domingo, 9 de agosto de 2020

Dom Pedro Casaldáliga * Dalva Silveira / MG

Perdemos mais um ser humano eterno:

nosso resistente bispo Pedro Casaldáglia

 

(16/02/1928- 08/08/2020)

 

Dentro de minha crença de que é preciso levar adiante o nome daqueles que acreditaram e lutaram por justiça social, rememoro agora uma das grandes  batalhas do grande bispo  Pedro Casaldáglia,  presente no meu livro “De Realidade a Caros Amigos: a Turma do Ex-, imprensa alternativa e seu legado (Letramento, 2018)”.

 

(Deixo aqui, também, em destaque,  um trecho do texto, convite a  uma reflexão para os que  acreditam, sem fazer uma minuciosa pesquisa, que a época da ditadura a política era diferente e a   vida do brasileiro era melhor: “nosso conflito inicialmente se configurou com o latifúndio capitalista, que esmagava o nosso povo e impossibilitava o futuro do nosso povo”.

Dalva Silveira

 

A ditadura militar também perseguiu célebres inimigos no campo religioso e o Ex- denunciou esse fato. Exemplo disso foi a matéria “Deus é grande, a mata é maior”, com fotos e texto do jornalista Alex Solnik. Nela, veem-se relatos do espanhol Pedro Casaldáglia, bispo de São Félix, região do Araguaia, ao norte do Mato Grosso. O texto revela que o título da reportagem foi emprestado dos sertanejos, que começaram a utilizar a expressão depois que o local foi destinado “à criação extensiva de gado, com incentivos da Sudam, em 1966” (Ex-, n. 16, p. 12, nov. 1975). A região, que possuía 150 mil km², agora estava dividida em apenas 73 propriedades, com tamanhos que variavam de 100 a 2.000 km². Porém, uma delas, a Suiá-Missu, do grupo Liquigás, era considerada a maior fazenda de gado do mundo, com 5.000 km². Os conflitos já se iniciaram em 1966, quando “grandes proprietários, que haviam comprado as fazendas ‘no mapa’ passaram a expulsar quem encontrassem em suas terras: índios ou posseiros de até 25 anos atrás” (Ex-, n. 16, p. 12, nov. 1975).

 

De acordo com a reportagem, dom Pedro Casaldáglia, que era o pastor de 70 mil almas da região, era “o primeiro bispo ameaçado de ser expulso do país” Ex-, n. 16, p. 12, nov. 1975. E isso estava acontecendo porque, frente às várias reclamações dos posseiros que estavam sendo expulsos da terra, ele e sua equipe resolveram, inicialmente, registrar os acontecimentos: “[...] começamos a tomar dados, a arquivar, a escrever. Os problemas, as situações semelhantes, iam se multiplicando” (Ex-, n. 16, p. 14, nov. 1975). Frente a essa constatação, tomaram uma atitude que incomodou os latifundiários capitalistas, que puderam contar com o apoio do governo na tentativa de expulsão do bispo, como pode ser visto neste seu relato:

Começamos a mandar cartas, documentos, relatórios, pedidos, reclamações, às diferentes autoridades estaduais e federais. Nosso conflito não foi diretamente nunca com o Exército ou Polícia, [...]. Nosso conflito inicialmente se configurou com o latifúndio capitalista, que esmagava o nosso povo e impossibilitava o futuro do nosso povo. É uma questão de vida e morte que nós tentamos resolver. Automaticamente, como esse latifúndio capitalista vinha acobertado por um sistema, por um governo, por uns órgãos de segurança, da Polícia, nosso conflito foi se globalizando, não de nossa parte, mas da parte deles Ex-, n. 16, p. 14, nov. 1975.


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quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Sobre Ataques Terroristas Contra a Esquerda * Frente Revolucionária dos Trabalhadores / FRT-BR

Sobre ataques terroristas contra a esquerda 


Nestes tempos belicosos de estertores do capitalismo, o fascismo encena sua existência de várias formas. Alguém disse que “a cadela do fascismo está sempre no cio”. Além das já muito conhecidas, como as tentativas militares em vários quadrantes do mundo, e das guerras biológicas como covid-19 e congêneres, temos os formatos gerados pelas novas tecnologias, tais como os ataques de hackers – ou piratas virtuais. Há bem poucos meses assistimos aos blecautes de energia na Venezuela e pouquíssima gente se deu conta de sua importância. Daí, faz-se necessário dominar esses mecanismos.

Tivemos notícia de um recente atentado contra um órgão de imprensa dos mais relevantes na formação de opinião para todos, especialmente, para a classe trabalhadora, o DCO - Diário Causa Operária. Segundo registros, o ataque ocorreu em 18 de julho e causou sérios danos tanto ao site como ao acervo de material arquivado. As informações colhidas nos dão conta de que por volta de 4 mil artigos foram embaralhados ou simplesmente pulverizados. Não precisamos consultar nenhum terrorista cibernético serviçal do capital para saber que se trata de ação orquestrada, dirigida e financiada pelo fascismo contra os interesses de classe em foco naquele site e seus arquivos. Como também dispensamos seus préstimos para deduzir que queriam – entre outras coisas – tentar impedir tanto o funcionamento desse órgão de imprensa bem como barrar a vinda a público de alguma informação lá contida.

Intento inútil, pois a esquerda tem laços de classe, a Classe Trabalhadora, e o PCO - Partido da Classe Operária, tem uma longa história construída no seio dos trabalhadores brasileiros, o que lhe garante fôlego para superar os reveses. E não será este o último de tantos que lhe aguardam afogados no ódio de classe burguês. Para tanto, conta ainda com a solidariedade revolucionária dos irmãos de lutas e de sonhos, por uma sociedade socialista, construída pelo proletariado.

Nesse sentido, a FRT – Frente Revolucionária dos Trabalhadores, vem a público irmanar-se na denúncia de mais essa ignomínia cometida pelo terrorismo a serviço do capital, ameaçando a liberdade de expressão e tentando intimidar toda a sociedade através do seu segmento mais relevante – os trabalhadores brasileiros, pois ao atacar um jornal ameaçou toda a imprensa comprometida com a defesa dos nossos interesses enquanto classe. Portanto, o fascismo não perde por esperar!

Abaixo o terrorismo!

Fascistas não passarão!!

Todo apoio ao PCO!!

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Frente Revolucionária dos Trabalhadores

FRT

quinta-feira, 30 de julho de 2020

Barrar a Ofensiva Imperialista * FRT/BR

BARRAR A OFENSIVA
IMPERIALISTA

Barrar a ofensiva imperialista 
contra a Venezuela e a América Latina:
 criar um, dois, três Vietnãs!

