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domingo, 20 de abril de 2025

A Perseguição a Glauber Braga e os Limites da Conciliação: Quando a Coerência se Torna Crime * Prof Aurélio Fernandes/RJ

GLAUBER FICA
A Perseguição a Glauber Braga e os Limites da Conciliação: Quando a Coerência se Torna Crime

Por Aurelio Fernandes O pedido de cassação do mandato do deputado federal Glauber Braga não pode ser lido como um caso isolado ou meramente jurídico. Ele é, antes de tudo, um ato político com profundo significado. Trata-se de mais um episódio da perseguição sistemática a parlamentares que não se curvam às regras não escritas do jogo institucional brasileiro – aquelas que blindam os donos do poder e sufocam vozes dissidentes.

Glauber Braga se destacou nos últimos anos como uma das poucas figuras da esquerda parlamentar que mantém uma posição clara e combativa contra os interesses da direita e da extrema direita. Ele não mede palavras ao denunciar os esquemas, negociatas e acordões que permeiam o Congresso Nacional. E, mais do que isso, recusa-se a tratar o parlamento como uma vitrine de vaidades ou uma feira de conchavos.

Essa postura o tornou alvo preferencial de setores fascistas e do centrão fisiológico. Glauber incomoda porque denuncia. Porque expõe o que muitos preferem manter nas sombras. Sua atuação firme, especialmente nas comissões e nas votações mais sensíveis, mostra que ainda há espaço para coerência política dentro de uma instituição dominada por interesses privados.

O pedido de cassação contra ele se insere justamente nesse contexto. A justificativa oficial pode até usar a linguagem da moralidade e do decoro, mas o que está por trás é a tentativa de silenciar um parlamentar que rompe com o protocolo da conciliação. Glauber não "constrói pontes" com quem sabota os direitos do povo – ele denúncia. E isso, para a elite política brasileira, é inaceitável.

Mais do que criticar a direita, Glauber Braga tem apontado os limites da atual composição do governo Lula, centrada em uma lógica de conciliação de classes que historicamente se mostrou incapaz de promover transformações estruturais. A reedição do pacto social-democrata, em pleno colapso do neoliberalismo e sob pressão de uma extrema direita ativa, não passa de um paliativo frágil.

Essa crítica não é feita da oposição cínica, mas desde uma esquerda que entende a urgência do nosso tempo. Glauber representa um campo político que sabe que a mudança real não virá da negociação com os inimigos do povo, mas do enfrentamento organizado, enraizado nos movimentos populares, nos trabalhadores e na juventude combativa.

É por isso que sua presença no Congresso incomoda tanto. Porque ele atua como um vetor de radicalização democrática em um ambiente moldado para domesticar. Glauber Braga transforma a tribuna em trincheira, e isso não é figura de linguagem: é prática política. Sua coerência desmascara a hipocrisia dos discursos institucionais que, em nome da governabilidade, se ajoelham diante dos algozes da democracia.
Enquanto boa parte da esquerda se adapta aos limites impostos pelo sistema, Glauber insiste em ultrapassá-los. Ele entende que a política, para ser transformadora, precisa se reconectar com o povo e com seus interesses reais. E, nesse sentido, ele encarna uma ideia de política que vai além da gestão do possível: a política como "arte de tornar possível o impossível".

Essa concepção resgata a dimensão revolucionária da política. Não como utopia abstrata, mas como prática concreta de ruptura. Glauber sabe que nenhum direito foi conquistado por meio da conciliação com os opressores – todos vieram da luta. E sua atuação parlamentar reflete essa compreensão histórica.

O pedido de cassação, portanto, revela mais sobre os acusadores do que sobre o acusado. Mostra o medo das instituições diante de qualquer sopro de insubordinação real. Não é Glauber quem ameaça à democracia – é a tentativa de silenciá-lo que revela o quanto ela está fragilizada.

É preciso denunciar esse processo como parte de uma estratégia maior de contenção da esquerda combativa. O sistema tenta cooptar quem pode ser cooptado e destruir quem resiste. Glauber escolheu resistir, e paga o preço por isso. Mas sua voz segue ecoando porque ela fala verdades que muita gente sente, mas poucos têm coragem de dizer.
É também um teste para a esquerda institucional. Defender Glauber não é apenas defender um parlamentar – é defender o direito à divergência, à crítica, à construção de alternativas. É afirmar que a política não pode ser reduzida à gestão do que está posto, mas deve servir para imaginar e construir o que ainda não existe.

