Mostrando postagens com marcador PARABOLA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PARABOLA. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 6 de abril de 2023

Os ninguens * Eduardo Galeano / Colômbia

 OS NINGUÉNS


Eduardo Galeano


As pulgas sonham com comprar um cão, e os ninguéns com deixar a pobreza, que em algum dia mágico a sorte chova de repente, que chova a boa sorte a cântaros; mas a boa sorte não chove ontem, nem hoje, nem amanhã, nem nunca, nem uma chuvinha cai do céu da boa sorte, por mais que os ninguéns a chamem e mesmo que a mão esquerda coce, ou se levantem com o pé direito, ou comecem o ano mudando de vassoura.

Os ninguéns: os filhos de ninguém, os donos de nada.

Os ninguéns: os nenhuns, correndo soltos, morrendo a vida, fodidos e mal pagos:

Que não são, embora sejam.

Que não falam idiomas, falam dialetos.

Que não praticam religiões, praticam superstições.

Que não fazem arte, fazem artesanato.

Que não são seres humanos, são recursos humanos.

Que não tem cultura, têm folclore.

Que não têm cara, têm braços.

Que não têm nome, têm número.

Que não aparecem na história universal, aparecem nas páginas policiais da imprensa local.

Os ninguéns, que custam menos do que a bala que os mata. 


Eduardo Galeano, no livro “O livro dos abraços”. tradução Eric Nepomuceno. Porto Alegre: L&PM, 2002 

.....

segunda-feira, 28 de novembro de 2022

O ADEUS DE UM HOMEM MINÚSCULO * RENATO ESSENFELDER - SP

 O ADEUS DE UM HOMEM MINÚSCULO

Renato Essenfelder – Estado de São Paulo

O homem minúsculo, o homúnculo, apagou as luzes do palácio e foi dormir. Depois de tanto bradar, gritar e babar, depois de ameaçar e conspirar à luz do dia, incessantemente, calou-se. Recolheu-se à insignificância que o espera. Amém.


Como os livros de história no futuro irão se referir a esse homem tão pequeno? Terá alguma importância, o seu nome, ou irão se interessar apenas pelo surto coletivo que se apossou de milhões de brasileiros, por meia década ao menos, e que resultou na eleição de um ninguém, um nada, um palhaço macabro? Um fantasma descarnado, insepulto e obcecado pela morte, sua especialidade, no qual milhões projetaram suas próprias fantasias autoritárias. Como? Por quê?


Quantos afinal projetaram naquele corpo sem vida, naquela vida sem alma, a virilidade perdida, as certezas corroídas, o desejo e a inveja da criança egoísta que brinca de motinho enquanto o mundo acaba em fome e doença. As pessoas morrem, ele debocha: e daí? Nada interrompe seu gozo sem fim.


Os livros de história no futuro talvez falem de um homem minúsculo que emergiu dos porões sujos do Congresso Nacional, já em avançado estado de decomposição moral e física, para canalizar todo o ressentimento de uma nação. Esse vórtice de maldade, cercado por gente ainda menor, ainda mais ridícula e ignorante orbitando ao redor de sua sombra.


Homens minúsculos, a história demonstra, podem projetar sombras imensas. Mas passam, os homens e suas sombras.

Ele tentou, com todas as minúsculas forças, tentou eternizar sua sombra horrível. Mas decrépito, fraco, bronco e insignificante, não conseguiu manter-se no poder. Porque destruir é uma coisa, mas construir é outra, muito mais difícil, muito mais complexa. O homem pequeno veio e apequenou o país inteiro, apequenou o Estado e as suas instituições, apequenou o povo, os amigos, as famílias. Destruiu, passou bois e boiadas, sufocou, boicotou, conspirou, enquanto ocupavamo-nos de sobreviver.


Mas então, enfim consciente da sua pequenez, emudeceu no canto do palácio vazio, vítima da própria insignificância.

Depois de destruir e destruir e destruir, descobriu-se incapaz, impotente, brocha. Um fantasma de brochidão e fraqueza, incapaz de fecundar o que quer que seja – planos, corpos, natureza. Homens pequenos não constroem coisa alguma.

Já era hora de dar um basta, já era hora de lembramos a nós mesmos que o homem pequeno é pequeno demais para um país tão grande.


*RENATO ESSENFELDER - jornalista, escritor e professor universitário. É doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-doutor em Comunicação e Artes pela Universidade da Beira Interior (Portugal)

quarta-feira, 23 de novembro de 2022

O BOZO E OS ETS * Rodrigo Fontes - SP

O BOZO E OS ETS


Tem a história de uma mulher nos anos 70 que disse que os ETs iam enviar um dilúvio e destruir toda a humanidade, menos quem tivesse no quintal dela (que ganharia uma carona num disco voador top). No dia e na hora anunciados, a multidão que se convenceu da mensagem da mulher esperava debaixo do sol quente o dilúvio, que não veio. Quando ficou claro que não ia acontecer nada, e a multidão começou a ficar desconfortável e insegura, a mulher sai da casa finalmente. 