 

Os Estados Unidos têm recrudescido sua política golpista e pirata contra a Venezuela no último ano. Seu cardápio de opções golpistas tem variado muito desde 2019 e vão do fracassado títere Juan Guaidó, completamente desmascarado e desmoralizado internacionalmente; da operação terrorista dirigida pelos Marines, na costa do país e esmagada pelo povo venezuelano; do açambarcamento colonial britânico das reservas de ouro bolivariano depositados no Banco da Inglaterra; e por fim do acirramento de criminosas sanções impostas diretamente pela Casa Branca em pleno auge mundial da pandemia de covid-19, no claro intuito de potencializar um verdadeiro genocídio contra o povo da Venezuela, para assim, segundo os intentos macabros de Washington, concretizar seu sonhado golpe contra o chavismo e levar adiante a completa espoliação da nação pelas mãos de seus serviçais internos.

Para incrementar a desestabilização interna da Venezuela, o imperialismo leva adiante em conluio com a imprensa capitalista mundial, sistemática guerra psicológica e de propaganda demonizando o governo Maduro e fecha um cerco contra a América Latina em cumplicidade com as burguesias nativas, redesenhando o mapa geopolítico da região. Para isso, desencadeou um verdadeiro processo de sucessivos golpes de Estado em todo o continente, recorrendo à extrema direita fascista, aos sistemas judiciários, parlamentos e Forças Armadas fantoches locais, levando ao poder gerentes lacaios e verdadeiros peões em países chaves como o Brasil, que, junto da Colômbia--enclave geopolítico de Washington-- apertam um torniquete contra Nicolas Maduro.

É verdade que, a ofensiva imperialista atual contra a Nossa América, também significa uma resposta da Casa Branca ao crescimento dos papéis de China e Rússia na região, considerada pelos escravagistas do Norte seu quintal desde a odiosa Doutrina Monroe; mas desde quando o comandante anti-imperialista Hugo Chaves chegou ao poder na Venezuela em 1998, é questão geoestratégica para a Casa Branca se livrar do chavismo e do nacionalismo bolivariano e impedir seu exemplo em toda a América Latina.

O agravamento da crise estrutural do capitalismo global, o esgotamento de fontes de exploração e depredação neocolonial na Terra e o abalo de sua hegemonia como potência dominante, faz com que o imperialismo estadunidense intensifique sua agressividade e rapina contra os povos, em busca de fontes de matéria prima, petróleo, mercado a ser explorado e mão de obra para produzir mais valor em detrimento de seus grandes concorrentes na arena da disputa do mercado capitalista mundial. Neste tabuleiro a Venezuela possui papel geoeconômico e geopolítico estratégico, devido suas enormes riquezas e potencialidades, sobretudo relacionadas às fontes energéticas.  Como disse o Embaixador brasileiro José Joaquim Moniz de Aragão, durante a Guerra do Chaco, em 1934: “Procuremos precisar quais os interesses em jogo na questão. Petróleo! Exclamam de todos os lados. O petróleo opera prodígios, tem ditado a política internacional das grandes potências, assentou e derrubou governos, abalou uma dinastia, criou fortunas fabulosas e conta entre os seus servidores estadistas dos mais notáveis”. (citado por Moniz Bandeira, no seu livro “Geopolítica e Política Exterior”).

Portanto, o que vemos é uma grande ofensiva criminosa de um império em franca decadência, contra um povo heroico e determinado. Dessa forma, é obrigação de todos os povos do mundo, defender a Venezuela, Cuba, Irã, Coréia do Norte, Síria, Palestina e todos os demais países oprimidos, assediados pelo imperialismo. Nenhum povo do mundo está livre de ser agredido pela beligerância imperialista, como nos diz o pensador estadunidense Noam Chomsky: “Nenhum país está isento desse tratamento (ofensiva imperialista), não importa o quão insignificante seja. Na verdade, são os países mais fracos e mais pobres que causam as maiores histerias”. (Noam Chomsky, “O Que o Tio Sam Realmente Quer”).

É nesse espirito internacionalista e anti-imperialista, que saudamos com muito entusiasmo a recente Plenária Nacional Bolivariana, organizada por partidos da esquerda brasileira, movimentos populares e comitês  solidários à Venezuela.

Defendemos o fortalecimento e maior articulação internacionalmente entre todos os fóruns e organizações, comprometidos com a defesa do povo venezuelano. É preciso fazer de Nossa América, um novo Vietnã contra o imperialismo, já enfraquecido pelo prelúdio de uma bem provável guerra civil em sua pátria, abalada por uma crise econômica, política, social e sanitária sem precedentes.

A causa da Venezuela e de Cuba, é a causa da revolução latino-americana contra o imperialismo e seus fantoches burgueses em nossos países, que perpetuam a miséria de nossa gente e o subdesenvolvimento.  Por uma Pátria Grande anti-imperialista socialista!

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sexta-feira, 24 de julho de 2020

Feliz Aniversário Simón Bolívar!! Ricardo Julio De La Cruz Castro/VE

FELIZ ANIVERSÁRIO SIMÓN BOLÍVAR

Se Cumplen 237 años del Natalició de Nuestro Padre Libertador Simón Bolívar


Simón José Antonio De La Santísima Trinidad Bolivar Palacios y Blanco nació en Caracas el 24 de julio de 1783,fueron sus padres Juan Vicente Bolívar y María Conceociòn Palacios a la edad de los 2 años quedó huerfáno de madre y a los 9 quedó huerfano de padre sus maestros eran Simón Rodríguez,Andrés Bello,Rafael Urdaneta,Francisxo De Miranda tuvieron que dar clases en su casa era rebelde,revoluciinarii,socialista se fue a Madrid se casó cin una madrileña Maria Teresa Rodríguez del Toro Ialaiza murió de una fiebre amarilla en San Mateo ,Estado Aragua cobsiguió su maestro Simón Rodríguez se fue a Roma se juramenti el 15 de Agosto de 1805 y se hizo Libertador Liberó a Venezuela a Colombia ( Nueva Granada),Ecuador,Perú,Bolivia y Panamá.


Sus resto de.mujeres eran de Bolívar: Elenita Lenoit Fanny Dubillars y Manuelita Saenz La Libertadora del Libertador.


Bolívar contribuyó la firma de la Independencia de Venezuela el 19 de Abril de 1810 .Ese mismo año,Bolívar fue partícipe en la Firma del Acta de La Independencia de Colombia ( Nueva Granada) el 20 deJjulio de 1810.


El 5 de Julio de 1811,Bolívar tambien logra liberar a Venezuela y derrota al imperio español.