A cassação de Glauber seria uma vitória da ordem vigente. Uma ordem que naturaliza a fome, a miséria, a violência policial e o saque das riquezas nacionais. Ele incomoda porque rompe com essa naturalização e exige que a política cumpra seu papel transformador.

Sua coerência escancara a incoerência alheia. Por isso ele é perigoso para os que se escondem atrás da “governabilidade”. Glauber não aceita o discurso de que é preciso ceder tudo para avançar pouco. Ele aponta para outro caminho – um caminho de confronto, organização popular e luta de classes.

É esse caminho que assusta. Porque ele reacende a memória de que é possível fazer política com dignidade. Que é possível resistir sem vender a alma. E que é possível sonhar com um Brasil onde a política esteja a serviço da maioria, e não de meia dúzia de privilegiados.

A perseguição a Glauber deve ser entendida como um alerta. Se conseguem cassá-lo hoje, quem será o próximo? A criminalização da esquerda radical não começa com repressão de rua – começa com o cerco institucional, o isolamento político, o linchamento moral.

Por isso, é hora de unidade em torno da defesa de Glauber Braga. Não apenas por ele, mas pela prática política que ele representa. Uma política radical que recusa a conciliação com os exploradores e aposta na organização da classe trabalhadora como sujeito histórico da transformação.

Em tempos de crise ecológica, social e política, manter a ilusão da estabilidade é a verdadeira irresponsabilidade. Glauber joga luz sobre essa farsa e, por isso, querem apagá-lo. Mas ideias não se cassam. E a luta segue.

Sua trajetória mostra que ainda é possível fazer política com coragem, com ética e com propósito. E se é disso que têm medo, então é exatamente isso que precisamos fortalecer.
&
PROF WLADIMIR TADEU BAPTISTA SOARES
NITERÓI . RJ
GLAUBER BRAGA EM GREVE DE FOME
FAZENDAS DE ARTHUR LIRA

quarta-feira, 10 de julho de 2024

PARTICIPAÇÃO POPULAR PRA ENGANAR QUEM? * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT - RJ

PARTICIPAÇÃO POPULAR PRA ENGANAR QUEM?
"
QUEM É VOCÊ, AFINAL?



Você que é pessoa vaidosa
E apegada a um cargo público de Poder,
Trabalha contra o interesse público só para não perder essa sua posição política de agora.
Não se importa de estar sendo instrumentalizada para a destruição do SUS, fazendo o trabalho sujo que a direita neoliberal sempre almejou.
Não se envergonha desse seu posicionamento conivente e covarde contra a maior conquista social do povo brasileiro na Constituição Federal de 1988.
Terceirizar a gestão pública estatal dos hospitais públicos federais do Rio de Janeiro é afirmar a sua Incompetência no cargo que ocupa, pois estar nesse cargo é para pessoas que defendem o SUS e que ponham fim a todo modelo de privatização, clássica ou não clássica, do SUS, retirando das entidades privadas do chamado terceiro setor a gestão de todas as unidades públicas de saúde, bem como liderar uma luta pela extinção da EBSERH, resgatando os nossos hospitais públicos federais universitários de volta às suas respectivas Universidades Públicas Federais, recuperando o seu perfil acadêmico e acabando com o perfil empresarial em que foram transformados.
Afinal de contas, de que lado você está?
A sua biografia está sendo manchada com a promoção dessas políticas públicas neoliberais adotadas pela sua pasta.
Os servidores públicos do Ministério dirigido por você recebem salários indignos e você nada faz para mudar isso.
Não abre concurso público e quer pôr fim ao regime jurídico único dos servidores públicos da saúde.
A sua postura é patética.
Mas um dia a sua casa cai e você ficará sem ambiente junto aos seus pares.
Mas você está cavando isso.
E quem viver verá...
*
MENTIRAS CONTRA SERVIDORES PÚBLICOS


Wladimir Tadeu Baptista Soares
Cambuci/Niterói - RJ
Nordestino
09/07/2024
"
***

domingo, 16 de junho de 2024

POESIA BRASILEIRA DE COMBATE III * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

