terça-feira, 31 de março de 2026

ABAIXO O GOLPISMO HOJE E SEMPRE * Frente Revolucionária dos Trabalhadores / FRT

ABAIXO O GOLPISMO HOJE E SEMPRE
"COMEÇA O GOLPE MILITAR
(Ernesto Germano Parés)
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No início da década de 1950, a UDN, coligação de extrema direita e envolvida com grandes empresários nacionais e internacionais, temia a vitória de Getúlio em sua volta ao governo. Na época vivíamos a disputa entre dois projetos: um desenvolvimento nacionalista, com fortalecimento da economia interna e do poder de compra dos trabalhadores, ou uma economia voltada para a associação com os grandes capitais internacionais.
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Carlos Lacerda, dono do jornal Tribuna da Imprensa (uma espécie de Globo da época) era o grande representante dessa direita e, em seu jornal, ele conclamou os militares a não permitirem que Getúlio Vargas concorresse ou tomasse posse: “O Sr. Getúlio Vargas, senador, não deve ser candidato à presidência. Candidato, não deve ser eleito. Eleito não deve tomar posse. Empossado, devemos recorrer à revolução para impedi-lo de governar”.
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Mas Vargas foi eleito e tomou posse. No dia 24 de agosto de 1954, sabendo da sanha dos golpistas, Getúlio Vargas comete o suicídio. A reação popular foi imediata. No dia seguinte, 25 de agosto, o povo incendiou a gráfica de O Globo e invadiu a Folha de São Paulo. Caminhões que sairiam para distribuir os jornais foram virados e incendiados. Carlos Lacerda, o covarde de sempre, fugiu do país com medo de ser pego pelos trabalhadores. O “golpe” foi adiado para nova data.
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Depois de uma conturbada fase, o Brasil volta à normalidade e Juscelino Kubitschek é eleito, tomando posse em janeiro de 1956. Menos de dois meses depois da sua chegada à presidência, na noite de 10 de fevereiro de 1956, oficiais da Aeronáutica (sempre um foco da ultradireita no país), liderados pelo major Haroldo Veloso e pelo capitão José Chaves Lameirão, partiram do Campo dos Afonsos (RJ) para instalar um golpe contra o governo na base aérea de Jacareacanga, no sul do Pará. A “rebelião” foi sufocada 19 dias depois e todos os “revoltosos” receberam “anistia ampla e irrestrita do governo”.
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No dia 2 de dezembro de 1959 vamos viver a nova tentativa de golpe dessa mesma direita. A Revolta de Aragarças teve início no dia 2 de dezembro de 1959, mas já vinha sendo articulada desde 1957. Curiosamente, teve a participação do líder da revolta de Jacareacanga, Haroldo Veloso, e contou com a participação de muitos outros militares, entre eles o tenente-coronel João Paulo Moreira Burnier, que foi o seu principal líder e depois foi figura de destaque no golpe de 1964.
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Ainda para conversar sobre a “preparação” do golpe, vamos lembrar outro fato, esse ocorrido em fevereiro de 1954, quando oficiais das Forças Armadas divulgam um documento que ficou conhecido como o “Manifesto dos Coronéis” e se colocavam contrários ao aumento de 100% no salário mínimo que foi proposto por João Goulart (na época ministro do Trabalho). Acreditem ou não, o tal documento estava assinado por muitos dos que, 10 anos mais tarde, foram os protagonistas do golpe: Siseno Sarmento, Jurandir Bizarria Mamede, Antonio Carlos Murici, Amaury Kruel, Sylvio Coelho Frota, Ednardo Dávila Melo e Golbery do Couto e Silva.
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Para o movimento dos trabalhadores, um marco foi o Congresso Sindical ocorrido em dezembro de 1961 quando os sindicalistas mais afinados com a esquerda, muitos membros do PCB, e com as propostas nacionalistas conseguem desbancar a velha direção da CNTI (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria). Na época, a CNTI controlava nada menos do que 4 milhões de trabalhadores!
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No dia 07 de outubro de 1963, os trabalhadores da USIMINAS (que ainda era uma empresa multinacional) param reivindicando aumento salarial, melhores condições de alojamentos e mudanças no quadro de vigilância interna da empresa. Dos 30.000 trabalhadores ligados às atividades da siderúrgica apenas 6.000 eram registrados, os demais eram vinculados a empreiteiras (falaremos mais sobre isso na data – “O massacre de Ipatinga”).
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No dia 13 de março de 1964 João Goulart convoca o Comício da Central do Brasil. No palanque, diante de milhares de trabalhadores e populares, estavam Miguel Arraes, Leonel Brizola e muitos líderes da CGT. Naquele dia ele anunciou a nacionalização das refinarias privadas de petróleo e a desapropriação de uma faixa de terra de 10 quilômetros à beira das estradas de ferro ou de rodagem (também dos açudes) para a Reforma Agrária. Já falamos sobre um dos reflexos desse discurso quando tratamos da “Marcha da Família”!
