sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Construindo a FRT: entrevistas * Roberto Bergoci / SP

 Construindo a FRT: entrevistas

Bergoci, um companheiro e o Consul Edgar no saguão do consulado

ENTREVISTA A IMPRENSA ARGENTINA


Hace una breve presentación tuya.

¿Cómo surgió la Frente Revolucionaria de los Trabajadores? ¿Cuáles fueron las motivaciones?

¿Hay alguna agenda para ese año y cuál?

¿Cómo vos definirías a un militante político hoy en día?  ¿Qué rol cumple la formación política en la militancia? ¿Cómo te crees que podemos romper con la lógica imperialista impuesta en la formación de las sociedades? 

Para las personas que quieran conocer la Frente Revolucionaria de los Trabajadores. ¿Cómo se  hace?


RESPOSTAS

1-Me chamo Roberto Bergoci, nasci na cidade de Guarulhos em SP. Estudei sociologia no DIEESESE e economia e filosofia como auto didata. Comecei a vida política e militante no início da vida adulta, militando em vários agrupamentos e hoje estou construindo a Frente Revolucionária dos Trabalhadores / FRT.



  2-A Frente Revolucionária dos Trabalhadores surgiu de fato, no início do ano passado, com o propósito de aglutinar a boa parte de setores da militância e ativismo de esquerda e popular no Brasil, para fazer avançar o projeto de criação e formação de um agrupamento revolucionário, marxista e de vanguarda no Brasil.

 Em nossa concepção, a esquerda brasileira se encontra demasiadamente dividida, sem projetos e perspectivas estratégicos e de longo alcance, como o horizonte da revolução brasileira e latino-americana, num contexto de total esgotamento do modo de produção capitalista e suas formas de dominação. A atual esquerda retrocedeu e muito em suas perspectivas: seus horizontes contemporâneos não vão além da democracia burguesa, hoje em frangalhos até mesmo nas metrópoles imperialistas, basta vermos o que ocorre no coração do capitalismo mundial, os Estados Unidos, às vésperas de uma guerra civil. Portanto, “humanizar” ou “reformar” o capitalismo em plena crise estrutural, não passa de inocente utopia que atinge boa parte da esquerda de nossos dias. É na perspectiva de superar tal debilidade em nossas fileiras, que nasce a FRT;


3-O nível da crise econômica, política, social e de saúde pública que atinge o Brasil em cheio, não tem precedente histórico. O país vive profunda retração econômica onde a expressão disso é uma queda brusca no PIB projetada pelo Banco Central na casa dos 5% em 2020. Ou seja, isso reflete diretamente em estagnação, desemprego e subemprego histórico que de fato, atinge um terço da população economicamente ativa do país; inflação avassaladora manifestada nos itens de consumo popular como alimentos, gás de cozinha, transporte público, etc; os serviços públicos estão entrando em colapso devido ao sucateamento neoliberal que toma conta do país desde os anos de 1990 e agravados pela lei aprovada pelo governo golpista de Michel Temer que congela os investimentos públicos sociais por 20 anos; a pandemia de covid-19 já ceifou a vida de mais de 200 mil pessoas sob as botas sujas de sangue do presidente fascista Jair Bolsonaro.

 Enquanto isso o país se desindustrializa, vive uma realidade decadente de reprimarização em sua economia e um retorno à existência neocolonial, diante da eminência de um colapso social, com um governo lupem, de contornos fascistas e genocidas. Nessa dramática conjuntura, a agenda da FRT será contribuir com todas as nossas forças para mobilizar os trabalhadores contra Jair Bolsonaro e as políticas de barbárie que ele personaliza a serviço dos capitalistas e do imperialismo. Para ser mais concreto, estamos fazendo um chamado e uma séria proposta, desde o início de 2020 a todas as forças políticas populares, para construirmos uma Frente Nacional de Mobilizações e de Lutas dos trabalhadores; temos proposto a constituição de um Congresso Nacional da Classe Trabalhadora, como um fórum para estabelecermos um plano concreto de lutas no país com um programa de defesa dos interesses das massas trabalhadoras e do povo brasileiro;


4-Nas últimas décadas, particularmente  desde o fim da União Soviética e da queda do Muro de Berlim, vivemos um profundo ataque ideológico e de propaganda do capital no sentido de desmoralizar e desacreditar o marxismo, a revolução socialista e toda a história de lutas do movimento operário internacional.

