domingo, 14 de julho de 2024

SERVIÇO MILITAR OPCIONAL * (Antonio Cabral Filho/RJ)

SERVIÇO MILITAR OPCIONAL


O serviço militar obrigatório, amplamente implementado em muitas nações capitalistas, tem sido objeto de crítica para os comunistas. Nesta perspectiva, defende-se que o serviço militar opcional apresenta uma alternativa mais justa e eficaz.

Primeiramente, o serviço militar obrigatório pode ser visto como uma imposição estatal que desconsidera as liberdades individuais. Em uma sociedade capitalista onde os trabalhadores já enfrentam diversas formas de opressão, forçar indivíduos a servir contra sua vontade é mais uma maneira de manter o controle sobre as massas. O serviço militar opcional, por outro lado, respeita a autonomia dos cidadãos, permitindo que aqueles que têm interesse e vocação para a carreira militar sigam esse caminho por escolha própria, e não por coerção.

Além disso, o serviço militar obrigatório frequentemente reflete desigualdades sociais. Em muitos casos, jovens de classes menos favorecidas são mais propensos a serem recrutados, enquanto aqueles de classes mais altas encontram maneiras de evitar o serviço. Isso perpetua um ciclo de injustiça e desigualdade. 

A implementação de um serviço militar opcional elimina essa disparidade, garantindo que todos tenham a mesma oportunidade de decidir seu próprio destino sem a imposição de um fardo desigual.

Por outro lado, ao invés de obrigar os jovens a servirem no exército, o estado deveria focar em proporcionar uma educação integral que inclua o entendimento crítico sobre a defesa nacional e a participação consciente na vida pública. Isso prepararia os cidadãos para contribuir de diversas maneiras para a sociedade, de acordo com suas habilidades e interesses, fortalecendo assim o tecido social de forma mais ampla e democrática além de permitir a alocação mais racional de recursos.

Assim, em vez de gastar em treinamento e manutenção de uma força que inclui indivíduos desmotivados ou inaptos, os recursos poderiam ser direcionados para programas que incentivem o desenvolvimento de competências técnicas e civis, beneficiando a sociedade como um todo. Porém isso não interessa as classes dominantes/dominadas do capitalismo dependente.

Marx e Engels, em seus escritos, destacaram a importância de uma milícia popular em detrimento de um exército permanente, defendendo que as forças armadas deveriam estar sob controle direto dos trabalhadores e servir aos seus interesses. Na obra "A Guerra Civil na França", Marx elogia a Guarda Nacional da Comuna de Paris, que era composta por cidadãos armados voluntariamente, como um modelo de defesa proletária. Engels, em "Princípios do Comunismo", sugere que a defesa nacional deve ser uma responsabilidade compartilhada, mas enfatiza que a formação militar deve ser baseada na participação voluntária e consciente dos cidadãos.

Lenin, por sua vez, em "O Estado e a Revolução", também critica os exércitos permanentes como instrumentos de opressão burguesa e defende a necessidade de armar o povo trabalhador. Para Lenin, um exército composto por voluntários, motivados pela consciência de classe e pelo compromisso com a revolução, seria muito mais eficaz e justo. 

Ele argumenta que a obrigatoriedade do serviço militar, como praticada pelos estados burgueses, serve para manter as estruturas de poder opressivas e não para a verdadeira defesa dos interesses do povo.

Em resumo, a defesa nacional deveria ser vista como uma responsabilidade coletiva, mas isso não implica necessariamente a obrigatoriedade do serviço militar. Através de um serviço militar opcional, é possível criar uma força de defesa composta por cidadãos verdadeiramente comprometidos com a proteção e o desenvolvimento da nação. Isso, combinado com uma educação pública robusta e igualitária, poderia assegurar que todos os cidadãos estejam preparados para contribuir para a sociedade de maneira significativa, seja na defesa ou em outras áreas vitais.


(ANTONIO CABRAL FILHO/RJ)


SERVIÇO MILITAR FACULTATIVO

O Projeto de Lei 6/23 torna facultativo o alistamento militar. O texto em análise na Câmara dos Deputados altera a Lei do Alistamento Militar, que atualmente prevê, para fins de seleção ou regularização, a apresentação de todos os brasileiros no ano em que completarem 18 anos de idade.


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CARTA AOS REVOLUCIONÁRIOS * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

  *CARTA AOS REVOLUCIONARIOS*


Como os companheiros bem sabem, o sistema capitalista vive uma profunda crise estrutural que atinge o seu organismo como totalidade.


Há muito a crise que atinge o modo de produção capitalista, não é apenas somente econômica, mas social, política, civilizatória, etc; enfim, a crise possui um caráter universalizante e ameaça de forma objetiva a própria sobrevivência da humanidade.


O momento atual tem como uma de suas marcas, o auge da contra-revolução; aberta sobretudo, desde o fim da União Soviética e queda do Muro de Berlim, acontecimentos históricos que expressaram dura derrota do proletariado mundial.


 A fragmentação em que se encontra a esquerda revolucionária brasileira, potencializa seu isolamento em relação a classe, fator que contribui inexoravelmente para a solidificação da contra-revolução burguesa.


Nesse sentido, torna-se mesmo imperativo construir no país um polo autenticamente revolucionário, que aglutine os melhores, mais combativos e abnegados elementos da vanguarda classista para criar de fato, as bases de um partido comunista da revolução brasileira.


Nesta perspectiva buscamos construir junto às demais organizações proletárias e comunistas este instrumento de Frente de Lutas, que pode tornar-se um embrião do partido revolucionário, não como ficção, mas sim concretamente. Dessa forma propomos a aproximação de todas as correntes, no sentido de atuação pela via política da Frente Única de esquerda.


*Propomos pôr de pé uma imprensa operária, popular e comunista, que saiba fazer seu papel de esclarecer e despertar as massas trabalhadoras. Que saiba, em seu cotidiano e intervenção, fazer a ponte dialética entre o programa mínimo e as necessidades históricas da revolução brasileira em nossa agitação e propaganda;


*Propomos fortalecer a Frente Única Revolucionária dos trabalhadores brasileiros, que centralize as organizações revolucionárias, no sentido de superar nossa fragmentação e fortalecer nossa atuação junto às massas;


*Propomos deliberar uma agenda de atuação e intervenção na atual conjuntura  histórica gravíssima, visto que o tempo corre.