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Dias depois do discurso na Central acontece o que pode ter sido “a gota d’água” para os militares que ainda se mantinham legalistas. No Rio de Janeiro, dia 25 de março, cerca de 2 mil marinheiros se reúnem na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro para comemorar o segundo aniversário da fundação da Associação dos Marinheiros e Fuzileiros Navais do Brasil. O ato contou com a presença de sindicalistas, líderes estudantis, de Leonel Brizola e do marinheiro João Cândido, líder da Revolta da Chibata de 1910. Só para registrar, a Marinha considerava a entidade ilegal.
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O ministro Silvio Mota enviou um contingente de fuzileiros navais do Batalhão da Ilha das Cobras para “acabar com a indisciplina e prender a marujada”. Mas teve uma grande surpresa: os fuzileiros arriaram os seus fuzis e se aliaram aos marinheiros no interior do prédio. Contei essa história recentemente (27/03). O movimento só foi vencido quando o Exército cercou o prédio com tanques de guerra e tropas do Batalhão de Guardas.
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O governo do EUA havia inaugurado, com a eleição de John F. Kennedy (1961), uma nova estratégia de combate ao socialismo. Novas verbas governamentais são liberadas para renovação do arsenal nuclear e a política internacional é de conceder maior participação aos países aliados nas decisões estadunidenses. Por outro lado, autoriza uma intervenção direta contra o recém-criado governo socialista de Cuba ao sustentar uma tentativa de invasão na Baía dos Porcos por alguns exilados cubanos apoiados por soldados mercenários contratados pela CIA, em abril de 1961. Depois de derrotado, quando milícias populares cubanas “botaram para correr” os bem treinados marines, Kennedy declara o embargo comercial à Cuba com um bloqueio naval. Em janeiro de 1962, convence a Assembleia da OEA a expulsar Cuba de seu quadro.
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Entre os políticos brasileiros esta proposta tinha como defensores o prof. Eugênio Gudin, o economista Roberto Campos, o jornalista Júlio de Mesquita e muitos políticos abrigados na UDN. Entre os militares, uma jovem oficialidade criada no período posterior a II Guerra e que se formara dentro de uma nova mentalidade nas Forças Armadas.
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Já em 1963, as atitudes do Governo dos EUA haviam mudado. Nenhum novo acordo econômico era assinado com o governo Goulart, enquanto vários negócios e empréstimos eram realizados diretamente com governadores estaduais que atendessem aos projetos de Aliança Para o Progresso. Estados como a Guanabara e o Rio Grande do Norte, governados pela UDN, recebiam amplo apoio financeiro para realização de programas de desenvolvimento.
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Por alguns documentos e depoimentos posteriores vamos entender que os “golpistas” esperavam que João Goulart fosse deposto pelos militares no dia 1º de maio, mas algo não saiu de acordo com os planos e, na noite do dia 30 de março, madrugada do dia 31, o general Olympio Mourão Filho colocou em movimento soldados da IV Região Militar, com sede em Juiz de Fora.
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Mourão Filho, que havia sido importante personagem no movimento integralista (fascista) da década de 1930 e um dos organizadores do famoso Plano Cohen (já falamos sobre isso) resolve antecipar o movimento.
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O fato é que no dia 1º de abril de 1964 o Rio de Janeiro, centro das atenções políticas, amanhece com o centro da cidade tomado por tropas. Tanques de guerra cercavam o prédio do antigo Ministério da Guerra e soldados fechavam todas as vias públicas para que não ocorressem protestos. A sede a União Nacional dos Estudantes, na Praia de Botafogo, foi incendiada na madrugada por grupos de direita.
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Nelson Werneck Sodré, historiador e ex-militar, escreve: “... ao contrário do que, honesta e sinceramente, acreditaram muitos do que dele participaram, ativa ou passivamente, correspondeu para as Forças Armadas não ao restabelecimento da disciplina e da hierarquia, mas, ao contrário, ao agravamento de sua subversão”. (Em História Militar do Brasil – Editora Expressão Popular, 1965)
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Como dissemos, Olympio Mourão Filho tinha sido integralista. Em sua biografia vamos ver que, muito menos motivado pela doutrina fascista e mais pelo sentimento contra o comunismo que nutria. Ele via o “comunismo” em toda parte, inclusive “infiltrado no Exército”.
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Um mês depois do golpe de 1964, entrevistado por um jornal, Mourão Filho sai com uma frase que o marca até hoje: “Em matéria de política, não entendo nada. Sou uma vaca fardada”.
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Nota: tenho um longo texto sobre o golpe militar de 1964, mas estou revisando porque, desde a década de 1990, quando o escrevi, tive novas e importantes informações.
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GOLPE MILITAR NUNCA MAIS!
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DITADURA NUNCA MAIS!
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CHEGA DE VACAS FARDADAS!
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VIVA A DEMOCRACIA!
O GOLPE MILITAR DE ABRIL