Ela olha para aquela multidão de otários no sol (que já estava pra se pôr) e diz, com um sorriso enorme e muita alegria:  "Os ETs disseram que graças a energia e fé de vocês que vieram pra cá, não vai mais ter dilúvio! Vocês salvaram o mundo, podem ir pra casa!". Depois de uns segundos de silêncio, a multidão irrompe em gritos de alegria: "Salvamos o mundo!"


O Custo afundado é quando você já colocou tanto investimento (emocional, físico, mental e até espiritual) em algo, que simplesmente não consegue aceitar o valor perdido e então dobra a aposta, mesmo contra toda a razão e lógica. É um processo irracional, e no fundo vem da dificuldade que o ser humano tem de reconhecer que errou e/ou que foi feito de otário.


É difícil demais aceitar que você se alimentou de fake news, aceitando uma ideologia insana e desconectada com a realidade, criando espantalhos e inimigos imaginários, ignorando e piorando os problemas reais em pról de mentiras e loucuras.


É difícil aceitar que você estava do lado errado, que se fosse um alemão você estaria do lado do bigodinho. É difícil perceber isso, mesmo fazendo o Seig Heil em protesto e pedindo por golpe militar e ditadura. É difícil perceber que você é o golpista, você é quem quer transformar o país numa Venezuela. É difícil, bizarro e revoltante - mas tá tudo bem. Não vai ter mamadeira de piroca, não vão fechar igreja, não vão proibir a bíblia e nem vai ter gente abortando a torto e direito. O brasil não vai virar comunista. 


A única coisa que vai acontecer é que o fascismo vai voltar pro bueiro, quando o bozo e sua trupe perderem o foro e começarem a ser investigados e as provas surgirem. Aí vocês vão perceber o que todo mundo já percebe. E aí, tomara, que sintam vergonha na cara e reconheçam os erros, ao invés de dobrar novamente a aposta e se tornar ainda mais alienado e irracional, vivendo no seu próprio mundo paralelo - onde apesar de não ter sinal nenhum de et e de dilúvio, prefere acreditar que salvou o mundo ao invés de cogitar que talvez só tenha perdido um tempo que nem otário se queimando no sol por acreditar numa mentira sem pé nem cabeça."


(Texto de Rodrigo Fontes)





quinta-feira, 11 de agosto de 2022

SER AMIGO * Anônimo Brasileiro Antifascista Proletario

SER AMIGO


“Um homem matou um boi grande, acendeu a grelha, e disse à sua filha: "Filha, chama os nossos entes queridos e vizinhos para comerem conosco... Vamos banquetear! "


A filha dele foi para a rua e começou a gritar: "Por favor, ajude-nos a apagar um fogo na casa do meu pai! ". 


Depois de alguns momentos, um pequeno grupo de pessoas saiu; e o resto agiu como se não tivessem ouvido os gritos de socorro. 


Quem veio comeu e bebeu até inchar. 


O pai atordoado virou-se para a sua filha e disse-lhe: "Não conheço nenhuma das pessoas que vieram, nunca as vi antes.. Onde estão nossos entes queridos, família e colegas? ". 


A filha disse: "Estas pessoas saíram de suas casas para nos ajudar a apagar fogo em nossa casa, não para a festa. Estes são os que merecem a nossa generosidade e hospitalidade".


Conclusão – "" aqueles que não te vão ajudar durante a tua luta, não devem comer contigo na festa da vitória ""

*

domingo, 7 de agosto de 2022

EXTINÇÃO DO BOLSONARISMO * Anônimo Brasileiro Antifascista Proletário - BR

 EXTINÇÃO DO BOLSONARISMO

Quando Deus fez o mundo, para que os homens prosperassem decidiu dar-lhes apenas (02) duas virtudes.  

Assim:

- Aos *Suíços*, os fez Estudiosos e Respeitadores da lei.

- Aos *Ingleses*, Organizados e Pontuais.

- Aos *Japoneses*, Trabalhadores e Disciplinados.

- Aos *Italianos*, Alegres e Românticos.

- Aos *Franceses*, Cultos e Finos.

- Aos *Brasileiros*, Inteligentes, Honestos e Bolsonarista.


O Anjo anotou, mas logo em seguida, cheio de humildade e de medo, indagou:


- Senhor, a todos os povos do mundo foram dadas (02) duas virtudes, porém, aos Brasileiros foram dadas (03) três! Isto não os fará soberbos em relação aos demais povos da terra?

