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segunda-feira, 1 de maio de 2023

LISTA NEGRA COM NOME E PARTIDO DOS 66 DEPUTADOS QUE VOTARAM A PEC PELO FIM DA JUSTIÇA DO TRABALHO * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

 LISTA NEGRA COM NOME E PARTIDO DOS 66 DEPUTADOS QUE VOTARAM A PEC PELO FIM DA JUSTIÇA DO TRABALHO



01-Coronel Ulysses *União Brasil*

 

02-Delegado Fabio Costa *PP*


03-Silvia Waiãpi *PL*


05-Alberto Neto *PL*


05-Capitão Alden *PL*


06-Roberto Roma *PL*


07-André Fernandes *PL*


08-Mauro Benevides Filho *PDT*


09-Bia Kicis *PL*


10-Alberto Fraga *PL*


11-Gilvan da Federal *PL*


12-Evair Vieira de Melo *PP*


13-Gustavo Gayer *PL*


14-Magda Mofatto *PL*


15-Grosso Abilio Brunini *PL*


16-Amália Barros *PL*


17-José Medeiros *PL*


18-Dr. Luiz Ovando *PP*


19-Marcos Pollon *PL*


20-Rodolfo Nogueira *PL*


21-Domingos Sávio *PL*


22-Dr. Frederico *Patriotas*


23-Eros Biondini *PL*


24-Junio Amaral *PL*


25-Lafayette de Andrada *Republicanos*


26-Marcelo Álvaro Antonio *PL*


27-Maurício do Vôlei *PL*


28-Nikolas Ferreira *PL*


29-Delegado Caveira *PL*


30-Joaquim Passarinho *PL*


31-Cabo Gilebrto Silva *PL*


32-Diego Garcia *Republicanos*


33-Coronel Meira *PL*


34-Filipe Barros *PL*


35-General Girão *PL*


36-Sargento Gonçalves *PL*


37-Afonso Hamm *PP*


38-Bibo Nunes *PL*


39-Giovani Cherini *PL*


40-Marcel Van Hattem *Novo*


41-Mauricio Marcon *Podemos*


42-Pedro Westphalen *PP*


43-Sanderson *PL*


44-Zucco *Republicanos*


45-Carlos Jordy *PL*


46-Chris Tonietto *PL*


47-Delegado Ramagem *PL*


48-Luiz Lima *PL*


49-Thiago Flores *MDB*


50-Caroline de Toni *PL*


51-Daniel Freitas *PL*


52-Daniela Reinehr *PL*


53-Gilson Marques *Novo*


54-Jorge Goetten *PL*


55-Julia Zanatta *PL*


56-Rafael Pezenti *MDB*


57-Zé Trovão *PL*


58-Adilson Barroso *PL*


59-Adriana Ventura *Novo*


60-Carla Zambelli *PL*


61-Luiz Philippe de Orleans e Bragança *PL*


62-Miguel Lombardi *PL*


63-Paulo Bilynskyj *PL*


64-Pr. Marco Feliciano *PL*


65-Ricardo Salles *PL*


66-Rosane Valle *PL* 

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CONFIRA EM DETALHES

Fenajufe - 66 deputados assinam PEC que prevê fim da Justiça do Trabalho e ataque à Eleitoral, 8 são gaúchos; veja quem são eles

segunda-feira, 26 de setembro de 2022

A REDE PÚBLICA QUE PODE TRANSFORMAR O BRASIL * ERMÍNIA MARICATO, ION DE ANDRADE & JOÃO SETTE WHITAKER FERREIRA / SP

A REDE PÚBLICA QUE PODE TRANSFORMAR O BRASIL

ERMÍNIA MARICATO, ION DE ANDRADE & JOÃO SETTE WHITAKER FERREIRA

Para garantir o futuro do país é necessário recuperar uma geração da fome, do desemprego e da Covid-19.