O golpe militar de 1964 leva a marca do primeiro de abril.

Foi nesta data, primeiro de abril de 1964, que os generais e coronéis deram uma punhalada pelas costas no Presidente João Goulart.
Os golpistas mudaram a data para 31 de março, pois o primeiro de abril é o dia da mentira, na tradição popular.
Os golpistas só se envergonhavam da data!
E apelidaram o golpe de revolução de 31 de março, a redentora, uma patacoada!
O comandante-em-chefe do golpe foi o embaixador dos EUA, Lincoln Gordon.
Esse embaixador Lincoln Gordon vivia dando entrevistas acusando o Presidente
João Goulart de estar levando o Brasil para o comunismo.
Uma gravíssima acusação à época, pois estávamos em plena Guerra Fria!
Gordon dividiu a conspiração em duas frentes.
A frente interna dirigida, pelo general Golbery do Couto e Silva e a externa, comandada pelo adido militar da embaixada ianque, coronel Vernon Walters.
O coronel Walters dominava o português sem qualquer sotaque.
E era amigo e companheiro de conspiração de diversos generais brasileiros. Entre eles Castelo Branco, com quem traçou a arquitetura do golpe no Brasil, a quatro mãos.
No fim da tarde de primeiro de abril, com o golpe consumado, os golpistas gritaram vitória!
Uma vitória, sem derramamento de sangue, fora conseguida, propalavam.
E até parecia.
Uma parte da esquerda pretendia conciliar e conviver pacificamente com o governo golpista.
Mas, por outro lado, havia muita indignação e o propósito de resistir ao regime militar!
A resistência começou com atos de protestos pacíficos, músicas de protesto e atos públicos com grande participação popular.
O protesto pelo assassinato do Estudante Edson Luiz e a marcha dos 100 mil foram grandes movimentos de massa contra o regime!
Na tentativa de reprimir os protestos, o governo golpista apelou para a legislação de exceção, com o Ato Institucional.
Este ato foi o primeiro e não levou número. Não existe o Ato Institucional de número 1.
Por força do Ato Institucional, dezenas de milhares de brasileiros perderam os seus empregos e cargos, e a instabilidade se fez presente. Uma tragédia!
Os intelectuais eram o alvo predileto!
Livro é coisa de comunista! Berrou a ditadura.
Editoras, livraria, e escritores passara a ser vigiados.
Professores, e estudantes, eram enquadrados em crime político!
Quem não fosse a favor da ditadura militar, era considerado inimigo, até prova em contrário.
Expulsos dos seus empregos e perseguidos pela repressão política, muitas famílias ficaram à beira do desespero!
Castelo Branco foi posto na presidência da república, por obra do embaixador Lincoln Gordon e do adido militar da embaixada coronel Vernon Walters.
E o Brasil passou ser, de fato, colônia Brazil com “Z” sem necessidade de um pacto colonial, que existira durante o mandato colonial português.
A chamada grande imprensa, todos os jornalões e redes de TVs, sem exceção, apoiaram o golpe e a ditadura militar.
E a revolta contra o regime militar não se fez esperar!
No dia 9 de maio, após uma intensa perseguição, o ex-deputado Carlos Marighella foi localizado no Cine Eski na Tijuca.
As luzes do cinema acenderam-se, e um tira do DOPS, apontando uma arma para Marighella, deu voz de prisão!
Em troca tomou um chute no revólver e a arma disparou, ferindo Marighella no peito!
Coberto de sangue Marighella enfrentou os policias na porrada!
Ali começou, de fato, a resistência à ditadura militar.
No vai e vem da ditadura, brigalhada e roubalheira, entre os que se julgavam mais revolucionários do que outros.
Resolveram trocar de ditadores: Costa e Silva substituiu Castelo Branco.
Sentindo que, com as medidas repressivas tomadas até então, não conseguiam domar a população, em 13 de dezembro de 1968 a ditadura editou o AI-5, Ato Institucional número cinco.
E a sociedade brasileira se transformou num inferno, nos porões escuros e profundos das câmaras de torturas, dos DOI-CODISs e Casas da morte!
Desta última instituição infernal, veio a público a casa da morte de Petrópolis, que não foi a única!
Conta-se cerca de meia dúzia!
O golpe sem sangue veio a se transformar na mais terrível das ditaduras que já conhecemos!
Esta é uma tentativa de se fazer um retrato sem retoque do golpe militar de 1964.

E P Calcante
Capitão de mar e guerra ref. do Corpo de Fuzileiros Navais.
Pesquisador da história militar.
Companheiras e companheiros se acharem este texto importante repassem a todos os seus contatos.
Rio de Janeiro,1de abril (primeiro de abril) de 2026
A LUTA CONTINUA, POIS É A NOSSA ÚNICA
RAZÃO DE VIVER!
GLÓRIA ETERNA A TODAS AS COMPANHEIRAS E
COMPANHEIROS QUE “CAIRAM” NA LUTA CONTRA
A DITADURA MILITAR!!"
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segunda-feira, 30 de março de 2026

MORTE AO SEPARATISMO NO BRASIL * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

MORTE AO SEPARATISMO NO BRASIL

"O separatismo no Brasil é considerado inconstitucional, pois a Constituição Federal define a República como uma união indissolúvel, tornando qualquer tentativa de separação um ato antidemocrático. Movimentos separatistas, como no Sul, são inexpressivos, com baixa adesão popular (cerca de 2% em 2017), frequentemente movidos por motivações econômicas passageiras.

Pontos Principais sobre o Separatismo no Brasil:Inconstitucionalidade: A Constituição de 1988 estabelece que o Brasil é uma República Federativa indissolúvel.
Movimento "O Sul é meu país": Atua há mais de 30 anos, com foco nos três estados do Sul (RS, SC, PR), mas possui apoio limitado.
Histórico: Movimentos separatistas, como a Revolução Farroupilha, existiram, mas a unidade nacional foi consolidada pelo Império.
Consequências: Tentativas de separação à força poderiam resultar em intervenções federais e graves conflitos internos.
Contexto: As discussões sobre separação geralmente ressurgem em momentos de polarização política e econômica.

A maioria dos debates separatistas é considerada inexpressiva e sem base profunda na cultura ou na história brasileira, não representando um desejo real da maioria da população"

URRO DOS SEPARATISTAS

É o nazismo enraizado
Que ramificou- se no Brasil 
Que têm que ser barrado
Não pode prosseguir

Na próxima eleição
O bando do terrorismo
Macomunados na nação
Podem ser banidos

Derrubados nas urnas:
Os dezoito terroristas 
Que em bando urram
Afrontando a justiça

Defendendo os meliantes
Do bando que em Brasília
Destilando a arrogância
A brutal gangue pretendia

Matar o presidente:
Democraticamente eleito 
Para manter o perdedor
Líder da gangue violenta

Gangue de separatistas
Que insistem nos planos
De dividir o Brasil
Levando; nazistas no comando

O povo não pode se iludir:
Com o bando que esperneia;
Agoniado em urros;
Querendo dividir os brasileiros 

J. Ernesto Dias

São Luís, 30 de janeiro de 2026

Para leitura e reflexão dos defensores do separatismo

Minha Língua Portuguesa
Paulo Monteiro

Mistura de índio, de africano e luso,
ponta de lança e pata de cavalo
usei para marcar o chão que cruzo
e os limites da língua na qual falo.
A lei e ferro impus também o uso
deste idioma em que vivo por amá-lo
ao que veio depois, quase de intruso,
fugindo à fome que ia devorá-lo.
De gaúcho me chamam. Não me engano
co’a força do meu verbo e do meu braço,
pois ao traçar o mapa americano
eu cantava no idioma lusitano
e arrastava canhões com o meu laço
gritando palavrões em castelhano.