 A burguesia e seus propagandistas mercenários na academia e grande imprensa, tem lançado mão das mais variadas formas de ardis  ideológicos irracionais como, por exemplo, as filosofias agnósticas, positivistas, niilistas, relativistas, pós-modernas, além é claro, da vasta campanha de proselitismo religioso sobretudo neopentecostal (a religião por excelência da fase neoliberal do capitalismo) e outros mitos mais, contra a classe trabalhadora e sua filosofia: o marxismo-leninismo.

 Isso tem impactado as novas gerações de militantes, que se vêem embotados, sem clareza ideológica e programática, tendo grandes dificuldades por exemplo em enxergar com clareza e racionalmente o processo histórico do qual vivemos. Um exemplo disso tem sido a chamada militância “indentitária”, que, influenciados diretamente pelas filosofias pós modernas e culturalistas irracionalistas, principalmente de Nietzsche e Foucault, não enxergam um horizonte e modo de vida, que não seja o mundo burguês; desconectam por inteiro as justas lutas das mulheres, dos negros e dos LGBTS do socialismo, única forma de sociedade capaz de garantir as demandas mais essenciais de tais setores oprimidos, o que de fato tem servido para esterilizar uma vasta gama de jovens militantes de grande potencial, das tarefas mais importantes de nossa época, que é justamente tomar o poder político, econômico e cultural das mãos da burguesia.

 Neste sentido, é preciso dar um combate ideológico sem quartel no interior dos movimentos populares para formar autênticos militantes classistas e revolucionários, preparados quanto a concepção cientifica da dinâmica histórica; 


5-Lenin já dizia que “sem teoria revolucionária, não há prática revolucionária”.  A formação política possui um caráter central e de muita importância para um militante político. Decorre do fato de que, vivemos numa sociedade permeada e bombardeada pela ideologia e propaganda burguesa, pela alienação resultante de um modo de produção e de vida assentado na exploração e opressão de um ser humano por outro.

 A tarefa de todo militante de esquerda, operário ou popular é sem sombra de dúvida transformar por inteiro, radicalmente este mundo cruel dominado pelo capital; contribuir para  tornar o modo de vida verdadeiramente humano e livre da exploração e das opressões. Acontece que somos influenciados 24hrs por dia pelas alienações do capital desde quando nascemos. Se o militante não possuir uma séria formação política, teórica, filosófica e cultural, não poderá de forma alguma compreender com racionalidade a essência do mundo em que vive; e se não compreende, tampouco o pode transforma-lo.

 O imperialismo é a forma mais extrema de desumanidades e pilhagens que o capitalismo monopolista tomou forma desde os fins do Séc.XIX. As burguesias metropolitanas nos países dominantes arrastaram todo o Globo para o modo de produção capitalista e tornou os povos do mundo hoje (grande maioria da humanidade), escravos assalariados, superexplorados por um punhado de bandidos ricaços. O imperialismo criou uma situação tão dramática em nível mundial, que ameaça de forma concreta a vida na Terra; por outro lado, criou todas as condições materiais para a libertação do gênero humano.

É um inimigo poderoso a se combater e que se manifesta através das artimanhas do capital financeiro, pelas pilhagens selvagens das multinacionais, pela via sútil da dívida pública que sangram os países subdesenvolvidos, pelos macabros planos de austeridade do FMI, etc; mas também e em grande medida, o imperialismo se manifesta vestido com as máscaras da indústria cultural, embotando o nível de consciência das massas.

 A luta contra a dominação imperialista hoje, só pode ser bem sucedida se os tirarmos as bases de sustentação em nível internacional e em sua própria pátria. Ou seja, através das lutas revolucionárias em cada país dominado. As burguesias nacionais dos países dependentes nada mais são que títeres, burgueses semi-exploradores e semi-explorados, sócios menores dos patrões imperialistas.

 Portanto, as lutas das massas trabalhadoras contra o inimigo imperialista também é em essência, luta contra os capitalistas em cada país dominado. Por isso, o antiimperialismo somente pode ir até as últimas consequências se for luta pelo socialismo, pelo fim do monopólio das terras, das fábricas, das grandes casas comerciais, dos bancos, etc., por parte da burguesia. Mas tais lutas por mais importantes e heroicas que sejam, precisam sair dos limites das fronteiras nacionais, se não quiserem ser engolidas pelo imperialismo e ganhar um aspecto internacionalista, devido ao fato de que o próprio capitalismo é internacional.