A crise econômica global, que adquiriu contornos trágicos no Brasil, somada aos efeitos da pandemia de Covid-19, impactaram profundamente a sociedade e, em especial, toda uma geração de crianças e jovens. Os aumentos da fome e da insegurança alimentar associados à precariedade na formação escolar (o que inclui problemas na sociabilidade além da educação) nos alertam sobre o impacto desses fatores nesta geração e, portanto, no futuro próximo da nação.

No centro dessas questões está a necessidade e o direito de viver em condições dignas de habitabilidade. Evidentemente, isso inclui ter direito a moradia segura, acesso a uma renda mínima, à mobilidade urbana, à saúde e ao saneamento, mas não só. Também há aspectos que vão além e afetam diretamente crianças e jovens como a educação, a nutrição, o lazer e as práticas esportivas, culturais e artísticas.

Propomos aqui a criação de uma rede de equipamentos urbanos (e em bairros rurais) voltados para o desenvolvimento das potencialidades de toda uma geração que assim poderá protagonizar um futuro melhor para ela, para suas comunidades e para o país. Essa possibilidade civilizatória – que não deve ignorar a grave crise ambiental – pode ser adotada como uma marca fundamental de governos municipais e, especialmente, os novos governos estaduais e federal a serem eleitos em outubro.

De acordo com o Estudo Exclusão Escolar no Brasil (UNICEF e CENPEC) havia mais de 5 milhões de crianças e adolescentes, entre 6 e 17 anos, excluídos do acesso à educação em 2020. Destas, 40% tinham entre 6 e 10 anos. De acordo com vários relatórios internacionais (Human Rights Whatch 2021, Banco Mundial 2022), a fome limita a capacidade cognitiva e o desenvolvimento das crianças. A desigualdade de acesso às ferramentas da educação à distância promoveu não apenas uma defasagem educacional e comprometimento do desenvolvimento mental, mas também gerou transtornos de ansiedade e depressão.

Apesar de uma melhora no passado recente, os indicadores de educação regrediram durante a pandemia, agravados pela tradicional exclusão urbana e territorial. Estamos falando do direito à cidade e ao desenvolvimento humano. Nos bairros urbanos periféricos, territórios sem leis ocupados por um poder paralelo, o Estado chega por meio da violência policial. Portanto, estamos diante de questões emergenciais, mas também questões históricas: salvar uma geração, garantindo seu desenvolvimento humano.

Os esforços para a garantia da sobrevivência são fundamentais, mas não podem ser encarados como um fim em si mesmos. Eles encontram a sua razão de ser na implementação de políticas estruturais de longo prazo que garantam – entre outras coisas – oportunidades em cultura, esporte, lazer e acolhimento para as novas gerações. Por sua vez, o acesso pleno ao direito à cidade é que dá significado às lutas pela sobrevivência.

A Conferência Popular pelo Direito à Cidade, realizada em São Paulo entre os dias 3 e 5 de junho de 2022, se manifestou em favor de uma agenda combinada, considerando dois grandes grupos de políticas públicas como vetores da transformação social a longo prazo. As de caráter emergencial, que visam atender ao imperativo da sobrevivência, e as de caráter estrutural, que devem se voltar para a inclusão social e o direito à cidade.

O desencontro e a fragmentação entre as políticas para a sobrevivência e aquelas que permitem o desenvolvimento das potencialidades e talentos individuais e coletivos têm produzido um grande mal-estar social no Brasil. Se por um lado hoje a vida está relativamente longeva, por outra, muitas vezes está desprovida de sentido, significado e propósito. Isso, que é a própria materialização das injustiças sociais, tem sido fator de degeneração social ampla e profunda, de violência difusa e proporcionado o ambiente ideal para o fortalecimento da extrema direita.

Como abordar essa nova agenda? Ela cabe no orçamento público?

