terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

Manifesto em Defesa dos Direitos à Saúde e à Educação Públicas * CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO/CNTE

Manifesto em Defesa dos Direitos à Saúde e à Educação Públicas
CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO

Pela Vacinação, Testagem e Condições de Ensino/Aprendizado nas Escolas Públicas

O ano escolar começou em nossas redes públicas de ensino e, depois de quase 2 anos com as escolas brasileiras da educação básica fechadas, ainda não temos, infelizmente, a segurança sanitária necessária para a retomada das aulas presenciais. Os casos de contaminação com a COVID-19 com a chegada da variante Ômicron abalou o mundo inteiro por sua imensa capacidade de transmissibilidade, superior em quase 4 vezes ao pior momento que já tivemos com as outras variantes da doença: enquanto em abril de 2021, no auge das variantes Delta e Gama, tivemos no mundo o pico diário de 905 mil casos de pessoas contaminadas, em 24 de janeiro de 2022, com a Ômicron (4ª onda), tínhamos registrado 3,44 milhões de pessoas infectadas em um único dia.

Considerada menos mortal do que as outras variantes, as contaminações com a Ômicron são tão superiores em número que, mesmo ela tendo chegado em um momento em que a população mundial estivesse mais imunizada com as vacinas, os casos absolutos de pessoas mortas em função dela já quase atingem o pico diário de mortes verificado na 3ª onda (Delta e Gama). Apesar de relativamente menos letal, o momento atual se apresenta, em números absolutos, tão preocupante quanto os outros momentos da doença quando consideramos o quesito de sua letalidade: ao final do mês de janeiro de 2022, atingimos o pico de 14,3 mil mortes por COVID no mundo em um único dia. O pico de mortes diárias da 3ª onda foi de 15,9 mil mortes em todo o planeta, abaixo ainda do recorde de vítimas verificada na 2ª onda (Beta e Alfa), que atingiu a marca de 18 mil mortes por dia.
No Brasil, por força e pressão da sociedade, conseguimos atingir a marca de quase 80% da população parcialmente imunizada, chegando a pouco mais de 85% se considerarmos o segmento populacional apto a se vacinar (a partir de 5 anos de idade). Com a dose de reforço, no entanto, temos apenas pouco mais de 37% da população brasileira (maiores de 18 anos). No dia 20 de fevereiro de 2022, os dados de imunização que envolvem a faixa etária de 5 a 11 anos – contingente preferencial e prioritário da oferta dos serviços da educação básica -, apontam para menos de 35% da população que tomaram a primeira dose. Estados como Acre, Pará, Amazonas, Rondônia, Tocantins, Mato Grosso e Roraima, esse índice não chega sequer à casa dos 20% das crianças já vacinadas. Nessa mesma data, o retrato do país mostra que temos ainda 13 Estados da Federação com a situação em alta de casos e óbitos pela doença. Ou seja, a pandemia da COVID-19 ainda não acabou.

O aumento sistemático dos índices de contaminação do coronavírus nesse momento se deveu, sobretudo, à irresponsabilidade do Governo Federal e de muitos gestores de Estados e Municípios que não realizaram políticas de isolamento social amparadas em auxílios emergenciais dignos. Essa situação prolongou o fechamento das escolas públicas e a penúria dos/as estudantes, professores/as e funcionários/as de educação que não contaram com equipamentos e internet adequados para as atividades remotas. A negação da ciência e o descompromisso das gestões públicas com o tratamento da pandemia, aliada à falta de vacinas em quantidade e tempo suficientes para impedir o alastramento do vírus, continuam a apontar, até hoje, para cenários caóticos para a população, para a economia e também para a retomada das atividades escolares presenciais com segurança. Assim, é preciso que o Estado garanta as condições de acesso e permanência de todos à escola, para evitar mais prejuízos aos segmentos vulneráveis de nossa sociedade. Não é possível que o país continue se eximindo da responsabilidade de cuidar das crianças e jovens que têm assegurado o direito constitucional à educação básica obrigatória dos 4 aos 17 anos.
Essa explosão de casos e mortes que a Ômicron provocou no Brasil já deixou, de imediato, nossas redes de hospitais em alerta: a taxa de ocupação de Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) voltou a aumentar drasticamente em todo o país, combinado com um fenômeno novo que se apresentou pela primeira vez agora com o advento dessa variante: o afastamento recorde de funcionários da saúde em função do altíssimo nível de contaminação é privilégio da Ômicron. Esse cenário de tragédia humanitária não sensibilizou nossos governantes que agem, agora, como se a pandemia tivesse chegado ao fim.