Com a perspectiva de avançarmos para a construção de um instrumental para potencializar as lutas dos explorados, diante de uma conjuntura  marcada pela guerra de classe que a burguesia declarou ao povo brasileiro, é que apresentamos as propostas acima aos demais camaradas. 


Saudações revolucionárias

!!!!!!

Frente Revolucionária dos Trabalhadores

FRT

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CNBB E PL 1904/2024 * Bernardino Brito.SP

CNBB E PL 1904/2024
ESTUPRO CULPOSO, FSP?


Todos sabem da minha simpatia e respeito histórico à CNBB, em outro momento posso até explanar a respeito, mas o fato é que no tocante ao PL-1904, a instituição se precipitou.

Emitir respostas rápidas à sociedade, nunca foi uma característica dessa grande instituição, dado sua elevada qualidade, respeito e sensibilidade social, tendo sempre prudência.

A verdade é que falhou na precipitação, e descrevo abaixo algumas razões por tal entendimento.

Não podemos mais aceitar que desde o pecado original de Eva, a mulher continue a pagar um preço social muito alto, bem diferente da punição de Adão.

Percebemos isso na prática, onde parece que nem a escolha de Maria por parte de Deus para ser a mãe de Jesus, aplacou o ódio fundamentalista de alguns líderes religiosos.

Nem mesmo a sublime saudação do Anjo Gabriel a Virgem Maria, "Ave Cheia de Graça" lhes colocou no devido lugar, pois se acham mais verdadeiros que os próprios anjos mensageiros.

Se uma mulher cristã compreendesse a profundidade do canto Magnificat de Maria, teria um olhar diferente sobre ela mesma, e se um homem entendesse a lógica de uma sociedade machista e misógina, agiria como José em sua proteção.

O Brasil insiste em querer debater a questão do aborto, legítima por sinal, mas completamente apartado da questão da mulher, de seus dramas, o que é inaceitável.

Somos o 4° país no mundo no ranking de mulheres casadas com idade inferior a 15 anos, e também o 4° nas que possuem idade entre 16 e 18 anos. Esse fato, por si só, já deveria ser um motivo de atenção especial das autoridades, e também daqueles que se dizem cristãos. Quem de fato se preocupa com seu semelhante, não aceitaria tal situação social.

Quase 80% (79,36%) dos casos de violência contra a mulher, diz respeito a jovens menores de 19 anos. Então, como debater o aborto sem levar em consideração a situação das mulheres, sobretudo, das jovens?

Nesses 80%, temos a seguinte distribuição:

- 10 a 14 anos :
79% estupro
21% outras violências

- 15 a 19 anos:
81% estupro
19% outras violências.

Desses crimes de estupro, 30% resultaram em gravidez, é o que se sabe oficialmente para a faixa dos 10 a 14 anos, e 17% para a faixa entre 15 e 19 anos. Imaginem a quantidade de casos que não chegam ao conhecimento do sistema de saúde?

Fazer discurso moralista contra o aborto é fácil? Difícil é propor saídas a essas jovens. Aliás, quem normalmente faz discurso radical contra o aborto, se coloca sempre contra as políticas públicas e de prevenção.

Os dados citados revelam a corrosão da estrutura social e a vulnerabilidade a que estão expostas a juventude feminina.

Se o criminoso PL- 1904 for de fato aprovado, estarão condenadas 1,2% de meninas indígenas, 64,5% de pretas/pardas e 34,3% de brancas que sofreram estupro.

Elas (as meninas) serão duplamente condenadas, primeiro pela própria violência, depois pela aplicação da lei, seja por medida educativa ou prisão. Cumprirão penas sem terem culpa.

A culpa e a pena, serão, portanto, imputadas a vítima que sofreu violência.

Não há psicologia e psiquiatra que possa salvar um Ser humilhado e desprezado a tal ponto.

Devemos aceitar que o grande responsável por essa tragédia é a estrutura político-econômica desigual, que precisa ser transformada com amplas políticas públicas voltadas especialmente à juventude feminina.

De modo particular, àquelas que estão em um alto nível de vulnerabilidade, e que representam a maioria.

A CNBB, por sua elevada credibilidade, deveria propor uma Campanha da Fraternidade sobre esse tema.

Esse é o caminho!
Um abraço fraterno
Bernardino Brito
Dados: Datasus; Fiocruz; UNFPA; Ministério da Saúde
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sábado, 13 de julho de 2024

PEGA LADRAO * Ruy Castro.FSP

PEGA LADRAO 
 Ruy Castro.FSP

Durante três anos de Bolsonaro, esta coluna o chamou de corruptor. De corruptor, não de corrupto. Embora fosse evidente sua prática de comprar o Exército para costurar o regime de força que viria no segundo mandato, não se sabia que roubasse além da prática familiar da rachadinha, que lhe rendeu mais de 50 imóveis. Só quase no quarto ano percebi o óbvio: não existe corruptor sem corrupção. Bolsonaro não estava usando seu dinheiro para subornar os militares. Estava usando dinheiro do Estado, e isso é corrupção.


Alguns dirão que, diante das facilidades da Presidência, Bolsonaro viu a oportunidade de meter a mão, como no caso das joias. É a velha ideia de que a ocasião faz o ladrão. Mas Machado de Assis, em seu romance "Esaú e Jacó" (1904), já corrigiu esse equívoco: "A ocasião faz o furto. O ladrão já nasce feito". A prova é que, manipulando os bilhões do Orçamento à sua vontade, Bolsonaro foi apanhado pungando objetos que poderia muito bem comprar, e até com dinheiro vivo, como de praxe nos Bolsonaros.


Bolsonaro reduziu o Palácio da Alvorada a uma caverna de Ali Babá, com suas arcas de relógios, brincos, colares, anéis, braceletes, pingentes, canetas e abotoaduras de ouro e diamantes, e fez de seus auxiliares, civis e militares, a horda dos 40 ladrões —pelo menos 11 até agora. Em seguida, transformou o Alvorada num camelódromo, para vender esses bens que não lhe pertenciam. Vendidos, tiveram de ser vergonhosamente recomprados quando a Justiça deu por falta deles. Raro um contrabandista tão desastrado.


O Houaiss dá várias definições para o ato de se apossar do que é alheio: afanar, agafanhar, assaltar, defraldar, desfalcar, despojar, empalmar, furtar, gatunar, larapiar, pilhar, piratear, rapinar, subtrair, usurpar —em suma, roubar. Há vários nomes para quem se dedica a essas práticas.