Sim, nossos estudos mostram que ela é perfeitamente viável do ponto de vista orçamentário. Vamos tomar como exemplo o Sistema Único de Saúde (SUS): nosso sistema de saúde possui uma rede de equipamentos que encontra sustentabilidade orçamentária pelo fato de serem distribuídos conforme um dimensionamento populacional e territorial sustentável. As milhares de Unidades Básicas, UPAs, Hospitais, Maternidades, Policlínicas, Hemocentros são equipamentos normalmente caros, em estrutura, recursos humanos e insumos, mas geram economias futuras, pois os atendimentos de saúde pública proporcionados por eles diminuem as necessidades de potenciais casos mais graves e custosos ao erário.

A rede de equipamentos necessária a iniciar esse grande ciclo de políticas para a cultura, o esporte, o lazer e o acolhimento dos mais vulneráveis, potencialmente capaz de mitigar os graves prejuízos que essa geração de crianças e jovens vem sofrendo é incomparavelmente mais barata do que a que compõe a indispensável Rede SUS. Ela deveria ser iniciada pelos equipamentos mais emergenciais frente ao problema imenso representado pelo risco de termos uma geração perdida. Some-se a isso a importância do resgate em relação à exclusão histórica que atinge a população negra e as mulheres no Brasil.

As iniciativas que propomos, dimensionadas para alcançar os 30% mais pobres, têm a seguinte lógica territorial: a localização dos equipamentos, nas periferias urbanas e bairros rurais, deve seguir indicadores de vulnerabilidade social. Tomemos o exemplo da cidade de São Paulo para esse exercício orçamentário. São Paulo tem uma população aproximada de 12,3 milhões de habitantes. Portanto, teria 4.100.000 pessoas no seu terço mais pobre. Se esse grupo for dividido em agrupamentos populacionais de 20.000 habitantes, alcançaríamos cerca de 205 agrupamentos na cidade.

A ideia é oferecer a cada ano, em cada um desses agrupamentos, um novo equipamento: centros poliesportivos, pistas de skate, centros culturais dotados de conchas acústicas, bibliotecas, salas de projeção, espaços para o atletismo em torno dos campos de futebol (muitas vezes os únicos equipamentos esportivos existentes), dentre outros que viessem a ser sugeridos pelas próprias comunidades beneficiárias. Se cada um desses equipamentos custar em torno de R$ 2.500.000,00, um valor que permitiria oferecer equipamentos de até 1.000 m² com alto padrão construtivo, e multiplicando esse montante pelos 205 agrupamentos populacionais de 20.000 habitantes, alcançaríamos um total de R$ 512.500.000 (quinhentos e doze milhões e quinhentos mil reais) por ano, para a cidade de São Paulo. Esse valor corresponde a apenas 0,61% do orçamento total da cidade, que em 2022 foi de 82,7 bilhões de reais.

É verdade que os números acima mostram a realidade de um município poderoso, como é São Paulo. Então, façamos esse mesmo exercício pensando na escala de um Estado. Imaginemos uma situação em que os agrupamentos populacionais fossem determinados em tamanhos variáveis, conforme a população das cidades e a proporção de jovens em situação de maior pobreza. Com base nisso, poderíamos pensar em uma teia de equipamentos desse mesmo tipo, a serem implementados anualmente e espalhados pelo território do Estado. Desse modo, alcançaríamos as novas gerações em todos os rincões mais pobres, por um custo total que, da mesma forma, seria razoavelmente pequeno em relação ao orçamento total do Estado.

Haveria ainda um valor anual de custeio dessas experiências e de recursos humanos

Se pensarmos em uma política que possa integrar as três esferas de governo para sua gestão, o corpo funcional (professores, educadores e técnicos) pode ser facilmente organizado em consonância com as diferentes secretarias de educação, esporte e cultura, dentro de suas agendas e planificações, com seus servidores, racionalizando ainda mais o custo geral desses equipamentos.

Do ponto de vista fundiário, existe a possibilidade de aquisição e disponibilização de terrenos por parte das prefeituras e mesmo dos Estados, como contrapartida a recursos federais para as obras. Considerando que o processo de aquisição da terra, licenciamento e obras pode levar mais de um ano, deve-se vincular essas iniciativas aos orçamentos anuais, iniciando novas obras a cada ano, ao mesmo tempo que se completam as iniciadas no ano anterior. É uma política que deve tornar-se contínua e permanente, independentemente das mudanças de gestão.