O retorno às aulas presenciais nas escolas brasileiras nas redes municipais e estaduais da educação básica se dá agora, depois de 2 anos de fechamento forçado, sem que tivesse havido o empenho conjunto dos governos para o enfrentamento das questões de segurança sanitária a nossos estudantes e comunidade escolar em geral. O investimento necessário em infraestrutura escolar não aconteceu, de modo que pudéssemos ter construído mais salas de aulas (a fim de manter o distanciamento social tão urgente e necessário entre os/as estudantes) e tampouco houve reformas ou adaptações para a melhoria da ventilação nos espaços escolares. Da mesma forma, não vemos iniciativas de testagem massiva dos/as estudantes e educadores/as para a detecção de novos casos e, o mais grave, rastreamento dos casos de contaminação que, porventura, venham a ocorrer. Esses dois instrumentos de monitoramento da evolução da COVID, usados em vários países do mundo, são os únicos capazes para garantir que a reabertura das atividades presenciais nas escolas não trará um impacto e recrudescimento dos casos. O que acontece dentro das escolas reverbera, de forma imediata, para fora dela: os/as estudantes contaminados levarão a doença para dentro de suas casas, não sem antes espalhar pelas cidades nos transportes coletivos já abarrotados de gente. É desolador como um caso desses, de tamanha gravidade, é tratado no Brasil por nossos gestores como sendo mesmo só mais uma gripe.

O plano de retomada das atividades presenciais em nossas escolas também não leva em consideração o aspecto pedagógico das enormes perdas que tivemos junto aos/às nossos/as estudantes nesse período de afastamento do ambiente escolar. Toda uma geração afetada em seu processo de aprendizagem, que só não foi pior em função do trabalho hercúleo levado a cabo pelos/as profissionais da educação, tem sido negligenciada agora quando da reabertura física das escolas aos/às estudantes. A defasagem no processo de alfabetização e o fosso criado durante a pandemia entre os/as estudantes mais pobres do ensino médio e aqueles que tiveram oportunidade de acesso a equipamentos computacionais e Internet à disposição são exemplos que estão, agora, subestimados ou mesmo ignorados. A evasão escolar provocada nesse período de fechamento das escolas também é um desafio a ser enfrentado e que pouco ou nada tem se falado a respeito. A quantidade de estudantes e famílias que se viram compelidas a abandonar as escolas resultará em um déficit educacional irreparável para um enorme contingente de brasileiras e brasileiros. O que se vê, portanto, é que condições importantes para que os/as estudantes tenham acesso ao conteúdo escolar continuam negligenciadas, muito em função da total ausência de uma articulação mínima entre as diferentes esferas de governo no tocante ao enfrentamento a essa situação.

E esse retorno às atividades presenciais nas escolas nesse momento não pode nunca prescindir de uma nova estratégia de gestão de pessoas, por parte dos governos municipais e estaduais, que deem conta das enormes demandas que o momento exige. O investimento em infraestrutura escolar deve vir agora com um aporte extra de recursos públicos para a contratação de mais professoras e professores nos Municípios e Estados. A retomada das aulas presenciais, de forma segura e com o adequado distanciamento social entre os/as estudantes, exigirá um redimensionamento da categoria do magistério público de nossas redes de ensino. Isso passa pela imediata realização de novos concursos públicos para a carreira de profissionais do magistério público em todo o país. E claro, a ampliação das redes de ensino municipais e estaduais deverá também vir acompanhada de uma ampliação do quadro de todos os/as funcionários/as da educação (secretaria, vigilância, nutrição, etc.). Mas nada disso aconteceu em todo esse período de escolas fechadas.

Todo esse quadro crítico foi denunciado por vários documentos públicos feitos pela CNTE ao longo dos últimos 2 anos de pandemia no Brasil. Nunca estivemos sozinhos, no entanto: associações de pais e mães, instituições científicas, entidades educacionais, grupos médicos e muitas outras organizações da sociedade civil estavam juntos nessa denúncia. Mas o ambiente político do país não deixou prosperar esse alerta. A absoluta falta de uma cultura política de diálogo social impediu que essas vozes, embora majoritárias, fossem escutadas pelos gestores públicos de nosso sistema educacional. A falta de coordenação nacional ao enfrentamento dessas grandes questões, que agora assombra todos/as, foi acompanhada também, em grande medida, pela expressiva maioria dos gestores municipais, estaduais e distrital de nossa educação. Nos Estados e Municípios, também vimos a absoluta ausência de diálogo das gestões locais com os sindicatos dos/as trabalhadores/as em educação.

E essas questões, de fato, não se devem circunscrever somente à área educacional. Já apontamos em nossos documentos anteriores a necessidade de uma articulação fina entre as áreas de saúde, educação, assistência social e conselhos tutelares para o enfrentamento a essas demandas. Somente uma interlocução intersetorial de todas essas áreas podem dar conta dos enormes desafios que se apresentam agora ao conjunto da sociedade brasileira. Se nossas denúncias não foram escutadas lá atrás, seguimos com o alerta público e o grito de um estrondoso basta! Temos material humano e recursos financeiros para dar conta desse desafio. As pautas de reivindicação já estão postas. Chega de descaso com as nossas vidas! Contra a banalização da morte, nos insurgimos todos os dias!