Mas há um bem simples e que resume Bolsonaro: ladrão.


Folha de São Paulo, 10/07/2024

sexta-feira, 12 de julho de 2024

O Trabalhismo venceu, mas não é um partido de esquerda * KEN LOACH/Il fatto quotidiano

O Trabalhismo venceu, mas não é um partido de esquerda
-Só cooptação... -

KEN LOACH*

O líder trabalhista Keir Starmer não é um moderado, não é um centrista, mas sim um político de direita, intransigente e orientado para o livre mercado

A vitória dos trabalhistas não é motivo para comemorar. Bem, é uma boa notícia que os conservadores de direita tenham perdido, mas é uma má notícia que a direita e o Partido Trabalhista tenham vencido. Um partido neoliberal.

Acho que já faz algum tempo que está claro que eles venceriam, mas o que não está claro para quem não mora na Inglaterra é que hoje o Partido Trabalhista não é o partido dos trabalhadores, mas o das grandes empresas. É o partido dos grandes negócios.

O seu líder, Keir Starmer, é um oportunista. Ganhou a liderança do partido prometendo água, ferrovias e correios públicos, mas uma vez obtida, desconsiderou essas promessas: mais de 200 mil membros se desfiliaram depois de algumas semanas, foi uma espécie de expurgo. A tarefa de Keir Starmer era convencer os meios de comunicação de direita e a BBC de que o país estava seguro, que nada mudaria: aproximou-se cada vez mais dos conservadores, no final das eleições quase não havia diferença entre eles.

Que os ricos continuarão ricos. Não haverá propriedade pública, nem políticas radicais. O Reino Unido continuará a fornecer armas. Para Israel, por exemplo. Keir Starmer deveria ser um advogado dos direitos humanos, mas ignora os direitos dos palestinos e orgulhosamente se autodenomina um sionista. Ele é um homem de direita.

A esperança continua de esquerda, mas precisamos nos organizar. Um caminho existe, a classe operária tem a mesma força de sempre, porque faz tudo: produz serviços, transportes, tudo. Mas se não agir para proteger os seus interesses, cai na propaganda de extrema-direita, e isso destrói a esperança.

Porque a extrema direita sempre apoiará o status quo, as grandes empresas. É dali que vem o dinheiro deles, mas os políticos de direita dirão o que a classe operária gosta de ouvir. No entanto, basta olhar para suas ações: eles são favoráveis a mais privatizações, eles destruiriam completamente o sistema de saúde pública.

O ex-líder trabalhista Jeremy Corbin foi eleito como independente. Eu o apoiei e também apoiei a sua candidatura publicamente. Veja, há uma coisa interessante: a votação trabalhista aumentou ligeiramente em termos proporcionais. Esta eleição não foi uma vitória dos Trabalhistas, mas uma rejeição dos Conservadores: as pessoas votaram em quem pudesse expulsá-los. Os Trabalhistas obtiveram um terço abundante, o que lhes dá uma grande maioria: é o sistema eleitoral.

Para ganhar as eleições hoje é não basta ser moderado, é preciso ser mentiroso. Keir Starmer não é um moderado, não é um centrista, mas sim um político de direita, intransigente e orientado para o livre mercado. Ele simplesmente se veste de maneira diferente. O Labour é um partido de negócios e reiteraram isso: não tributarão os lucros dos banqueiros, não aumentarão os impostos das grandes empresas. Farão crescer a economia à custa da Grã-Bretanha, lucrando com a força de trabalho, explorando os baixos salários e os sindicatos fracos. Keir Starmer não tem nada a ver com sindicatos, ele os ignora.

Não creio que Rishi Sunak, o primeiro-ministro que deixa o cargo, merecesse toda a hostilidade pessoal a que foi submetido, pois foram Boris Johnson e Liz Truss que destruíram os Conservadores.

Nigel Farage é um populista, uma espécie de Donald Trump. Um homem de direita que afirma falar em nome da classe operária, com quem você beberia alguma coisa. Obviamente, é uma fraude. O seu objetivo é dividir os trabalhadores, culpar os imigrantes e, ao mesmo tempo, cortar os impostos e acabar com os serviços públicos.

Le Pen e Bardella na França estão aí para negócios, estão com o capital, mas usam uma máscara e fazem-no muito bem. Mas ouvimos falar pouco de como a esquerda está se unindo na França: ela obteve mais votos do que Emmanuel Macron, mas fala-se apenas dele. Chamam Macron de centro, eu o chamaria de direita, como Starmer na Grã-Bretanha. Ao contrário da esquerda, a extrema direita não mudará o equilíbrio de poder e, embora desagradável, no final prefere-se a direita à esquerda, pois essa lhes tiraria o poder e a riqueza: foi isso que causou o fascismo e o nazismo.

Donald Trump é o desastre final, uma tragédia global. Mas os Democratas são mais uma vez muito de direita. Joe Biden claramente não consegue lidar com as coisas, é apenas um exemplo grosseiro de vaidade pessoal – os Democratas deveriam ter dito isso desde o início, mas os mecanismos financeiros e políticos são tão corruptos que não conseguem remover alguém que é claramente incompetente.


*Ken Loach é cineasta britânico. Dirigiu, entre outros filmes, Você não estava aqui.
Texto estabelecido a partir de entrevista concedida a Federico Pontiggia.
Tradução: Anselmo Pessoa Neto.
Publicado originalmente no portal Il fatto quotidiano.