 Dai a importância de os povos da periferia articularem formas de organização que permitam combater a burguesia e o imperialismo em nível internacional, sobretudo aqui, em nossa américa Latina;


6-Estamos num processo de constituição e ampliação de nosso trabalho. Neste sentido, estamos aprimorando nossos canais e veículos de comunicação e organização nos locais de trabalho, estudo e moradia.

 Para as companheiras e companheiros que se interessarem pelo programa da FRT em construção (que venham construir conosco!), peço que nos procure e nos contatem em nossos canais.

 Para terminar, gostaria de enviar em nome da FRT, uma calorosa saudação aos trabalhadores e povo argentino, bem como de toda a América Latina


ENTREVISTA IMPRENSA FRANCESA


PAINEL BRASIL / ROSA DINIZ

 https://youtu.be/f00-W6MmtMI

&

ENTREVISTA COM O CONSUL DA VENEZUELA NO RIO DE JANEIRO

Edgar Alberto González Marín
https://www.gazetarevolucionaria.com.br/index.php/menu-examples/720-entrevista-com-o-consul-geral-da-venezuela-no-rio-de-janeiro#.


50 ANOS DO VÔO DA LIBERDADE * Ubiratan de Souza & FRT/BR

 50 Anos do Vôo da Liberdade

14 DE JANEIRO
é o aniversário da libertação de 70 revolucionários das garras da ditadura militar brasileira.

Saindo do Galeão com destino à Santiago, no Chile.

Nossa eterna gratidão aos companheiros que resgataram 70 revolucionários das prisões e câmaras de tortura da Ditadura Militar.

Se não houvesse a pandemia estaríamos comemorando todos juntos e aglomerados!


50 anos do Voo da Liberdade

Ubiratan de Souza

13/01/2021


Há 50 anos, na madrugada de 13 para 14 de janeiro de1971, partia da Base Aérea do Galeão no Rio de Janeiro rumo a Santiago do Chile o Voo da Liberdade, levando 70 prisioneiros (as) políticos (as), que estavam nos centros de tortura da ditadura civil-militar, trocados pelo embaixador suíço, que foi capturado por um comando guerrilheiro da Vanguarda Popular Revolucionária – VPR, no dia 07 de dezembro de 1970. Eu, Ubiratan de Souza (Gregório nome de guerra na luta clandestina), jovem com 22 anos era um dos 70. Cabe aqui, o agradecimento eterno ao Comandante Carlos Lamarca e a todos e todas camaradas da VPR que participaram da operação do sequestro do embaixador, arriscando as suas vidas para a nossa libertação


Um pouco da história. Este já era o quarto sequestro de diplomatas, realizado pela guerrilha. A ditadura ganha tempo nas negociações e joga criminosamente com a vida do embaixador, negando várias exigências da guerrilha com a intenção clara de desgastar o comando guerrilheiro e ao mesmo tempo localizar seu esconderijo. A maioria da direção da VPR decide executar o embaixador, responsabilizando a ditadura pelo fracasso das conversações. Nestas circunstâncias, Carlos Lamarca se revela um grande estrategista político e humanista, usando da sua autoridade de comandante veta a decisão e continua as negociações, assegurando a troca dos 70 prisioneiros políticos. Foram 37 dias de negociação e finalmente o Voo da Liberdade decola no dia 13 de janeiro de 1971, chegando na madrugada do dia 14 em Santiago do Chile, governado pelo grande presidente socialista Salvador Allende, herói da América Latina na luta por democracia e socialismo.


O povo chileno nos recebeu com muito carinho e solidariedade. Tive a honra, juntamente com uma comissão de cinco representantes dos 70 exilados brasileiros, de ser recebido pelo Presidente Allende que nos abriu as portas do Chile e para a participação do rico processo democrático da via chilena para o socialismo. Vivemos uma experiência extraordinária, de organização e autogestão popular, gestão pública com participação da sociedade, que marcou nossas vidas para sempre na luta pela construção de uma sociedade radicalmente democrática, fraterna e socialista.


Por último, um registro histórico com fotos e vídeo, abaixo, com a chegada dos 70 guerrilheiros em Santiago de Chile na madrugada do dia 14 de janeiro de 1971. Este acervo é um trecho do documentário “Quando chegar o momento”  de Luiz Barreto Sanz, sobre a vida da companheira Dora (Maria Auxiliadora Barcelos). Os dois estavam entre os 70. O jovem de camisa escura, sem bigode, de óculos, fazendo uma saudação e segurando a bandeira chilena é Ubiratan de Souza (Gregório).