Essa proposta tem alguns antecedentes bem-sucedidos no Brasil. Em 1982, com a eleição de Leonel Brizola no Rio de Janeiro, Darcy Ribeiro propõe os Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs), inspirados na Escola Parque de Salvador (1950), concepção de Anísio Teixeira. Os CIEPs ofereciam atividades de educação, esportes, cultura, alimentação, assistência médica, em tempo integral.

A partir de 2002, com a mesma matriz de Anísio Teixeira, a Prefeitura de São Paulo criou a rede de Centros Educacionais Unificados (CEUs). Os CEUs tinham como objetivo “promover uma educação à população de maneira integral, democrática, emancipatória, humanizadora e com qualidade social, Juntando não somente educação, mas também, cultura, esporte, lazer e recreação, possibilitando o desenvolvimento do ser humano como um todo, como pessoa de direitos e deveres e dono de sua história.” Desde sua criação, os CEUs passaram por uma evolução em sua concepção, visando aumentar sua inserção nos territórios onde se localizavam.

Em Fortaleza, o bom exemplo vem de uma rede de proteção social e oportunidades formada por três Centros Urbanos de Cultura, Arte, Ciência e Esporte (Cucas) – Rede Cuca – que são geridos pela Coordenadoria Especial de Políticas Públicas de Juventude e destinados à proteção social e ao desenvolvimento de oportunidades. Mas é em Natal, no Ginásio Arena do Morro em Mãe Luíza, construído e mantido pelo Centro Sócio Pastoral Nossa Senhora da Conceição numa parceria com a escola estadual Dinarte Mariz, que cedeu o terreno, onde esse equipamento mostra a extensão de suas potencialidades.

Criado em 2014, o Ginásio vem oferecendo de forma contínua à comunidade de Mãe Luíza o esporte sob a forma de escolinhas e lazer. Num bairro com cerca de 15.000 habitantes, o ginásio recebe mensalmente mais de mil usuários, sobretudo jovens. No ano de 2022, Mãe Luzia galgou a premiação nacional máxima em diversas modalidades esportivas, porém, mais importante do que as medalhas, é a oferta para o grande número de jovens de uma experiência capaz de dar sentido às suas vidas.

Todas essas experiências têm em comum a qualidade do projeto arquitetônico, resultados exitosos e o reconhecimento (até mesmo afeto) da comunidade onde se inserem. De fácil implementação, são a essência do que se entende por “direito à cidade”, no sentido de uma existência cidadã plena no território, que garanta uma vida comunitária densa e formadora, e uma perspectivas de futuro aos seus jovens. Podem tornar-se um Projeto Locomotiva para a área social, marca de governos comprometidos com os mais pobres e vulneráveis, e com uma transformação estrutural efetiva da nossa sociedade, visando as gerações futuras.

quinta-feira, 21 de julho de 2022

CAMPANHA DO PLENO EMPREGO * J. Carlos de Assis

 CAMPANHA DO PLENO EMPREGO

J. Carlos de Assis

Desde o fim da União Soviética, ficou obsoleta, de um ponto de vista realista, a proposta centenária da classe trabalhadora de expropriar os meios de produção capitalista como condição para a melhora de suas condições de cidadania. Entretanto, se a experiência soviética esgotou-se, não significa que os trabalhadores não possam levantar uma bandeira de luta alternativa, tão poderosa, em termos ideológicos, como foi a luta pelo socialismo no século XIX e início do século XX.

Para mim, essa proposta alternativa é a luta pelo Pleno Emprego. Trata-se de um objetivo intermediário entre o capitalismo selvagem e o comunismo ideal, mas irrealizável na prática. Contudo, ela só poderia mobilizar as massas se viesse como proposta política das próprias classes trabalhadoras. Caso surgisse apenas no plano intelectual, seria vista com suspeição, ou uma espécie de rendição ao Capital, que sairia como o grande vitorioso no conflito social.