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quinta-feira, 11 de julho de 2024

Salário Mínimo Exploração Humilhante para o Trabalhador * Marlene Soccas/SC

Salário Mínimo Exploração Humilhante para o Trabalhador 
A MILITANTE
Marlene Soccas/SC

AQUI EN LA CARPA DE SINDICATO DE TRABAJADORES DE NESTLE BUGALAGRANDE *(Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT)

NESTLÊ PARAMILITARISMO COLÔMBIA
DESDE 2013
AQUI EN LA CARPA DE SINDICATO DE TRABAJADORES DE NESTLÊ BUGALAGRANDE
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FRENTE EVANGÉLICA ANTIFASCISTA * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

FRENTE EVANGÉLICA ANTIFASCISTA

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Na última quarta-feira (3) um grupo de evangélicos, cansados do uso da religião para a propagação da cultura do ódio e da intolerância, lançou um movimento pelo Estado de Direito em Campo Grande (MS), para marcar posição em favor de pautas humanitárias, dignas e, principalmente, denunciar o abuso religioso na apropriação dos espaços de fé para a disseminação de uma ideologia que propaga discriminação e desinformação. O movimento iniciado na capital sul-mato-grossense se junta, então, à Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, que surgiu em 2016 para denunciar o golpe contra a ex-presidenta Dilma Rousseff. Desde então, a Frente tem se posicionado a favor da democracia e contra as barbáries da extrema direita e, principalmente, pela defesa incontestável dos governos do campo democrático e popular. Leia na #Fórum: link nos stories #EvangélicosContraExtremaDireita #Evangélicos #CampoGrande #MatoGrossodoSul #MS #ExtremaDireita #Política #RevistaFórum
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É PRECISO QUE A CRÍTICA GERE EFEITO PRÁTICO * Organização Comunista Arma da Crítica/OCAC

É PRECISO QUE A CRÍTICA GERE EFEITO PRÁTICO


O avanço da extrema-direita se apoia na destruição do tecido social. As políticas de ajuste ultraliberal geram, além de desemprego, precariedade e perda de direitos, grande ressentimento social. É desse ressentimento que a extrema-direita se nutre para propagar sua demagogia de aparência antissistêmica. Mas, no fundo, ela se mostra hábil em manipular essa decepção generalizada com o reformismo sem reformas, para aprofundar a política de ajuste ultraliberal.

No momento em que muitos se perguntam como se faz um eficaz combate a extrema-direita, respondemos que a única alternativa possível é a de enfrentar as políticas de ajuste ultraliberal, sempre apoiado na mobilização popular. Só por esse meio se derrotará o campo liberal-fascista em nosso país. E na conjuntura atual, o elo mais débil desse domínio é o controle que os parasitas do sistema financeiro têm sobre ramos fundamentais do aparelho de Estado. Especialmente do Banco Central, cuja política é o de privilegiar exclusivamente os interesses da especulação financeira.

Ainda em junho o presidente do Banco Central “autônomo”, Roberto Campos Neto, um pau mandado dos banqueiros indicado para a presidência do BC por Bolsonaro, provocou um ataque especulativo contra a moeda brasileira. Como a estrutura produtiva do Brasil tem sido desmontada, aumentou-se a dependência do país de importações. Com um aumento do dólar os custos de produção provocariam elevação de preços e, consequentemente, da inflação.

Pelas regras da política econômica em curso, o único remédio para conter a inflação é o Banco Central elevar a taxa básica de juros, a Selic. Mas se essa medida faz a alegria de grandes setores burgueses cujos lucros dependem do controle da dívida pública, por outro encarece o custo dos empréstimos e desestimula a atividade econômica. Em suma, para que grandes setores burgueses, principalmente bancos, continuem a ter lucros fabulosos, é preciso proibir qualquer tipo de desenvolvimento no Brasil do capital funcionante, que nos termos propostos por Marx seria o capital produtivo (comércio e indústria).

Lula, ao perceber o movimento de Campos Neto, fez uma crítica correta ao presidente do BC. Acusou-o de agir contra os interesses do povo e em favor dos banqueiros. E sua descarada aproximação com Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, deixa explícita sua intenção de conduzir o país a recessão como forma de reduzir a já estreita margem de aprovação do governo em relação ao regular e ruim. Com isso, Campos Neto age para pavimentar o retorno à presidência de uma candidatura do campo liberal-fascista, como Tarcísio. E ainda ganharia como prêmio pelos serviços prestados o cargo de ministro da Fazenda.

Porém, as críticas de Lula não avançaram para além de uma troca de farpas. Na semana passada, num claro sinal de recuo, o governo anunciou corte de R$ 25,9 bilhões de despesas obrigatórias para o projeto de Orçamento de 2025. O peso maior cairá, como é de praxe, nos benefícios sociais. Tudo para alcançar a prometida política de déficit zero do ministro Haddad e manter intocados os interesses da alta burguesia, cujos grandes lucros dependem da especulação financeira.

Essa tática do morde-assopra, feita costumeiramente pelo governo, provoca muita gritaria sem qualquer consequência prática. Se o governo quiser realmente barrar a ameaça de retorno da extrema-direita em 2026 é preciso desmontar a política de ajuste ultraliberal. Para tanto ele precisa produzir efeito pertinente ao discurso, enfrentar o campo liberal-fascista e convocar o povo à luta. Só assim se derrotará a extrema-direita nas urnas e, principalmente, na consciência popular.

quarta-feira, 10 de julho de 2024

PARTICIPAÇÃO POPULAR PRA ENGANAR QUEM? * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT - RJ

PARTICIPAÇÃO POPULAR PRA ENGANAR QUEM?
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QUEM É VOCÊ, AFINAL?



Você que é pessoa vaidosa
E apegada a um cargo público de Poder,
Trabalha contra o interesse público só para não perder essa sua posição política de agora.
Não se importa de estar sendo instrumentalizada para a destruição do SUS, fazendo o trabalho sujo que a direita neoliberal sempre almejou.
Não se envergonha desse seu posicionamento conivente e covarde contra a maior conquista social do povo brasileiro na Constituição Federal de 1988.
Terceirizar a gestão pública estatal dos hospitais públicos federais do Rio de Janeiro é afirmar a sua Incompetência no cargo que ocupa, pois estar nesse cargo é para pessoas que defendem o SUS e que ponham fim a todo modelo de privatização, clássica ou não clássica, do SUS, retirando das entidades privadas do chamado terceiro setor a gestão de todas as unidades públicas de saúde, bem como liderar uma luta pela extinção da EBSERH, resgatando os nossos hospitais públicos federais universitários de volta às suas respectivas Universidades Públicas Federais, recuperando o seu perfil acadêmico e acabando com o perfil empresarial em que foram transformados.
Afinal de contas, de que lado você está?
A sua biografia está sendo manchada com a promoção dessas políticas públicas neoliberais adotadas pela sua pasta.
Os servidores públicos do Ministério dirigido por você recebem salários indignos e você nada faz para mudar isso.
Não abre concurso público e quer pôr fim ao regime jurídico único dos servidores públicos da saúde.
A sua postura é patética.
Mas um dia a sua casa cai e você ficará sem ambiente junto aos seus pares.
Mas você está cavando isso.
E quem viver verá...
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MENTIRAS CONTRA SERVIDORES PÚBLICOS


Wladimir Tadeu Baptista Soares
Cambuci/Niterói - RJ
Nordestino
09/07/2024
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MIGRAÇÃO REFÚGIO E APATRIDIA * I Encontro do Sistema Conselhos de Psicologia sobre Migração, Refúgio e Apatridia

MIGRAÇÃO REFÚGIO E APATRIDIA


*CARTA DE BELO HORIZONTE*

*_Leia a declaração conjunta do Sistema Conselhos de Psicologia sobre migração, refúgio e apatridia_*


Confira a declaração histórica assinada pelo *Conselho Federal de Psicologia (CFP) e mais dezoito CRPs de todo o país*, presentes no *I Encontro do Sistema Conselhos de Psicologia sobre Migração, Refúgio e Apatridia*, acontecido em 19/06/2024 durante o 1º Congresso Brasileiro de Psicologa e Migração, em Belo Horizonte-MG.