Meu abraço fraterno e carinhoso a todos (as) camaradas vivos do grupo dos 70. Aos que já se foram minha saudade e recordação. Como sempre nos reuníamos nas datas redondas, no Rio de Janeiro, fica o convite, para depois de vencermos a pandemia, comemoramos os 50 anos do Voo da Liberdade.  .

Ousar Lutar. Ousar Vencer.    

Os 70 revolucionários libertados no Voo de Liberdade em janeiro de 1970 foram:

1. Afonso Junqueira de Alvarenga;

2. Mara Curtiss Alvarenga;

3. Afonso Celso Lana Leite

4. Aluízio Ferreira Palmar

5. Antônio Expedido Carvalho Pereira

6. Antônio Rogério Garcia Silveira

7. Antônio Ubaldino Pereira;

8. Aristenes Nogueira de Almeida;

9. Armando Augusto Vargas Dias;

10. Bruno Dauster Magalhães e Silva

11. Bruno Piola

12. Carlos Bernardo Vainer;

13. Carmela Pezzutti;

14. Chirstóvão da Silva Ribeiro;

15. Conceição Imaculada de Oliveira;

16. Daniel José de Carvalho

17. Delci Fensterseifer;

18. Derly José de Carvalho;

19. Edmur Péricles Camargo;

20. Elinor Mendes Brito;

21. Encarnación Lopes Peres

22. Francisco Roberval Mendes

23. Geny Cecília Piola 

24. Gustavo Buarque Schiller

25. Irani Campos;

26. Ismael Antônio de Souza;

27. Jayme Walwitz Cardoso;

28. Jairo José de Carvalho;

29. Jean Marc Friedrich Charles Van Der Weid;

30. João Batista Rita;

31. João Carlos Bona Garcia;

32. Joel José de Carvalho

33. José Duarte dos Santos;

34. Jovelina Tonello do Nascimento

35. Júlio Antônio Bittencourt Almeida;

36. Lúcio Flávio Uchôa Regueira, 

37. Luiz Alberto Barreto Leite Sanz

38. Manoel Dias do Nascimento

39. Marcos Antônio Maranhão Costa

40. Maria Auxiliadora Lara Barcelos

41. Maria Nazareth Cunha da Rocha, 

42. Nancy Mangabeira Unger

43. Nelson Chaves dos Santos, 

44. Otacílio Pereira da Silva

45. Paulo Roberto Alves

46. Paulo Roberto Telles Franck

47. Pedro Alves Filho, 

48. Pedro Chaves dos Santos, 

49. Pedro França Viegas

50. Pedro Paulo Bretas, 

51. Rafael de Falco Neto, 

52. Reinaldo Guarany Simões

53. Reinaldo José de Melo, 

54. René de Carvalho

55. Roberto Cardoso Ferraz do Amaral, 

56. Roberto De Fortini

57. Roque Aparecido da Silva

58. Samuel Aarão Reis

59. Sônia Regina Yessin Ramos, 

60. Takao Amano

61. Tito de Alencar Lima, 

62. Ubiratan de Souza, 

63. Ubiratan Vatutim Borges Kertzscher, 

64. Umberto Trigueiros Lima

65. Valneri Neves Antunes

66. Vera Maria Rocha Pereira

67. Wânio José de Mattos, 

68. Washington Alves da Silva, 

69. Wellinton Moreira Diniz, 

70. Wilson do Nascimento Barbosa

quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

O Brasil rumo ao precipício: socialismo ou barbárie * Roberto Bergoci / SP

 O Brasil rumo ao precipício: socialismo ou barbárie

Por Roberto Bergoci

  Com uma taxa de desemprego oficial acima dos 14,6%, a subocupação ultrapassando os 30% da força de trabalho no país, desinvestimentos e fugas de capitais recordes (como no caso da multinacional Ford, mas não só) vemos agravar o desastre social que a cada dia se potencializa no Brasil de Bolsonaro-Paulo Guedes-Militares, deixando patente o verdadeiro fracasso do austericidio neoliberal que tomou conta do mundo há mais de 40 anos, como o regime de acumulação da burguesia "alternativo" ao fracasso da utopia "keynesiana". Somado às consecutivas altas exorbitantes dos preços dos alimentos, gás de cozinha e outros itens básicos de consumo popular, que segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), ultrapassou os 16,41% nos últimos 12 meses (maior inflação dos preços de alimentos desde 1992), expressão da estrutura dependente, subdesenvolvida, reflexa e voltada para fora, de nossa economia, certamente entramos em tempos turbulentos do regime burguês brasileiro. O avanço do processo de queima de trilhões das reservas internacionais pelos mafiosos que dirigem a política econômica em beneficio dos grandes magnatas, aumento da divida pública em relação ao PIB e perda de dinamismo da economia, são potentes combustíveis para o alastrar da crise.  