Urge levantarmos a bandeira emergencial da vacinação a todas às nossas crianças e adolescentes! É fundamental que exijamos dos nossos governantes políticas de testagem em massa e rastreamento de casos na comunidade escolar, a fim de controlarmos definitivamente essa pandemia! O sucesso de um projeto no pós pandemia exige uma priorização, de fato, da educação de nosso povo. Educação como direito social inalienável. Para isso, não podemos esquecer nunca de que a revogação imediata da Emenda Constitucional nº 95/2016 é medida imperativa. Precisamos, mais do que nunca, que tenhamos capacidade de investimento público para dar conta dessas demandas! E, definitivamente, não podemos mais tolerar um governo negacionista que atrasa a vacinação, brinca com a morte de milhares de brasileiras e brasileiros e só se interessa em afanar os cofres públicos para uma minoria apática e descolada de seu povo!

Exigimos que se cumpra a obrigatoriedade da vacina a todas as crianças com mais de 05 anos de idade, como forma de se fazer cumprir o que estabelece o artigo 14 do Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), garantindo a ampliação da vacinação de nossas crianças e adolescentes com a obrigatoriedade do Passaporte Vacinal para o retorno às aulas presenciais! É fundamental que essa faixa etária da população brasileira seja vacinada o quanto antes e, para que isso tenha viabilidade de fato em nosso país, é importante que postos móveis de vacinação cheguem em todas as escolas públicas brasileiras, em uma campanha nacional que promova e garanta o acesso à vacina a essa faixa da população. O impacto da volta às aulas presenciais nas taxas de transmissibilidade e morte pela COVID do país depende, em maior ou menor grau, do sucesso dessas medidas, que devem estar articuladas entre as áreas de saúde e educação, e também entre os entes da Federação. Não menos importante, o setor educacional brasileiro exige Internet para todos/as trabalhadores/as em educação e estudantes, com o uso e investimento dos recursos garantidos pelo Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST), destinados para esse fim.

Fora Bolsonaro e todo seu projeto de morte! Queremos vacina para todas e todos! Pela vida, saúde e por uma educação pública que atenda plenamente ao nosso povo!
Brasília, 22 de fevereiro de 2022
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POR QUE OS PATRÕES ODEIAM TANTO OS PROLETÁRIOS * Antonio Cabral Filho / RJ

POR QUE OS PATRÕES ODEIAM TANTO OS PROLETÁRIOS
A resposta a esta pergunta é simples: se não houvesse PROLETÁRIOS não haveria patrões.  Já pensou na "trabalheira de ter que caminhar de casa até à padaria todo dia de manhã? Mas pra quê fazer isso se há empregadas domésticas? Simples assim...

A luta de classes se baseia no movimento do capital rumo à acumulação, mas pra isso ocorrer - acumulação - faz-se necessário que haja quem reproduza o capital - forças produtivas - e sem despossuídos - proletários - os capitalistas teriam que operar com as próprias mãos o seu maquinário. Só que isso lhes impediria de imaginarem mais "falcatruas" pra fazer dinheiro. Daí a EXPLORAÇÃO CAPITALISTA.

Mas ela não ocorre num passe de mágica. Para isso, os patrões necessitam contar com outras forças: AS FORÇAS COERCITIVAS - REPRESSÃO . É aí que entra a igreja, o estado - governos - , a mídia, o judiciário, e toda a curriola de puxa-sacos da administração empresarial, para obrigar o peão a produzir mais e ganhar cada vez menos. É aí que um amigo se assustou quando eu disse isso: "Como eu vou trabalhar mais e ganhar menos?", gritou. Lhe explique que o valor da hora/trabalho pago como hora-extra, não cobre o valor do produto. E assim, o seu dia de trabalho acaba ficando mais barato para o patrão. Ele estatelou os olhos e soltou um palavrão. 

Portanto, como nós - PROLETÁRIOS - queremos ser tratados com AMOR por pessoas que vivem do nosso suor? Apenas os imbecis pensam assim.

Vejam essa figura sentada no "monociclo" e com o crucifixo pendurado no pescoço. Quem acredita que esse "ser energúmeno" vai querer salvar a alma de alguém? Além de parceiro da ESCRAVIZAÇÃO, ainda faz o "trabalho" de apascentar o sofrimento do explorado para que ele aceite - PACIFICAMENTE - continuar sendo explorado.

Ao contrário dele, vejam o inglês abaixo. É
CHARLES DARWIN, 
um biólogo e pesquisador inglês, nascido lá nas terras da pior monarquia que já existiu, financiadora da escravização de seres humanos, sócia de todo o crime organizado que se possa imaginar, mas um opositor declarado de toda forma de exploração do homem pelo homem. Veja o que ele escreveu ao chegar no Brasil monárquico:
"
Ao chegar no Brasil e ver de perto a escravidão, Darwin escreveu esse relato:

“Perto do Rio de Janeiro, minha vizinha da frente era uma velha senhora que tinha umas tarraxas com que esmagava os dedos de suas escravas. Em uma casa onde estive antes, um jovem criado mulato era, todos os dias e a todo momento, insultado, golpeado e perseguido com um furor capaz de desencorajar até o mais inferior dos animais. Vi como um garotinho de seis ou sete anos de idade foi golpeado na cabeça com um chicote (antes que eu pudesse intervir) porque me havia servido um copo de água um pouco turva…

E essas são coisas feitas por homens que afirmam amar ao próximo como a si mesmos, que acreditam em Deus, e que rezam para que Sua vontade seja feita na terra! O sangue ferve em nossas veias e nosso coração bate mais forte, ao pensarmos que nós, ingleses, e nossos descendentes americanos, com seu jactancioso grito em favor da liberdade, fomos e somos culpados desse enorme crime.”