Bolívar pensaba en no solo en años sino en siglos.Bolivar tenía planes para liberar a Cuba y Puerto Rico era porque Colombia tenia que ser redonda.


El 14 de mayo de 1813,Bolivar inicia la Campaña Admirable que inicia en Cartagena de Indias hasta el 6 de agosto del.mismo años en que entra triunfante a Caracas.


En 1814 Bolivar es exiliado en Haití ahí le otorgan el titulo del Libertador y ahí conoce a Alexander Petion a Henry Cullen y otros.


El 6 de septiembre de 1815,Bolivar redacta la Carta de Jamaica en el cual pedía el apoyo de la Unidad de los pueblos latinoamericanos y caribeños .Luego llegaban duras batallas que fueron derrotadas con Bolívar al mando la de la batalla del oriente por Barcelona Estado Anzoátegui en 1816 frente a las tropas de Pablo Morillo,José Tomas.Boves,Ambrosio Plaza,Pedro Gual y José María España.


En 1817,Bolívar funda el Correo del Orínoco el 20 de noviembre del mismo año,Bolívar anexó la octava estrella de Venezuela en honor a la liberación de la provincia de Guyana.


En 1818,Bolivar preparaba de afrontar muchas batallas.El 15 de febrero de 1819,Bolivar instala El Congreso de Angostura.El 3 de abril del mismo año,Bolivar lideraba una batalla que casi estaba apunto de perderla pero la ganaron con a punta de coraje era 150 llaneros contra 2 mil soldados españoles los derrotarin los desmoronaron completamente.El 25 de Julio de 1819,Nolívar lidera La Batalla del Pantano de Vargas derrotando a los soldados españoles hasta el 7 de Agosto de 1819 culmina con la Batalla de Boyacá Firmando El Acta de Independenxia de Colombia ( Nueva Granada).


En 1820,Bolívar recorría en grandes batallas y en grandes victorias.


El 24 de Junio de 1821,Bolivar estaba en La Batalla de Carabobo tambien derrotando con los soldados patriotas a los españoles.Ese año se instala La Convención de Ocaña.En 1822 Bolívar libera al Ecuador en diversas batallas como la de Atahualpa,la de Guayaquil,la de Guaras,y la de Quito y de ahí conocia A Manuelita Saenz La Libertadora del Libertador.En 1824 Bolívar se dirige al Perú y conocía al Gran Prócer de Argentina José De San Martín.Bolivar liberaba al Perú con las batallas de Cusco,Arequipa,Junín y Finalmente el 9 de Diciembre de 1824 con la de Ayacucho liderado tambien por el cumanes El Gra  Mariscal de Ayacucho,Antonio José de Sucre y Alcalá soldado Bolivariano y estuvo acompañado de los 400 momposinos junto a Bolívar.


En 1825,Bolivar se dirigió a Bolivia para liberar a su pueblo.Bolivar fue Ministro de Educación de Bolivia y Antonio José De Sucre y Alcalá fue primer Presidente de Bolivia ,instala El Congreso de Bolivia,iba dirigir a Argwntina pero el Congreso de Colombia (Nueva Granada) lo negaron.


En 1826 Bolivar instala el Congreso Anfictiónico de Panamá.


Cuando Bomivar regresó a Caracas en 1827 ya era dueño y señor del poder.Bolivar lo llamo en una ocasión la primera gran lanza heroes en la Queseras del.Medio en las Sabanas de Apure El frande Pallará el centauro José Antonio Paéz,pero a Paez al principio era Bolivariano pero traicionó a Bolívar y alio con la oligarquía negra se encargaban a Bolívar de difamarlo.Y de ahí a Bolívar lo echaron de Venezuela lo expulsan.A Bolivar lo querian fusiarlo ahí redactado el Decreto de Valencia llamandolo "Traidor" y ordenó su captura y su fusilamiento y se fue a Bogota y allá tenía muchas cosas quehaceres también .Ya era dueño y señor del poder un ambicioso granadino antibolivariano y viceral Francisco De Paula Santander y ahí casi matan a Bolívar ,Casi lo matan ennuna noche del 25 de Septiembre de 1828,se conoce como la Noche Septembrina o la Conspiraciin Septembrina esto fue en el Palacio Presidencial pero Manuela Saenz lo ayuda a cambiarlo de ropa y la ayuda a Escapar a Bolívar para evitar que lo asesinaran.


Renunció al poder porque ya no lo quería.En 1829 Bolívar funda el Correo De Bucaramanga .


El 4 de Junio de 1830,Bolívar pierde a sus mas grandes compañeros ,camaradas leales es asesinado Antonio José De Sucre de tres balazos en la Selva de Berruecos.Bllivar recorría de Cartagena de Indias,Barranquilla,Soledad,y de ahí llega a Santa Marta,Colombia (Nueva Granada) a la Hacienda de San Pedro Alejandrino estaba acompañado del medico fránces Alejandro Próspero Reverend, el mayordomo se llamaba Joaquín de Mier .Bolivar lo dejaban  bilipendiado,cuestionado,traicionado,solitario casí fue para el día 10 de diciembre del mismo año y el Día de 17 de Diciembre de 1830 siendo la 1 y 15 minutos de la tarde dejá siembre nuestro Padre Libertador Simón Bolívar.


Nuestro Comandante Hugo Rafael Chávez Frías Devolvió y revindicaba la reseña histórica y el pensamiento de las ideas de Simón Bolívar porque vive por siempre y para siempre en Nuestra Patria Grande Libre y Soberana sin ningún imperio que lo interfiera por siempre y para siempre !!


Que Viva Simón Bolivar!!

Que Viva Nuestro Comandante Hugo Rafael Chávez Frías!!

Que Viva Nuestro Presidente Obrero y Chavista Nicolás Maduro Moros!!!

Que Viva Nuestra Revolución Bolivariana !!!

Que Viva Nuestro Socialismo Bolivariano del Siglo XXI!!

Unidad,Lucha,Batalla y Victoria Rodilla en Tierra Fusiles al Hombro y Bayoneta Calada !!

#LealesSiempreTraidoresNunca LEALES SIEMPRE TRAIDORES NUNCA !!

INDEPENDENCIA Y PATRIA SOCIALISTA VIVIREMOS Y VENCEREMOS !!!

HASTA LA VICTORIA SIEMPRE!!


PALABRA QUE SI!!