A generalização da crise estrutural do capitalismo mundial, que por aqui se expressou pelo fim do “boom de commodities”, estabeleceu um caldo de cultura caótico tanto econômico, como politico e socialmente. As políticas de arrocho neoliberais, posto em marcha por aqui pelo capital financeiro, demais frações oligopólicas  das classes dirigentes dos países imperialistas e as burguesias "brasileiras", desde os anos 1990, baseadas na valorização cambial, elevadas taxas de juros, sucateamento de estratégicas empresas estatais, privatizações, austeridade permanente, enxugamento da máquina pública, sucessivos superávits primários para privilegiar o parasitismo da divida pública, decomposição do mercado interno, etc; tem recrudescido o processo avançado de desindustrialização do país, desestruturação do parque industrial e reprimarização da economia nacional, fazendo o país caminhar para o retrocesso de quase 100 anos em suas forças produtivas e no padrão de acumulação. O Brasil já sofreu períodos históricos de grande vulto, em relação a regressão econômica e social, quando do fim dos ciclos da cana, do minério e do café, algo típico do capitalismo tardio, dependente, de via colonial e atrófico, voltado para complementar os países centrais e sem um projeto nacional autônomo próprio.

 No entanto, a gravidade do atual momento em que vivemos se baseia no fato de que, tal retrocesso em nosso nível industrial e de forças produtivas, se combina com uma sociedade altamente urbanizada, em que as contradições socioeconômicas beiram o insuportável para as massas. Uma coisa é o Brasil de economia primária-exportadora nos primórdios século XX, com uma população predominantemente rural; outra bem diferente, é um país retroceder a praticamente tal estágio econômico quando mais de 84% de seu povo habita os centros urbanos, demandando inserção no mercado de trabalho, serviços públicos, etc., num contexto de maquinização do campo, que impossibilita absorção de grandes contingentes de força de trabalho humana. O resultado disso será inevitavelmente o recrudescimento do pauperismo, decomposição social, proletarização da pequena  burguesia, "lupenização" de vastas parcelas da classe operária e demais trabalhadores, aprofundamento das políticas de repressão policial, encarceramento em massa da juventude periférica e fechamento do regime político, como forma de controle social (o atual projeto de autonomia em relação aos estados, envolvendo as Polícias Militares e Civil é expressão deste fato). 

 Em suma, vivemos no Brasil a combinação dialética de diversos elementos para uma profunda explosão social e das lutas de classes. O preço a se pagar por se manter na esteira da dependência e do subdesenvolvimento, fatores estruturais do capitalismo híper-tardio brasileiro, tem sido alto demais para as massas trabalhadoras. 

 A revolução socialista brasileira é mais do que urgente; de fato, é uma questão de sobrevivência para nosso povo envolto ao agigantamento da barbárie, produto do capitalismo senil. Superar o mero fato existencial de estar na condição de uma "classe em si", como massa bruta para a exploração, e avançar no sentido de se constituir como um sujeito revolucionário independente, com interesses históricos próprios e um programa de transformação radical de nossa sociedade, capaz de nos colocar na condição emancipatória de uma "classe para si", é a missão mais importante de nossa época.  

 Construir uma vanguarda revolucionária no país, que batalhe incansavelmente para se enraizar nas massas trabalhadoras, com um programa da revolução brasileira, manejando a guerra ideológica sem tréguas contra a burguesia; e fortalecer um movimento operário, sindical e popular de base e autenticamente classista, é tarefa para agora, da nossa geração.

 O capitalismo vive um beco sem saída e não tem mais para onde expandir suas forças e nem deslocar suas contradições como no passado. Os atuais acontecimentos que atingem em cheio o regime político em pleno coração do monstro imperialista, ou seja, os EUA, é reflexo dessa crise geral que como um tumor em metástase, se espalha pelo organismo social burguês como um todo. A regra do regime dos exploradores em franca decadência é a destruição em larga escala de massas humanas, forças produtivas, meio ambiente, etc. Diante de atual quadro, somente pode existir dois caminhos para a humanidade trabalhadora: revolução permanente ou barbárie permanente! 

...

RESPEITO AO DIREITO DE AUTO-DETERMINAÇÃO DOS POVOS! * Frente Revolucionária dos Trabalhadores / FRT

EUA, RESPEITE CUBA E O DIREITO 
A AUTO-DETERMINAÇÃO DOS POVOS 
Bye bye Trump!

