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quarta-feira, 24 de julho de 2024

NÃO HÁ DIFERENÇA ENTRE DEMOCRATAS E REPUBLICANOS * Organização Comunista Arma da Crítica/OCAC

NÃO HÁ DIFERENÇA ENTRE DEMOCRATAS E REPUBLICANOS

A desistência de Joe Biden de concorrer à presidência dos Estados Unidos abriu caminho para a atual vice, Kamala Harris, substituí-lo na corrida presidencial. O anúncio provocou alvoroço nos setores liberais da esquerda brasileira. Numa mistura de falta de noção básica de realismo político, abandono do conceito de imperialismo como categoria central de análise e ilusão com uma suposta representatividade de gênero e etnia, algumas de suas personalidades saudaram efusivamente a potencial candidatura de Kamala. Tudo feito em nome de se combater a extrema-direita, definida como um mal maior que justificaria toda sorte de frente ampla.

Não se ignora a ascensão de uma extrema-direita articulada a nível mundial. E Trump nos Estados Unidos é sua representação. Porém, vença quem vencer a eleição norte-americana, seja o republicano Trump ou a democrata Kamala, será eleito um presidente, ou uma presidenta, de uma potência imperialista. E governarão tendo por prioridade atender os interesses de seus oligopólios financeiros. Não existe diferença essencial entre ambos, a não ser formas cosméticas de exercer o domínio imperialista sobre o mundo. Quando esses interesses estão em jogo, democratas agem de modo tão violento como os republicanos.

Importante lembrar os desmemoriados que o golpe contra Dilma se deu sob o governo do democrata Barack Obama. E a Operação Lava Jato tocada por Sérgio Moro, que mandou Lula para a cadeia e o impediu de se candidatar à presidência em 2018, deixando o caminho aberto para a eleição de Bolsonaro, foi um jogo combinado com o Departamento de Estado dos gringos. O resultado, como sabemos, foi a destruição da economia nacional e do tecido social brasileiro.

Em seus movimentos mais recentes foi o governo democrata de Obama, cuja secretária de Estado era Hillary Clinton, quem apoiou um golpe que destruiu o Estado nacional líbio e afundou a Síria em uma guerra contra o Estado Islâmico, apoiado pelos Estados Unidos. Atualmente é com apoio de um governo democrata que ocorre a olhos vistos o genocídio do povo palestino. O número de mortos diretamente pelos bombardeios e indiretamente com o bloqueio à entrada de ajuda humanitária, ao provocar fome e surtos de doenças, já pode ter atingido mais de 180 mil pessoas em Gaza.

Não cabe a esquerda brasileira entrar nessa disputa, como se estivesse em jogo o destino do nosso país. Não somos eleitores nos Estados Unidos, ainda que as políticas dos diferentes governos que passam pela Casa Branca nos afetem. Sem dúvida que há um perigo na ascensão da extrema-direita. Mas o inimigo central é a permanência do ajuste ultraliberal. Seus beneficiários são o imperialismo e as burguesias nacionais pró-imperialistas dos países periféricos. E sua aplicação não escolhe tintura partidária, com governos de partidos ditos progressistas e socialdemocratas aderindo a essa agenda. É a destruição do tecido social causada pelo ultraliberalismo, apoiada pela ingerência imperialista, quem alimenta o discurso demagógico da extrema-direita. Inclusive nos Estados Unidos, cuja classe trabalhadora também assiste a uma profunda deterioração em suas condições de vida. Cabe verdadeiramente à esquerda brasileira, e aos comunistas em particular, a tarefa há muito abandonada de organizar as massas trabalhadoras em torno de um projeto de orientação socialista que afirme em fatos, e não em discursos, a completa soberania nacional: alimentar, econômica, tecnológica, industrial, política, cultural e militar. A maior salvaguarda a influência nefasta do extremismo de direita é a realização de mudanças políticas e econômicas que derrotem o ajuste ultraliberal.