(Charles Darwin, A Viagem do Beagle)
"
ALGO MAIS SOBRE
EXPLORAÇÃO CAPITALISTA
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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

TRABALHADORES PAGAM O “IMPOSTO DO PRÍNCIPE” EM PETRÓPOLIS * Frente Revolucionária dos Trabalhadores / FRT

TRABALHADORES PAGAM O “IMPOSTO DO PRÍNCIPE” EM PETRÓPOLIS


Há quase dois anos, em abril de 2020, o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) apresentou projeto de lei que acabava com o chamado “imposto do príncipe”, uma taxa que é paga pelo povo de Petrópolis e acaba no bolso dos “herdeiros” da dita “família real brasileira” (embora já há séculos o Brasil seja uma República, não uma Monarquia).

Naquela época, o PL 553/20 foi apresentado como uma resposta à proposição do deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança, do PSL paulista e herdeiro da “família real”, que sugeriu a extinção do feriado de 21 de abril (Inconfidência Mineira).

"Eis a desgraça que desgraça o Brasil: vagabundos sustentados pelo suor dos trabalhadores porque possuem títulos de nobreza"
*
Um ano depois, em março de 2021, o projeto foi arquivado pela presidência da Câmara, através do deputado Arthur Lira, alegando que o PL feria o “direito adquirido”. Rogério Correia discorda e, por isso, está reapresentando o projeto, solicitando que seja enviado à Comissão de Constituição e Justiça, uma vez que o “direito adquirido” na época do Império não cabe para os tempos de República.

Tecnicamente, o “imposto do príncipe” se chama “laudêmio”. Estabelece a cobrança de taxa de 2,5% paga nas transações de imóveis pela Companhia Imobiliária de Petrópolis, que por sua vez repassa o dinheiro para os Orleans e Bragança.


Segundo o deputado Rogério Correia, a tragédia vivida pela cidade fluminense mostra mais uma vez o anacronismo do laudêmio da família herdeira. “É um resquício imperial ainda em voga no Brasil, revelando um privilégio incompatível com os tempos modernos”, afirma. Rogério espera que, desta vez, infelizmente devido à comoção da tragédia, a Mesa da Câmara se sensibilize e autorize a tramitação normal do projeto de lei.

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domingo, 20 de fevereiro de 2022

QUE PAÍS É ESTE? * Wladimir Tadeu Baptista Soares Cambuci/Niterói - RJ

 QUE PAÍS É ESTE?


Contra a força bruta

Que nos ameaça

E a ignorância cega

Que só mente e faz tanto mal,

A gente vai precisar muito mais do que inúmeras pesquisas,

Mas de uma mobilização gigantesca dentro e fora das redes sociais.

Não vai ser nada fácil vencer a máquina do fascismo, porque este se alimenta de uma massa popular. 

Nossa democracia, cada dia que passa, correndo mais risco,

E as instituições todas contaminadas pelo vírus da corrupção. 

O país entregue às baratas, 

A um bando que só quer nos roubar.

São tiranos matando os nossos sonhos,

Uma gente imbecil a nos governar.

Não há esperança com os políticos de agora, nem há confiança nos nossos tribunais. 

Ministério Público agindo contra a sociedade, protegendo criminosos,

Sem nenhum pudor.

Imprensa desonesta

Manipulando a opinião,

Enquanto o pobre come osso da caçamba de um caminhão. 

Inflação lá nas alturas, 

Combustíveis e alimentos caros demais,

Trabalhadores sem direitos, desempregados cada dia mais.

Saúde e educação com orçamentos minguados,

Artistas desprezados vivendo dura condição.

Milicianos sendo protegidos e armados, ameaçando toda população. 

Que país é este, já perguntou o poeta. E a gente pode responder. É um país de escravatura histórica, injusto e imoral 

Que não cuida dos seus cidadãos. É um país de um patrimonialismo histórico, que protege aqueles que querem a sua destruição. 


Wladimir Tadeu Baptista Soares 

Cambuci/Niterói - RJ 

Nordestino 

wladuff.huap@gmail.com 

19/02/2022

sábado, 19 de fevereiro de 2022

Cordel da Ordem da Memória * Jetro Cabano Fagundes / PA

 Cordel da Ordem da Memória



Bira Diniz, um Homem Chamado Educador

P r e s e n t e

Dos maiores lutadores
Que Ananin já pode ver
Pensador dos pensadores
Fazedor de acontecer
Muito mais que admirável
Que por ser tão memorável
Sempre em nós irá viver

Se falarem de guerreiros
No ananindeuense chão
Lembrar Bira companheiro
Muito mais que obrigação
É um reconhecimento
A quem pelo Movimento
Fez uma revolução