Redactado por: Ricardo Julio De La Cruz Castro/VE

Dirigente Bolivariano,Revolucionario,Socialista,Antiimperialista,Feminista,Humanista,Radicalmente,Verdaderamente,Prifundamente,Esencialmente Chavista de verdad de verdad,Solidario,Activo,Disciplinado,Dirigente de La Colombia Humana,Poeta,Escritor,Intelectual,Ensayusta,Deportista,Atleta,Adiciinado,Recreativo,Gran Lector,Hombre de Lucha,Hombre de Paz,Coherente,Correcto,Elocuente,Locutor Alternativo,Popular,Comunitario,Dirigente Juvenil,Abogado Litigante en Ejercicio.

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quarta-feira, 22 de julho de 2020

Florestan Fernandes 100 Anos * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT/BR

Florestan Fernandes 100 Anos
Quem é Florestan Fernandes
Nasceu em 22 de julho de 1920, em São Paulo - SP. Era filho único de mãe solteira, a portuguesa imigrante Maria Fernandes, empregada doméstica das grandes famílias paulistas. Florestan é o nome do motorista alemão da família na casa da qual veio a nascer. Sem ter conhecido o pai, Florestan Fernandes, praticamente, foi criado na casa da madrinha Hermínia Bresser de Lima, incentivadora dos seus estudos. Foi por essa convivência que tomou contato com os livros. 

Mas não eram poucas as dificuldades de sua mãe, e transitando  de cortiço em cortiço, o ambiente reconfortante era a casa da madrinha, onde se disciplinava através da leitura, mesmo meio desorganizada.

Afastou-se dos estudos no terceiro ano primário e foi trabalhar para ajudar a sua mãe; foi engraxate, ajudante de padaria e de restaurante. Mas ao completar 17 anos, foi incentivado a retomar os estudos. Matriculou-se numa espécie de "supletivo" e cursou em três anos o correspondente a sete séries, concluídas em 1940.  Aí fez provas para ingressar na USP - Universidade de São Paulo, onde iniciou os estudos de sociologia na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas em 1941 para bacharelar-se em 1943. 

Nessa época o Brasil vivia sob a ditadura Vargas - implantada pelo gaúcho Getúlio Vargas através de um golpe, denominado Estado Novo. Por isso, Florestan Fernandes começa a escrever em jornais. O Estado de São Paulo e a Folha da Manhã são os primeiros. Através dessa atividade conhece o intelectual, escritor e jornalista Hermínio Sacchetta, que o convida a militar no Partido Socialista Revolucionário - PSR. Dessa militância resulta sua participação na campanha em defesa do ensino público, gratuito e de qualidade, como dever do Estado e direito de todos.

A partir daí Florestan Fernandes se insere no mundo disposto a transforma a vida, não só pessoal, mas da sociedade brasileira como um todo. E começou a produzir livros, quase que um atrás do outro. Seu trabalho de conclusão de curso na USP veio a se tornar a sua tese de doutoramento e foi ela a sua primeira obra, inicialmente intitulada A Organização Social dos Tupinambás, foi reescrita e apresentada com revolucionários conceitos de análise social, para vir a ser A Função Social da Guerra na Sociedade Tupinambá.

Os novos conceitos sociológicos apresentados por Florestan Fernandes levaram-no a se tornar um inovador da chamada "Escola Sociológica Brasileira", e suas obra transformadas em fonte de inspiração para as gerações futuras de pesquisadores e sociólogos não apenas brasileiros.

Alguns livros do Mestre para quem desejar seguir seu caminho:
A Revolução Burguesa no Brasil
Capitalismo Dependente e Classes Sociais na América Latina
Mudanças Sociais no Brasil
O Negro no Mundo dos Brancos
O Significado do Protesto Negro
Que Tipo de República
Florestan Fernandes e seus diálogos intelectuais
O Que é Revolução
Poder e Contra Poder na América Latina

 Paralelo a sua atividade intelectual, Florestan foi professor universitário, pesquisador e exerceu dois mandatos de deputado federal constituinte pelo PT e veio a falecer devido a um transplante de fígado malsucedido por rejeição. Sua morte ocorreu no dia 10 de agosto de 1995.

Creio que é preciso mais do que a morte para matar um homem, pois inútil foram as perseguições sofridas pelo Professor Florestan Fernandes, vítima dos militares e de todos os fascistas que os apoiam, Sempre recebeu a solidariedade dos intelectuais comprometidos com a defesa dos trabalhadores e conseguiu atravessar o tempo recebendo esse carinho, que agora completa 100 anos.

Salve Professor Florestan Fernandes!
Salve o intelectual comprometido com a luta pelo socialismo!! 
&

Florestan Fernandes e sua trajetória como intelectual orgânico do socialismo

Leonardo Venicius Parreira PROTO – mestrando em História pela UFG – bolsista da CAPES - leoproto@hotmail.com

Prof. Dr. David MACIEL – orientador (Programa de Pós-Graduação em História da UFG)

Palavras-chaves: Intelectual orgânico, autocracia e socialismo.

INTRODUÇÃO

Esse estudo sobre Florestan Fernandes como intelectual orgânico sustenta- se em termos da História dos Intelectuais a partir dos anos 50 no Brasil, com o referencial marxista como instrumental de análise e aprofundamento das pesquisas em torno da história social dos negros em São Paulo, numa pesquisa patrocinada pela UNESCO, que marcaria sua militância acadêmica e política em favor dos marginalizados na história do Brasil (KONDER, 2000).

Sua condição de sociólogo marxista foi ampliada à medida de sua formação acadêmica e atuação em torno das questões sociais do debate nacional a respeito da condição social dos negros, em defesa da escola pública e no próprio fazer acadêmico e termos de pensamento social posto a partir da década de 50 em diante (SOARES, 1997; CANDIDO, 2001).

Para Octávio Ianni (2004), na história da sociologia, o esforço intelectual de Florestan Fernandes está para consolidar esse campo das ciências humanas num sistema de saber, desenvolvendo toda uma sistemática de fundamentação da sociologia brasileira a partir das condições históricas da sociedade na conjuntura do pós-30 e da institucionalização da universidade brasileira.

O percurso intelectual de Florestan Fernandes no desenvolvimento do pensamento da história social no Brasil deve ser entendido não somente na singularidade de sua trajetória, mas como parte de um movimento histórico em que situa sua inserção na vida universitária e na consolidação da carreira acadêmica (a partir de 1940), sua aproximação inicial com o trotskismo (entre 1940 e 1950), seu envolvimento na luta contra a ditadura militar e seu exílio (a partir de 1969) e mais ao final sua militância partidária (a partir de 1985) e publicista na coluna que escrevia semanalmente para a Folha de São Paulo, na qual desenvolve os mais variados temas e debates das questões nacionais (a partir de 1983).