NOTAS DO AUTOR:

Verso 1º – Referência aos três elementos formadores da nacionalidade brasileira, presentes em todas as tropas portuguesas envolvidas nas guerras de limites com as colônias espanholas e os estados delas originados.
Verso 2º – Aproveitamento de frase famosa do tribuno gaúcho João Neves da Fontoura, membro da Academia Brasileira de Letras, segundo o qual as fronteiras do Rio Grande do Sul foram traçadas a ponta de lança e pata de cavalo.
Verso 5º – Referência à obrigatoriedade do ensino da língua portuguesa e em língua portuguesa em todas as escolas do território brasileiro, a partir do governo do sul-rio-grandense Getúlio Vargas, durante o chamado Estado Novo.
Verso 8º – Está historicamente comprovado que a maioria dos imigrantes europeus que vieram para o Brasil durante os séculos XIX e XX fugiam à crise econômica em seus países de origem.
Verso 13 – Acostumados ao uso do laço em suas lidas diárias, os gaúchos, muitas vezes, empregaram-no como arma, inclusive, laçando canhões adversários.
Verso 14 – Muitas interjeições usadas na linguagem popular são originadas de palavrões espanhóis. Exemplo “ A la pucha!”, de “¡A la puta que te parió!".

Prof Paulo Monteiro - historiador e escritor gaucho.

SEPARATISMO ESDRÚXULO

"Deputado Paulo Bilynskyj sugere dividir o Brasil em dois países durante podcast
O deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP) causou repercussão ao sugerir a divisão do Brasil em duas nações durante participação no podcast Redcast. A declaração ocorreu enquanto os participantes discutiam o funcionamento do sistema político brasileiro e a representação dos estados no Senado.

Durante a conversa, o parlamentar afirmou que o país poderia ser separado em dois blocos territoriais. Na proposta apresentada por ele, os estados das regiões Norte e Nordeste formariam o chamado “Brasil do Norte”, enquanto Centro-Oeste, Sudeste e Sul passariam a compor o “Brasil do Sul”.

A sugestão surgiu no contexto de uma discussão sobre o Senado Federal, onde cada estado possui três senadores independentemente do tamanho da população, situação que, segundo o deputado, pode gerar distorções na representação política. 

O apresentador do programa, Junior Masters, reagiu afirmando que a ideia se aproximaria de um discurso separatista. Em resposta, Bilynskyj questionou a crítica e argumentou que, ao longo da história, países menores tenderiam a desenvolver sistemas políticos mais democráticos.

A fala repercutiu nas redes sociais e no meio político, gerando debates sobre federalismo, representação política e possíveis interpretações separatistas."
DEPUTADO PAULO BILYNSKYJ
REBELIÃO DE GOVERNADORES?

domingo, 29 de março de 2026

POR UM BRASIL DIGNO, LIVRE DO IMPERIALISMO E DOS ANTI-PATRIOTAS * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

POR UM BRASIL DIGNO, LIVRE DO IMPERIALISMO E DOS ANTI-PATRIOTAS!
"Como Flávio Bolsonaro quer trazer guerra de Trump ao Brasil

No afã de voltar ao poder, ultradireita submete-se ainda mais a Washington. Tentativa de classificar PCC como “terrorista” obedece à Doutrina Donroe. Há um antídoto: defender soberania, em diálogo com a rejeição cada vez maior das maiorias aos EUA.

À medida em que as eleições gerais brasileiras se aproximam, algumas dúvidas vão se consolidando como certezas. Se há algum tempo já era fato que a disputa se daria entre Lula e algum nome que substituísse o encarcerado Jair Bolsonaro representando a extrema-direita, hoje, já se pode dar quase como certo que este nome será o de seu filho Flávio.

Com as duas chapas presidenciais prestes a serem fechadas, volta-se às discussões sobre quais estratégias de campanha serão adotadas por cada um dos polos e como se comportará a mídia diante delas.

De um lado, a ampla frente democrática que sustenta Lula parece ter um objetivo claro: focar nos avanços sociais que o atual governo conquistou e nas próximas lutas sociais que pretende travar. Com isso, tudo indica que a campanha governista deve explorar feitos como a isenção do imposto de renda, a retomada e a expansão do Minha Casa Minha Vida, o programa Pé-de-Meia, a saída do mapa da fome, o pleno emprego, entre outros. Além disso, deve apostar na pressão e na promessa por novos avanços sociais, como o fim da escala 6×1 e os direitos de trabalhadores de aplicativos.

Já na extrema-direita, há indicativos de que a estratégia seja levar o debate para o campo da segurança pública e da corrupção. Neste segundo ponto, a CPI do INSS e a cobertura do caso do Banco Master dão parte do tom do que deve ser a campanha bolsonarista. Os esforços do mainstream do jornalismo em fazer um dos escândalos colar na imagem de Lula mostram que, nesse tema, Flávio contará com ajuda incondicional da mídia, repetindo-se o método político lavajatista.

No campo da segurança pública, as disputas que se intensificaram do fim de 2025 para cá é que indicam a tônica eleitoral. A chacina da Penha, em outubro do ano passado, escancarou a centralidade que o tema tem no projeto de retomada de poder pela extrema-direita brasileira, colocando na mesa o debate sobre a classificação das facções como grupos terroristas.