Quem chegou conhecer Bira
Sabe do que tô a dizer
Pois até hoje inspira
Os que lutam pra valer
Em uma localidade
Que não tem identidade
Culpa do omisso poder

Adonde omissos gestores
Nunca ligam pro povão
Não passam de enganadores
Tome manipulação
Bira, nas Comunidades
Foi ser Historicidade
Ação, conscientização

Onde a Ordem é fazer nada
De Políticas Sociais
Progresso é picaretada
Propaganda nos jornais
Bira, com perseverança
Formou várias lideranças
Na base dos ideais

Socialista libertário
Era de se articular
Com o povo comunitário
Movimento Popular
Bem naquele pensamento
Da Periferia ao Centro
Tipo núcleo modelar

Quem tinha visão logística
Amava dar formação
De consciência política
A qualquer um cidadão
Proposto a ter acesso
Ao histórico processo
De real transformação

Dos mais corajosos seres
Não um mero sonhador
Foi tão mestre dos saberes
Grande realizador
Que era a própria utopia
Que fazia e acontecia
Como bravo educador

Educador freireano
De instigar e de levar
Um cidadão suburbano
A passar a enxergar
Sua vida de verdade
Naquela realidade
Do saber pra transformar

Adonde a Reforma Urbana
Foi uma realização
Da gente interiorana
Carente população
Bira fez a diferença
Numa atividade intensa
Com muita organização

Camará polivalente
Da mais ampla atuação
Ajudou plantar  semente
Como a grande  Comissão
De Bairros dos Belenenses
Depois Ananindeuenses
Em Pedagógica Missão

Membro da Executiva
Do PT, sua paixão
Pela ação afirmativa
Junto à população
Certo dia foi chamado
Na verdade,  convocado
Pra disputar eleição

Aquele histórico pleito
O Educador não ganhou
Mas conseguiu grande feito
Quando em muito ajudou
A eleger quatro guerreiros
Vereadores companheiros
E Bira não se exaltou

Quem por muito pouco, quase
Prefeito não se elegeu
Pela CEPEPO e FASE
Na luta permaneceu
Tantos votos recebidos
Foi um prêmio merecido
Que do povo recebeu

Homem humilde de verdade
Nunca em parar pensou
Focando a Comunidade
Seu lidar continuou
Permaneceu resistente
Vermelhante, consistente
De Ideal nunca mudou

Coração rubro, vermelho
Lutou pela instalação
De Populares Conselhos
Na pioneira gestão
Dum prefeito vendilheiro
O grande e maior coveiro
Desse tão triste rincão

Eita, Bira,  que saudade
Nosso eterno educador
Muitos nas Comunidades
No peito sentem ardor
Quando teu nome é lembrado
Pelos feitos do passado
Hoje colhidos com amor

Visionários sonhadores
Gente da libertação
Freireanos professores
Sonhos da Educação
Líderes sindicalistas
Farinheiros Cordelistas
Fazedores de Canção

Quantas saudades de Bira
Teórico de muita ação
Tudo dele se respira
Andando na Abolição
Bairro que viu sua bravura
Bem atrás da Prefeitura
Que é nota zero em visão

Companheiro que faz falta
Nesses dias atuais
Quando um nazi nos assalta
Com medidas ilegais
Bira,  por sua trajetória
É um canto de memória
Nas lembranças eternais

Educador resistente
Podemos assegurar
Que está sempre presente
Na memória popular
Em cantiga de Utopia
Pela paz, cidadania
Incessante, sem parar

Quando uma frase é citada:
Sem medo de ser feliz
Lembramos o Camarada
Saudoso Bira Diniz
Menestrel  da Esperança
Fazedor de lideranças
Um herói desse país

Jetro Cabano Fagundes
Farinheiro do Marajó e de Ananin
Saudades,  Professor de todos nós!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

O ditado "sempre foi assim" é mentira * Professora Alessandra Vieira

 O DITADO “SEMPRE FOI ASSIM” É MENTIRA

Os nazistas mantinham os judeus em fome constante. Assim, os judeus se ocupavam apenas de uma única tarefa durante o dia todo: procurar alimento, sobreviver, matar a fome imediata e urgente.


Não tinham tempo e nem energia para organizar conspirações, rebeliões e planos de fuga. A vida se resumia a uma luta individualista, egoísta e solitária pela mera subsistência.


De modo análogo, a maioria dos brasileiros se ocupa apenas da sobrevivência e da dura conquista do básico: moradia, comida, escola e saúde.


E mesmo os poucos que conseguem manter esse básico (especialmente a classe média) não têm tempo para se preocupar com mais nada: acordam muito cedo, trabalham mais de 8 horas, retornam exaustos, assistem o Jornal Nacional e vão dormir para reiniciar a labuta no dia seguinte.

A vida se resume a uma luta individualista, egoísta e solitária pela manutenção do básico.


E as TVs, os jornais e revistas reforçam e martelam diariamente essa ideologia do individualismo e do trabalho maquinal: pense apenas em você; invista apenas em você; é cada um por si; não reclame, trabalhe; não seja vagabundo, trabalhe até o fim da vida; sempre foi e sempre será assim; com esforço você conseguirá vencer; a meritocracia fará você vencer; os sindicatos não servem pra nada; a política não presta; o coletivismo é um sonho; o socialismo morreu; os empresários vão melhorar sua vida; o capitalismo selvagem e sem grilhões é o futuro. E tudo isso é mostrado ao público através de um lustro acadêmico e profissional.


