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terça-feira, 24 de maio de 2022

A saga do Zé Carioca para chegar a Presidência do Brasil... * Poranduba Brasiliensis

 A saga do Zé Carioca para chegar a Presidência do Brasil...

 Poranduba Brasiliensis


A saga do Zé Carioca para chegar a Presidência do Brasil...


Para quem conhece minimamente o RJ, já deve ter conhecido o famoso malandro carioca.

É aquele cara, engraçado e fanfarrão que consegue tirar leite de pedra para tentar te convencer de algo que você não quer.

Bolsonaro é o típico malandro, não é carioca, mas rapidinho aderiu aos costumes de viver sob o sol e brisa nas praias cariocas.

Daquele tipo babaca engraçado, aquele que faz um churrascão de carne de acém e diz que é picanha e todos comem faceiros sem duvidar de nada errado, mesmo deixando a dentadura presa na carne.

Daquele tipo que convida o negão, que assim entra no “zurrrrrascu”, ele logo solta, lá vem o negão, quantas arrobas tu pesa porque vou precisar comprar mais carne,(dando aquele sorrisinho amarelo)...

Daquele tipo que convida o “viadinho” e larga a pérola em forma de piadinha, só convidei porque é cabeleireiro e maquiador da minha mulher ....

E quem vai dizer que o malandrão é racista e homofóbico ?Ninguém, afinal o cara é malandro carioca, convidou os parças pro “zurras”.

Mas a saga do malandrão não termina por aí, ele entra no exército brasileiro, vira pára-quedista, promove a primeira “greve” no exército e vira capitão.

Mas como segurar um rojão daqueles?

O capitão ganha atestado de maluco porque melhor deixar o malandrão lá em Ipanema do que ficar promovendo greves dentro do exército...

Mas o malandro carioca, faz campanha em Ipanema, CopaCabana e vira deputado com seu fiel amigo Queiroz...

Começa a controlar os morros cariocas e quem diria, com o maior caô do mundo ele vira presidente....

O legítimo Zé Carioca chegou ao poder, aparelhou o estado do RJ e o país.

E ainda há quem duvide que um malandro carioca não chegaria ao topo do poder supremo do país...


Dedico este texto para todos os catarinenses e gaúchos que sempre debocharam dos cariocas e estão sendo governados pelo mais malandro do RJ.


Texto: Sabrina Pereira .

Antonio Cabral Filho / RJ

sábado, 7 de maio de 2022

ODE DA FALSA LIBERDADE, OU A GRANDE INVENÇÃO DO CAPITALISMO * Adão Alves dos Santos - SP

 ODE DA FALSA LIBERDADE, OU A GRANDE INVENÇÃO DO CAPITALISMO

(Ao meu amigo Vicente do Suntaema)

Declaramos para os devidos fins,

Que a partir deste momento,

És absolutamente livre,

Para vender a mim,

Sua força de trabalho,

Assim como és,

Igualmente livre,

Para consumir todo seu salário,

Em nossos pontos de venda,

E, se te sobrares um único tostão,

De deixares acender em nossos banco,

Tens ainda a plena liberdade,

De enquanto seus tostões,

(Sob nossa tutela, rende,

Uns meios tostões, podes,

Pedir para nós, empréstimos,

Para que adquiras de nós,

Um imóvel, da mesma Terra,

Que te ensino ser de criação do nosso Deus).


Saibas então vós,

Do pleno alcance de vossa liberdade,

És livre para lutar por direitos,

Até ocasionalmente os concederei,

Mas os confiscarei, a meu bel prazer.


Os confiscos dos direitos que concedi,

Ocorreram sempre com vossa benção.

Mesmo que abençoe os confiscos,

Estes serão sempre ao meu bel prazer.

Já que confisquei também,

Teu direito leitura crítica,

Se ensistires em aprender,

Rotularei este aprendizado de (comunista),

Que será criminalizado por impossibilitar

O lucro que é razão de minha existência.


Saibas vós então,

Que não há limite para vossa liberdade.


(Pseudônimo Anesino Sandice(

Adão Alves dos Santos - SP

domingo, 5 de setembro de 2021

Conto Árabe: A dura vida de Riaj * Avlis Ojuara

 Conto Árabe 

A dura vida de Riaj
PARÓDIA DO HINO NACIONAL



Vivia Riaj Ozob 

Lá no estado do Rio 

Sua vida pequenina 

Sem susto, sem catabiu 

Fazendo pequenos furtos 

Na Avenida Brasil


Sonhava ter um fuzil 

Mas não tinha um canivete 

Assim roubava velhinhos 

Desde quando era pivete 

Era um ladrão descuidista 

Chamado de Dezessete


Odiava piriguetes 

E a farda lhe atraia

Por não ter raciocínio

Sozinho ele não crescia 

Assim entrou em um bando

Para ganhar mixaria 


Como não obedecia 

Alibabá, o ladrão 

Riaj acabou  flagrado 

Roubando resto de pão 

E do bando foi expulso 

Enxotado como um cão 


Mas tendo convicção 

Que nascera pra roubar

A festa de um partido 

Riaj foi procurar 

E até hoje não entende 

Como conseguiu entrar 


Quando viu, já tava lá,

No meio dos deputados 

Sem saber como agir 

Pois não era preparado 

Aí, pensou: vou fazer 

tudo aquilo que é errado


Ladrãozinho de trocado

Ele roubou gasolina 

Furtou bilhete aéreo 

E desviou a propina 

Até banca de laranja 

Ele botou na esquina 


E Cris, uma bela menina 

Lhe deixou apaixonado

Quando lhe apresentou 

Um esquema arretado:

Que ele montasse um bando 

Cobrando do “associado”


Ele ficou arriado 

Por essa sua amiguinha 

Que já cuidava  de tudo

Morava na camarinha 

E ele todo contente 

Com a sua rachadinha 


Riaj pensava: “é minha 

Porque no furto é parceira 

Merece um segurança 

Para lhe levar pra feira 

Pois laranja para nós

É a fruta de primeira”


Mas foi nessa brincadeira 

Que ele entrou numa fria

Logo ele que, diziam,

Tinha a cabeça vazia 

Agora sentia um peso 

Sua cabeça pendia


Cris agiu com covardia 

Lhe tirando a esperança 

Sua cabeça pesava 

Quebrava  até a balança 

E o povo todo dizendo 

Olha o “cabeça-de-lança”


Pensou até em vingança 

De paraquedas pular

Mas Osmar lhe avisou 

“Na terra vais te estrepar 

Pois tu ganhastes foi chifre 

E não asas pra voar”


“Então, vou de moto andar”

Ele pro povo avisou 

Porém essa tentativa 

Sucesso não alcançou 

Porque, em um par de chifres,

O capacete enganchou 


Riaj até chorou 

E disse vou largar tudo 

Não tenho mais nem partido

E gaia não é escudo 

E em todo canto que passo 

Só me chamam de chifrudo 


E assim fugiu, o galhudo 

Que arruinará a nação 

Sabendo que todo mundo 

Já tinha até um refrão:

“Além de ladrão é corno

Além de corno é ladrão”


Avlis Ojuara 

Uru Ruc, 2022