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domingo, 14 de julho de 2024

CNBB E PL 1904/2024 * Bernardino Brito.SP

CNBB E PL 1904/2024
ESTUPRO CULPOSO, FSP?


Todos sabem da minha simpatia e respeito histórico à CNBB, em outro momento posso até explanar a respeito, mas o fato é que no tocante ao PL-1904, a instituição se precipitou.

Emitir respostas rápidas à sociedade, nunca foi uma característica dessa grande instituição, dado sua elevada qualidade, respeito e sensibilidade social, tendo sempre prudência.

A verdade é que falhou na precipitação, e descrevo abaixo algumas razões por tal entendimento.

Não podemos mais aceitar que desde o pecado original de Eva, a mulher continue a pagar um preço social muito alto, bem diferente da punição de Adão.

Percebemos isso na prática, onde parece que nem a escolha de Maria por parte de Deus para ser a mãe de Jesus, aplacou o ódio fundamentalista de alguns líderes religiosos.

Nem mesmo a sublime saudação do Anjo Gabriel a Virgem Maria, "Ave Cheia de Graça" lhes colocou no devido lugar, pois se acham mais verdadeiros que os próprios anjos mensageiros.

Se uma mulher cristã compreendesse a profundidade do canto Magnificat de Maria, teria um olhar diferente sobre ela mesma, e se um homem entendesse a lógica de uma sociedade machista e misógina, agiria como José em sua proteção.

O Brasil insiste em querer debater a questão do aborto, legítima por sinal, mas completamente apartado da questão da mulher, de seus dramas, o que é inaceitável.

Somos o 4° país no mundo no ranking de mulheres casadas com idade inferior a 15 anos, e também o 4° nas que possuem idade entre 16 e 18 anos. Esse fato, por si só, já deveria ser um motivo de atenção especial das autoridades, e também daqueles que se dizem cristãos. Quem de fato se preocupa com seu semelhante, não aceitaria tal situação social.

Quase 80% (79,36%) dos casos de violência contra a mulher, diz respeito a jovens menores de 19 anos. Então, como debater o aborto sem levar em consideração a situação das mulheres, sobretudo, das jovens?

Nesses 80%, temos a seguinte distribuição:

- 10 a 14 anos :
79% estupro
21% outras violências

- 15 a 19 anos:
81% estupro
19% outras violências.

Desses crimes de estupro, 30% resultaram em gravidez, é o que se sabe oficialmente para a faixa dos 10 a 14 anos, e 17% para a faixa entre 15 e 19 anos. Imaginem a quantidade de casos que não chegam ao conhecimento do sistema de saúde?

Fazer discurso moralista contra o aborto é fácil? Difícil é propor saídas a essas jovens. Aliás, quem normalmente faz discurso radical contra o aborto, se coloca sempre contra as políticas públicas e de prevenção.

Os dados citados revelam a corrosão da estrutura social e a vulnerabilidade a que estão expostas a juventude feminina.

Se o criminoso PL- 1904 for de fato aprovado, estarão condenadas 1,2% de meninas indígenas, 64,5% de pretas/pardas e 34,3% de brancas que sofreram estupro.

Elas (as meninas) serão duplamente condenadas, primeiro pela própria violência, depois pela aplicação da lei, seja por medida educativa ou prisão. Cumprirão penas sem terem culpa.

A culpa e a pena, serão, portanto, imputadas a vítima que sofreu violência.

Não há psicologia e psiquiatra que possa salvar um Ser humilhado e desprezado a tal ponto.

Devemos aceitar que o grande responsável por essa tragédia é a estrutura político-econômica desigual, que precisa ser transformada com amplas políticas públicas voltadas especialmente à juventude feminina.

De modo particular, àquelas que estão em um alto nível de vulnerabilidade, e que representam a maioria.

A CNBB, por sua elevada credibilidade, deveria propor uma Campanha da Fraternidade sobre esse tema.

Esse é o caminho!
Um abraço fraterno
Bernardino Brito
Dados: Datasus; Fiocruz; UNFPA; Ministério da Saúde
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sexta-feira, 14 de junho de 2024

BANCADA DO ESTUPRO * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

BANCADA DO ESTUPRO

BOM, VEJAMOS: À
BANCADA DA BALA
BANCADA DO BOI
BANCADA DA BIBLIA
BANCADA DOS BANCOS

VEIO SE SOMAR A
BANCADA DO ESTUPRO.

ESTE É UM PAIS
OU O REFUGIO DOS BRUTOS?

É VOCÊ QUE DECIDE!