POESIA BRASILEIRA DE COMBATE III


EMERSON XAVIER

 FASCISTA

Não há diálogo possível com fascistas,
Não há negociação que se possa fazer.
Não podemos dar espaço a fascistas,
Pois fascistas destroem toda espécie de prazer.
Não devemos abraçar fascistas;
Sentar à mesa com eles,
Nem pensar.
Fascistas são o mal encarnado,
E com eles não podemos brincar.
Para lidarmos com fascistas
Temos que ter coragem:
Colocarmos todos eles para correr,
Sem dó nem piedade.
O fascismo tem na brutalidade 
O seu modo de ser,
Existindo com perversidade,
Fazendo a morte acontecer.
Todo discurso de ódio é fascista
E todo fascista tem gosto por torturador.
Para acabarmos com o fascismo
Precisamos construir uma educação que eduque para o amor.
Então, companheiro,
Não faça de um fascista 
Um companheiro seu de viagem.
Venha para os braços do povo, que este te ajuda a ter coragem. 

Wladimir Tadeu Baptista Soares 
Cambuci/Niterói - RJ
Nordestino 
*

terça-feira, 11 de junho de 2024

SENHOR PRESIDENTE, DEIXA EU VER SE EU ENTENDI DIREITO * Wladimir Tadeu Baptista Soares/RJ

SENHOR PRESIDENTE,
DEIXA EU VER SE EU ENTENDI DIREITO

O PT - Partido dos Trabalhadores -, de volta ao governo federal, veio com uma roupagem neoliberal com vistas à privatização de todos os serviços públicos sociais (saúde, educação, previdência e assistência social, segurança pública), Congelamento de salários, destruição do regime jurídico único, destruição dos hospitais públicos federais universitários, preservação de privilégios para a classe social dominante, desvalorização dos servidores públicos civis do Poder Executivo da União, manutenção da atual reforma trabalhista, desmonte do Estado Social por meio de uma reforma administrativa ultraliberal, manutenção de privilégios para a área militar, magistratura, ministério público, advocacia geral da União e parlamentares, restrição de concursos públicos, subfinanciamento da saúde e educação, submissão e subserviência às leis do mercado, manutenção da atual reforma da previdência, ataque aos direitos dos aposentados e pensionistas, entre outras ações desastrosas que nada têm a ver com os ideais da esquerda política global.

Mudou de lado ou sempre esteve aí e eu fui enganado?

O senhor que já foi um importante líder sindical aceitaria negociar o fim de uma greve com o patrão oferecendo 0% de ajuste salarial para os trabalhadores, em uma mesa de negociação?

O senhor tem conhecimento de que o piso salarial do professor universitário está abaixo do piso salarial nacional do professor de ensino médio?

O senhor tem conhecimento de que o valor da bolsa recebida pelo médico residente é superior, em muitos casos, ao salário recebido por muitos professores universitários de medicina?

O senhor consegue moralmente justificar a diferença de valores pagos pela Administração Pública, como "vale-refeição", aos servidores públicos dos Três Poderes da República?

O senhor conhece os valores dos salários pagos aos servidores públicos técnicos administrativos das Universidades Públicas Federais, cujo ingresso se faz pela metitocracia do concurso público? O senhor sabe qual o piso salarial dessa classe de servidores públicos?

É justo?

Ponha sobre a sua mesa uma planilha com todos os salários de todos os cargos públicos da União, de todos os Poderes da República, e diga o que pensa disso.

O senhor sabe quanto recebe de salário um profissional da saúde do Ministério da Saúde? Sabe qual o piso salarial deles - aqueles que toda a sociedade considerou como heróis durante o curso de uma pandemia?

O senhor acha, sinceramente, que nenhum desses servidores públicos civis da União tem o direito de estar em greve?

O senhor conhece o que diz o artigo 37, inciso X, da Constituição Federal de 1988? Conhece o que diz o artigo 1 da Lei n. 10.331/2001? Conhece o que diz o artigo 6, parágrafo 2 da Lei de Greve (Lei n. 7.783/89)?

O que o senhor tem a dizer sobre isso?

Ah, o senhor está muito mal assessorado neste governo. O senhor parece ter perdido a noção de quem o senhor deve representar no cargo que hoje o senhor ocupa, quais os interesses o senhor deve defender, qual o Estado o senhor quer construir: um Estado Democrático e Social de Direito e de Direitos ou um Estado Neoliberal sem direitos?

