de março de 2022
Já pensou na próxima refeição? * Patrick Mateus / SP
JÁ PENSOU NA PRÓXIMA REFEIÇÃO?
quinta-feira, 17 de março de 2022
Cordel da fome * Bráulio Bessa / CE
Cordel da Fome
Eu procurei entender
qual a receita da fome,
quais são seus ingredientes,
a origem do seu nome.
Entender também por que
falta tanto o “de comê”,
se todo mundo é igual,
chega a dar um calafrio
saber que o prato vazio
é o prato principal.
Do que é que a fome é feita
se não tem gosto nem cor
não cheira nem fede a nada
e o nada é seu sabor.
Qual o endereço dela,
se ela tá lá na favela
ou nas brenhas do sertão?
É companheira da morte
mesmo assim não é mais forte
que um pedaço de pão.
Que rainha estranha é essa
que só reina na miséria,
que entra em milhões de lares
sem sorrir, com a cara séria,
que provoca dor e medo
e sem encostar um dedo
causa em nós tantas feridas.
A maior ladra do mundo
que nesse exato segundo
roubou mais algumas vidas.
Continuei sem saber
do que é que a fome é feita,
mas vi que a desigualdade
deixa ela satisfeita.
Foi aí que eu percebi:
por isso que eu não a vi
olhei pro lugar errado
ela tá em outro canto
entendi que a dor e o pranto
eram só seu resultado.
Achei seus ingredientes
na origem da receita,
no egoísmo do homem,
na partilha que é malfeita.
E mexendo um caldeirão
eu vi a corrupção
cozinhando a tal da fome,
temperando com vaidade,
misturando com maldade
pro pobre que lhe consome.
Acrescentou na receita
notas superfaturadas,
um quilo de desemprego,
trinta verbas desviadas,
rebolou no caldeirão
vinte gramas de inflação
e trinta escolas fechadas.
Sendo assim, se a fome é feita
de tudo que é do mal,
é consertando a origem
que a gente muda o final.
Fiz uma conta, ligeiro:
se juntar todo o dinheiro
dessa tal corrupção,
mata a fome em todo canto
e ainda sobra outro tanto
Bráulio Bessa / CE
quarta-feira, 16 de março de 2022
Manifesto contra o desemprego, a fome e a carestia * Comitê de Luta dos Desempregados/CLD
Se levarmos em conta os trabalhadores desalentados, que não procuram mais empregos devido ao longo tempo de espera e falta de perspectivas de voltar ao mercado de trabalho, somado aos sub-ocupados, ou seja, trabalhadores sem registro em carteira, ou por conta própria etc, que são na prática uma espécie de desemprego disfarçado, teremos de fato um número assustador de desocupados e precarizados, que superam a metade da força ativa de trabalho no país.
Isso é uma verdadeira tragédia social, pois nenhuma sociedade pode se manter por longo tempo diante de tal situação;
2- As revoluções tecnológicas das últimas cinco décadas, fez avançar um grande potencial produtivo e informacional, automatizando em boa parte as grandes fábricas, facilitando as reestruturações produtivas, enxugamento dos quadros de funcionários, etc, tendo como consequência a expulsão de um grande contingente de trabalhadores de seus postos, aprofundando o desemprego em massa.
Por outro lado, a nova divisão mundial do trabalho que surge, incrementou o processo de deslocalização permanente de grandes plantas industriais para o leste asiático desde os anos 70 e 80 do século passado, abrindo o caminho para uma espécie de "desindustrialização" relativa e regresso neocolonial de nossa economia, cada vez mais ancorada em exportações primárias para o mercado mundial;
3- Os efeitos mais graves dessas profundas transformações que ocorrem em nossa economia, é o aprofundamento sem par, de um desemprego de caráter estrutural, que toma conta do país, faz avançar a precarização do trabalho e das condições de existência de nosso povo;
4- Uma outra chaga que cresce e tem tomado conta de nossa sociedade é a fome. As cenas repugnantes de seres humanos se humilhando em filas para conseguirem osso para se alimentarem, ou mesmo as imagens traumáticas de pessoas sem comer, pedindo trocados e dormindo nas ruas e viadutos de nossas cidades são cada vez mais comuns e naturalizadas. Isso é sinal de decomposição social e de barbárie nua e crua que tomou conta não só do Brasil, mas de todo o mundo governado pela burguesia. Os capitalistas, grandes empresários, banqueiros, latifundiários, megas comerciantes etc, perderam a capacidade de se manterem no controle da sociedade. O que nos reservam, como produto da crise capitalista, é mais desemprego, fome e guerras;
5-A carestia dos produtos básicos de consumo dos povo trabalhador e pobre, tem impedido o acesso das massas populares a comida, gás de cozinha, luz elétrica, água etc. As classes dominantes brasileiras de origem escravocrata, enquanto empobrece nosso povo, tem se beneficiado de uma das mais cruéis concentrações de renda do globo.
