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quinta-feira, 27 de julho de 2023

A verdadeira transição energética justa * Felipe Coutinho/AEPET

A verdadeira transição energética justa

Para que a transição energética seja justa é necessário reduzir as desigualdades da renda, da riqueza, do consumo de energia e das emissões per capita, tanto entre os países quanto dentro de cada país.

Os termos sustentabilidade e transição energética são tão repetidos quanto indefinidos, e usados como peças de propaganda, manipulação e agitação. Recentemente, o atual presidente da Petrobrás, Jean Paul Prates, trouxe um adjetivo com sua “transição energética justa”. [1]
política de privacidade.

Matriz energética brasileira e mundial

O termo “transição energética” traz a ideia que deixaremos de usar certas fontes para usar outras, geralmente se pressupõe que as piores fontes ficam para trás e as melhores chegam para as substituir, também é comum se assumir que será rápida esta mudança.

A realidade é bem distinta. As transições energéticas são historicamente lentas; as fontes anteriores não são simplesmente substituídas por novas, mas se somam a elas. Se no passado energias piores foram somadas a energias melhores, como a biomassa (lenha) ao se somar com o carvão mineral e o petróleo, por exemplo, nas futuras transições não existe essa garantia. As melhores energias, mais baratas de serem produzidas, mais concentradas em energia, mais flexíveis e confiáveis, podem ser gradativamente extintas e se somarem a energias de pior qualidade.

CONTINUA
***

quinta-feira, 13 de julho de 2023

ELETROBRAS PATRIMÔNIO PÚBLICO * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

ELETROBRAS PATRIMÔNIO PÚBLICO
"CARVÃO, SOL ÁGUA, VENTO OU GÁS TODOS SOMOS ELETROBRAS!

Trabalhadores da Eletrobras e Movimentos Sociais protestam no *Investor Day* da Eletrobras.

Nesta data, o presidente da Eletrobras privatizada anuncia a descarbonizacão da produção de energia. O processo vai incluir a venda/fechamento das usinas térmicas da empresa situadas nos Estados do Rio de Janeiro, Amazonas e Rio Grande do Sul.

Mais de 95% da base produtiva da Eletrobrasuu é renovável, mas as usinas térmicas (a carvão e gás natural) são importantes para a segurança energética em tempos de crise hídrica.

Mais uma contradição dentro do processo de lesa-pátria que foi a privatização da Eletrobras. O projeto de privatização, aprovado pelo Congresso em 2022, é objeto de uma ADI impetrada pela AGU e pelo Presidente Lula para garantir o direito de voto proporcional aos 43% de ações que o governo federal tem na empresa. No mesmo projeto de lei que privatizou a Eletrobras foi incluída a contratação de novas usinas térmicas. Então fica a pergunta: qual a lógica atrás dessa decisão. Respondemos: entregar novidades ao Mercado para justificar a privatização criminosa. Vender patrimônio construído pelo Estado, propriedade do povo brasileiro.

A possibilidade do fechamento da Usina de Candiota/RS, pertencente à subsidiária CGTEletrosul, por exemplo, terá um impacto econômico e social em seis municípios da região mais pobre do Rio Grande do Sul, com o fechamento de mais de 15 mil postos de trabalho.

Os trabalhadores denunciam e exigem que a Eletrobras suspenda qualquer alienação de patrimônio enquanto não for julgada a ADI pelo STF.

O ato contou com a presença de Sindicatos, CUT e integrantes do MAB e da Plataforma Operária e Camponesa da Água e Energia.

Gostariamos de colocar a nossa companheira Cristina da CGT Eletrosul no Panteão dos Defensores dos Trabalhadores da Eletrobrás, pela sua incansável luta por Candiota e que nos inspira a todos em não desistir e sim seguir ainda mais firmes na Vitória Final!
*CRISTINA NOS INSPIRA E REPRESENTA!*"

segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

NO APAGAR DAS LUZES BOLSONARO MANDA A CONTA * HORA DO POVO.RJ

NO APAGAR DAS LUZES BOLSONARO MANDA A CONTA
Governo beneficia companhias de energia e manda a conta para os consumidores.