Voltarei neste ponto específico do terrorismo mais à frente, mas é nítido como a exploração midiática da chacina serviu de freio à reação que o Governo Lula vinha experimentando frente à opinião popular com o enfrentamento ao tarifaço e ao intervencionismo dos EUA e as mobilizações contra a “PEC da Blindagem”, que atingiram a imagem do Congresso Nacional.

O sentimento generalizado de insegurança no país é, claramente, um ativo político da extrema-direita brasileira que a favorece em duas frentes de ação. Primeiro, na de fomentar aquilo que os criminólogos chamam de “pânico moral”, pintando a imagem de um país onde o crime cresce sem controle porque o governo seria leniente. Segundo, a partir desse pânico, apresentando figuras policialescas como solução para esta crise que, uma vez no poder, insuflam ainda mais o movimento de politização das fileiras policiais e de autonomização das forças de segurança em relação ao poder civil. Favorece-se, portanto, a ideia de um Estado Policial como solução para a atual crise política.

Já me aprofundei mais acerca desta movimentação em artigos anteriores, mas, apenas para ilustrar, é importante apontar que, só neste último ciclo legislativo (2023 a 2026), 61 policiais e militares já ocuparam uma cadeira no Congresso Nacional entre deputados e senadores. A atuação dessa bancada no desmonte do PL Antifacção e da PEC da Segurança Pública foi didática para entender o embate que vem por aí.

Estes dois discursos narrativos antagônicos, portanto, provavelmente protagonizariam os próximos meses de disputa eleitoral. Ou, pelo menos, esta é a vontade de boa parte dos agentes políticos do país. Mas as vontades não necessariamente resistirão à uma realidade que pisa cada vez mais forte e mais próxima do Brasil.

O ano de 2026 começou com a esperada ofensiva de Trump sobre a América do Sul. Mas o sequestro de Maduro e o bombardeio na Venezuela não aconteceram da noite para o dia. Eles foram orquestrados por meses em uma insistente narrativa midiática que relacionava falsamente o governo venezuelano a um cartel narcotraficante classificado como grupo terrorista pelo governo dos EUA.

A mesma metodologia de intervenção agora já caminha a passos largos na direção da Colômbia com as notícias de que os EUA abriram investigação contra o presidente Gustavo Petro sob a alegação de que sua campanha teve ligações com grupos de narcotraficantes. Assim como o Brasil, a Colômbia se aproxima de novas eleições presidenciais e tem a esquerda como favorita para a vitória.

Infelizmente, as coincidências entre Colômbia e Brasil não param por aí. No último dia 10 de março, após notícias de que Trump estuda a classificação de facções brasileiras como grupos terroristas, o Departamento de Estado dos EUA emitiu nota citando PCC e CV como “ameaças significativas à segurança regional em função do seu envolvimento com o tráfico de drogas, violência e crime transnacional”, abrindo espaço para que nosso país sofra interferências estadunidenses como as vistas na Venezuela e que agora também ameaçam colombianos.

Muitos fatos dos últimos meses dão conta de que esta ação externa tem seus cúmplices em terras brasileiras. O próprio Flávio Bolsonaro, em outubro passado, após notícias de embarcações bombardeadas no Pacífico, sugeriu nas redes sociais que os EUA também afundassem barcos na costa do Brasil. Muito antes, em maio, o agora candidato entregou um dossiê a uma comitiva de Trump com a qual se reuniu. O documento elaborado pelas Secretarias de Segurança de São Paulo e do Rio de Janeiro, de seus aliados Tarcísio e Claudio Castro, associava o CV e o PCC a atividades terroristas.

É cada vez mais claro, portanto, como a extrema-direita enxerga, nessas movimentações, um verdadeiro projeto de poder, falseando-o como um suposto debate de segurança pública. Diante disso, seria intuitivo dizer que a direita está mais próxima de impor a sua narrativa estratégica para as eleições, certo?

Pois é nesse exato momento que a vontade pode se desencontrar da realidade. Quando o debate sobre a classificação das facções criminosas como terroristas ganhou holofotes pela primeira vez, no desmanche do PL Antifacção na Câmara dos Deputados liderado por Derrite logo após a chacina da Penha, o tema não foi tão facilmente digerido pela sociedade civil como acreditava a extrema-direita.

Mesmo jornalões que justificavam a chacina e apoiavam o endurecimento das leis penais publicaram as suas ressalvas quanto à proposta, reconhecendo que ela servia aos interesses intervencionistas dos EUA mais do que aos debates internos de nosso país. Estadão, Folha, Globo, entre outros grandes grupos midiáticos mostraram, de forma editorial, serem contrários à manobra, e Derrite teve de recuar em seu atrapalhado episódio de relatoria do PL Antifacção.

Essas confrontações, porém, não se deram em um vácuo. Desde a fuga de Eduardo Bolsonaro para os EUA e seu lobby pelo tarifaço para prejudicar o próprio país, o tema da soberania nacional se consolidou como eixo central do cenário político brasileiro. Enquanto tresloucados estendiam uma enorme bandeira norte-americana na Avenida Paulista em pleno 7 de setembro, o que surgia mesmo era uma forte reação da opinião pública e, pela primeira vez em muitos anos, o sentimento patriótico no país passou a pender para a esquerda.

É muito importante que se questione: não houvesse essa reviravolta iniciada com os papelões de Eduardo Bolsonaro nos EUA, teriam Derrite e toda a direita recuado da proposta sobre o terrorismo enquanto desmanchavam o PL Antifacção em novembro do ano passado?

Fato é que, após este recuo estratégico, o tema agora voltou à tona com ainda mais força, empurrado por um cenário global que transcende as disputas internas brasileiras, mas que também as influencia. Com a escalada bélica estadunidense no Irã e o cerco a Cuba, já não se pergunta mais se Trump e Rubio avançarão sobre a América do Sul, mas quando e como.