No atual contexto mundial de ingerência dos países ricos na vida política das nações em desenvolvimento, soa negativo qualquer atitude, venha de onde vier, contra o direita a auto-determinação dos povos, cláusula sagrada para todas as nações.

A iniciativa do moribundo ex-governo Trump estimulando ódio e dissenções contra uma nação, seja ela qual for, mas especialmente Cuba, ao sugerir a sua inclusão no rol de paises promotores do terrorismo,  merece o mais veemente repúdio não somente de outras nações, mas também de qualquer cidadão digno dessa definição. 

Nesse sentido, a Frente Revolucionária do Trabalhadores, do Brasil, manifesta o seu total rechaço e denuncia mais essa atitude ignóbil, advinda de um representante dos Estados Unidos da América, e faz suas as palavras da CSA, CSI, CTC e Comitê Anti-Imperialista General Abreu e Lima,(vide notas a baixo), do Brasil, para mobilizar a opinião pública mundial contra essa ignomínia, o desrespeito à soberania nacional da Pátria de José Marti.

RESPEITO AO DIREITO DE AUTO-DETERMINAÇÃO DOS POVOS!
CUBA REVOLUCIONÁRIA NÃO SE VENDE, 
NÃO SE RENDE E SE DEFENDE!!
UNIDOS VENCEREMOS!
VIVA O SOCIALISMO
!!!




EUA, um estado terrorista, respeite Cuba, 
exemplo de solidariedade para o mundo! 

O Comitê anti-imperialista General Abreu e Lima manifesta o repúdio a declaração do Departamento de Estado dos EUA, nesta segunda-feira, 11 de janeiro de 2021, ao acusar Cuba como dos financiadores do terrorismo em terras ianques. Se já não bastasse o criminoso bloqueio que há seis décadas ceifa as perspectivas de desenvolvimento de nossa terra irmã, causa prejuízos econômicos, científicos e humanitários, um ato desumano, como todo ato terrorista, praticado e financiado pelos yanques. 

Não deixa de ser interessante como a postura autoritária do governo Trump que, em seu último suspiro de vida, se esforça para se mostrar como o legítimo porta voz da política imperialista dos EUA. Nos últimos meses, enquanto a suposta nação terrorista e a sua revolução se empenhavam na produção de vacinas e socialização da sua reconhecida medicina para um mundo assolado por uma pandemia, que já chega a 1,9 milhão mortos, policiais estadunidenses atiravam contra sua própria população para controlar a onda de justos protestos que movimentaram a luta de classes no país logo após o assassinato de George Perry Floyd Jr. 

De forma irônica a ilha, mesmo sofrendo os ataques do imperialismo e enfrentando dificuldades econômicas, segue fazendo o que é o dever de toda nação soberana e humanista ao tratar de pessoas contaminadas pela Covid 19 em dezenas de países, inclusive na Europa, ainda assim é acusada como terrorista pela nação que destrói tudo o que toca, invade nações, provoca guerras e não respeita a soberania de dezenas países no mundo. 

Por isso, o Comitê anti-imperialista General Abreu e Lima repudia a ação descabida e autoritária do governo estadunidense e enxerga de forma clara quem são os verdadeiros terroristas. 

Pátria ou Morte, até a Vitória Sempre! 

Viva Cuba!! 

Brasília, 12 de janeiro de 2021 

Comitê anti-imperialista General Abreu e Lima

LITERATURA DE CORDEL CONTRA O COVID-19 * FRT/BR

 LITERATURA DE CORDEL

CONTRA O COVID-19

LITERATURA DE CORDEL CONTRA O COVID-19


Quando vejo o cidadão 

Velando a mesa do bar

Bebe ate se embriagar 

Dorme com copo na mão 

Cai desmaiado no chão 

O cão lhe lambe e não ver

Pode fazer sol chover

Que não altera o efeito 

A bebida já tem feito 

Muita família sofrer.


Glosa: José Vieira 

Mote : Hernandes Pereira


O corona ja matou

No país duzentos mil

Cada canto do Brasil 

Uma família chorou

A vacina já chegou

Por grupo vão vacinar 

Vamos pedir e rezar

Para que tudo dê certo 

Uma fonte no deserto 

Deus quiser vai nos salvar.


Mote e glosa José Vieira/AM

LEGALIDADE VERSUS JUSTIÇA * FRT/BR

Vivemos Espionados * FRT