Reajustes tarifários aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nas últimas semanas farão a conta de luz subir até 36%. Os percentuais do “reajuste” que serão empurrados aos consumidores superam até mesmo os aumentos do ano passado – que associados às bandeiras tarifárias pelo acionamento das usinas termoelétricas fizeram a conta subir 114% em 2021.

A Aneel justifica a autorização para as distribuidoras aumentarem as tarifas dizendo que se trata de compensação financeira para as companhias que não revisaram seus custos no ano passado – uma herança deixada pela política do governo Bolsonaro que quase provocou um apagão no país, com cortes nos investimentos e benesses às distribuidoras. Além disso, também atribui ao aumento de preços de energia e encargos contratuais com as distribuidoras.

Ao todo, este ano, 16 reajustes de mais de dois dígitos foram autorizados – dez deles acima de 20%, bem acima da inflação que vem corroendo o orçamento das família, particularmente as de mais baixa renda.

O maior impacto será aos consumidores da região abastecida pela Equatorial Amapá, cujo reajuste médio aprovado na última terça-feira (13) foi de 36,08%. Segundo reportagem do Estadão, a alta é atribuída principalmente à CVA Energia (conta de compensação da variação dos custos de aquisição de energia e outros itens da parcela A), com um efeito médio de 14,14%, e a retirada do diferimento financeiro de 2021. A companhia atende 120 mil residências e estabelecimentos.

Deputados do estado do Amapá acionaram a Justiça para barrar o aumento. A ação popular protocolada reclama que o aumento é “abusivo e desproporcional”.

Além disso, as contas sobem 22,02% em Rondônia, 22,55% em Brasília, 11,36% no Mato Grosso do Sul, entre outras.

domingo, 11 de dezembro de 2022

PRIVATISTAS ATACAM A COPEL * Rômulo Jr / PR

 PRIVATISTAS ATACAM A COPEL

Por aqui no estado do Paraná - Foz do Iguaçu, as austeridades da política criminal do neoliberalismo seguem a todo vapor na figura do governador reeleito em primeiro turno com cerca de 70% dos votos válidos, Carlos Massa Ratinho Júnior (Ratinho-PSD), com a venda ressente  da empresa pública ( COPEL) e o projeto de privatização do ensino público e dos hospitais da rede SUS, que já esta bem avançado, revela um sinal concreto de que mesmo com a derrota de Bolsonaro nas eleições presidenciais, as políticas de  ataque à classe trabalhadora e o avanço do programa neoliberal não sofreram revés algum.


A venda da empresa Copel, distribuidora de energia que fora aprovado em tempo recorde na camarada estadual  pela maioria dos parlamentares, sem abrir espaços para discussão com a sociedade mostrou explicitamente a face desta política devastadora neoliberal.


É preciso que se  denuncie a toda sociedade paranaense e para o povo brasileiro o que de fato está por traz de tudo isto. Não podemos aceitar ou tampouco permitir que o capital neoliberal venda as nossas riquezas e nos condicione a minguar para o abismo, sem direitos, sem futuro, condicionando o povo trabalhador assim a trilhar sobre sua própria sorte sem nenhuma perspectiva! 


Romulo Jr.PR

domingo, 13 de novembro de 2022

MANIFESTO PELA REESTATIZAÇÃO DA ELETROBRAS * (FRT)

