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segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

Novos tempos para o sindicalismo brasileiro * Carlos Santana - RJ

Novos tempos para o sindicalismo brasileiro
Carlos Santana - RJ
Rio de Janeiro, 23 de janeiro de 2023


Ouvimos neste último dia 18 a proposta do presidente Lula sobre uma nova estrutura sindical. Em reunião com a presença do ministro do Trabalho e representantes sindicalistas, nosso presidente prometeu mudanças na economia e no Imposto de Renda, além de receber demandas de setores sindicais sobre o salário mínimo. Tendo parte de minha vida dedicada à luta sindical, posso afirmar que recebi com muita esperança esses sinais de que estamos diante de novos tempos para os sindicatos de nosso país.

O período entre 2013 e 2022 é de suma importância para entendermos a necessidade de estarmos atentos às propostas de reestruturação no mundo do trabalho e seus movimentos de defesa aos direitos trabalhistas adquiridos ao longo de décadas de lutas dos trabalhadores organizados. Dentro desta década, passamos por um processo de intensos ataques ao Estado nacional através da criminalização da política e dos partidos de esquerda. Através das fissuras causadas no tecido social nestes tempos, passamos a conviver com a ascensão da extrema-direita e suas investidas sobre as pautas sociais. Destaco neste processo o evidente conluio entre grandes corporações empresariais e a grande mídia nacional, reunidas para fortalecer a Operação Lava Jato, o impeachment da presidente Dilma Rousseff e as propostas reformistas, que destruíram os alicerces sindicais de nosso país.

É importante falarmos o quanto a vitória de Jair Bolsonaro em 2018 é produto direto e final de toda a caminhada de desestabilização social e política nessa década arrasadora para a nossa história. Entretanto, passados os episódios de embate de narrativas, derrotamos Bolsonaro nas urnas, mas a ideia ainda continua viva. É de suma importância, com isso, sabermos guiar os rumos deste novo e promissor momento para nossos sindicatos.

Façamos um exercício estratégico ancorado nesta nossa nova realidade mundial. Assim como o mundo do trabalho exige que façamos a constante autocrítica sobre nossos posicionamentos, o movimento sindical precisa estar atento aos avanços de outros movimentos sociais e apostar em um amplo diálogo. Não podemos ignorar, por exemplo, avanços nas pautas dos movimentos negros, femininos, de juventude, de gênero e outros mais. Além disso, é urgente estarmos atentos às novas tecnologias de comunicação e interação; o mundo digital já é mais do que uma realidade em nossos dias. Como vamos nos posicionar diante deste fato social, o qual nossas vidas passam também pelos aplicativos de celulares?

Com o avançar dessas novas ideias intimamente ligadas às realidades digitais, avançou sobre o corpo social os discursos do empreendedorismo que abraçaram a realidade de muitos trabalhadores e trabalhadoras que se viram desamparadas diante do desmonte causado pelas reformas neoliberais. A ideia de que o Estado e os movimentos organizados em nada contribuíram ou contribuem para manutenção de direitos e do bem-estar foi amplamente vendida para a grande massa de compatriotas que se lançaram às incertezas de trabalhos que antes deveriam ser paliativos, mas se tornaram rotineiros, passando a ser o único sustento de famílias.

O estrago causado pela ideologia do “faça você mesmo” nos levou à “uberização” do trabalho. Quantos jovens sequer conhecem os benefícios dados pela legislação trabalhista e que repetem discursos negativos sobre o Fundo de Garantia e a previdência?

Estejamos alertas para nossa nova realidade! É necessário não perdermos o bonde da História! Avançamos alguns passos quando, por exemplo, voltamos a ter um Ministério do Trabalho, instituição histórica nesta luta dos trabalhadores. Agora, não podemos deixar de ampliar nossas frentes junto aos movimentos que estão, passo a passo, fazendo avanços e recuos, ganhando e cedendo espaços para contar vitórias expressivas nesta conjuntura que se desenha sobre esperanças para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil.

Vamos juntos e juntas, companheiros e companheiras, caminhar sobre as estradas desses novos tempos para o sindicalismo brasileiro!

Carlos Santana

Ex-deputado federal por cinco mandatos pelo PT-RJ; Presidente do Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil; Presidente estadual da CUT-RJ; Professor universitário; Doutor em História pela UFRJ e Bacharel em Direito.
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domingo, 6 de novembro de 2022

HOMENAGEM * Andréa Matos - RO/Alba Valéria Aparecida da Silva-GO

HOMENAGEM


Um brinde a você que sobreviveu à longa noite fascista que se instalou no Brasil, desde 2016;


Um brinde a você que foi chamado de petralha, comunista, apenas por ter demonstrado apreço à democracia e à liberdade;


Um brinde a você que inúmeras vezes foi ameaçado e ironizado nas redes sociais;