Um Estado que tenha um compromisso com a redução das desigualdades sociais ou um Estado que não se importa com isso? Um Estado de Bem-estar Social ou um Estado de Mal-estar Social? Um Estado Constitucional para o povo brasileiro ou um Estado ultraliberal para o Mercado?

Pense nessas coisas e receba os servidores públicos civis da União para ouvir o que eles têm para falar.

É o mais sensato a fazer.


ADENDO

A extrema direita não está surfando com a greve dos servidores públicos civis da União. Ela está surfando em cima da onda neoliberal implementada por um governo que foi eleito para promover políticas públicas não neoliberais. Um governo que oferece 0% de ajuste salarial numa mesa de negociação não é um governo que esteja interessado em negociar. O Lula, como líder sindical que  foi, jamais interromperá uma greve conduzida por ele se o patrão oferecesse 0% de ajuste salarial para os trabalhadores.

Os servidores públicos não estão pedindo nenhum favor ao governo. Estão lutando por um direito previsto na nossa Constituição Cidadã de 1988. Estão lutando por dignidade. Estão lutando para não continuarem tendo perda de poder aquisitivo continuamente. Estão lutando por igualdade de tratamento com relação à outras categorias profissionais do mesmo Poder Executivo da União. 

A greve é um direito humano fundamental de natureza social de todo trabalhador, seja ele servidor público ou não. Ela é um instrumento de luta da Democracia. Sob o regime de um governo fascista, como o que vivemos por 4 anos na Era Paulo Guedes, a greve é impossível. 

O piso salarial do professor universitário é menor do que o piso salarial nacional do professor de ensino médio. 

Esta nossa greve jamais poderia ser considerada ilegal, embora seja muito provável que o governo esteja trabalhando nos bastidores para que a ilegalidade seja decida pelo judiciário (magistratura) - aqueles servidores públicos que nunca entram em greve porque nunca têm os seus salários congelados ou reduzidos. Assim como também o Poder Legislativo.
*
O SERVIÇO PÚBLICO PERTENCE A TODOS MAS NÃO INTERESSA  AOS LARÁPIOS POR LUCRO.

Wladimir Tadeu Baptista Soares
Servidor Público Federal
Universidade Federal Fluminense
Rio de Janeiro-RJ, 11/06/2024

sábado, 4 de novembro de 2023

HÁ UM NEOLIBERAL NO MINISTÉRIO DA ECONOMIA * Wladimir Tadeu Baptista Soares - RJ

HÁ UM NEOLIBERAL NO MINISTÉRIO DA ECONOMIA

Sim! Há um neoliberal no Ministério da Economia. Por isso, ele não corrige os erros praticados nas Reformas Trabalhista e Previdenciária, que vieram proteger os donos do capital e precarizar as relações de trabalho, além de criar castas de privilegiados na Administração Pública, implementando enorme desigualdade de servidores aposentados no setor.

Por isso, não promove uma reforma tributária que estabeleça diferenciação conceitual entre "renda" e "salário", criando alíquotas distintas para tributação de salário e de renda, pois salário é verba alimentar e renda é outra coisa.

Por isso, mantém vivo um "câncer" chamado EBSERH - Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares -, que veio destruir os nossos Hospitais Públicos Federais Universitários, tornando precária a formação profissional nas áreas da saúde em praticamente todas as nossas Universidades Públicas Federais, ferindo a autonomia de todas elas e extinguindo, paulatinamente, a carreira pública estatutária dos servidores públicos nos seus respectivos hospitais universitários, hoje transformados em filiais da EBSERH - uma aberração administrativa criada por quem desconhece completamente o SUS e a importância dos Hospitais Universitários - um patrimônio da saúde pública brasileira destruído por uma política pública neoliberal inconsequente e má.

Por isso, fala-se na criação de uma "Agência Reguladora" para as Universidades Públicas, acabando de uma vez por todas com a sua autonomia - uma garantia constitucional posta no ralo da história.

