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quarta-feira, 6 de março de 2024

NOTA DE REPÚDIO CONTRA A INVISIBILIZAÇÃO DOS POVOS INDÍGENAS NO BRASIL * Maria Lídia Tupinambá - MA

NOTA DE REPÚDIO CONTRA A INVISIBILIZAÇÃO DOS POVOS INDÍGENAS NO BRASIL

A Coordenação e o Conselho Nacional da Rede Nacional de Articulação dos Indígenas em Contextos Urbanos e Migrantes – RENIU, na qualidade de movimento com presença e ramificação em todo território nacional, vem repudiar a maneira e a forma em que, de maneira velada ou aberta, tem se praticado a violência política e a tentativa de imposição de uma linguagem única em relação aos povos e comunidades indígenas no Brasil, sobretudo com a imposição de uma esdrúxula forma de apagamento, invisibilização e racismo estrutural que vem sendo desferido contra nossas lideranças e especialmente contra os indígenas que vivem nas cidades.

Essa desconstrução inicia por estereótipos, estigmas, proibições de acesso de indígenas em contextos urbanos em editais preconceituosos que limitam acesso apenas a indígenas de aldeias (apesar que quando há interesse esse quesito é relaxado para colher demandas de lideranças políticas, e ou mesmo indígenas).

Dentro da política de autodeclaração enquanto direito de todas e todos não há espaço para discriminação, e sim de acolhida. E nesse sentido a RENIU repudia a eventos desta natureza, defende seus articuladores e apoiadores indígenas e indigenistas (pois os mesmos tem sofrido por atuarem em prol da temática do indígena em contexto urbano de forma ampla e irrestrita), e exige respeito pois indígena é indígena onde ele estiver! 
Assina pelo Conselho Nacional da RENIU: 
Adriana Korã Kariri Sapuyá, Ana Paula Tupinambá Pataxó Hã Hã Hãe, Alice Guarani, Eni Carajá, Evandro Wapichana, Jamerson Lucena, Leila Castro, Luana Guarani, Luciana Guarani, Marcio Tabajara, Maria Lídia Tupinambá, Rosa Maria Guarasugwe.

terça-feira, 29 de agosto de 2023

terça-feira, 31 de janeiro de 2023

O ESPÍRITO DA FLORESTA * BRUCE ALBERT / DAVI COPENAWA - CIA DAS LETRAS

O ESPÍRITO DA FLORESTA
BRUCE ALBERT / DAVI COPENAWA

SOS YANOMAMI

Nos últimos dias, o Brasil tomou conhecimento do violento descaso com a vida Yanomami durante o governo de Jair Bolsonaro. O resultado de tamanha negligência estatal para a comunidade indígena — e, portanto, para o povo brasileiro — é devastador e inadmissível.

Diante dessa alarmante situação, a Companhia das Letras e a Hutukara — associação presidida por Davi Kopenawa e que atua há mais de 18 anos na garantia de direitos do povo Yanomami — pedem seu apoio:

Na compra do livro "O espírito da floresta", de Davi Kopenawa e Bruce Albert, todo o lucro obtido será direcionado ao fundo emergencial de apoio aos Yanomami. Com desconto de 30% e frete grátis, a ação acontecerá apenas no site da Companhia, entre 30/01/2023 e 15/02/2023 (ou até acabar o estoque). O título será enviado aos leitores a partir de 24/03/2023, data de seu lançamento nacional.

Dos mesmos autores de "A queda do céu", o volume reúne reflexões e diálogos que, a partir do saber xamânico dos Yanomami, evocam, sob diversas perspectivas, as imagens e os sons da floresta, a complexidade de sua biodiversidade e as implicações trágicas de sua destruição.

Caso queira contribuir com a Hutukara de qualquer outra maneira, basta acessar
Pessoal esse livro vai direcionar todo o lucro pra um fundo dos povos Yanomamis, além disso está com frete grátis e 30% de desconto.

Campanha valida até dia 15/02

sábado, 28 de janeiro de 2023

ROTEIRO DO HOLOCAUSTO BOLSONARO * LIRA NETO / JORGE PONTES . BR

ROTEIRO DO HOLOCAUSTO BOLSONARO











BOLSONARIM GRILEIRO
SONIA BRIDI

Bolsonarismo é a raiz da tragédia ianomâmi


A tragédia humanitária que atingiu comunidades indígenas que fazem parte da Reserva Yanomami não foi um desastre, mas um projeto - e um projeto com as digitais de Jair Bolsonaro e de seus generais palacianos.