A propaganda é tão intensa e tão bem feita que poucos conseguem perceber a grande farsa que existe por trás dessa forma de pensar.


Diante desse cenário, a grande maioria dos brasileiros pouco se importa se o país está passando por um golpe de estado, se os direitos humanos já foram pro vinagre, se não existe mais democracia, se a constituição foi rasgada, se existe prisão política, se haverá uma ditadura militar, se os pobres da cracolândia estão sendo tratados como lixo.


Para quem a sobrevivência é a única preocupação, essas questões parecem supérfluas, um luxo desnecessário que só se justifica em países ricos. Tudo isso se apresenta como uma névoa de acontecimentos, um falatório confuso, um ruído de fundo na vida cinzenta e maquinal dos trabalhadores.

Querer que essa multidão de autômatos se levantem para lutar pela democracia é ser totalmente irrealista, romântico e ingênuo.


A grande massa de trabalhadores sem sindicatos, desorganizados e desinformados, apenas perceberão que algo mudou no país quando forem terceirizados, quando não mais tiverem direito a férias e décimo terceiro, quando a carga de trabalho aumentar e o salário diminuir, quando descobrirem que não irão mais se aposentar.


A grande massa de trabalhadores não aprende pela informação (pois a única informação que possui vem de seus algozes), aprende pela prática do dia-a-dia.

Quando a grande massa de trabalhadores descobrir que tudo mudou, já será tarde demais para mudar."


(Professora Alessandra Vieira)

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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

IDOSOS UNI-VOS * Adão Alves dos Santos / SP

 IDOSOS UNI-VOS


Caso imaginássemos um Brasil só com idosos, teríamos algumas surpresas inimagináveis, lembremos, os imaginável, não é surpresa.


A esperada redução da capacidade física, o que necessariamente não significa redução da capacidade mental, no entanto para que não haja redução da capacidade mental, a primeira recomendação é cuidar da auto-estima, até poderíamos ignorar que alguns setores da economia, preferem a mão de obra idosa, por motivos meramente econômicos.


Falemos apenas da necessidade de organização do idoso, esta necessidade de organização, não deve começar pela questão econômica, ainda que aqui, poderíamos fazer desfilar uma interminável série de impactos positivos do idoso na economia. Fiquemos no entanto, no aumento da expectativa de vida e, principalmente da necessária dignidade à vida humana  


A dignidade do idoso não pode se limitar à dignidade de ser pajens dos netos enquanto seus filhos trabalham, não que isto não possa ocorrer. A dignidade do idoso não pode ser o papel de "arrimo de família", já que deveríamos estar vivendo num mundo onde o número de emprego não reduzissem pela "sede de lucro" do capital, a dignidade do idoso não pode ser limitada aos carteados ou baile da terceira idade.


Não iniciaremos aqui, o cabedal destas importâncias, não realçaremos que não será a sociedade preconceituosa que irá proporcionar auto-estima ao idoso, este é um papel que o próprio idoso terá de reivindicar, nesta reivindicação o início é a criticidade, o idoso não pode ser "plateia", que aplaude o show.


Quando falamos da criticidade, sempre será esperado que seja dos idosos o maior número de mortes que acontece, mas a pandemia, foi particularmente cruel com os idosos, então façamos disto, nosso ponto inicial de organização. Pensemos num ato público com a representação das vidas perdidas pela irresponsabilidade do despresidente e, aqui falando em excercicio para o desenvolvimento da criticidade começa necessariamente por saber que alguém que fala em "cancelar CPF", nunca será alguém digno de voto.


Adão Alves dos Santos/SP

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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

O XADREZ DOS FALSOS ANJOS * Adão Alves dos Santos / SP

 O XADREZ DOS FALSOS ANJOS

(CRÔNICAS PARA DESEMBURRECER TOMO DCLX)

Adão Alves dos Santos / SP


Assim como na guerra fria, "guerra publicitária que o mundo viveu até a queda do muro de Berlim", o mundo está vivendo, mais uma guerra publicitária. Assim como esta, em toda e qualquer guerra, há um lado que parece mais simpático, mas será que há simpatia numa guerra?


O jogo de palavras qual chamamos de democracia, nos faz referendar as atividades do tio Sam, como simpáticas, será?


A atual guerra publicitária, explode nas mídias, como: "a eminente invasão da Ucrânia pelos militares russos, primeiro preciso lembrar, que apesar de não morrer de amores por nenhum integrante de polícias secretas, mas, para talhar o leito dos odiadores do comunismo, mesmo antes da queda do muro de Berlim, a Rússia, já não era comunista, assim o medo sem motivos, continua como um enorme medo sem motivos.