Por isso, os esforços para se fazer uma Reforma Administrativa, que é, na verdade, uma Reforma do Estado Brasileiro, que, se aprovada, fará com que o Brasil deixe de ser um Estado Democrático e Social de Direito e de Direitos e passe a ser um Estado Neoliberal sem direitos, com democracia fragilizada, amante do nepotismo, do patrimonialismo, do aparelhamento político do Estado e entregue totalmente aos interesses inescrupulosos do "mercado". Por isso, pretende ajuste salarial zero para os servidores públicos civis estatutários do Poder Executivo da União no ano de 2024, uma flagrante inconstitucionalidade.

Por isso, o nosso sistema tributário continuará caracterizado pela sua regressividade, o que faz com que os pobres, relativamente, paguem muito mais tributos do que os ricos.

Por isso, os esforços em manter a gestão privada do SUS pelas "OS", "OSCIP" e "ONG". Por isso, a criação sistemática de Fundações Estatais de Direito Privado. Por isso, a manutenção de contratações com vínculos temporários em toda a Administração Pública, outra flagrante inconstitucionalidade.

Com um Congresso Nacional composto por uma maioria de extrema direita e um STF igualmente neoliberal, estamos fadados não a um avanço civilizatório, mas sim a um retrocesso social que só trará sofrimento e empobrecimento de toda a classe trabalhadora, além de uma existência em um ambiente de injustiça social, indignidade, indignação e sensação de que estamos sendo enganados. A granada que Paulo Guedes colocou no bolso dos servidores públicos federais continua lá.

Não! Este não é um governo de esquerda. É um governo de centro-esquerda, que está surfando nas ondas neoliberais do Banco Mundial e permitindo que o Presidente da Câmara Federal defina as pautas do governo e as politicas publicas a serem adotadas. Uma vergonha! Já passou da hora de correção de rumo, de um governo realmente de esquerda. Mas não uma esquerda Nutella, mas sim uma esquerda raiz, que é o que esperávamos acontecer.

Triste país! Pobre povo brasileiro! Falta coragem para fazer o que, de fato, precisa ser feito. Falta humildade para reconhecer os erros cometidos e coragem e determinação para mudar.

Wladimir Tadeu Baptista Soares - RJ
wladuff.huap@gmail.com
*

terça-feira, 6 de dezembro de 2022

A MORTE LENTA DOS NOSSOS HOSPITAIS UNIVERSITÁRIOS * Wladimir Tadeu Baptista Soares Cambuci/Niterói - RJ

 A MORTE LENTA DOS NOSSOS HOSPITAIS UNIVERSITÁRIOS 

Existia um hospital
Que era universitário

E servia para formar muita gente na área da saúde.

Era um hospital com emergência aberta 24 horas e que atendia a todos os Princípios Constitucionais do SUS.

Acolhedor e humano,

Era referência de bom atendimento e de respeito ao sofrimento de todo ser humano.

O seu quadro de pessoal era formado por servidores públicos estatutários, concursados e estáveis, compromissados com a boa prestação do serviço público de saúde a todos que a ele recorria.

Infelizmente, um dia, reitores inconsequentes

Jogaram esse hospital nas mãos de um monstro chamado EBSERH:

uma empresa brasileira de serviços hospitalares,

Com personalidade jurídica de direito privado,

Que nega os Princípios e os fundamentos do SUS.

O hospital, antes universitário e sob a gestão de uma Universidade Pública Federal, passou, da noite para o dia, a ser um hospital empresarial, predominantemente assistencial e sem qualquer compromisso com a formação acadêmica dos estudantes das áreas da saúde, tornando-se um hospital de portas fechadas, ignorando o interesse público e funcionando sob uma lógica de direito privado, em que o lucro não é mais social, mas sim econômico.

O seu quadro de pessoal é formado por empregados públicos celetistas, não estáveis, sem perfil acadêmico e aprovados em um concurso público sem a participação da Universidade na sua organização.

Essa "publicização" (ao deixar de ser regido pelo regime jurídico administrativo de direito público e passado a ser regido pelo regime jurídico administrativo de direito privado) imposta àquele nosso antigo Hospital Universitário só trouxe prejuízos para os estudantes, trabalhadores e população, não trazendo nada de bom para nenhum deles.

A formação médica está precarizada, a sociedade pouco assistida e os trabalhadores sem autonomia para o exercício do seu ofício.