As recentes tensões no continente também não ajudam. Na Colômbia, Petro sabe que tem em suas costas o mesmo alvo colocado em Maduro, e o recente conflito em sua fronteira com o Equador acende um alerta ainda maior. Por mais risível que possa parecer o oferecimento de apoio militar argentino à guerra no Irã, este também é outro passo que aponta para uma militarização das relações sul-americanas.

Mais preocupante é o caso do Paraguai, onde se aprovou uma presença praticamente irrestrita das Forças Armadas norte-americanas. Frise-se que a fronteira do Brasil com o Paraguai tem sido central na narrativa da extrema-direita brasileira para defender a classificação das facções como terroristas, sendo este o local em que autoridades apontam um vínculo entre o PCC e o Hezbollah.

De um lado, todo este cenário demonstra que o projeto de poder da direita brasileira, de utilizar o debate da segurança pública para abrir caminho a uma intervenção estrangeira que a favoreça, avança materialmente. De outro, porém, essas próprias movimentações que o possibilitam geram reações e aumentam também os seus obstáculos: na medida em que o caráter intervencionista fica mais evidente, a máscara da falsa preocupação com a segurança pública se desmancha.

Com todas as ressalvas que se possa fazer a pesquisas de opinião, é simbólico, por exemplo, o monitoramento que tem feito a Quaest acerca da opinião dos brasileiros sobre os EUA neste cenário. Desde 2025, o povo brasileiro tem uma visão cada vez mais desfavorável sobre o país norte-americano, crescendo o medo de uma intervenção.

O que se observa, portanto, é uma tendência que o avanço deste projeto bolsonarista tem de fomentar o seu próprio antídoto. Por mais que a extrema-direita falseie seu entreguismo com supostas preocupações com a segurança pública, à medida em que os EUA avançam sobre o continente com o discurso do narcoterrorismo, a defesa da soberania nacional cresce como ativo político para a frente lulista.

Eis aí, portanto, a realidade que pode se sobrepor às vontades iniciais dos dois polos que disputam estas eleições. Cabe ao governo Lula e a todos que apoiam a sua reeleição reivindicar seu papel nesta curva histórica em que nos encontramos e se negar a jogar o jogo proposto pelo bolsonarismo.

Em outras palavras, mais especificamente, não podemos tratar o debate sobre o narcoterrorismo como um debate sobre segurança pública. Devemos tratá-lo como o que ele de fato é: um projeto de intervenção estrangeira em nosso país que ameaça nossa soberania nacional.

Por tantos anos vista como ultrapassada, a verdade é que 2025 nos mostrou que pontos da velha gramática da esquerda seguem mais vivos do que nunca. A defesa da soberania e a luta anti-imperialista, quem diria, são sentimentos com potencial aglutinador muito maior do que os “coveiros da história” poderiam imaginar. Colocá-las no centro do debate deve ser nosso papel nestas eleições, sem dúvidas, as mais importantes da história do Brasil.
FLAVIO TRUMPBOY
LULA PORROU O CAIADO

O Presidente Lula reagiu com firmeza contra tentativa dos Estados Unidos de selar acordos diretos com estados brasileiros para exploração de terras raras, minerais estratégicos para a tecnologia global. O Palácio do Planalto e o Itamaraty classificam essas negociações bilaterais como desprovidas de qualquer validade jurídica, uma vez que a competência sobre recursos minerais e relações internacionais pertence exclusivamente à União. 

sexta-feira, 27 de março de 2026

HUBRASIL/EBSERH/PRIVATIZAÇÃO * Wladimir Tadeu Baptista Soares/RJ

HUBRASIL/EBSERH/PRIVATIZAÇÃO

"HUBRASIL": QUANDO O CINISMO É TRANSFORMADO EM MÉTODO E A OMISSÃO EM VERGONHA

Esta semana, em uma cerimônia festiva, o governo anunciou a criação de um nome fantasia para a famigerada "EBSERH" (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares). Agora, ela deve ser divulgada como "HUBRASIL" (Hospitais Universitários Federais do Brasil), mas cuja melhor tradução da sigla seria "Hipocrisia Ultrajante do Brasil".

Faz 15 anos que o Brasil deixou de ter Hospitais Públicos Federais Universitários. Isto porque todos eles foram cedidos para a EBSERH - uma empresa estatal com personalidade jurídica de direito privado, que, verdadeiramente, nenhum compromisso tem com a educação médica e que, por isso mesmo, mudou o perfil de todos aqueles antigos Hospitais Públicos Federais Universitários, que perderam a sua autonomia e a sua integração, de fato, com as suas respectivas Universidades Públicas Federais.

O conceito de hospital universitário implica, obrigatoriamente, em reconhecer e afirmar que um hospital público federal só pode ser definido como "universitário" se ele estiver integrado funcionalmente, estruturalmente, administrativamente e organicamente à uma universidade pública federal, sendo que a sua gestão tem que estar sendo realizada, obrigatoriamente, pela respectiva universidade federal a qual pertence.

Os hospitais públicos federais universitários são, na prática, extensões das faculdades de medicina, são as "salas de aulas" teóricas e práticas dessas mesmas faculdades, centros de excelência em pesquisa e extensão na área da saúde das nossas universidades públicas federais, e locais de formação acadêmica qualificada de todos os estudantes universitários das áreas da saúde, tendo como orientadores professores universitários aprovados em concurso público para esse fim.