ANEXOS

Por esses motivos, Kamala Harris é lembrada quando era promotora na Califórnia, antes de assumir a vice-presidência dos Estados Unidos... 
Eles destruíram a população nativa americana através do genocídio e falam conosco sobre democracia.
Mosaico da traficante de escravos Kamala Harris feito com as fotos de todos os homens negros que ela manteve ilegalmente na prisão, estendendo as suas penas para serem usados como mão de obra gratuita na Califórnia.
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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

O XADREZ DOS FALSOS ANJOS * Adão Alves dos Santos / SP

 O XADREZ DOS FALSOS ANJOS

(CRÔNICAS PARA DESEMBURRECER TOMO DCLX)

Adão Alves dos Santos / SP


Assim como na guerra fria, "guerra publicitária que o mundo viveu até a queda do muro de Berlim", o mundo está vivendo, mais uma guerra publicitária. Assim como esta, em toda e qualquer guerra, há um lado que parece mais simpático, mas será que há simpatia numa guerra?


O jogo de palavras qual chamamos de democracia, nos faz referendar as atividades do tio Sam, como simpáticas, será?


A atual guerra publicitária, explode nas mídias, como: "a eminente invasão da Ucrânia pelos militares russos, primeiro preciso lembrar, que apesar de não morrer de amores por nenhum integrante de polícias secretas, mas, para talhar o leito dos odiadores do comunismo, mesmo antes da queda do muro de Berlim, a Rússia, já não era comunista, assim o medo sem motivos, continua como um enorme medo sem motivos.


Se infelizmente, por trás desta guerra publicitária, ainda é puro e simples entulho da guerra fria, por outro as chances de uma invasão é tão real quando "as faraônicas inexistentes obras cíveis, feitas por uma papelaria de Curitiba, num triplex do Guarujá" a única coisa real do triplex é que ele foi construído, a única coisa real da invasão, é que a Ucrânia existe.


Mas, voltando a causas da tensão. Quando da queda do muro de Berlim, havia dois blocos militares para tentar equilibrar os poderios militares, a (OTAN, "Organização de Tratado do Atlântico Norte" e o Pacto de Varsóvia. Com o fim do da União Soviética, o Pacto de Varsóvia, deixou de existir, não fazia mais sentido a existência da OTAN, só que a OTAN, não apenas não deixou de existir, como tem dobrado o número de países membros. Esta é a razão de toda a crise, que virou a guerra publicitária que estamos vivendo. De um lado o presidente aparentemente bonzinho, o governo do tio Sam, que insiste em ter o mundo como seu quintal e os governos que não querem ser quintal do tio Sam.


Não pense que esta guerra publicitária do tio Sam com o Putin, não tem nada haver com o Brasil, o golpe contra a Dilma, ocorreu exatamente porquê o Brasil estava não apenas entre os não alinhados, como tinha papel de protagonismo no cenário político mundial. O golpe contra a Dilma, em todos os detalhes tem muito mais que o dedo da "CIA, Central de Inteligência Americana", tem corrupção e das bravas de agentes públicos brasileiros. Mas como aqui, a sabuja elite brasileira se vende. Os tanques do Tio Sam já desfilam em nossas fronteiras, lá na Venezuela?


Adão Alves dos Santos / SP

quarta-feira, 21 de julho de 2021

Protesto de mercenários em Cuba * Jeferson Miola

 *PROTESTO DE MERCENÁRIOS/EUA DENTRO DE CUBA PRETENDE POR OVO DA MESMA SERPENTE QUE NO BRASIL EM 2013 E PARIU UM BOLSONARO EM 2018*


Por Jeferson Miola

"EUA agravaram o bloqueio ilegal a Cuba para asfixiar o país e causar o caos social que anima reações contrarrevolucionárias como as que estão em curso.

A América Latina está no centro da disputa geopolítica que os EUA travam com Rússia e, principalmente, com a China, por isso a intensificação do ativismo imperial para derrubar governos e mudar regimes."

(...)" de modo geral, se observa que os estratagemas para a recolonização hemisférica passaram a ser mais elaborados, como se observa no inventário parcial da atuação – por vezes nem tão oculta – dos EUA nos últimos anos:– 2008: governo boliviano acusou os EUA de patrocinarem conflito separatista no departamento de Santa Cruz de La Sierra [Meia Lua]. Líderes da extrema-direita boliviana reuniram-se diversas vezes na embaixada dos EUA para planejar o plano de secessão;

– 2009: golpe em Honduras com a destituição, prisão e exílio ilegal do presidente Manuel Zelaya;

– 2012: golpe no Paraguai, com o impeachment sumário perpetrado em menos de 72 horas sem causa, sem processo e sem direito à defesa do presidente Fernando Lugo;

– 2012: criação da Aliança do Pacífico com governos vassalos para debilitar papel da UNASUL e CELAC;

