Um desafio à Marx: lumpens organizados
Os fascistas ocuparam "militarmente" as redes sociais com um exército completo e bem equipado com comando tático e estratégico, linhas de comunicação e suprimento verticalizadas e rápidas e uma gigantesca retaguarda de produção de "munição" monetizada e até altamente lucrativa.
Desafiaram Marx e conseguiram organizar lumpens numa disciplinada tropa de combate - os Minions - e abriram trincheiras nos milhões de grupos de ZAP mistos, a maioria por eles criados e administrados.
Corações, mentes e multidões
Ali são travados intensos combates onde usam como arma a desinformação, agressões, ofensas e xingamentos e são cultivados o ódio e a intolerância, matérias-primas indispensáveis para a implantação de ditaduras fascistas
Para eles a Internet não é apenas uma nova mídia - como ainda a vêem as forças progressistas - mas milhões de assembleias populares aonde lutam todo o tempo para aprisionar corações e mentes.
Também é o principal instrumento de mobilização de multidões que são usadas como instrumento de pressão e até - como no caso de Dilma- para "legalizar" - golpes de estado.
Negacionismo de esquerda?
Os fascistas têm conseguido mobilizar multidões bem maiores do que as das forças progressistas só usando as redes e sem nenhuma inserção nos movimentos populares.
Já as forças progressistas minimizam o trabalho nas redes e dizem priorizar os movimentos de rua, usando, megafones, panfletos e bandeiraços e a Internet apenas como um quadro de avisos ou mídia auxiliar.
Têm amargado grandes decepções e o pior de tudo é que com essa estratégia equivocada deixaram desguarnecido o território em que o inimigo está atacando, facilitando o seu avanço e crescimento.
O ideal seria também atuarem nas redes sociais sem abandonarerm o corpo-a-corpo de rua, onde são imbatíveis.
A vanguarda exilou-se em bunkers de segurança máxima
Os poucos ativistas da vanguarda dos progressistas que chegaram a lutar nas trincheiras populares não resistiram às baixarias dos Minions e se exilaram em grupos só de progressistas onde eles são proibidos de entrar.
Participam agora apenas de poucos, pequenos e menos agressivos grupos mistos de Igreja, família, escola, condomínio, etc
Nas demais redes bloquearam - vibrando de alegria - os Minions - internautas, parentes e amigos - diminuindo mais ainda a dimensão e alcance do seu algoritmo. Caíram na armadilha dos fascistas: isolaram-se.
Formam hoje um grande arquipélago de bolhas sem ligação formal entre si e nem tampouco com as direções partidárias e dos movimentos sociais.
Nas redes sociais os progressistas falam apenas com progressistas - não atingindo as classes mais populares - numa comunicação horizontal, lenta, informal e ocasional.
A Resistência Popular
Nos territórios ocupados ficaram eleitores e admiradores das forças progressistas e seus líderes, quase todos sem nenhum vínculo partidário ou com movimentos sociais, com pouca consciência política e de classe e pertencentes ao lumpesinato.
Essa resistência popular se formou de forma espontânea. Um contingente grande mas fragmentado. Carente de um comando tático e estratégico, de linhas de comunicação e suprimento mais rápidas e principalmente de "munição" mais eficientes.
Perguntem ao Pepe Escobar se pode dar certo!
De um lado um Exército de Ocupação super organizado e equipado.
Do outro uma Resistência Popular não estruturada, fragmentada, sem comando, com linhas de comunicação lentas e sem munição eficiente.
Os fascistas já estão passando
O objetivo principal deste exército de ocupação é a destruição - física inclusive - das forças progressistas, suas lideranças, sua ideologia, sonhos e ideais.
Perderam algumas batalhas mas continuram avançando: hoje o número de pessoas que se declaram de direita já é o dobro dos que se dizem de esquerda.
As forças progressistas têm que acordar e se conectarem com a Resistência Popular já existente, fornecendo-lhe o apoio que necessita.
Caso contrário,
OS FASCISTAS PASSARÃO!
Fernando Perissè/PB
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