Nessa apresentação da trajetória histórica de Florestan Fernandes temos o intelectual militante, ultrapassando os limites somente teóricos, aplicando o método da práxis (GRAMSCI, 1995; MARX, 2002) em sua atuação teórica/prática, sendo um defensor do público quanto ao tratamento das questões sociais nesse país concentrador de riquezas e marginalizador dos/as trabalhadores/as, enfim, da maioria da população.

Essa imagem do intelectual envolvido com o debate público traz nessa pesquisa uma oportunidade para podermos polemizar com o conceito de intelectual orgânico de Antônio Gramsci (1995)1 o papel do sujeito do mundo das idéias efetivamente envolvido nas lutas sociais e na reflexão política das décadas de 50-70 (TOLEDO, 1998).

Para Eliane Veras (1997) a condição intelectual de Florestan Fernandes é que o teria feito atuar como político na organização partidária, desenvolvendo assim uma militância diferenciada no que diz respeito a seu papel político “de natureza intelectual”. Para esta autora, Florestan Fernandes teve uma atuação radical na política no processo da Assembléia Nacional Constituinte (em 1987), com destaque para o aprofundamento dos debates no país acerca da educação, da democracia, do desenvolvimento técnico-científico; além de sua presença atuante como publicista na imprensa nacional debatendo “temas candentes” dos rumos da nação brasileira. 

1 A influência ou mesmo o contato com a produção de Gramsci no Brasil só foi lida a partir da década de 60 pelos intelectuais de esquerda. A princípio, as idéias gramscianas não influenciaram os pensadores mais antigos da militância do PCB. Somente após o golpe de 64 é que veremos florescer entre os intelectuais do partido e da universidade a apropriação de seus referenciais teóricos (COUTINHO, 1998).

Essa característica de publicista do socialismo, advinda de sua condição de intelectual orgânico foi trabalhada por Paulo Silveira (1987) ao definir Florestan Fernandes em seu marxismo revolucionário. Para este autor, a atuação publicista de Florestan Fernandes reunia três condições de sua formação e trajetória histórica: a primeira está em seu conhecimento aprofundado da história estrutural da sociedade brasileira; a segunda está em sua


intransigência com as formas de manutenção do status quo burguês e a terceira condição situa a luta de classes não somente como desenvolvimento das condições objetivas, mas na relação entre a realidade objetiva e o campo de possibilidades envolvidos na forma expressão subjetiva.

MÉTODO

O estudo desse intelectual da esquerda brasileira se pautará  pelas idéias marxistas, de seu método materialista histórico dialético de análise e da influência de Gramsci no contexto brasileiro. Esse estudo do marxismo brasileiro deverá levar em conta a historiografia das idéias na interpretação sócio-histórica do Brasil dos governos de Jânio Quadros (61), João Goulart (61-

64) e todos os governos militares no pós-64, propício para a renovação do ideário das esquerdas em nosso país.

Em termos teórico-metodológicos, o conceito de intelectual orgânico nos acompanhará nessa pesquisa como referencial analítico das idéias de Florestan Fernandes e do desdobramento de suas análises e influências teóricas e políticas. A respeito desse conceito, a acepção gramsciana do termo refere-se à questão do intelectual como

Na análise de Macciocchi (1977), o intelectual orgânico para Gramsci é associado ao proletariado. Segundo essa autora, “orgânico é o intelectual cuja relação com a classe revolucionária é fonte de um pensamento comum” (p. 198). Sua atuação intelectual está diretamente vinculada há um projeto político de engajamento na luta pela transformação da ação histórica dos sujeitos sociais.

Em nossa metodologia de pesquisa buscaremos destacar na figura de Florestan a representação do intelectual engajado, assumindo a práxis como projeto militante-acadêmico, aproximando teoria e prática, mesmo em uma conjuntura repressiva daquele Estado autoritário. Nos termos da perspectiva marxista, a partir da década de 50,

MATERIAL

As fontes serão utilizadas até o final da pesquisa. As mais acessadas são:


   Nas referências bibliográficas do próprio Florestan Fernandes, especificamente o texto Revolução Burguesa no Brasil e o que é revolução?

   Entrevistas: Encontros/Florestan Fernandes. Org. Amélia Cohn. Rio de Janeiro: Beco do Azougue, 2008. As entrevistas presentes nessa coletânea são dos seguintes veículos:

   Folha de São Paulo (23/03/1968); Folha de São Paulo (30/03/1968); Revista Trans/form/ação (1975); Folha de São Paulo (24/06/1977); Jornal Movimento (21/11/1977); Jornal Em Tempo (agosto/1980); Depoimento realizado no Museu da Imagem e do Som/SP (26/06/1981); Revista Ciência Hoje (outubro de 1983); Programa Radiofônico Certas Palavras (maio/1989); Revista Teoria e Debate (30/03/1991); Entrevista realizada em 1992 e inclusa no DVD do filme Cafundó em (2006);Revista Tempo Social (outubro de 1995); 17/18 Ensaio. Florestan Fernandes: Constituinte e Revolução. Entrevista concedida a: J. Chasin, Ricardo Antunes, Antôio Rago Filh, Paulo Douglas Basrsotti e Maria Dolores Prades (fevereiro/1989).

   Programa Roda Viva da Emissora de Televisão Cultura em 05 de dezembro de 1994 (em DVD e transcrita).

   DVD – Programa Intérpretes do Brasil da TV Cultura. Comentado pela socióloga Maria Hermínia Arruda (USP).

CONCLUSÃO

O Estado burguês era nessa visão de Florestan Fernandes uma autocracia e a democracia dele manifestada tinha características de um sincretismo, pois “partia do fascismo, passava pelo autoritarismo e chegava à democracia, sem que o conteúdo autocrático e sincrético do Estado burguês fosse questionado e colocado em xeque” (MACIEL, 2010, p. 03).

Maciel (2010) enfatiza a importância do sociólogo na leitura sobre o Brasil e reconhece nele o esforço teórico-metodológico que não teria o mesmo rigor sem a apropriação do marxismo como recurso heurístico e proposição política. Sua forma de compreensão e explicitação da realidade histórica brasileira é


advinda, segundo este autor, de um profundo conhecimento das categorias da dialética marxista, o que favoreceu na práxis uma “leitura original do marxismo”.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FALCON, Francisco. História das Idéias. In: CARDOSO, Ciro Flamarion e VAINFAS, Ronaldo (Orgs.). Domínios da História: ensaios de teoria e metodologia. Rio de Janeiro: Campus, 1997.

FERNANDES, Florestan. Capitalismo dependente e classes sociais na América Latina. 2 ed. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1975.

. Sociedade de classes e subdesenvolvimento. 3 ed. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1975.

 

. Mudanças sociais no Brasil. 3 ed. São Paulo/Rio de Janiero: Difel, 1979.