Para entendermos como o ex-presidente está imbricado nesta crise, temos de considerar que os teóricos do bolsonarismo ainda professam doutrinas e objetivos absurdamente anacrônicos e equivocados - do período do governo militar - quando o general Golbery do Couto e Silva, segundo suas próprias palavras, preconizava “inundar de civilização a hileia amazônica, a coberto dos nódulos fronteiriços, partindo de uma base avançada constituída no Centro-Oeste, em ação coordenada com a progressão Leste-Oeste segundo o eixo grande rio”.


Ora, simplesmente “inundar de civilização” a Amazônia não nos parece medida que harmonize com os modernos ideais de equilíbrio, conservação e sustentabilidade, e tampouco respeita a necessidade de preservação da biodiversidade da região.


A complacência e, até certo ponto, a permissividade com que esse pensamento, nos dias atuais, não apenas aceita como incentiva algumas atividades econômicas extremamente destrutivas para a Amazônia, como garimpos, lavra de arrozeiros e madeireiros, talvez seja um resquício dessa visão de Golbery, na qual “inundar a região de gente" era o que mais importava, sem se levar em conta o grande número de pessoas que explorariam atividades não sustentáveis e extremamente danosas ao meio ambiente.


E, coincidentemente, há uma outra obsessão, também presente na "doutrina" bolsonarista: a defasada ideia fixa da cobiça internacional sobre a Amazônia. É aí que entra exatamente a questão da Reserva Indígena Yanomami, onde o ideário do ex-capitão a enxerga, em delírio, por conta de suas dimensões e da contiguidade com o território venezuelano, como um grande perigo para a nossa soberania.


A par da expressiva quantidade de militares - da reserva e da ativa - que apoiaram (e ainda apoiam) Jair Bolsonaro, nos parece que tais idéias e premissas defasadas ainda seriam compartilhadas nas fileiras, e até nas escolas de formação e aperfeiçoamento, do nosso Exército.


De volta aos dias atuais, lembramos que os yanomami enfrentam essa crise sanitária e humanitária sem precedentes, exatamente devido ao avanço do garimpo ilegal na região. Só na última semana quase mil indígenas foram socorridos em estado de saúde gravíssimo.


E essa percepção em relação à tolerância do pensamento militar com algumas atividades que degradam o meio ambiente infelizmente vem se sedimentando aos olhos da sociedade. Exemplos não faltaram ao longo do tempo: da crise dos arrozeiros em Roraima nos idos de 2008, até a tragédia do meio ambiente do governo de Bolsonaro, cuja administração ambiental foi inundada de policiais militares e oficiais do Exército, sem qualquer ligação direta com temas ambientais.


Um exemplo - recente - dessa situação foram as sete autorizações concedidas, em dezembro de 2021, pelo general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), para projetos de mineração de ouro em uma das regiões mais preservadas do país, em São Gabriel da Cachoeira, na Cabeça do Cachorro, extremo noroeste do Amazonas, fronteira do Brasil com a Colômbia e a Venezuela.


Nessa área encontram-se o Parque Nacional do Pico da Neblina e algumas terras indígenas. Segundo matéria da Folha de São Paulo, em 5 de dezembro de 2021, a região onde as permissões de pesquisas foram concedidas abrigam 23 etnias indígenas. Esses projetos na região de São Gabriel da Cachoeira representam uma área de 12,7 mil hectares, e seis desses empreendimentos ocorrem em “terras da União”.


O general Heleno, que claramente extrapolou ao expedir essas concessões de pesquisa, foi um dos principais conselheiros de Bolsonaro, e foi também secretário-executivo do Conselho de Defesa, órgão consultivo do presidente da República em temas de soberania e defesa.


Infelizmente, podemos estar testemunhando o início do processo de degradação de uma das áreas mais protegidas e intocadas da nossa floresta, e, por consequência, a ocorrência de outras crises humanitárias, tendo como vítimas as respectivas populações indígenas que habitam aquela região.


Com esse derrame de autorizações, Augusto Heleno provavelmente tenha atuado conforme a velha e retrógrada cartilha de Golbery.