Mais do que isso, para ser considerado um hospital público federal universitário, o seu regime jurídico administrativo constitucional tem que ser, obrigatoriamente, o regime jurídico de direito público, já que as Universidades Públicas Federais são Autarquias Federais, cujo regime jurídico é o de direito público. Portanto, os trabalhadores desses hospitais públicos federais universitários devem ser servidores públicos ocupantes de cargos públicos efetivos, em razão de aprovação em concurso público, e regidos pelo Regime Jurídico Único, ou seja, têm que ser servidores públicos estatutários e estáveis, e jamais celetistas.
O contrato realizado entre a Universidades Pública Federal e a EBSERH (HUBRASIL) não é um simples contrato de gestão, mas um contrato também de adesão, de gestão e de cessão dos hospitais públicos federais universitários para essa empresa com personalidade jurídica de direito privado, o que assegura, na prática, a perda da autonomia universitária desses hospitais e, consequentemente, da própria universidade.

Toda empresa pública estatal com personalidade jurídica de direito privado, segundo afirmam o artigo primeiro da própria lei que autorizou a criação da EBSERH e os artigos segundo e terceiro da Lei das Estatais, são entidades administrativas criadas com a finalidade de exploração de atividade econômica e, portanto, com finalidade lucrativa.

Desse modo, sendo o objeto social da EBSERH a prestação de serviços hospitalares, essa sua atividade terá como princípio norteador enxergar a saúde não como um direito fundamental de natureza social, de natureza pública e subjetiva, mas como uma mercadoria que deve ser explorada em um ambiente negocial, o que fere princípios Constitucionais norteadores do SUS, razão pela qual os hospitais públicos federais universitários serem transformados em filiais da EBSERH após a assinatura do contrato. Isso faz com que a empresa tenha o poder de mudar o perfil acadêmico dos hospitais, transformando todos eles em hospitais com perfil empresarial.

Ao mesmo tempo, a EBSERH fere o princípio democrático, já que os superintendentes da EBSERH não são eleitos pelos trabalhadores desses hospitais.
Além disso, as filiais da EBSERH não estão submetidas ao controle social do SUS.

A EBSERH não traz nenhum dinheiro novo para esses hospitais. Nenhuma obra realizada pela EBSERH nesses hospitais é feita com dinheiro novo da EBSERH, mas sim com verbas do REHUF, que são verbas destinadas para a melhoria estrutural desses hospitais, que independem da existência da EBSERH.

Do mesmo modo, a EBSERH não repõe servidores públicos nesses hospitais, ou seja, não recompõe o número de servidores públicos que se aposentam, são removidos, exonerados ou venham a falecer nas Universidades Públicas Federais. O que a EBSERH faz é contratar empregados públicos celetistas que serão forca de trabalho da própria empresa; eles não são servidores públicos das universidades; eles não fazem concurso público para as universidades públicas federais.

Os interesses de uma empresa pública com personalidade jurídica de direito privado não são os mesmos de uma autarquia federal com personalidade jurídica de direito público.
As universidades, após a celebração do contrato com a EBSERH, deixam de ter qualquer ingerência sobre esses hospitais; tudo é decidido pela EBSERH, no interesse da EBSERH e não no interesse da universidade.

O interesse social não é o interesse primário da EBSERH. O seu principal interesse é econômico.

A EBSERH fecha serviços, fecha enfermarias, fecha emergências, impõe restrições ao acesso da população a esses hospitais (hoje filiais da EBSERH), pratica assédio moral como política institucional, decide quem pode e quem não pode internar nesses hospitais, restringe o acesso de estudantes a vários setores do hospital, inclusive centro cirúrgico, promove uma campanha midiática de autoelogio e mente quando diz que atende 100% SUS, já que ela ignora os princípios da universalidade, integralidade, participação popular e livre acesso do SUS.

Infelizmente, pessoas - servidores públicos dessas Universidades Públicas Federais - com deveres e autoridade política e administrativa nessas Universidades têm se mostrado, ao longo dos anos, covardes e omissas em trazer essas questões para o debate público nas Universidades, junto à sociedade, com a responsabilidade pública exigida aos altos cargos que ocupam no organograma dessas Universidades.

Ao mesmo tempo, temos observado uma passividade vergonhosa de inúmeros servidores públicos diretores das faculdades federais de medicina com relação a esse tema.

Infelizmente, tudo isso é negligenciado pelo Congresso Nacional e pelo Ministério Público Federal, que fecham os olhos para uma realidade nociva à formação medica nesses hospitais e ao atendimento às necessidades de assistência em saúde pública da nossa população.

Também o STF, de perfil predominantemente neoliberal, considera constitucional essa aberração administrativa, rasgando os objetivos da Reforma Sanitária Brasileira e os Princípios Constitucionais do SUS positivados na Constituição Cidadã de 1988.

Será que os Ministros do STF sabem que estão ali para defenderem o Texto Constitucional?

Será que eles têm consciência de que o STF é um Tribunal Constitucional?

Às vezes, tenho a impressão de que eles estão ali para uma atuação política, e não estritamente jurididico-constitucional, para atender e dizer ser constitucional tudo aquilo que o Poder Político de ocasião quiser que seja, ou seja, tudo aquilo que for do interesse político de alguém ou de um grupo, mesmo que esse interesse possa ferir a cidadania, a democracia e o interesse público primário (da sociedade).

O que vem enfraquecendo o SUS são as políticas públicas de caráter neoliberal que vêm sendo implementadas no SUS desde a sua criação, tais como terceirização da sua gestão para entidades privadas do terceiro setor, terceirização de serviços públicos essenciais, baixa remuneração dos servidores públicos, desrespeito às deliberações da Conferência Nacional de Saúde, falta de diálogo com as representações sindicais de base, cinismo e hipocrisia nos discursos.

E o "HUBRASIL" faz parte desse pacote de destruição da maior conquista do povo brasileiro na Constituição Federal de 1988 e do maior programa de inclusão social do planeta Terra - o SISTEMA PÚBLICO DE SAÚDE BRASILEIRO: O SUS!