Um brinde a você que não desistiu de lutar, mesmo quando toda a massa ignara e a grande imprensa insistia no seu discurso neo-fascista;


Um brinde a você que, pra se preservar, cortou laços com tantas pessoas com quem tinha ,antes da grande noite , um convívio sadio;


Um brinde a você que não bebeu da fonte do ódio que se espalhou pela Nação, disfarçada de justiça;


Um brinde a você que descartou o rótulo de “cidadão de bem”, enquanto milhões perdiam os direitos previdenciários e trabalhistas;


Um brinde a você que sempre foi solidário com a parcela mais frágil da sociedade;


Um brinde a você que se indignou diante das tragédias ambientais;


Um brinde a você que se entristeceu diante da verdadeira chacina que foi a pandemia de Covid;


Um brinde a você que sempre acreditou na Ciência, na vacina e não na cloroquina;


Um brinde a você que não se curvou aos falsos profetas, disfarçados de Messias;


Um brinde a você que nunca abriu os dedos das mãos pra fazer gesto de “arminha”;


Um brinde a você que resistiu, mesmo, quando milhões acreditavam no falso mito;


O percurso será longo e duro para reconstruir tudo o que destruíram, mas um brinde a você que acreditou que a primavera chegaria.

UM BRINDE À ESPERANÇA 


Eu hoje brindo a você

Que é um sobrevivente

De um governo demente Incompetente

 e fascista Tirano e egoísta 

Que no Brasil se instalou

Mas em trinta de outubro

O povo decidiu tudo

E o fascismo derrotou


Hoje eu brindo a você

Que foi chamado de petralha

De jumento com cangalha

E de pão com mortadela

Brindo a você, brindo a ela

Que resistiu a esse relho

O nosso sangue é vermelho

A bandeira verde e amarela. 


Eu hoje brindo a você

Que foi chamado comunista

De vagabundo petista

Mas que manteve a labuta

Que nunca fugiu da luta

Foi na urna e votou

E com seu voto derrotou

O genocida egoísta



 Eu hoje brindo a você

Que votou por liberdade

Que acreditou na igualdade

De um país mais humano

Botou pra fora o tirano

Trouxe de volta a alegria

Pois nossa democracia

Já não suporta esse dano.


Eu hoje brindo a você

Que nas redes sociais

Sofreu por coisas banais

Ironias, ameaça

Levante agora sua taça

E comemore feliz

Pois vencida a desgraça

Que assolava o país.


Eu hoje brindo a você

Que não deixou de lutar

Não deixou de acreditar

E de esperar por bonança 

Que manteve a esperança 

De ver chegar a justiça

Que com muita temperança 

Pôs fim a tanta injustiça

Derrotando o fascista

Que causava insegurança.


Eu hoje brindo a você 

Que viveu esse episódio

Vendo imperar o ódio 

Aqui, ali, mais além

Pelo " cidadão de bem "

Que fez arminha com a mão

Que ameaçou a nação 

E hoje está sem ninguém.


Eu hoje brindo a você

Que sempre foi solidário

Com índio e o operário 

E com a causa indigenista

Que o governo salafrário

Tratou com tanta injustiça.


Eu hoje brindo a você

Que perdeu gente com COVID

Eu peço ninguém duvide

Acreditou na vacina 

Mas esse tal presidente

Sociopata, incompetente

Quis tratar com cloroquina


Sei que o percurso foi longo

Foi triste, foi dolorido

Seu caminho foi sofrido

Mas você ficou na espera

Do raiar de um novo dia

Fé, confiança e alegria

Eis chegada a primavera.


Professora Alba, poetisa do entorno.

***

quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

UNIDOS LUTAMOS MELHOR *

 UNIDOS LUTAMOS MELHOR


O desespero dos patrões é por lucro. Por isso, em todo o mundo, eles comandam a invasão de países, matam líderes políticos, inventam crimes contra outros, expulsam multidões de suas terras, tudo por minérios, florestas, rios, nascentes de água, petróleo, enfim, riquezas, as quais serão transformadas em mercadorias a serem vendidas em outros lugares, para felicidade de uns poucos. Aonde houver direitos sociais e trabalhistas, como no Brasil, eles - os patrões - estão arregimentando lacaios, como os políticos de nosso país, para votarem no parlamento pela extinção do nosso maior patrimônio, as leis da educação pública para todos, da saúde pública para todos, da geração de empregos para todos, da aposentadoria - por tempo de serviço, por invalidez, por idade - para todos, da renda mínima como proteção contra a fome para todos, enfim, da seguridade social universal como garantia de uma vida digna para todos.