Essa morte lenta imposta ao hospital universitário precisa ser interrompida, sendo o remédio para que isso aconteça é o retorno desse hospital para a sua respectiva universidade pública federal, resgatando a sua gestão pública a ser exercida sob o regime jurídico de direito público, respeitando todos os princípios Constitucionais norteados do SUS e afirmando o regime jurídico único como aquele que deve reger os seus trabalhadores (servidores públicos estatutários).

Assim, aquele governo que criou essa aberração chamada EBSERH e aquele Congresso Nacional que autorizou a sua criação devem, agora, reconhecer o grave erro que cometeram no passado e extinguir essa empresa, que jamais deveria ter sido criada, de modo a salvar a vida daquele nosso tão necessário e imprescindível hospital público federal universitário,

Que hoje mal respira por aparelhos.

É o que esperamos do próximo governo.


Wladimir Tadeu Baptista Soares
Cambuci/Niterói - RJ
Nordestino wladuff.huap@gmail.com
05/11/2022

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sexta-feira, 21 de outubro de 2022

PRIMEIRA LINHA POÉTICA * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

PRIMEIRA LINHA POÉTICA


 A NECESSÁRIA MUDANÇA DE RUMO 

ABRE ALAS À DEMOCRACIA
*
Eu vivo a esperança 

De um país sem mentiras,

De uma nação aonde todos possam se expressar livremente,

Sem medo de sofrer alguma agressão injusta

E com a certeza de que as nossas diferenças não fazem de nós inimigos.

Eu vivo o sonho de um um SUS fortalecido, de escolas públicas de qualidade para todos

E de poder andar por aí em segurança, sabendo que os meus filhos terão um futuro melhor do que o meu.

Eu vivo a ansiedade da espera, da chegada de um tempo em que o amor será muito mais do que somente uma palavra de ordem, mas um sentimento fraterno entre todos nós. 

Eu vivo a angústia de não saber se as pessoas estão entendendo o momento de agora,

Da importância de apontarmos o caminho para as mudanças tão necessárias agora.

Eu vivo a expectativa de uma Era de lucidez e consciência, em que  cegueira fundamentalista deixará de existir.

Eu vivo a infeliz experiência de assistir um psicopata praticando tantas maldades,

Em meio à tanta crueldade oriunda de uma mente perversa e manipuladora, que faz da tortura, do sofrimento e da morte as suas bandeiras políticas em uma República de famintos.

Eu sinto vergonha da ignorância moldada em forma de motociatas,

Da brutalidade de uma gente que não se importa com ninguém, a não ser com eles mesmos.

Eu sinto tristeza, mas me refaço na alegria

De que daqui a alguns poucos dias o amor e a paz estarão de novo anos guiar.


Wladimir Tadeu Baptista Soares 

Cambuci/Niterói - RJ

Nordestino 

wladuff.huap@gmail.com 

13/10/2022

10:00h

*

AGRO DEVASTAÇÃO!


Aonde chega o, grande agroindustrial

O povo nativo perde o sossego

Assistindo à devastação ambiental

Galopando cresce a miséria...


- Nativos, sem nada poder fazer

Para combater os crimes

Padece: - sem saber para onde ir

Perambulam nas estradas...


- Enquanto, os desumanos invasores!

Invadindo terra enricam.

O genuíno povo nativo:

Expulso do campo padece...


Gananciosos invasores 

Plantam em grande escala

Exportando toda a, produção

Encarece tudo no mercado local...


Gerando riqueza para os invasores

Que na devastação ambiental

Expulso o povo terra 

Destruindo os recursos naturais...


O povo fora do lugar

Em massa cai na miséria

Sem ter a quem reclamar

Sem opção; parte para favelas...


Na promessa do progresso:

Fica a interrogação

Progresso para quem!?

Na verdade: - quem são os ladrões!?...



São Luís – MA – 11 de Agosto de 2022


José Ernesto Dias

*

PRIVATIZAR E PRIVAR-SE DAQUILO QUE É SEU


A tal propalada livre iniciativa,

É livre, para fugir dos riscos,

Já que a livre iniciativa,

Quer ficar livremente rica,

E os pobres que se lasquem,

Que se lasquem de trabalhar,

Sem garantias legais.

A livre iniciativa quer um Estado,

Que a livre de taxa e impostos,

A livre iniciativa que o Estado,

Obrigue, o trabalhador trabalhar,

E sem salário comprar,

A produção que o suor do trabalhador,

Transpirou, como?