Por oportuno, é chegada finalmente a hora do atual governo promover uma revisão nos currículos, doutrinas e conceitos ministrados nas escolas de formação das nossas forças terrestres, visando atualizá-los. Nada mais importante para o nosso Exército do que se descolar do trágico ideário bolsonarista.


E, finalmente, o ex-presidente Jair Bolsonaro e, principalmente, o seu vice-presidente, Hamilton Mourão, que era coordenador do Conselho Nacional da Amazônia Legal, deverão ser formalmente questionados sobre as medidas que tomaram - e deixaram de tomar - para evitar a tragédia que atingiu o povo ianomâmi.


https://veja.abril.com.br/coluna/jorge-pontes/bolsonarismo-e-a-raiz-da-tragedia-ianomami/ 

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sábado, 14 de janeiro de 2023

CAMPANHA POR UM MUSEU DE E PARA OS POVOS INDÍGENAS * André de Paula - RJ

 CAMPANHA POR UM MUSEU

DE E PARA OS POVOS INDÍGENAS
LUIS MÁRIO

Carta de Lançamento da Candidatura Coletiva para a Gestão Participativa do Museu dos Povos Indígenas/ FUNAI-RJ


Para:


Ministério dos Povos Indígenas

Exma. MINISTRA Sônia Guajajara


Fundação Nacional dos Povos Indígenas-FUNAI

Exma. Presidenta Joênia Wapichana


Pessoas, comunidades e movimentos indígenas de todo o país


Movimentos sociais e sociedade civil organizada



Reunidos neste último domingo, dia 08 de janeiro de 2023, em Assembleia na Aldeia Maraká’nà, com a presença de diversos segmentos do Movimento de Rexistência Indígena da cidade, região metropolitana e Estado do Rio de Janeiro dentre eles: crianças, mulheres, jovens, artistas, professores de diversas áreas e profissionais de saúde, com nossos mais velhos (Tamui), apoiadores de universidades e institutos federais, além de organizações e expressões significativas dos movimentos sociais e comunitários e etnias indígenas de diversas localidades do país. Analisamos coletivamente a atual conjuntura de RETOMADA DEMOCRÁTICA do Estado de Direito no Brasil, bem como a referência da política indígena e indigenista do marco constituinte de 1988, com a criação do Ministério dos Povos Indígenas e a recuperação da FUNAI do ostracismo em que se encontrava nos últimos governos;


Compreendendo este contexto, e o lançamento de candidaturas individuais para a Direção do referido Museu/ FUNAI-RJ e visando contribuir com esta Retomada da Funai para os Povos Indígenas, nos reunimos visando oferecer a nossa contribuição coletiva ao novo governo nesta perspectiva de Retomada e Protagonismo dos Sujeitos Coletivos Indígenas;


Compreendendo ainda as demandas por Direitos dos Povos, Comunidades e Pessoas Indígenas no Estado do Rio de Janeiro;


Considerando a História das Lutas Indígenas neste Estado, principalmente nas últimas décadas desde a ECO* 92 e a formação desde então de um Movimento de Rexistência Indígena vigoroso que aqui representamos;


Vimos por esta lançar a nossa CANDIDATURA Coletiva de Gestão Participativa do Museu dos Povos Indígenas / FUNAI-RJ, que ora denominamos:


KOLETIVA DE GESTÃO PARTICIPATIVA Por um Museu dos Povos Indígenas/ Funai-RJ DOS, POR e PARA os Povos Indígenas.


Elegemos representações de cada segmento constitutivo do Movimento, com a função de mobilizar, organizar e dar consequência às demandas das pessoas, comunidades e povos indígenas do Estado 


Elegemos assim as seguintes representações:


Kaê Guajajara – Mulheres, Juventude e Cultura


Julia Otomorinhorio Xavante – Arte, Memória, Educação e Cultura


Aline Rochedo Pachamama / Churiah Puri – Mulheres, Literatura, Memória, História, Língua, Reparação e Lei 11.645


Luciana Tupinambá – Crianças e Educação


Mônica Lima Tripuira Kuarahy Manaú Arawak – Mulheres e Saúde Mental


Ainara Guarani – Língua e Cultura


Txama Puri – Língua e Memória


Urutau Guajajara – Comunidades, Gestão Participativa, Direitos e Povos Indígenas em Contexto Urbano


Reconhecendo a necessidade de repensarmos a MEMÓRIA E CULTURAS Indígenas de forma a atender a necessidade de quem de fato precisa delas, seus sujeitos, historicamente minorizados, e vítimas do etnocídio, do apagamento. A fim de que superemos de fato o colonialismo e a colonialidade até hoje presentes e constituintes da formação do Estado brasileiro, decidimos com esta Carta, lançar esta Campanha.