Na carta aprovada por consenso, a Psicologia brasileira expressa seu compromisso com os Direitos Humanos e a dignidade de todas as pessoas, independentemente de sua nacionalidade, origem ou status migratório. Ao reconhecer a migração como um direito e os fluxos migratórios como parte da construção das subjetividades, *o CFP e os CRPs se colocam como instrumento na construção de diretrizes que contribuam para a promoção de saúde mental e bem-estar psicossocial das pessoas que migram!*


O documento ainda estabelece uma série de *compromissos e desafios* à serem enfrentados para a inclusão de Psicólogas(os) migrantes nos fóruns de deliberação do Sistema Conselhos, bem como para sua inscrição e exercício profissional no Brasil, expresso - por exemplo - pela revisão da Resolução CFP 002/2002. Também procura dedicar esforços para garantia de direitos e proteção à Psicólogas(os) na diáspora brasileira. Engaja-se também na acolhida a pessoas refugiadas climáticas, vítimas de situações de riscos, emergências e desastres.


Por fim, *o Sistema Conselhos soma à reivindicação pela realização, ainda este ano, da etapa nacional da II COMIGRAR (Conferência Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia)*. Este importante espaço de controle social e protagonismo de migrantes no Brasil foi adiada pelo Governo Federal e não há informações sobre sua realização. A Psicologia brasileria reafirma seu interesse em participar do monitoramento e fiscalização de políticas públicas e entende que nenhum passo atrás pode ser dado. _#2COMIGRARjá!_


Em um diálogo fundamental com os desafios atuais, o CFP e os CRPs compreendem que *a própria Psicologia, enquanto ciência e profissão, precisa ser transformada*: precisa conhecer outros modos de ser e estar no mundo, considerando a diversidade de subjetividades, dos territórios, das culturas e histórias das pessoas. Que precisa combater o epistemicídio e promover sínteses de cuidado e respeito à diferença. E que deve ser um instrumento inequívoco de enfrentamento aos processos de despossessão colonial da terra, das guerras, do imperialismo, da fome e da destruição da natureza, uma vez que são fenômenos intrinsecamente ligados a boa parte das migrações forçadas.


*Acesse o documento na íntegra e partilhe nos grupos da Psicologia brasileira!*
Leia mais em:
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terça-feira, 9 de julho de 2024

OS CÓDIGOS DO BOLSONARISMO * Hudson/SP

OS CÓDIGOS DO BOLSONARISMO

O bolsonarismo como aliado do nazifascismo ortodoxal ou do neofascismo contemporâneo constitue a face mais cruel do obscurantismo, hoje, no Brasil. 
EXTREMISMO CARA-DURA

Por isso, há tanto fanatismo relígio político e ideológico e tanta desinformação, em nosso país, perpetrados por uma soma avultosa de ignorância intelectual , que despolitiza e aliena uma parcela considerável da população brasileira que se autointitula de 'bolsonarista ou seguidores de Bolsonaro, seu líder', e que a remete ao mais profundo ostracismo da realidade factual e histórica, ou seja, a uma realidade paralela, mítica e sem rumos, onde a fantasia mental, a religiosidade exarcerbada e as fake news são para essa sociedade seus 'códigos da verdade' (ainda que sofismáveis) e suas 'fontes de (des)informação', aos quais se apegam para construir suas visões de mundo, tanto do concreto como do subjetivo, seus conceitos, consciência social e dogmas.

 Vale ressaltar, que sua cosmovisão vem sempre acompanhada pela leitura de fatos reais alijados (isolados) de seus contextos ou distorcidos; por que os códigos desse segmento da nossa sociedade não se assemelham aos códigos da verdade, da sensatez, da lucidez e da reflexão, que servem de estrutura para análise e compreensão minimamente plausível da realidade factível, da história e da vida. Para esse segmento social, seus códigos e sua percepção de mundo não cabem na contemporaneidade ou na existencialidade da vida cotidiana real - pois vivem em um mundo abstrato, paralelo, com muito pouco ou nenhum grau de realidade. Lamento, bolsomínions!!*

segunda-feira, 8 de julho de 2024

TOLERÂNCIA ZERO COM A INTOLERÂNCIA * (Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT)

TOLERÂNCIA ZERO COM A INTOLERÂNCIA
Vamos recordar um pouco de história!

O ano era 1766. Na católica França, após a profanação de um crucifixo, uma histeria coletiva toma conta da cidade de Abbeville. Por intrigas e de forma caluniosa, um jovem Chevalier (Cavaleiro), portanto pertencente a nobreza local, chamado François-Jean Lefebvre de La Barre, foi acusado de cantar músicas blasfemas e de não ter tirado o chapéu diante de uma procissão pública. O juiz local o condenou a ter a língua perfurada, a mão direita cortada e a ser morto. O famoso filósofo e crítico eclesiástico, Voltaire interviu, tentando mostrar a monstruosidade e a inaplicabilidade de uma pena assim desproporcional ao Chevalier. Não obteve sucesso. O jovem teve sua pena comutada: não lhe foram perfuradas a língua nem teve a mão cortada, no entanto teve as pernas quebradas e após ser decapitado, teve seu corpo queimado juntamento com uma cópia do Dicionário Filosófico de Voltaire. Ele tinha 19 anos de idade.