 

.                                            A  revolução         burguesa  no    Brasil:   ensaio   de interpretação sociológica. 3 ed. Rio de Janeiro: Guanabara, 1987.

 

KONDER, Leandro. História dos intelectuais nos anos 50. In: Historiografia brasileira em perspectiva. 3 ed. São Paulo: Contexto, 2000.

PORTELLI, Hugues. Gramsci e o bloco histórico. 5 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1990.

MACIEL, D. . Florestan Fernandes e a questão do transformismo na trasição democrática brasileira. In: IV Simpósio Lutas Sociais na América Latina, Londrina - PR. Anais do IV Simpósio Lutas Sociais na América Latina. Londrina

- PR : GEPAL, 2010. v. 1. p. 102-112.

MORAES, João Quartim (Org.). História do marxismo no Brasil. Campinas: Editora da Unicamp, v. 3, 1998, p. 201-244.

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Os Trabalhadores e as Eleições 2020 * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT/BR

Os Trabalhadores e as Eleições 2020


No breve futuro que se avizinha, quem são os aliados dos trabalhadores? É uma pergunta chave. Desde 2016 que as derrotas sobre a classe trabalhadora vêm se acumulando e nem todas as novenas, nem todos os unguentos, nem a união de todas as benzendeiras (???), tem aliviado as dores da exploração capitalista sobre milhões de demitidos, todos empurrados para fora do mercado de trabalho e atirados às amarguras da sarjeta.

Todas as reformas foram aprovadas na cara-dura, dada a certeza que os patrões tem de que não haveria reação. Para isso, primeiro pisaram no pescoço do trabalhador, com a botina do desemprego, depois aprofundaram a perseguição às lideranças sindicais e populares com a criminalização da atividade politica dos movimentos sociais; para garantir que tudo seguiria no "mar de rosas", prenderam quem eles achavam que poderia chiar - Lula; daí, foi um passo para avançar rumo às eleições 2018 e darem mais um golpe: empossar, ilegitimamente, alguém que jamais ganhou alguma eleição. E, desta feita, criaram o factóide das fakenews, para despistar a fraude eleitoral e garantir o consenso pela manipulação exercida através da mídia. Mídia esta, paga a peso de ouro...
A partir da posse do "debil", tudo vai de déu em déu...e até a esquerda vai junto. Prova disso, é seu comportamento de macaco de auditório: tudo que o bozo fala ou faz, ela imita. Chega ao ridículo e ficar batendo cabeça por falta do que fazer até ELE soltar mais um pum...
Como ninguém contava com a ajuda do corona, agora a desgraça está posta. Não tem auxílio-emergencial que segure o avanço da fome, da miséria, da violência, e do caos que vem por aí. E por maior que fosse a ajuda financeira, as perspectivas futuras não são promissoras.

Ninguém ignora a falência generalizada de empresas do pequeno, do médio e até de grandes - dependendo do segmento - em todos os ramos de atividade econômica, como também jamais será novidade a incapacidade do Bozo para gerir a implementação do crescimento econômico. Aliás, nem pensar em cobrar dele esse tipo de compromisso, pois os seus donos estão atentos, desde Washington até à FIESP. É preciso que todos acordem para o fato de que as metas do imperialismo não incluem - há muito tempo - o desenvolvimento nacional de país nenhum. Apenas o retorno em dividendos de suas aplicações nas bolsas através daquelas atividade incluídas no rol das comódites com alta circulação internacional. 

E para garantir sua continuidade, basta consultar a beligerância implementada pelo país testa-de-ferro - Estados Unidos da América, do Norte - tendo à frente outro Bozzo, com o nome de Trump. Verifique também a quantidade de ameaças às nações escolhidas como alvos, geralmente, devido a quantidade de riquezas naturais ou não, de seu interesse. Só assim, é possível entender a grande negociata entre os saqueadores do Brasil e seu conjunto mundo a fora, para assaltarem o parque natural e industrial brasileiro.

Diante disso, perguntamos, mais uma vez: nestas eleições que se avizinham, quem são os aliados dos trabalhadores?
Sem entender o que dissemos acima, não  entenderemos o tabuleiro político que temos em nossa frente. Pelo que verificamos hoje, cercado de hienas,  o bozo vem se safando com o apoio da direita neoliberal e do Centrão. Vejam bem que ele afastou aquelas ordes baderneiras das portas do palácio, que causaram até prisão de seus melhores "provocadores",  inclusive as caravanas que o visitavam todo domingo. Ou seja, aquele beija-mão deu prejuízos. Somado a isso, sua indiferença ante os resultados da pandemia, é o maior capital político disponível à oposição, dita democrática, popular, de esquerda, socialista etc. Suas viagens e "saidinhas" repentinas, as inaugurações de obras da gestão Dilma, o eterno bate-assopra com o STF, não somam resultados satisfatórios a ponto de permitir-lhe respirar aliviado. E nem a lotação dos ministérios com milicos-paus-mandados será suficiente para garantir-lhe o posto de protagonista da gestão gorilo-bolsonarista-baderneira de privatizações e entreguismos por muito tempo: o capital sempre quer mais. Faz-se necessário pensar nisso...e isso pode causar o seu descarte a qualquer momento.

RESPONSABILIDADES DA ESQUERDA

Mas precisamos verificar o panorama eleitoral. Nesse quesito, não é Bolsonaro o "Sr dos Vostos". A situação é muito mais séria. Se pesquisarmos direito, veremos um cenário muito ruim para a esquerda. Primeiro, por sua falta de unidade num momento tão perigoso. E apesar dos solavancos ora no senado ora na câmara, o bozo mantem-se de pé... O maior problema da esquerda é a falta de foco: ela se divide e se desgasta até por ninharias. E quando se fala em nomes para fazer frente nas disputas, acontece uma guerra de foices. Ninguém reconhece os valores adversários nem os próprios. Por exemplo, se o PSOL tem Boulos - paparicado pela burguesia paulista para ofuscar o PT - seja para a disputa municipal seja para futuras, o PT se enrola entre Haddad e Suplicy ou nenhures; os demais partidos ficam na sombra pra não levar pelas caras os respingos da baixaria. No Rio, o único candidato à esquerda é a preta velha Benedita, sem prestígio inclusive no seu partido, devido ao conhecido jogo-de-cintura: gosta de compor com todo mundo.
Mas não faz medo à direita, que leva de WO. Nas demais regiões do país, apenas Belém promete um vislumbre de vitória, pra resumir o quadro da esquerda no norte-nordeste. No centro-oeste, aguarda-se o milagre de alguma zebra. No sudeste - Rio e SP - sofríveis. No sul tem alguma chance apenas em Porto Alegre.