Por fim, elegemos o Cacique Urutau Guajajara, nosso mais velho (Tamui), memória viva e protagonista da trajetória histórica do movimento indígena neste estado, reconhecido em todo o território brasileiro e internacionalmente pela luta da Aldeia Maraká’nà e pelo reconhecimento das pessoas, comunidades e retomadas indígenas em contexto urbano.


Neste sentido, solicitamos a atenção de todas as pessoas a nossa candidatura, suas intenções e princípios coletivos, seu Projeto, propostas, questões, debate, e para a apresentação detalhada de cada uma das lideranças representadas nesta KOLETIVA DE GESTÃO PARTICIPATIVA que apresentaremos publicamente na campanha, acima denominada, que ora iniciamos aqui.


Contamos com o apoio de todas as pessoas, de forma a qualificar este processo de debate e definição da nova gestão do Museu / Funai-RJ, de forma democrática e participativa, e de forma que esta nova FUNAI possa de fato atender às demandas de direitos das pessoas e comunidades indígenas no Rio de Janeiro e de todo o país.


Esperamos encaminhar a todas as pessoas interessadas, nesta nossa Campanha aqui iniciada, mais informações, a apresentação de cada uma das lideranças desta Koletiva, propostas e projeto de gestão coletiva participativa


Agradecemos à atenção de todas,


E subscrevemos:

Por KOLETIVA DE GESTÃO PARTICIPATIVA 

Por um Museu do índio/ FUNAI-RJ de, por, e para as Pessoas, Comunidades e Povos Indígenas


Ayaya

Awere

Sawe

Kuekatureté 

Katu ahy

Mygutykara jombeah

Aguyjeveté 


*Conferência das Partes da ONU para o Desenvolvimento Sustentável – Rio Eco 92 

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quarta-feira, 16 de novembro de 2022

OS ÍNDIOS NORTE AMERICANOS * José Antonio Sola

 OS ÍNDIOS NORTE AMERICANOS

ACESSE E LEIA GRÁTIS

Dica para aprofundar a compreensão do Brazil atual.

Arnaldo Payayá - BA


Leitura obrigatória para os indígenas brasileiros, principalmente, os caciques e ativistas da luta indígena nas cidades compreenderem os ataques as instituições indigenistas e territórios indígenas em nível internacional


Como os povos indígenas territorializados nos EUA tratavam os indígenas desterritorializados? Qual é a situação dos indígenas hoje nos EUA?


Lutas indígenas dos EUA x Brasil: as duas elites atuam aliadas, em alguns setores, a estadunidense manda. Nos dois países predomina o domínio dos capitalistas nacionais e internacionais.


O que a luta indígena dos EUA (capitalismo desenvolvido) pode ensinar a luta indígena do Brasil (capitalismo em desenvolvimento/expansão)?


Qual será o destino da luta indígena brasileira tradicional diante a economia e a política dominadas pelos Patrões aliados aos estrangeiros como o EUA?


Onde o atual governo brasileiro aprendeu o ataque e desmonte das políticas indigenistas?


Quais elites internacionais apóiam o desmonte dos povos indígenas para apropriarem dos minérios, terras, matéria prima biológica, princípios ativos pra indústria farmacêutica, madeira, água doce...?


Por que algumas empresas estadunidense como bancos aumentaram os investimentos na extração de minérios na Amazônia?


Qual o destino da luta tradicional dos povos indígenas nos EUA e no Brasil? 


Como os povos indígenas devem lutar dentro da dominação global dos Patrões?


Comparativo dos fatos em épocas diferentes entre os dois países 


A luta indígena do Brasil caminha na mesma direção da do EUA. No EUA, a guerra foi declarada, aqui, a guerra foi aberta com apoio do Estado português, brasileiro  e hoje é sutil com omissão do Estado.