Esse é um fato, ocorrido há 258 anos trás. Muito tempo? Será? O pêndulo da história está mostrando que o fanatismo religioso está em pleno vigor no século XXI e não apenas nos países islâmicos, como geralmente se veicula. Durante séculos o ocidente viveu sob a égide do fanatismo religioso, que regrediu, mas que nunca foi debelado totalmente. A religião perdeu os espaços de poder, isso trouxe oxigênio para as mentes dos teólogos e das lideranças religiosas, dando ao Estado a liberdade de afastar-se das armadilhas religiosas para assumir o cuidado da sociedade na sua totalidade. Houve muitos avanços nesse sentido.

O retrocesso, no entanto, se sente, se faz audível. O atual parlamento, lotado de fundamentalistas religiosos católicos e evangélicos é um reflexo de parte considerável da sociedade brasileira. Gente de parca formação, baixíssima capacidade cognitiva e de rompantes religiosos, se empossou do parlamento, tentando impor pautas religiosas a uma sociedade plural. E eles têm conseguido. Se não há mais retrocessos é porquê a magistratura atual, muito melhor formada e mais pautada pela laicidade do Estado e pelas linhas da Constituição de 1988, têm impedido retrocessos maiores. Porém, até quando? Logo mais esses grupos fundamentalistas estarão também nos espaços jurídicos, aliás, já estão entrando e com projetos reacionários.

O vírus da teocracia sobrevive na atual e frágil democracia ocidental. Quando parece que o ser humano não consegue mais pôr ordem na casa, volta-se a chamar a religião para colocar “cosmos no caos”, impondo à sociedade como tal pautas que pertencem a uma parte desta. Alguns dizem, frequentemente, que a sociedade é religiosa, apesar de o Estado ser laico. Verdade. Porém, o Estado deve governar, legislar e julgar para todos os cidadãos, não importando-se com os vínculos religiosos da maioria ou da minoria. O Estado laico deve pensar políticas públicas para o cristão e para o ateu de forma igual, sem dar mais peso a um que a outro. Somente um Estado fortemente laico pode defender o direito dos religiosos de viverem sua fé e dos ateus de viverem sua descrença. Urge sustentar a laicidade do Estado!

O passado já provou que quando a religião governa, o sofrimento é garantido. A teocracia é uma patologia da organização social, faz com que o Estado assuma a agenda religiosa como sua, imponha essa agenda, e ainda justifica a perseguição e o mal da forma mais perversa possível: é a vontade de Deus! Aliás, quando das cruzadas, entre os séculos XI e XIII, a expressão Deus vult (Deus o quer) era usada para justificar a morte dos “infiéis” muçulmanos. O filósofo Blaise Pascal advertiu que “os homens nunca fazem o mal de modo tão completo e animado como quando fazem a partir de convicção religiosa”. E a razão é simples: se uma “pauta” está explícita na vontade de Deus, ela é norma também política para toda a sociedade.

Que risco se corre no Brasil do século XXI se o fundamentalismo não receber um freio por parte do Estado? É algo para ser refletido com seriedade. O fanatismo religioso é perigoso, ele se organiza, se estrutura, cresce e domina. Fanatismo religioso é um problema de saúde pública, não dá mais para negar isso. Se a parcela da sociedade mais progressista e plural e o Estado não estiverem atentos, em breve poderemos ter que discutir não apenas retrocessos, mas também imposições causadas pela religião que se faz política.
-AUTOR IGNORADO-
O vírus da teocracia no Brasil atual*
*Padre Leonardo Lucian Dall’Osto*

O ano é 1766. Na católica França, após a profanação de um crucifixo, uma histeria coletiva toma conta da cidade de Abbeville. Por intrigas e de forma caluniosa, um jovem Chevalier (Cavaleiro), portanto pertencente a nobreza local, chamado François-Jean Lefebvre de La Barre, foi acusado de cantar músicas blasfemas e de não ter tirado o chapéu diante de uma procissão pública. O juiz local o condenou a ter a língua perfurada, a mão direita cortada e a ser morto. O famoso filósofo e crítico eclesiástico, Voltaire interviu, tentando mostrar a monstruosidade e a inaplicabilidade de uma pena assim desproporcional ao Chevalier. Não obteve sucesso. O jovem teve sua pena comutada: não lhe foram perfuradas a língua nem teve a mão cortada, no entanto teve as pernas quebradas e após ser decapitado, teve seu corpo queimado juntamento com uma cópia do Dicionário Filosófico de Voltaire. Ele tinha 19 anos de idade.

Esse é um fato, ocorrido há 258 anos trás. Muito tempo? Será? O pêndulo da história está mostrando que o fanatismo religioso está em pleno vigor no século XXI e não apenas nos países islâmicos, como geralmente se veicula. Durante séculos o ocidente viveu sob a égide do fanatismo religioso, que regrediu, mas que nunca foi debelado totalmente. A religião perdeu os espaços de poder, isso trouxe oxigênio para as mentes dos teólogos e das lideranças religiosas, dando ao Estado a liberdade de afastar-se das armadilhas religiosas para assumir o cuidado da sociedade na sua totalidade. Houve muitos avanços nesse sentido.

O retrocesso, no entanto, se sente, se faz audível. O atual parlamento, lotado de fundamentalistas religiosos católicos e evangélicos é um reflexo de parte considerável da sociedade brasileira. Gente de parca formação, baixíssima capacidade cognitiva e de rompantes religiosos, se empossou do parlamento, tentando impor pautas religiosas a uma sociedade plural. E eles têm conseguido. Se não há mais retrocessos é porquê a magistratura atual, muito melhor formada e mais pautada pela laicidade do Estado e pelas linhas da Constituição de 1988, têm impedido retrocessos maiores. Porém, até quando? Logo mais esses grupos fundamentalistas estarão também nos espaços jurídicos, aliás, já estão entrando e com projetos reacionários.

O vírus da teocracia sobrevive na atual e frágil democracia ocidental. Quando parece que o ser humano não consegue mais pôr ordem na casa, volta-se a chamar a religião para colocar “cosmos no caos”, impondo à sociedade como tal pautas que pertencem a uma parte desta. Alguns dizem, frequentemente, que a sociedade é religiosa, apesar de o Estado ser laico. Verdade. Porém, o Estado deve governar, legislar e julgar para todos os cidadãos, não importando-se com os vínculos religiosos da maioria ou da minoria. O Estado laico deve pensar políticas públicas para o cristão e para o ateu de forma igual, sem dar mais peso a um que a outro. Somente um Estado fortemente laico pode defender o direito dos religiosos de viverem sua fé e dos ateus de viverem sua descrença. Urge sustentar a laicidade do Estado!