A luta pelo Pleno Emprego, colocada como prioridade dos trabalhadores, tem um aspecto político muito favorável. Ela concilia os interesses das classes tradicionalmente adversárias – ou inimigas, quando se radicaliza no capitalismo -, em torno de um interesse comum. O trabalhador precisa de emprego (ou de ocupação dignamente remunerada) para sobrevier, enquanto o empresário precisa de trabalhadores para mover seus meios de produção. Sem isso, a sociedade fracassa.

No plano filosófico, um pensador alemão da virada do século XVIII para o XIX, Johann Fichte, deixou isso de forma bem clara: se a propriedade privada é considerada um dos fundamentos da democracia moderna, é preciso que a sociedade dê resposta à questão fundamental de promover emprego para os que não têm propriedade. Foi pensando nisso, provavelmente, que Karl Marx lançou as bases de “O Capital”. Sua solução, porém, foi na linha radical:  a expropriação dos meios de produção privados. 

Em termos contemporâneos, um programa de Pleno Emprego poderia ser a base de um grande pacto social que mobilizaria trabalhadores e patrões. Mas teria que apoiar-se em iniciativas concretas, de que tratarei oportunamente. Por enquanto, vou adiantar que estamos discutindo com lideranças sindicais e comunitárias um Programa de Emprego Garantido/Trabalho Aplicado, inspirado num programa indiano, que poderia ser estruturado neste ano para aplicação pelo próximo governo.

Não creio que possa haver resistências políticas ao PEG. Pode haver, sim, resistências pelo lado fiscal, porque sempre haverá quem ache que o programa seria caro demais. Na Índia existe esse tipo de resistência, mas tornou-se irrelevante diante das inequívocas vantagens do programa, iniciado por um governo progressista e continuado por um conservador.  Contudo, nenhuma iniciativa pública deveria ser avaliada devido a seu custo bruto. São seus efeitos sociais que devem ser avaliados.

 O PEG que vamos propor, se por um lado vai garantir emprego pago pelo Estado a desempregados em determinadas condições, por outro lado vai aplicar essa mão de obra na produção de bens e serviços de interesse da própria sociedade, reduzindo as terríveis tensões sociais que hoje prevalecem em nossas metrópoles devido ao alto desemprego. A ideia geral é que esses bens e serviços sejam direcionados para as próprias periferias, onde se concentra o desemprego.

Para que o PEG seja implementado no contexto da política de Pleno Emprego, é fundamental que os dirigentes sindicais se entendam entre si sobre sua viabilidade. Em   seguida, convém que submetam o tema ao empresariado progressista. De fato, é uma proposta que pode ser levada aos mais altos níveis da representação do trabalho, inclusive da Organização Internacional do Trabalho (OIT), pois ninguém poderá dizer que este fórum, que reúne trabalhadores e patrões, seja contra o pleno emprego.

Há, contudo, uma advertência que deve ser feita: o Pleno Emprego não deve ser entendido apenas como plataforma ideológica. Terá que funcionar na prática. No caso brasileiro, e sobretudo em nossas metrópoles, o desemprego elevado está se tornando motivo de degradação social irreversível. Os empresários estão enfrentando uma classe trabalhadora desorganizada pelas reformas neoliberais. Não precisam temê-la. Mas, talvez, no fim, terão de entregar suas propriedades às massas enfurecidas no meio da entropia social, como começa a acontecer em São Paulo.  


P.S. A campanha pelo pleno emprego foi lançada em junho no contexto do “acerto de contas com o neoliberalismo”, através de uma live/vídeo que vem sendo retransmitida pelo youtube. Nas próximas semanas, precedendo cada live/vídeo, sairá um artigo meu ou de outros economistas progressistas, no Monitor Mercantil, relacionado com a campanha.