Se infelizmente, por trás desta guerra publicitária, ainda é puro e simples entulho da guerra fria, por outro as chances de uma invasão é tão real quando "as faraônicas inexistentes obras cíveis, feitas por uma papelaria de Curitiba, num triplex do Guarujá" a única coisa real do triplex é que ele foi construído, a única coisa real da invasão, é que a Ucrânia existe.


Mas, voltando a causas da tensão. Quando da queda do muro de Berlim, havia dois blocos militares para tentar equilibrar os poderios militares, a (OTAN, "Organização de Tratado do Atlântico Norte" e o Pacto de Varsóvia. Com o fim do da União Soviética, o Pacto de Varsóvia, deixou de existir, não fazia mais sentido a existência da OTAN, só que a OTAN, não apenas não deixou de existir, como tem dobrado o número de países membros. Esta é a razão de toda a crise, que virou a guerra publicitária que estamos vivendo. De um lado o presidente aparentemente bonzinho, o governo do tio Sam, que insiste em ter o mundo como seu quintal e os governos que não querem ser quintal do tio Sam.


Não pense que esta guerra publicitária do tio Sam com o Putin, não tem nada haver com o Brasil, o golpe contra a Dilma, ocorreu exatamente porquê o Brasil estava não apenas entre os não alinhados, como tinha papel de protagonismo no cenário político mundial. O golpe contra a Dilma, em todos os detalhes tem muito mais que o dedo da "CIA, Central de Inteligência Americana", tem corrupção e das bravas de agentes públicos brasileiros. Mas como aqui, a sabuja elite brasileira se vende. Os tanques do Tio Sam já desfilam em nossas fronteiras, lá na Venezuela?


Adão Alves dos Santos / SP

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

Escrachando o fascismo * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT-BR

 ESCRACHANDO O FASCISMO

TEXTO DE BERTOLT BRECHT

Brecht: Como poderá alguém dizer a verdade sobre o fascismo ao qual é contrário, sem querer falar do capitalismo que o produz? Que aspecto prático poderá ter esta “verdade”? Os que são contra o fascismo, sem tomar posição contra o capitalismo, os que lastimam a barbárie como resultado da barbárie, parecem pessoas que querem comer sua porção de vitela sem abatê-la. Querem comer a vitela mas não querem ver o sangue. Contentam-se em saber que o açougueiro lava as mãos antes de trazer a carne. Não são contra as relações de propriedade que produzem a barbárie. São apenas contra a barbárie. Levantam a voz contra ela e fazem isso em países onde existem perniciosas relações de propriedade, mas onde os açougueiros ainda costumam lavar as mãos antes de servir a carne.
(Trecho extraído do panfleto político escrito por Bertolt Brecth em 1934, em plena Alemanha hitlerista)

As organizações nazistas no Brasil nunca foram investigadas.

Monark e Kataguiri são pintos no lixo.  

O desenrolar do novelo das fake deve chega nas células nazistas. 

A Polícia Federal já tem um grande volume de informações das chamadas milícias digitais, aquelas que atacaram o STF e as urnas eletrônicas.

O Brasil teve o maior partido nazista do mundo, fora da Alemanha nas décadas de 1920 a 1930. 

Trazidos pela migração alemã, ainda nas décadas de 20/30, se concentraram nos estados do Sul: RS, SC, PR, SP.

No período da ditadura tiveram até jornal circulando, clandestinamente.

Em 1978, bancas de revista foram incendiadas em Brasília e em outras cidades, do país.

Em Brasília circulava um capitão da Marinha, chamado Nei Mohn, conhecido ex-integrante do Centro de Informações da Marinha (CENIMAR), que era nazista confesso. Não escondia.

Ele tinha uma casa em Sobradinho onde, numa batida policial, foi descoberto um arsenal de armas, suástica, bandeira e livros nazistas. A imprensa da época deu matérias.

Ele foi apontado por vários jornais e revistas de comandar atentados, não só em Brasília, mas em outros estados. 

As células nazistas continuam em atividade, seduzindo principalmente jovens, com discurso de ódio nas redes sociais. 

Laurez Cerqueira do FB

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O QUE É FASCISMO

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A IMPERCORRÍVEL DISTÂNCIA ENTRE O FEICHE, "FASCISMO" E O COMUM, "COMUNISMO"!

Quando mudamos para o alto da Brasilândia, não tínhamos fogão a gás, nem o caminhão de entregas chegava aqui, cozinhávamos em fogão de lenha, assim todos os dias íamos ao mato buscar um feiche de lenha, para fazer fogo, qual minha mãe, ou irmã mais velha, ficava por quatro horas, de plantão, até o feijão cozinhar.

O feiche, amarrado com um pedaço de pano, ou a própria camisa, facilitava o manejo, "domínio", mas em casa o feiche, era desfeito, para a quebra e queima. É exatamente esta a simbologia par trás do fascismo. Primeiro se junta o que julga diferente de si, (etnias, opções sexuais, religiosas, o próprio sexo, não homem branco e rico, cultura, etc...", depois dentro de cada um dos grupos, os indivíduos são separados para a quebra individual. Situação radicalmente oposta ao que é comunismo, que vem da palavra comum.