O passado já provou que quando a religião governa, o sofrimento é garantido. A teocracia é uma patologia da organização social, faz com que o Estado assuma a agenda religiosa como sua, imponha essa agenda, e ainda justifica a perseguição e o mal da forma mais perversa possível: é a vontade de Deus! Aliás, quando das cruzadas, entre os séculos XI e XIII, a expressão Deus vult (Deus o quer) era usada para justificar a morte dos “infiéis” muçulmanos. O filósofo Blaise Pascal advertiu que “os homens nunca fazem o mal de modo tão completo e animado como quando fazem a partir de convicção religiosa”. E a razão é simples: se uma “pauta” está explícita na vontade de Deus, ela é norma também política para toda a sociedade.

Que risco se corre no Brasil do século XXI se o fundamentalismo não receber um freio por parte do Estado? É algo para ser refletido com seriedade. O fanatismo religioso é perigoso, ele se organiza, se estrutura, cresce e domina. Fanatismo religioso é um problema de saúde pública, não dá mais para negar isso. Se a parcela da sociedade mais progressista e plural e o Estado não estiverem atentos, em breve poderemos ter que discutir não apenas retrocessos, mas também imposições causadas pela religião que se faz política. 

*Padre Leonardo Lucian Dall’Osto (Sacerdote na Paróquia de São Francisco de Paula - RS. Auxilia nos cursos de Teologia da Diocese de Caxias do Sul, nas áreas de Teologia Sistemática e História da Igreja.)*

domingo, 7 de julho de 2024

TODO REPÚDIO À CPAC BRASIL 2024 * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

TODO REPÚDIO À CPAC BRASIL 2024 
O INELEGÍVEL E O REJEITADO
VIVI ÁLVARES NÃO PERDE O PULO
*
A EXTREMA DIREITA ESTÁ CRESCENDO E A ESQUERDA É NECESSÁRIA

Julio C. Gambina

Prensa Latina – Uma jovem de trinta e poucos anos perguntou-me se este era o pior momento de “política” que alguma vez tinha vivido. A resposta não foi fácil depois de meio século de atividade partidária à esquerda, como ativista e apoiante social, e como candidato mesmo em vários momentos eleitorais desde 1987.

Na verdade, sempre inserido em movimentos populares, primeiro como militante estudantil na cidade de Santa Fé, na UNL, a do Litoral; depois em Rosário, já como professor e parte da sindicalização dos professores na década de 80. Depois, na década de 90 e mais aqui na experiência do novo sindicalismo que a Central Operária da Argentina, a CTA, pretendia, agora deveria ser. mencionado no plural.

Claro que entre 76 e 83, sem parar a atividade política, a ditadura genocida, talvez esse, seja o “pior” momento. Em todo o caso, assumo a política como uma atividade para alcançar melhores condições de emancipação social, para além dos momentos “bons” ou “maus”. É dramático que hoje na Argentina se justifique este projeto reacionário da ditadura genocida, que iniciou a transformação regressiva do país, fortalecida sob governos constitucionais nos anos 90 do século passado, com Menem e De la Rúa, depois com Macri e agora agravado com Milei e Villarruel do poder executivo, eleitos por maioria de votos em 2023.

Algo semelhante ocorre nas recentes eleições parlamentares europeias, em que aumentaram os votos para aqueles que defendem Hitler e Mussolini, na Alemanha e na Itália. Pode parecer coincidência, mas não, o fenômeno se expressa em diversos territórios, mesmo quando há disputas que posicionam forças políticas que se dizem de esquerda nos governos. É necessário pensar por que cresce a extrema direita, ou diretamente a “direita”, pré-capitalismo e, em qualquer caso, quais as expectativas que a esquerda gera.

Entrei na política no momento de acumulação máxima do poder de esquerda e popular, ano em que o Vietnã derrotou militarmente a principal potência bélica, apoiada pelo poder hegemónico construído desde 1945. A ilusão da nossa imaginação pela “revolução” estava associada à uma cadeia que remetia a 1917 na Rússia, a 1949 na China, a 1959 em Cuba, foi projetada para 1979 na Nicarágua, até, apesar da especificidade diferenciada, para o Irão.

Esse foi o paradigma de uma experiência que se baseou na teoria construída a partir da crítica ao capitalismo com Karl Marx. É verdade que houve nuances nessas experiências e debates (leituras) sobre o futuro em cada uma delas, até mesmo na continuidade ou ruptura em relação ao fundador da teoria e ao seu parceiro, Federico Engels. A esquerda discutiu Entre 1989 e 1991, da queda do Muro de Berlim ao desmantelamento da União Soviética e ao fim da bipolaridade global entre capitalismo e socialismo, surgiram teorias do fim da história e até do socialismo e do marxismo.

É o momento de consolidação da proposta de liberalização da economia, simultaneamente com uma conclusão ideológica de impossibilidade de alternativa. “Não há alternativa”, enfatizou Margaret Thatcher na década de 80. O slogan foi a bandeira de vários projetos, o que no caso da Argentina explicita a orientação governamental dos anos 90 do século passado para afirmar o projeto reacionário da ditadura. A esquerda derrotada debateu nas explicações sobre o colapso soviético, entre a defesa da experiência e o que faltava, até a denúncia da deriva autoritária após a morte de Lênin, o líder histórico, ou mesmo quase desde o início, como pode ser rastreado nas polêmicas de Rosa Luxemburgo com os líderes comunistas no início da experiência soviética, especialmente sobre a participação democrática na tomada de decisões.

Um século depois da morte de Lênin, a polémica continua fazendo sentido pensar sobre o destino da revolução no presente. Durante meio século, a “liberalização” tem vindo a crescer no mundo, contra a intervenção estatal generalizada após a crise de 1930 e especialmente após o fim da Segunda Guerra Mundial. A liberalização é uma exigência essencial do capital, que remete à origem expressa no slogan do livre comércio, da livre concorrência ou do mercado livre. Este projeto fortaleceu-se com o colapso do projeto socialista na Europa de Leste, para além de qualquer discussão sobre o que estava a ser construído nesses territórios.