É exatamente assim, não pagar,

É exatamente assim, não arcar,

E o trabalhador que se lasque.


Assim a livre iniciativa foge,

Do investimento de longo prazo,

Isto deixa para o Estado,

Mas quando o longo prazo passou,

Vem a livre iniciativa quer comprar 


E é justamente aí,

Que vem a livre iniciativa,

Aquela que financia a mídia,

Financia com os lucros da Mais-valia,

A livre iniciativa financia a mídia,

Ainda desconta os gastos que financiam,

Esta ardilosa mídia, e a mídia domesticada,

Diz aí povo que privar o povo,.

Daquilo que era do povo,

Mas se o povo quiser ter,

Aquilo que era do povo,.

O povo vai ter que pagar para ter 


Ao Estado burguês, vender,

Para a burguesia que usa do estado,

Como agente de defesa da livre iniciativa.


Anesino Sandice

(ADÃO ALVES DOS SANTOS-SP)

*

POESIA À PROVA DE BALAS


Não usarei colete à prova de balas,

pois a poesia é o meu escudo,

rifles, espingardas, pistolas,

e revólveres não resolvem, nem revolvem

o amor que a poesia dissemina,

não espantam quem tem

as palavras lúcidas,

de afetos e lúdicas.

Não fugirei de medo, pois a poesia

é coragem, defesa de quem preza a vida.

Metralhadoras, submetralhadoras, tanques

não estancam poemas, dádivas da criação.

Já vivemos tempos ásperos n'outros tempos,

que retornam camuflados em sorrisos,

mas, ato falho revelam ódios, escárnios.

Nossa força, encarnada em versos mágicos

desvia balas, que ricocheteiam

em direção aos paraísos fiscais.

A poesia não é mercadoria, moeda de troca, jamais.

O poema não é neoliberal

Poesia é vida no sentido literal.


J Estanislau Filho.MG

sábado, 17 de setembro de 2022

PRIMAVERA VERMELHA * Wladimir Tadeu Baptista Soares * RJ

 PRIMAVERA VERMELHA

Aproxima-se a primavera

E um novo tempo vai chegar.

O amor renascerá das trevas

E a paz voltará a reinar.

A fome deixará de existir de novo

E o trabalhador voltará a ter proteção social. 

Discursos de ódio serão calados para sempre

E a verdade histórica prevalecerá. 

Servidores públicos serão valorizados

E o Ministério Público voltará a ser uma instituição democrática defensora da nossa Constituição e da nossa sociedade.

O SUS será melhor financiado e as Universidades Públicas terão a sua dignidade resgatada.

Concursos Públicos voltarão a acontecer 

E os preços públicos serão ajustados à nossa realidade social.

A criação de empregos estáveis será uma prioridade

E os reajustes salariais não serão nunca mais em índice abaixo da inflação.

Educação Pública será priorizada e a previdência social será revista para corrigir as injustiças que foram criadas.

Do mesmo modo, a reforma trabalhista, que foi feita toda ela privilegiando o empregador.

As indicações para o STF obedecerão critérios puramente técnicos, e tomara que inclua nomes oriundos da Defensoria Pública. 

A transparência será a regra e os gastos com cartões corporativos serão melhor fiscalizados. 

Mas para que tudo isso aconteça, não basta votar no Lula para Presidente. É fundamental também eleger um Congresso Nacional renovado e com maioria de Deputados e Senadores da esquerda, com claro compromisso social e legítima representatividade. 

Aqueles parlamentares do "centrão" têm que ser banidos para sempre do nosso Parlamento, para que o novo governo não sofra nenhuma chantagem política e possa ter autonomia para propor políticas públicas, sociais, culturais, ambientais e econômicas que atendam ao interesse público nacional.

Por isso, nas próximas eleições, o sol deverá nascer vermelho, expressando uma vontade popular soberana de mudar a nossa atual realidade para melhor.

E vai ser no primeiro turno porque o povo brasileiro não aguenta mais tanta covardia, tantas mentiras, tanta Incompetência, tanta negligência, tanta injustiça, tanta violência, tantos xingamentos e tanta corrupção posta sob um sigilo de cem anos.


Wladimir Tadeu Baptista Soares 

Niterói/Cambuci - RJ 

Nordestino 

wladuff.huap@gmail.com 

13/09/2022