FALTA DE OBJETIVIDADE

Portanto, a mesa do jogo político eleitoral no Brasil é toda da direita neste 2020 mergulhado no maior genocídio de que se tem notícias na história do país. E é justamente isso que não dá para entender na esquerda. Por que tanta vacilação? Por que tanta indiferença ante tamanha desgraça? Sim. INDIFERENÇA! Esta se confundindo com o protagonista do caos: Bolsonaro. Falta de capital político não é. Vejamos: desde a posse até agora, Bolsonaro já provou que não tem um articulador político, uma vez que como provam as votações das Medidas Provisórias, as votações de suas "bancadas", se si pode chamar assim, são volúveis - vide o caso FUNDEB. Tudo que ele se propõe a articular se esboroa num passe de mágica. Na área econômica, o empresariado dá linha no Guedes e as coisas se parecem como se fossem de Bolsonaro. Só assim, ele continua no posto de governo. Pra completar, sua tropa de hienas fardadas, cobertas de medalhas, não faz outra coisa a não ser se fartar nos cargos e nas verbas carimbadas. Mais nada. Qual é o problema da esquerda então? Medo? De quê? Ah, as falanges bolsonarista! Fala sério!! O que falta na esquerda é espírito de liderança. Ninguém tem que depender de Lula, de Ciro, de Dino e muito menos de Boulos. E tudo isso só confirma que são tudo farinha do mesmo saco: paus mandados dos patrões! Ou seja, se ficarmos atolados no jogo político institucional, não vai sobrar nem coveiro pra nos enterrar...
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domingo, 19 de julho de 2020

40 Anos da Revolução Sandinista * Comitê Anti-Imperialista General Abreu e Lima/DF


Ao Comandante Daniel Ortega Saavedra, Presidente da República da Nicarágua
À Direção da Frente Sandinista de Libertação Nacional
Ao Povo Nicaraguense
O Comitê Anti-imperialista General Abreu e Lima manifesta sua saudação ao povo nicaraguense, ao governo da Nicarágua e a Frente Sandinista de Libertação Nacional – FSLN no transcurso do 41º aniversário da heroica Revolução Sandinista.
Seguimos atentos e mobilizados em apoio a coragem, ao heroísmo e a disposição do povo sandinista em seguir os ideais do General dos Homens Livres, Augusto César Sandino, que comandou a luta contra os invasores imperialistas, os EUA, inimigos dos povos livres e soberanos da América Latina e em todo o planeta, com uma prática beligerante e terrorista. Os assassinos de Sandino e seus herdeiros por quarenta anos roubaram e reprimiram a luta do povo da Nicarágua. 
A fundação da FSLN, pelos comandantes Carlos Fonseca e Tomás Borge, mostrou a força do exemplo revolucionário do General Sandino, levando à vitória da Revolução Sandinista, em 19 de julho de 1979, depois de mais de uma década de combates. Os EUA não aceitaram a derrota da ditadura de Somoza, seus serviçais, com a CIA organizando o tráfico de armas para financiar os contrarrevolucionários nicaraguenses, que por uma década praticaram atos terroristas contra o povo nicaraguense e a revolução sandinista. 
A FSLN venceu com as armas a luta revolucionária, porém, em nome da pacificação e do fim da guerra que seguia, causando mortes da população e prejuízos econômicos, aceitou a derrota eleitoral em 1989, entregando o governo aos vencedores. A FSLN seguiu o trabalho de organização, formação e a luta pela libertação de seu povo.

Com o retorno do Comandante Daniel Ortega como presidente da Nicarágua, a FSLN continuou seu trabalho revolucionário entre o povo nicaraguense, unindo e fortalecendo os enfrentamentos aos imperialistas, que em 2018, realizaram atentados e deixaram dezenas de vítimas, mas foram rechaçados e derrotados pela unidade de seu combativo povo.
Por isso, neste aniversário de 41 anos da gloriosa revolução sandinista, manifestamos nossa admiração, solidariedade e compromisso em se somar na defesa da soberania e autodeterminação de todos os povos, que tem muito a aprender com os exemplos dos combatentes sandinistas.
Viva a República da Nicarágua!
Viva a Revolução Sandinista!
Viva a Frente Sandinista de Libertação Nacional!

Brasília – Brasil, 19 de julho de 2020

Comitê Anti-imperialista General Abreu e Lima

quarta-feira, 24 de junho de 2020

Por Que Fora Bolsonaro * Frente Revolucionária Dos Trabalhadores - FRT/BR

Por que Fora Bolsonaro
Eis o conluio contra o
FORA BOLSONARO

As contradições da exploração capitalista se aprofundaram tanto nas últimas décadas, devido à intensidade do seu carácter monopolista, que ninguém vê mais nenhum sinal de desenvolvimento econômico em nenhum lugar do mundo. Aliás, o que mais se constata são falências, fusões de conglomerados empresariais, migrando para regiões sem proteção jurídica ou política contra modos predatórios de exploração, tanto de mão-de-obra quanto de recursos naturais ou industriais. 

Esse fluxo de contradições atingiu seu auge nos últimos vinte/trinta anos e todos podemos constatar o que ocorreu na Europa - com os êxodus migratórios -,  na América - com a predominância de mão-de-obra latina e asiática -, e as crises súbitas de falências econômicas, como as ocorridas na Grécia, na Alemanha, na Inglaterra, e, por conseguinte, nos EUA, que acabaram por levar o "inconcebível" a acontecer: a eleição no coração do mundo capitalista de um negro, de classe média, profissional liberal - advogado - praticamente sem nenhuma projeção política: Barack Obama.
 

A falência política, econômica e moral que se abateu sobre o mundo capitalista naquele período foi o caldo lamacento que afogou os barões do capital - mesmo sob o guarda-chuva do sistema bancário -  e cortou-lhes a via de acesso ao cenário político. Isso abriu caminho para algum oxigênio no mundo da esquerda, que desde a queda do Muro de Berlim, não levantava a cabeça. A acensão da esquerda, a presença da China junta com a Russia e a Índia no mercado mundial, mostrou ao bloco imperialista que um novo poder havia nascido das sombras, nas suas barbas. 


Esses momentos conturbados no âmago do capitalismo geram um descontrole tão grande na sua conduta que seus próceres saem aloprados por aí em busca de fontes de receita. E vão parar aonde as condições apresentam mais facilidades. Assim, o mundo asiático - tigres asiáticos - a África e a América Latina, de repente, se tronam "eldorados".  As guerras no médio oriente geram dividendos rápidos, com o mercado de armas, minérios, contrabandos, drogas naturais e sintéticas etc. Mas a presença do novo poder ascendente - China e Rússia - diz a que veio e entra no jogo. assim, logo as fontes que antes pareciam promissoras, viram fracassos. 