Em termos de imaginários sociais ampliados, o que existia era o “primeiro” e o “segundo” mundo, possibilitando a categoria do “terceiro” mundo e a terceira posição. Com isso, estratégias para o desenvolvimento dos países do sul do mundo, na África, na Ásia e na América Latina. Insistirei que se pode argumentar se foi o socialismo que existiu, mas na luta de classes concreta no sistema mundial, as categorias de três mundos ou “posições” definiram tácticas e estratégias que prefiguraram décadas de ação política no mundo.

A direita na ofensiva.

Mesmo quando as teses do fim da história foram debatidas e ridicularizadas, o capital mais concentrado retomou a ofensiva, suspensa durante meio século entre 1930 e 1970, na disputa pela apropriação dos lucros e pelo desarmamento da concorrência à sua rentabilidade por parte do Estado intervenção. É um programa que continua até ao presente, que, além disso, continuará e se expressa em todo o mundo na exigência de reformas laborais e previdenciárias, de privatizações, desregulamentações e de melhores condições de segurança jurídica para os investidores capitalistas em qualquer território. do sistema mundial.

Nessa direção, a esquerda, sem consenso quanto ao diagnóstico do ocorrido, tentou se reposicionar no debate político abrangente, tanto na disputa eleitoral quanto no plano cultural, oferecendo um imaginário da sociedade almejada. Há quem defenda o que existia para posicionar os rumos estratégicos contemporâneos, enquanto outros negam essas experiências e não assumem que a crítica envolva toda a esquerda, independentemente do papel desempenhado no passado.

A direita e a ortodoxia liberal, na sua ofensiva, desqualificam a atuação de toda a esquerda. Além disso, desde Mises e Hayek, há um século, a pregação da ortodoxia incluía, juntamente com a crítica a Marx e à sua tradição intelectual e revolucionária, a crítica à direção nascente que após a crise da década de 1930 seria assumida sob a hegemonia keynesiana.

Por isso, Javier Milei, que se assume como a vanguarda do liberalismo contemporâneo, intitula o seu livro “Capitalismo, Socialismo e a Armadilha Neoclássica. Da teoria econômica à ação política. No texto ele critica os seus colegas da corrente principal do pensamento e da prática económica, porque com as “falhas de mercado” eles apoiam a intervenção do Estado, e assim abrem as portas ao socialismo. É verdade que Keynes não se identifica com Marx, nem os seguidores do homem nascido em Trier assumem uma perspectiva de resgate do capitalismo, como se pode interpretar na intervenção teórica e de política económica do autor britânico da teoria geral e dos seus seguidores, que também é uma crítica ao mainstream neoclássico.

Pense à esquerda novamente

A verdade é que a esquerda, na sua busca nestas três décadas desde o colapso e a bipolaridade soviética, correu para a direita, dependendo das novas condições concretas do desenvolvimento capitalista e das abordagens políticas que abriram caminho à disputa do consenso eleitoral. Muitos mantiveram os seus programas radicais, com maior ou menor sucesso eleitoral, mas em nenhum caso foi reinstaurada uma perspectiva de opção civilizacional entre o capitalismo ou o socialismo, mesmo entre o socialismo ou a barbárie, como sustentava Rosa.

Insistirei que existem várias vozes e organizações que apoiam o radicalismo e a perspectiva da revolução, mas que no imaginário social global não conseguem definir as opções civilizacionais de boa parte dos séculos XIX e XX. É por isso que no título destaco a “necessidade” da esquerda, como um projeto político visível e assumido pela maioria em condições de construir um novo tempo para a sociedade, ameaçada pelas alterações climáticas, pela guerra, pela especulação e pela desigualdade que agrava a situação. condições de vida da maioria empobrecida.

Na Argentina isto implica uma ampla articulação de diversas tradições políticas, não necessariamente auto assumidas de esquerda, mas com a vontade de responder à nova reestruturação regressiva do capitalismo que fragmenta o trabalho, os trabalhadores e impacta a organicidade social e política, nas suas representações, demandas e reivindicações. É uma referência à diversidade do nacionalismo revolucionário popular e às diversas tradições da própria esquerda, que precisa ser assumida pelas novas gerações.

A esquerda e a direita foram categorias emergentes de representação política na disputa pelo poder, que hoje se renova pela ofensiva da direita. A esquerda precisa regressar à crítica essencial da ordem capitalista, regressar a Marx para uma melhor compreensão das mudanças atuais e sintetizar as práticas de transformação profunda que estão nas novas e renovadas experiências da atual luta de classes. Nessa trajetória, refiro-me ao movimento dos povos indígenas e à sua ressignificação das cosmovisões de “bem viver” ou “bem viver”; dos feminismos populares e das lutas pelas diversidades; do ambientalismo popular contra o saque às empresas transnacionais estimulado pelas ações dos principais estados do capitalismo mundial e das organizações internacionais; pelas lutas empreendidas por novos grupos de sindicalistas e organizações classistas típicas do nosso tempo contra a exploração, com ação nos locais de trabalho ou nos territórios onde desenvolvem a sua vida quotidiana.

Voltando ao início, se no início dos anos 70 nós, jovens, assumimos com entusiasmo o tempo da política transformadora, e depois estivemos preocupados durante décadas com a ofensiva capitalista, hoje assumimos o desafio de um futuro de emancipação, que começa por adequados diagnósticos desde o presente. Em suma, não há momento bom ou mau para a política, pois tendo realizado um momento de ofensiva popular dirigida à esquerda e ao socialismo, a tarefa de refundar a esquerda é essencial para travar a direita e mudar um horizonte de exploração, saque e destruição da vida, social e natural.

*
Gigante Raí!! Que saudade dos jogadores brasileiros ou treinadores contados a dedo politizados no Brasil como: Raí,Sócrates,João Saldanha,Reinaldo e alguns da imprensa esportiva.
FORA MILEI
*
NAZISMO DELIRANTE
MITO DOS IMBECIS
FASCISMO NÃO SE DISCUTE
REPÚDIO À CPAC BRASIL 204
EVENTO DA EXTREMA DIREITA
realizado em Balneário Camborií - SC/Brasil, nos dias 06 e 07 de Julho de 2024
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AVANÇOS DA PEDERASTIA.

Deputado libertário do partido Milei explica o que as famílias pobres devem fazer com as crianças “sobras”.

Sem dúvida, a Argentina “avança” para o “melhor” estágio de desenvolvimento de sua história.

Segundo o lixo libertário, dentro de 30 anos, a Argentina será como a Irlanda, a Alemanha e a França graças a ele. 
ESCRAVIDÃO INFANTIL
*