Se novo nazi-fascismo, a segregação é o tom da organização, no comunismo a organização é o tom da organização e, é justamente esta organização que faz o homem branco e rico temer o comunismo, e faz com que ele sempre que se imagina ameaçado, recorrer ao fascismo, para afastar a ameaça que muitas vezes, só a certeza que este homem branco e rico tem, já que sua riqueza é fruto da exploração do trabalho dos outros.

Se o medo do comunismo endossa a ação do homem branco e rico, porque a mulher, mesmo a rica, esta, "acomodada nas benéfices sociais" as demais mulheres ou integrantes das classes intermediárias ou mesmo dos excluídos defendem tal absurda ideologia, o sequestro dos patrões culturais, principalmente o religioso.

Com este "sequestro cultural", o inquilino de um barraco na favela, ou o empregado de um pequeno comércio, a anti-comunista, para defender a propriedade do senhorio, ainda que este seja claramente um explorador" mas o pequeno comércio, não faz parte do objetivo do comunismo, por não fazer parte da grande propriedade.

Enquanto o nazi-fascismo, segrega os excluídos para beneficiar os privilegiados, o comunismo torna todos comuns.

Adão Alves dos Santos/SP

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Negros, as vítimas esquecidas da Alemanha nazista

"A história dos afro-alemães aprisionados em campos de concentração e usados como cobaias por Hitler. Estima-se que 2 mil deles viviam no país durante o período – mas, das 75 mil pedras em memória às vítimas, apenas quatro são de pessoas negras"
Os negros são as vítimas esquecidas da Alemanha nazista, diz Marianne Bechhaus-Gerst, professora de Estudos Africanos na Universidade de Colônia. A perseguição deles sob os nazistas definitivamente “não é enfatizada o suficiente”, acrescenta.
É difícil estimar quantos negros viviam na Alemanha quando os nazistas tomaram o poder, em 1933. Embora alguns fossem originários do efêmero império colonial alemão na África (1884-1919), tratava-se, na verdade, de “uma população muito diversa e ainda assim consideravelmente móvel”, diz Robbie Aitken, professor da Sheffield Hallam University, na Inglaterra, e especializado em história da Alemanha negra
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PROVOCAÇÃO COMO TÁTICA

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ANTIVACINA A SERVIÇO DO FASCISMO


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domingo, 13 de fevereiro de 2022

Por que o imperialismo quer a Ucrânia * (Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT)

  *POR QUE O IMPERIALISMO QUER A UCRÂNIA*

Para aqueles que perguntam: 


“Por que a Ucrânia importa?"


Vejam como a nação da Ucrânia se classifica:


1° lugar na Europa em reservas, comprovadamente recuperáveis de minérios de urânio;


2° lugar na Europa e 10° lugar no mundo em termos de reservas de minério de titânio;


2° lugar no mundo em termos de reservas exploradas de minérios de manganês (2,3 bilhões de toneladas, ou 12% das reservas mundiais);


2° maior reserva de minério de ferro do mundo (30 bilhões de toneladas);


2° lugar na Europa em termos de reservas de minério de mercúrio;


3° lugar na Europa (13° lugar no mundo) em reservas de gás de xisto (22 triliões de metros cúbicos)


4° no mundo pelo valor total dos recursos naturais;


7° lugar no mundo em reservas de carvão (33,9 bilhões de toneladas)


A Ucrânia é um país agrícola:


1° na Europa em termos de área de terra arável;


3° lugar no mundo pela área de solo negro (25% do volume mundial);


1° lugar no mundo em exportações de óleo de girassol.


2° lugar no mundo na produção de cevada e 4° lugar nas exportações de cevada;


3° maior produtor e 4° maior exportador de milho do mundo;


4° maior produtor de batatas do mundo;


5° maior produtor de centeio do mundo;


5° lugar no mundo em produção de abelhas (75.000 toneladas de mel);


8° lugar no mundo em exportações de trigo;


9° lugar no mundo na produção de ovos de galinha;


16° lugar no mundo em exportações de queijo.


A Ucrânia pode atender às necessidades alimentares de 600 milhões de pessoas.


A Ucrânia é um país industrializado:


1° na Europa na produção de amônia;


É o 4° maior sistema de gasodutos de gás natural da Europa no mundo (142,5 bln metros cúbicos de capacidade de produção de gás na UE);


3° maior da Europa e 8° maior do mundo em termos de capacidade instalada de usinas nucleares;


3° lugar na Europa e 11° no mundo em termos de comprimento da rede ferroviária (21.700 km);


3° lugar no mundo (depois dos EUA e França) na produção de localizadores e equipamentos de localização;


3° maior exportador de ferro do mundo;


4° maior exportador de turbinas para usinas nucleares do mundo;


4° maior fabricante mundial de lançadores de foguetes;


4° lugar no mundo em exportações de argila


4° lugar no mundo em exportações de titânio


8° lugar no mundo em exportações de minérios e concentrados;


9° lugar no mundo nas exportações de produtos da indústria da defesa;


10° maior produtor de aço do mundo (32,4 milhões de toneladas).


Vocês entenderam por que o IMPERIALISMO quer a Ucrânia?

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