Mas ao invés disso, o resultado está diante de nossos olhos. Além de todas as desgraças causadas por eles - OS PATRÕES E SEUS LACAIOS - temos ainda a pandemia, matando milhões mundo afora e milhares no Brasil, sob o escárnio e o deboche das camadas mais ricas e dominantes que já se viu, os milionários e os políticos brasileiros, onde se encaixa bozonaro - UM BANDO DE ESCRAVISTAS - que se juntam para se fartarem às nossas custas, roubando as verbas destinadas ao combate dessa praga apocaliptica chamada COVID-19. Todos temos constatado no dia a dia o concluio da mídia, do judiciário, das forças de segurança - FORÇAS ARMADAS inclusive - das principais lideranças religiosas, enfim, todo o aparato político do nosso país com essa máquina mortífera das reformas neoliberais escravizando o nosso povo. Em cada Estado e Município a maracutaia é uma só: ROUBAR. Todo o mundo assistiu boquiaberto a fanfarra com o escravista CRIVELLA. Quem votou nele, não tenha dúvida: é pior que ele. Quem defende ele, já passou da hora de atravessar para o lado de dentro das grades das cadeias. Pois é mais do que claro: CRIVELLA é um miliciano dos mais cruéis de que se tem notícia, uma vez que só não roubou mais porque não teve como carregar. Mas isso ocorre em todo o Brasil e poucos ainda se deram conta disso.


Ao lado de toda essa parafernália do roubo aos cofres públicos, vem a ladainha da contenção de gastos, cortes de verbas etc, e aí entra o fim do AE-AUX.EMERGENCIAL,que vai jogar as pessoas no desespero e vai causar mais transtorno. O primeiro deles é o assalto, por parte daquela camada marginalizada, que acha "mais fácil" roubar pobre do que se unir e lutar em benefício de todos. Em seguida, os saques, que são uma forma organizada, consciente de lutar por sobrevivência, porem insuficiente pra solucionar os problemas sequer imediatos da massa despossuída. O esgotamento da seguridade social dos desempregados gerado pelo fim do Seguro Desemprego de cada um tira o chão de milhões de trabalhadores que estão neste momento buscando uma fonte de renda para suprir suas necessidades. E na ponta desse iceberg estão os "biqueiros/biscateiros/temporarios"  de todo tipo que não tem 13º salário nem caderneta de poupança ou outra forma de renda pra segurar suas vidas. Esse conjunto de sub-categorias socioeconômicas forma o "vulcão" do caos social pronto para explodir. As campanhas por cestas-básicas que vem ajudando segurar a situação dessas pessoas desde o início do ano são insuficientes para estabilizar a vida de quem quer que seja. Como não há política social nenhuma de respaldo a essa massa de pessoas carentes, a solução é obedecer às ordens do estômago: saques, depredações e arrastões, com o pais forrado de mortos/vitimas da repressão implacável que a classe dominante tem a oferecer como espetáculo. 


 Um demonstrativo dessa  situação que vem por aí são as concentrações de massa nas portas das agências da Caixa Econômica Federal. Tem um filão de Auxilio Emergêncial , outro de Bolsa Família, outro de Seguro Desemprego, outro de 13º salário, mais Aposentados e Pensionistas. Essa mistura explosiva está fazendo o chão da revolta se mover, porque daí é que as pessoas veem o tamanho da desgraça gerada pelas reformas dos escravistas neoliberais.


 Mas pra piorar tudo isso falta organização popular "revolucionaria",  desde as comunidades carentes até ao topo da classe trabalhadora para conduzir esse conflito latente até a sua eclosão em lutas consequentes e quem vai se beneficiar de toda essa (nossa) fragilidade é o Crime Organizado, que através dos saques e arrastões, fará "caixa" pra financiar o seu armamento. Nessa situação - a nossa - nós não temos aliados. O que as religiões podem fazer, já o fazem: cestas básicas e orações. O que os políticos "coronéis de bairros e favelas" sempre fizeram, estão fazendo: organizando a repressão contra o povo. O que seria de se esperar dos partidos e líderes populares, que seria se juntar a nós pra encontrar saídas, podemos esquecer: NÓS FINANCIAMOS AS FESTAS RICAS DELES E ELES ESTÃO SE FARTANDO.  Então, só nos resta irmos à luta. Todas as propostas e exemplos de iniciativas são bem vindas. 


Estas são as condições objetivas e subjetivas para organizarmos novas MARCHAS CONTRA A FOME E O DESEMPREGO. Mas pra isso ocorrer precisamos criar Comitês Populares de Defesa dos Trabalhadores nos bairros e nas favelas e viabilizar trabalho, pão, moradia e dignidade para todos.


CALOTE NA DÍVIDA PÚBLICA

REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO

GATILHO SALARIAL JÁ

AUXÍLIO EMERGENCIAL PARA DESEMPREGADOS E DOENTES CRÔNICOS

ÁGUA E LUZ GRÁTIS PARA DESEMPREGADOS E IDOSOS

PASSE LIVRE PARA DESEMPREGADOS JÁ

MORADIA URGENTE PARA TODOS OS SEM-TETOS


*UNIDOS LUTAMOS MELHOR*