Wladimir Tadeu Baptista Soares
Advogado
Médico
Professor Universitário
Mestre em Justiça Administrativa
Doutor em Direitos, Instituições e Negócios
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quinta-feira, 26 de março de 2026

INSTITUTO MÃE BERNADETE * Antonio Cabral Filho/RJ

 INSTITUTO MÃE BERNADETE

SALVE MÃE BERNADETE!

Queremos saudar a tudo que vem sendo feito em nome de MÃE BERNADETE, e a todos os envolvidos na vida de MÃE BERNADETE. O seu significado para os oprimidos não é pequeno. A sua dedicação às lutas dos oprimidos não tem como ser medida. Bem como seu legado na defesa e promoção da cultura tradicional de raiz africana precisa seguir crescendo.

Nesse sentido, queremos uma saudação especial a seu filho Jurandir Pacífico pela criação do INSTITUTO MÃE BERNADETE. Pois temos certeza de que seu talento vem de sua mãe e seguirá com ele iluminando nossos caminhos na luta de libertação contra toda a exploração capitalista.

Ao longo desses anos de luta para que a justiça seja feita e coloque seus assassinos aonde eles merecem, temos notado o empenho de sua família, expresso na pessoa de Jurandir, fazendo a promoção dessa luta e dando visibilidade ao seu significado. Jurandir tem viajado, ido aonde lhe convidam, participando de eventos, dando palestras e entrevistas, ou seja, se desdobrando para chamar luz para o legado de Mãe.

Sabemos por experiência própria que essa luta não é fácil nem pequena, mas acreditamos na fidelidade aos princípios, pois são eles que nos levam adiante. Por isso, externamos nosso irrestrito apoio ao Jurandir e a todos que o circundam na condução desse projeto INSTITUTO MÃE BERNADETE para que seu progresso não envolva mercantilismo de nenhuma natureza, uma vez que o "onguismo" há muito se tornou uma doença perigosa em nosso pais, principalmente na exploração das causas dos oprimidos.


NOSSAS SAUDAÇÕES AO INSTITUTO MÃE BERNADETE!

VIVA A CULTURA TRADICIONAL DE RAIZ AFRICANA!

VIVA OS QUILOMBOLAS!

VIVA MÃE BERNADETE!!!

INSTITUTO MAE BERNADETE

Antonio Cabral Filho - RJ

JURANDIR PACÍFICO
no Rio de Janeiro, recebendo a Medalha Chico Mendes.
ENTREVISTA
PROJETO HABITACIONAL MÃE BERNADETE PACÍFICO, 
uma forma de homenagem do Movimento de Moradia do Rio de Janeiro.
JURANDIR, na ABI-RJ, recebendo a Medalha Chico Mendes, acompanhado pela Coordenação da UMP_RJ

domingo, 22 de março de 2026

PETRÓLEO PARA CUBA * Paulo Henrique Rodrigues Pinheiro/Change.org

PETRÓLEO PARA CUBA
Ao Excelentíssimo Sr. Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva

O atual cenário atravessado por Cuba é o mais dramático desde a vitória da Revolução em 1959. O presidente dos Estados Unidos Donald Trump tem adotado medidas com o objetivo de agravar o bloqueio econômico imoral e ilegal contra Cuba. Dentre essas medidas, a mais grave é a de bloquear a venda de petróleo com a finalidade de derrotar a Revolução e impor medidas de caráter genocida.

Quer o presidente dos Estados Unidos alcançar seu objetivo de derrotar a Revolução, tal como Netanyahu faz em Gaza, matando o povo cubano pela fome e pela deterioração das condições de vida. E se não bastasse, caso Cuba não se renda, a ameaça com uma invasão militar. Nesse momento tão dramático, a Solidariedade Internacional é a maior arma para derrotar a agressão imperialista.

Por isso, nós abaixo-assinados, personalidades públicas, representantes da sociedade civil e cidadãos brasileiros solicitamos ao senhor presidente o envio de petróleo à Cuba como parte do esforço internacional de ajuda humanitária para que a Ilha possa mitigar os efeitos nefastos do bloqueio econômico que lhe foi formalmente imposto em 7 de fevereiro de 1962. O momento agora é de retribuir o que o povo cubano sempre fez, em especial durante o Programa Mais Médicos, quando ofereceu atenção, dedicação e carinho ao povo brasileiro.
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quarta-feira, 18 de março de 2026

ATO NACIONAL EM DEFESA DAS COTAS RACIAIS * EDUCAFRO/RJ

ATO NACIONAL EM DEFESA DAS COTAS RACIAIS
Ônibus saindo dos seguintes locais:

Ônibus Nova Iguaçu

Ônibus Caxias

Ônibus Parada de Lucas

Ônibus São Gonçalo

Ônibus Vigário Geral

Ônibus Niterói

Ônibus Centro Rio

Ônibus Araruama

Ônibus Campo Grande

Ônibus Taquara

Ônibus Cidade Alta

Ônibus São João de Meriti

Ônibus Petrópolis

VAMOS AVANÇAR E MUDAR A NOSSA HISTÓRIA!

Neste encontro, teremos a presença de vários movimentos sociais que lutal pela equidade racial a partir da educação!

Só falta confirmar a sua, trazendo um ônibus!

O contrato do ônibus e o lanche já estão garantidos!

*31 de março*
*14h*
*SAMBODRO do Anhembi – São Paulo*

Organize *de 1 a 3 ônibus ou mais* do seu bairro! Certo?
Segue o *formulário:

*O POVO NEGRO NÃO PODE RECUAR!*

Mais:
LINK PARA SE PRE-CADASTRAR 
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