Na África os problemas civilizatórios impedem - ate certo ponto - a exploração sem altos custos das imensas jazidas naturais de minérios e pedras preciosas e a solução se torna apelar para o instrumento bélico. Assim, a promoção de guerras inter-tribais ou entre nações vão garantir algum fôlego lá nas bolsas de valores. Porém, investir em guerra o tempo todo dá prejuízo, tanto pela perda de vidas - que vão virar contestação por aí - perca de mão-de-obra, de infra-estrutura, e até de fontes primárias. Aí entra a necessidade de mudar de rumo e os urubus caem aonde a carniça se anuncia: não há mercado mais promissor e pacífico do que a América Latina. Desde a produção de cocaína, do negócio com armas, do contrabando de minérios de alta preciosidade - litio, nióbio, ouro e pedras preciosas em geral - o sub-continente é a fonte que pode financiar a compra de governos volúveis, a derrubada dos queixudos, e, por que não, a eliminação de algum inoportuno. A eleição de governos progressistas ao sul não vai assustar "os donos do poder". A própria produção doméstica vai financiar o negócio todo.

Dessa forma, o imperialismo - para alguns yankee, para outros norte-americano, e oriundo de outros quadrantes para muitos - limpa o teatro de guerra e assume o comando. Não mais FMI, nem blocos regionais ou câmaras de comércio setoriais. Agora, "Sir Soros, Sir Rotchild, seu isso e seu aquilo" vão assumir os seus lugares no comando da chibata. É nesse contexto que assistimos aos últimos e tão corriqueiros golpes na América Latina. Do Chile ao México, as fraudes eleitorais, os golpes juridico-empresariais, a indústria das fakenews, e o apodrecimento do tecido social através da aliança crime organizado-aparelho de estado com milícias, polícias e narco-tráfico compartilhando o cachimbo da paz. Com essa embalagem, desde Cuba e Nicarágua, passando por Honduras, El Salvador, Peru e Colômbia, as ameaças imperialistas não descansam os coturnos. O resultado são as farsas contra Dilma-PT, encarceramento de Lula, caçada a Evo Morales, pressão e bloqueio econômico contra a Venezuela e as tropas norte-americanas acampadas na Colômbia.

É dentro disso tudo que nasce Bolsonaro. A falta de opções levou à solução Bolsonaro. O apodrecimento das lideranças políticas da direita no Brasil, afogadas até à alma em corrupções, roubos, fraudes, crimes comuns, narcotráfico e contrabando atiraram a burguesia no pântano da milicianada. Juntas viram-se na contingência de cometerem mais crimes, e meteram os pés pelas mãos: desde o golpe 2016 não pararam de se fartar às custas da ilegalidade, criando investigações para culpar e preder quem poderia atravessar seus caminhos e aí foi LAVAJATO pra todos os gostos. Como citei acima, a prisão de Lula foi a garantia de concorrer sem concorrente, pois o nome substituto não possuía o mesmo peso, o que não descartou o coringa na manga: a fraude. Ela envolveu todo o sistema eleitoral mais as fontes de financiamento de propinas. Daí, o sistema bancário. A burguesia precisava assegurar-se da vitória a qualquer custo para pôr fim a todo resquício de "bem-estar--social" promovido pelas gestões Lula/Dilma/PT. Precisava jogar no lixo tudo que se aspirava de direitos sociais, todos os direitos trabalhistas e previdenciários e pôs em risco inclusive as garantias constitucionais, como liberdade de imprensa, de expressão, de inviolabilidade do espaço pessoal, da privacidade, e quem diria, até de magistrados . Para reforçar esse envenenamento do oxigênio político, garantiu a eleição do maior número possível de elementos da escória miliciana, capazes dos piores atos que se possa imaginar, como por exemplo, o financiamento de delinquentes, devidamente doutrinados, para realizar atos de intimidação do judiciário, do parlamento e, por incrível que pareça, até do espaço público, uma vez que instalaram um acampamento em via pública próxima ao Palácio do Planalto e passaram a governar o local. Para isso, tinham um destacamento para-militar denominado "300 do Brasil", comandos por uma miliciana treinada na Ucrânia chamada Sara Winter, atualmente presa.

Poderia seguir enumerando os feitos do capital imperialista no Brasil para garantir o saque das nossas riquezas, mas o pouco citado já por si só justifica a nossa expressão FORA BOLSONARO. Precisamos entender que a pessoa não possui essa "entourage", própria de um "capo fascista". Ele é apenas um excremento da sociedade. Nunca prestou para nada. Mas o CAPITAL precisava de um fantoche e ele cumpriu esse papel. Disse CUMPRIU, porque já foi descartado, já recebeu "sua parte" e ´ja repassou a seus donos tudo que eles querem: trilhões de $$$.  Portanto, a origem da nosso lema é mais do que justa: FORA BOLSONARO / MOURÃO, com cassação da chapa e convocação de eleições gerais já!

Há segmentos sociais relutantes, sobretudo aqueles alinhados ao PT, pois o Sr Lula vem estimulando a acomodação da militância petista, e tem até um argumento para justificar isso, dito em  entrevista lá atrás das grades: deixar o Bolsonaro se desgastar pra cair sozinho, pois derrubá-lo empossaria o Mourão, em sua opinião, muito pior. Ora veja, a chapa é completa e o crime cometido por um atinge também o outro. Logo, se derrubarmos um, vão ambos. Por isso, o surgimento de tantos manifestos e cartas e chamados a formação de frentes, cada vez mais amplas, incluindo inclusive membros do golpe2016. É em função disso que a campanha pela derrubada do fascismo em nosso país ainda não ganhou as ruas, ou seja, falta vontade política e unidade na ação. E como 2020 é ano eleitoral, está todo mundo pisando em ovos, temendo escorregar no teatro  político. Com isso, o oportunismo eleitoreiro está correndo solto, e até a consigna FORA BOLSONARO já encontrou desvios como STOP BOLSONARO. 

Não há dúvida de que é muito mais interessante para o capital um Bolsonaro de bambolê do que esse brucutu desembestado que está aí. Com isso, Sir Lula continuaria, tranquilamente, fazendo lives e recebendo diploma Doctor Honoris Causa por aí e não teria que ir as ruas xingar o seu semelhante... Atualmente não se consegue mobilizar nenhuma direção de partido ou de entidade social para atos públicos, com exceção da "Causa Operária", que tem necessidade de aparecer pra conquistar legenda no PT e lançar seus candidatos. 
(24/06/2020)
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