E diante do atual surto inflacionário que toma conta do país, ficam ainda mais ricos às custas da miséria de nosso povo;
6- O Brasil vive dessa forma, um total desmonte de sua estrutura social, regredindo a estágios já superados em seu nível de desenvolvimento econômico, ficando claro que as classes dirigentes da nação perderam o rumo e tornaram-se ainda mais os vetores da radicalização do processo avançado de maior dependência e subdesenvolvimento nacional em benefício do capital estrangeiro e imperialista;
7- Diante de tal situação dramática, é preciso que nosso povo entre em movimento, se mobilize em torno de um Programa que expresse seus interesses mais imediatos.
No entanto, precisamos de organismos que possam corresponder politicamente e socialmente a tais demandas históricas, mas também imediatas. Ou seja, é preciso pôr em pé, construir no país comitês de base contra o desemprego, a fome e a carestia;
8- Propomos a criação dos Comitês de desempregados, que aglutine, centralize e organize os trabalhadores que estão sem empregos, mas também, que possa aproxima-los no sentido organizativo, dos operários que estão trabalhando;
9- Os Comitês de Luta dos Desempregados também se propõe a atuar no combate à carestia e à fome. Como propostas programáticas concretas, defendemos:
Contra o desemprego, redução imediata da jornada de trabalho. Diminuir a jornada para que todos e todas trabalhem;
Contra a carestia, propomos a mudança imediata da política de preços da Petrobrás e a reestatização da empresa sem indenização, sob controle de um Comitê dos trabalhadores petroleiros; e que seja abolido a negociação de papéis e títulos da empresa na bolsa de Nova Iorque;
Propomos o congelamento dos preços dos produtos de consumo popular, como alimentos, energia elétrica, gás de cozinha, água potável, internet, etc;
Propomos uma renda mínima emergencial de um salário mínimo aos trabalhadores desempregados, por parte do Estado brasileiro;
Diante do avanço da crise e do desemprego, defendemos a ocupação sob gestão operária das empresas que demitirem.
As massas não podem ficar passíveis e imóveis em completa inanição, enquanto suas condições de vida se degradam e os magnatas ficam mais ricos. Ao não atendimento de tais demandas básicas, defendemos as novas "marchas da fome", organizadas pelos Comitês de Desempregados e luta contra a fome, para ocupar as grandes redes de hipermercados multinacionais, que tiram todo o proveito de nossa gente, devido às suas posições monopolistas;
Defendemos o não pagamento da dívida pública (interna e externa), que tem consumido a maior parte das riquezas produzidas por nosso povo, em benefício dos grandes banqueiros e magnatas internacionais do capital, que ano após ano, abocanham quase a metade do orçamento público brasileiro, parasitando às custas de nosso suor e sangue;
Defendemos a luta dos trabalhadores sem terra e dos povos indígenas, que vêm sendo vítimas dos interesses mais retrógrados e desumanos do latifúndio, batizado pela grande imprensa capitalista de "agronegócio", numa clara jogada ideológica para confundir o povo brasileiro. Umas das únicas formas viáveis para um salto no nosso desenvolvimento econômico e social, bem como para humanizar os trabalhadores do campo, bem como garantir a existência dos povos originários em nosso país, é transformar radicalmente as relações no campo brasileiro. Nessas condições, defendemos intransigentemente a revolução agrária, que coloque fim à criminosa concentração da terra, sob monopólio dos grandes exploradores do povo brasileiro;
Defendemos a nacionalização do capital financeiro e das grandes empresas monopolistas, sob o controle das massas trabalhadoras;