– 2013: espionagem da presidente Dilma e da PETROBRÁS que pode estar relacionada com os preparativos da Lava Jato;

– 2013: cursos dos Departamentos de Justiça e de Estado e agências de inteligência dos EUA para procuradores, juízes, políticos, policiais federais e oficiais das Forças Armadas;

– 2013: “primavera brasileira” com as jornadas de junho e processos de desestabilização;

– 2013: avião presidencial de Evo Morales foi obrigado a fazer pouso de emergência em Viena depois dos EUA obrigarem países europeus a proibirem pouso técnico para reabastecimento em viagem de regresso de Evo da Rússia, colocando a vida do presidente em risco. Motivo: suspeitavam que Evo trazia Edward Snowden para conceder-lhe exílio na Bolívia;

– 2013: diplomata tucano Eduardo Saboia, encarregado de negócios da embaixada do Brasil em La Paz arquitetou e executou pessoalmente a fuga do senador oposicionista Roger Pinto, condenado criminalmente pela justiça da Bolívia [como prêmio, o diplomata tucano tornou-se chefe de gabinete de Aloysio Nunes no Itamaraty no governo golpista e ilegítimo de Temer];

– 2015/2016: derrubada da presidente Dilma. Em 18 de abril de 2016, dia seguinte à aprovação da fraude do impeachment na Câmara, o senador tucano Aloysio Nunes viajou a Washington para 3 dias de encontros com altas autoridades estadunidenses;

– 2017: eleição de Lenin Moreno para reverter a “revolução cidadã” no Equador;

– 2017: formação do Grupo de Lima com governos vassalos para avançar plano de atacar a Venezuela;

– 2018: governos vassalos dos EUA abandonam a UNASUL, organismo pelo qual os países da região equacionavam conflitos regionais pacificamente e sem interferência da OEA, organismo totalmente teleguiado por Washington;

– 2018: esvaziamento da CELAC, organismo que congrega todos países do hemisfério americano e que deixa de fora apenas EUA e Canadá [espécie de OEA sem EUA e Canadá];

– 2018: pressão dos EUA para FMI conceder empréstimo eleitoral de US$ 57 bilhões ao governo Macri, da Argentina, para impedir a eleição do peronismo [Alberto e Cristina] ao governo;

– 2019: designação de Juan Guaidó como “presidente autoproclamado” [sic] da Venezuela;

– 2019: simulacro de ajuda humanitária para invadir a Venezuela com apoio dos governos Bolsonaro e Ivan Duque;

– 2019: Luís Almagro, da OEA, falsificou informes para anular eleição legítima de Evo Morales e justificar o golpe perpetrado pela extrema-direita boliviana com o apoio material, político e diplomático dos governos Macri/Argentina, e Bolsonaro/Brasil;

– 2020: enfraquecimento do MERCOSUL por meio do acordo com a União Européia e tentativas de flexibilização da Tarifa Externa Comum do Bloco;

– 2020: agentes e apoiadores do governo brasileiro seguem caminho de Olavo de Carvalho e refugiam-se nos EUA – irmãos Weintraub, blogueiro Allan dos Santos, empresário cloroquiner Carlos Wizard, juiz-ladrão Sérgio Moro etc;

– 2021: viagem da vice-presidente dos EUA à América Central para difundir o eixo de ação dos EUA de “combate à corrupção” para a região [sic];

– 2021: presidente venezuelano Nicolás Maduro denunciou que o comandante do Comando Sul dos Estados Unidos Craig Faller e o diretor da CIA William Burns visitaram Colômbia e Brasil com objetivo de preparar plano para assassiná-lo;

– 2021: diretor da CIA se reuniu no Brasil com o chefe da ABIN, generais do governo militar e com Bolsonaro.

No último 7 de julho o presidente do Haiti Jovenel Moïse foi assassinado por mercenários de nacionalidade colombiana e estadunidense.

E, para completar este inventário provisório, destacam-se ainda os estranhos protestos “patrióticos” que espocaram em Cuba neste domingo, 11 de julho. Neles, “patriotas” usavam máscaras faciais estampadas com a bandeira dos EUA, também agitadas nos protestos."

PROTAGONISTAS DA CONTRAREVOLUÇÃO CUBANA
Luiz Almagro, pela OEA e Rosa Maria Payá, pelo Movimento Cristão de Libertação.
Almagro com um grupo de CONTRAS de San Isidro - Cuba.

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