MANIFESTO PELA REESTATIZAÇÃO DA ELETROBRAS

A Eletrobras orgulhou o povo brasileiro ao longo dos seus 60 anos de história como empresa pública, tendo contribuído decisivamente para o desenvolvimento nacional, levando luz e dignidade às pessoas a partir de programas como o Luz para Todos que proporcionou acesso à energia elétrica para mais de 15 milhões de brasileiros.
A Eletrobras é a maior empresa do setor elétrico da América Latina com 125 usinas de geração de energia elétrica (51.125 MW) sendo 95% de base hidráulica. Além disso, detém 71 mil quilômetros de linhas de transmissão, com um patrimônio avaliado em quase R$ 400 bilhões tendo sido entregue ao setor financeiro nacional e internacional por um preço 15 vezes inferior, um verdadeiro crime contra o patrimônio público.
Mas o prejuízo da entrega da Eletrobras não está limitado ao roubo do patrimônio do povo. Para maximizar os ganhos dos novos donos da empresa, a lei da privatização prevê um mecanismo chamado descotização, que nada mais é do que obrigar o consumidor que já pagou pela construção das hidrelétricas ao longo de décadas, através da tarifa, a pagar novamente pelas mesmas usinas.
Dessa forma, os consumidores que hoje pagam em média R$ 65 pelo MWh dessas usinas, terão que pagar o valor de mercado, que no ano passado foi de R$ 332 por MWh. Por ano o impacto dessa descotização será de quase R$ 20 bilhões, que vão sair do bolso do consumidor para as contas bancárias dos novos donos da Eletrobras. Só essa descotização terá um impacto de 17% na conta de luz do consumidor e o que é pior, sem nenhuma contrapartida.
Mas não para por aí. Para conseguir apoio do congresso para aprovar a venda da Eletrobras, Bolsonaro aceitou a inclusão de diversas emendas, popularmente conhecidas por “jabutis”, em atendimento a interesses particulares de lobistas e parlamentares. Só a contratação de 8.000 MW de termelétricas a gás, em regiões onde não há gasodutos, vai custar mais R$ 50 bilhões aos consumidores brasileiros, além de sujar nossa matriz energética, contribuindo para o agravamento da crise climática global.
Pesquisa realizada pelo IPEC para o ICS (Instituto Clima e Sociedade) mostrou que 22% dos brasileiros já têm que escolher entre pagar a conta de luz e comprar comida. Com a privatização da Eletrobras essa situação vai piorar muito. A Eletrobras, vendendo a energia mais barata do país, contribuía para evitar que a situação que já é dramática ficasse insustentável. Agora privatizada, aumentando o preço da sua energia, será apenas mais uma empresa privada para espremer o orçamento das famílias brasileiras
A conquista civilizatória de retirar milhões de brasileiros e brasileiras da escuridão, proporcionando todos os benefícios da eletricidade, com a privatização da Eletrobras está ameaçada. Se antes as famílias festejavam o acesso à rede elétrica, hoje já sofrem todos os meses quando têm que pagar a conta e acabam tendo que renunciar ao conforto que a eletricidade pode proporcionar. Agora não haverá mais Eletrobras para contrabalançar essa situação, será apenas a lógica do lucro e o Estado fica sem nenhum instrumento efetivo para controlar o preço da energia elétrica.
Energia elétrica não é um produto qualquer, não é algo que se possa substituir, que se possa viver sem, que se possa escolher outro fornecedor. Por mais exorbitantes que sejam os preços, os consumidores só terão duas escolhas. Pagar ou ficar no escuro. Mas não é só na conta que o cidadão vai sentir as consequências da privatização. Praticamente todas as cadeias produtivas e setores têm na eletricidade um insumo básico, assim, desde o preço do arroz até o dos automóveis vai aumentar por conta da política antinacional e antipovo de Bolsonaro.
É preciso cancelar a privatização da Eletrobras, pois só quem ganha com esse crime é o setor financeiro que se apoderou da empresa e o governo, que pretende queimar o dinheiro arrecadado com programas eleitoreiros que não durarão até o fim do ano. Já para a imensa maioria do povo o saldo é uma conta de luz que em breve se tornará impagável.
Em diversos países como Reino Unido, EUA, Alemanha e França serviços públicos, principalmente de água e energia, foram reestatizados nos últimos anos. Nenhum desses países pode ser classificado de socialista, mas em nenhum deles a reestatização é considerada tema tabu.
Reestatizar a Eletrobras é possível, necessário e urgente. Para isso, é fundamental no governo um projeto democrático que esteja alinhado com uma política de desenvolvimento nacional e do interesse dos brasileiros e brasileiras.

Salvemos nossa energia, pelo futuro do Brasil.