*você que quer mandar mulher estuprada na cadeia !*
*-leve um estuprador para sua casa*
( antes consulte sua, mãe, sua, filha e sua sua vizinha )


PASTOR ESTUPRADOR




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O ato em São Paulo foi enorme e muito diverso! As meninas e mulheres brasileiras dizem NÃO AO PL 1904! Não ao PL da Gravidez Infantil! #PLdoEstupradorNão #CriançaNãoÉMãe 
 Ato na Cinelândia, Rio de Janeiro, contra o PL DO ESTUPRADOR
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terça-feira, 12 de julho de 2022

PENA DE MORTE PARA ESTUPRADORES * Ernesto Germano Parés – no Informativo Semanal 972

PENA DE MORTE PARA ESTUPRADORES

(Ernesto Germano Parés – no Informativo Semanal 972)

O demente que nos governa e toda a cúpula da Caixa Econômica Federal sabiam das denúncias de assédio sexual contra o presidente da instituição, Pedro Guimarães, assim como o comando da instituição.
Muito antes do site Metrópoles divulgar que cinco bancárias tinham denunciado Guimarães ao Ministério Público Federal (MPF), na terça-feira (28), as denúncias já eram de conhecimento do Palácio do Planalto e da equipe presidencial, diz o jornalista Valdo Cruz, do G1.
A diretoria executiva da Caixa Econômica Federal também sabia, desde 2019, dos casos de assédio que começaram logo que Pedro Guimarães assumiu a presidência e se aproximou de Bolsonaro.
Mulheres vítimas do assédio que aceitavam não levar adiante as denúncias foram transferidas, receberam cargos em outras instituições públicas ou ficavam temporadas no exterior, em cursos, diz a colunista.
Segundo ela, um segurança foi demitido depois de flagrar um assédio de Guimarães a uma assessora dentro de um carro na garagem do banco.
Mas, quem é Pedro Guimarães e por que o insano ficou escondendo? Ah! Essa é fácil de responder quando sabemos que o seu sogro é “apenas” um tal de Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS que mentiu despudoradamente durante a Operação Lava Jato acusando Lula. Seu prêmio? Não foi preso pelas falcatruas e ainda garantiu ao seu genro a Presidência da Caixa! Agora ficou fácil de entender.
O GOVERNO DO INSANO ATACA AS MULHERES VIOLENTADAS.
Está sendo muito divulgada pelas redes sociais a campanha virtual, que tem adesão de artistas e políticos, pede a revogação de um manual do Ministério da Saúde que orienta e incentiva a investigação policial de meninas e mulheres vítimas de estupro que tentam acessar o serviço de aborto legal no país.
A secretaria de Atenção Básica do ministério lançou o manual de “Atenção Técnica para Prevenção, Avaliação e Conduta nos Casos de Abortamento” no início do mês. Desde então, o documento vem sendo alvo de inúmeras críticas de movimentos pelos direitos das mulheres e de defesa dos direitos humanos.
Além da investigação criminal das vítimas que buscam o aborto legal, o documento orienta que haja uma idade gestacional limite para o procedimento e cria uma confusão jurídica ao afirmar que “todo aborto é ilegal, salvo nos caos em que há excludente de ilicitude”.
Encabeçam a iniciativa pela revogação do material organizações como Anis – Instituto de Bioética, Católicas pelo Direito de Decidir, Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea), Rede Feminista de Saúde, dentre outros. Pelo site da campanha, as pessoas podem enviar emails ao ministério contra as orientações que constam no documento.
Para o governo do demente, quando a mulher é estuprada a culpa é dela... ela é a criminosa!
A FOME SE ESPALHA.
Situação é ainda pior para quem não tem emprego e para as camadas mais pobres da população
Um a cada quatro brasileiros não têm comida garantida para alimentar diariamente a família. É o que aponta pesquisa Datafolha divulgada na segunda-feira (27) pela Folha de S. Paulo e reveladora da insegurança alimentar no País.
Nos últimos anos, sob o governo do ex-capitão e com o quadro de pandemia, a fome se espalhou. De acordo com o Datafolha, 26% dizem não ter comida o suficiente em casa. Apenas 12% têm mais do que o suficiente.
O cenário de insegurança alimentar está em alta desde que o Datafolha passou a pesquisar esse tema, em maio de 2021. Mesmo com os refluxos da crise sanitária e a reabertura da economia, a falta de alimento nos lares brasileiros não retrocedeu.
A situação é ainda pior para quem não tem emprego e para as camadas mais pobres da população: falta comida a 42% dos desempregados e a 38% dos que ganham até dois salários mínimos (R$ 2.424).

ERNESTO GERMANO PARÉS - RJ
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DISCURSO DE ÓDIO NAS REDES SOCIAIS