Lá os massacres ocorreram com a expansão e consolidação do desenvolvimento do Capitalismo. Aqui, os massacres estão ocorrendo com a expansão pra tornar um país de capitalismo hegemônico na relação do trabalho: tornar todos trabalhadores despossuídos. 


Lá o cristianismo teve papel fundamental na desarticulação dos povos. Aqui também e agora com caráter de infiltração silenciosa (falso consentimento, corrói os valores e tradições indígena e semeia o conflito dentro do grupo com falsa justificativa da livre escolha individual. Destrói todo o grupo).


Torna o veneno que as formigas levam pra dentro do formigueiro sem conhecerem seu efeito destruidor silencioso.


A luta tradicional lá caminhou pelas concessões e acordos com o inimigo achando que manteria a posse da terra. Terminou no ataque final com a destruição de territórios e limitou as reservas. Além de conflitar com a luta urbana. Aqui segue no mesmo caminho.  


Períodos políticos extremados causam o desmonte gradativo das políticas tutelares, ocorre do mesmo jeito aqui.


Os indígenas Andinos estão a frente do seu tempo. Eles sacaram há tempos que só o Projeto de Poder indígena com seus *aliados* pode dar voz aos indígenas dentro da dominação global dos patrões.


No Brasil, a maioria apostou na divisão (negando os desterritorializados ao invés de *aliar* contra o inimigo) achando que teria sucesso diante o inimigo global.


 Lembrando que: *EUA e Brasil* são os dois países da América estratégicos para os capitalistas globais continuarem dominando a América seja pela extensão, localização, população, PIB ETC

-Colaboração espontânea-


Nós e a república * Eni Carajá Filho * MG

NÓS E A REPÚBLICA

Eni Carajá Filho

Jokãntyhy Novembro 2022.


O Grande Espírito ainda chama, convoca nos a refletir sobre que República é essa que proclamada segue pisoteando sobre os povos Originários dessa terra, que são os indígenas.


Pisoteiam também sobre toda diáspora Africana que habita esse território e que foram escravizados junto aos que aqui já estavam e que boa parte haviam sido chacinadas a exemplo dos Karajá, invisibilizam os povos tradicionais, Quilombolas, Marisqueiros,os das Vazantes, apanhadores de flores, castanhas, dos faxinais,  Congadeiros, Moçambiqueiros, e todos aqueles que ousassem  a lutar por dias melhores para todos, mas a República seguiu perversa, engordou se nas diversas e diferentes ditaduras.


Seguiu concentrando a riqueza adquirida sob o lombo desses povos e dos demais que viviam na Terra se Santa Cruz, e quem usufruiu   foi uma elite reacionária, militarizada e que arrota ordem e progresso, para quem?


Essa República ainda tem concerto e as eleições no Brasil de 2022 mostrou um novo desenhar na política, uma reaglutinação de forças democráticas de centro, esquerda, com potente acompanhamento da imprensa, de setores que não concordam com a forma de gestão que usa o Deus como escudo para tampar as falcatruas e blindar escondendo por mais de 100 futuros anos aquilo que se fez e deveria estar difundido no portal da transparência para pleno conhecimento de todos os 215 milhões de brasileiros e das demais nações.


Essa tirania promoveu a mais contundente disseminação de práticas anti o culto alheio e de intolerancia religiosa que se percebeu, a ponto de na campanha eleitoral disseminar notícias falsas, comprar Pastores e subverter a Divindade.


A república do orçamento secreto será sepultada com a troca de comando, Luiz Inácio Lula da Silva, que liderou todas as pesquisas de intenção de votos desde o início da campanha, retorna ao topo desse poder, eleito em segundo turno e o Brasil demonstrava que assim como sua história republicana, não reelegeriam um despota, dando ao Ex Operário o direito legítimo de conduzir pela terceira vez essa nação e sabemos que o mesmo não fará milagres e sim fará a diferença a essa nação, restituindo minimamente aos nossos povos e aqueles em situação de vulnerabilidade, o direto a comer pelo menos três refeições dia, ter conforto de encostar a cabeça no travesseiro e dormir, seja na cama, na rede ou onde quiser, é preciso trazer empregos de volta, revogar as imbecilidades dos últimos seis anos praticadas no planalto central.


Que bom que estamos aqui para ver e escrever esse novo momento.


Faça sua parte nessa história e ajude a combater o feminicídio, a negação, a mordaça, o chicote, a matança que vinha sendo corriqueira em nosso país  que só clama pela verdadeira democracia.

domingo, 5 de junho de 2022

TIBIRA DO MARANHÃO * Maria Eugênia Gonçalves / Revista Híbrida

TIBIRA DO MARANHÃO
o índio que foi a primeira vítima da homofobia no Brasil
MARIA EUGÊNIA GONÇALVES

No livro “Viagem ao Norte do Brasil feita nos anos de 1613 e 1614”, o missionário francês Yves d’Évreux, da Ordem dos Capuchinhos, narra a execução de um indígena tupinambá que teve sua cintura amarrada na boca de um canhão instalado no Forte de São Luís do Maranhão. Quando os franceses e nativos rivais presentes lançaram fogo, metade do corpo caiu em terra e, o restante, desapareceu no mar. Este relato cruel trata-se do primeiro registro detalhado de homofobia em território brasileiro, praticado contra um índio conhecido como Tibira do Maranhão.

Tibira, termo tupi utilizado para designar aqueles que não se encaixavam nos padrões ocidentais de sexualidade, foi perseguido e torturado sob ordenação de d’Évreux pela prática da “sodomia” e por, segundo ele, parecer “no exterior mais homem”, mas ser “hermafrodita” e ter “voz de mulher”. Embora tenha tentado escapar, o índio foi capturado e executado em praça pública.

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sábado, 7 de maio de 2022

O QUE É O NARCOGARIMPO E COMO ELE ATINGE OS INDÍGENAS * Nexo Jornal

O QUE É O NARCOGARIMPO E COMO ELE ATINGE OS INDÍGENAS

O avanço desordenado do garimpo ilegal na terra indígena Yanomami documentado pelo relatório “Yanomami sob Ataque!”, divulgado na segunda-feira (11) pela Hutukara Associação Yanomami com apoio do ISA (Instituto Socioambiental), revela uma nova dinâmica: o envolvimento de chefes do tráfico de drogas na atividade.

A VOZ DA AMAZÔNIA

Segundo o relatório, agentes do PCC (Primeiro Comando da Capital), uma das maiores organizações criminosas no Brasil, vem assumindo o comando das atividades de exploração de ouro. O narcogarimpo também permitiu a formação de estruturas mais bem equipadas, com armas e abordagens mais violentas aos indígenas.

3.272

hectares de destruição pelo garimpo ilegal foram registrados até dezembro de 2021. A área é três vezes maior do que a detectada em 2018

Localizada na fronteira com a Venezuela, a reserva Yanomami é a maior do país. Ela foi demarcada em 1992, há três décadas, com área que equivale ao território de Portugal, e vem sendo palco de duas discussões centrais no Brasil: o avanço do garimpo ilegal e a ausência do Estado para socorrer essas comunidades.

Link para matéria:
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terça-feira, 14 de dezembro de 2021

Respeitem os povos da floresta * José Ernesto Dias / MA

 RESPEITEM OS POVOS DA FLORESTA!

Os nativos brasileiras

Precisam se multiplicar

Germinando e enraizando

Por todas as partes da nação...


Preservando a cultura

Dos povos do lugar

Os indígenas aos brancos

Tem muito o que ensinar...


Sobre a importância da floresta

Em pé sem derrubar

Os indígenas estranham a ganancia

Dos brancos invasores...


Morar na nativa floresta

É viver com qualidade de vida

Respeitem, preservando o que resta:

Nas terras dos nativos...


Onde se encontra na floresta

O alimento farto

Que a natureza oferece

É só chegar e pegar...


Tem carne dos animais silvestre

Nos rios e lagos tem o peixe

Tem variedade de espécie de frutas

Tudo, é só chegar e pegar...


Na floresta o povo tem fartura

Nada precisa comprar

Na mata tem de tudo

Para o povo se alimentar...


Aonde chega os, estranhos brancos:

Prometendo o progresso

Se instalam e, vão derrubando tudo:

Arrasando a riqueza da floresta...


Em curto prazo

Se desenvolve a miséria

Minguando o alimento farto

O povo do lugar padece...


Os invasores enricam

O povo do lugar empobrece 

Caindo na pindaíba

Ludibriado, no falso progresso…



São Luís – MA – 02 de Janeiro de 2021

José Ernesto Dias

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