- Muito bem observado, bom Anjo! Exclamou o Senhor.

- Isto é verdade!

- Porém, saiba que os Brasileiros, povo do meu coração, jamais poderão utilizar mais de duas simultaneamente, somente (02) duas como os demais povos.


- Assim, o *Brasileiro* que for Bolsonarista e Honesto, não pode ser Inteligente.

- O que for Bolsonarisa e Inteligente, não pode ser Honesto.

- E o que for Inteligente e Honesto, não pode ser Bolsonarista!!!!!!


*BOLSONARISTA BOM É BOLSONARISTA MORTO*

POLÍTICA DE EXTERMÍNIO EM MASSA

quarta-feira, 8 de junho de 2022

A PARÁBOLA DO JUDEU RUSSO * Poranduba Brasiliensis

 A PARÁBOLA DO JUDEU RUSSO



Um *judeu russo* foi finalmente autorizado a emigrar para Israel.


 *No aeroporto de Moscou,* a alfândega encontra uma estátua de Lenin em sua bagagem "O que é isso?"


 O homem respondeu: "O que é isso? Pergunta errada, camarada. Você deveria ter perguntado: Quem é ele? Este é o camarada Lênin. Ele lançou as bases do socialismo e criou o futuro e a prosperidade do povo russo. Estou levando comigo  como uma memória de nosso querido herói."


 O funcionário da alfândega russa o deixou ir sem mais inspeção.


 *No aeroporto de Tel Aviv*, o oficial da alfândega israelense também perguntou ao nosso amigo russo:

"O que é isso?"


 Ele respondeu: "O que é isso? Pergunta errada, senhor. Você deveria estar perguntando: 'Quem é?'  Este é Lênin, o bastardo que fez com que eu, um judeu, deixasse a Rússia. Levo esta estátua comigo para que possa amaldiçoá-lo todos os dias."


 O funcionário da alfândega israelense diz: "Peço desculpas, senhor, está liberado para ir"


 Instalando-se em sua nova casa, ele colocou a estátua sobre uma mesa.  Para comemorar sua imigração, ele convida amigos e parentes para jantar.


 Um de seus amigos perguntou: "Quem é?"


 Ele respondeu: "Meu caro amigo, 'Quem é este' é uma pergunta errada. Você deveria ter perguntado: O que é isso?


 São dez quilos de ouro maciço que consegui trazer comigo sem pagar taxas alfandegárias e impostos. "


 MORAL da história:

*Política é quando você pode dizer a mesma merda de maneiras diferentes para enganar públicos diferentes, para permitir que você tenha uma boa aparência em todos os sentidos*.


***

terça-feira, 7 de junho de 2022

A Águia Que Pensava Que Era Uma Galinha * Frei Leonardo Boff / RJ

 A Águia Que Pensava Que Era Uma Galinha



Era uma vez um camponês que foi a floresta vizinha apanhar um pássaro para mantê-lo em sua casa. Conseguiu pegar um filhote de águia. Coloco-o no galinheiro junto com as galinhas. Comia milho e ração própria para galinhas. Embora a águia fosse o rei/rainha de todos os pássaros.   
Depois de cinco anos, este homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista:
 – Esse pássaro aí não é galinha. É uma águia.
– De fato – disse o camponês. É águia. Mas eu criei como galinha.
Ela não é mais uma águia. Transformou-se em galinha como as outras, apesar das asas de quase três metros de extensão.
– Não – retrucou o naturalista. Ela é e será sempre uma águia. Pois tem um coração de águia. Este coração a fará um dia voar ás alturas.
– Não, não – insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia.        
Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e desafiando-a disse:     

– já que você de fato é uma águia,  já que você pertence ao céu e não a terra, então abra suas asas e voe! A águia pousou sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas.         

O camponês comentou:

– Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha!

– Não – tornou a insistir o naturalista. Ela é uma águia.

E uma águia será sempre uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã. 

No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa. Sussurrou-lhe:

– Águia, já que você é uma águia, abra as suas asas e voe!

Mas quando a águia viu lá embaixo as galinhas, ciscando o chão, pulou e foi para junto delas.

O camponês sorriu e voltou à carga:

– Eu lhe havia dito, ela virou galinha!

– Não – respondeu firmemente o naturalista. Ela é águia, possuirá sempre um coração  de águia. Vamos experimentar ainda uma ultima vez. Amanhã a farei voar.

No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram para fora da cidade, longe das casas dos homens, no alto de uma montanha. O sol nascente dourava os picos das montanhas. O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe:

– Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra suas asas e voe!

A águia olhou ao redor. Tremia como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, para que seus olhos pudessem encher-se da claridade solar e da vastidão do horizonte.

Nesse momento, ela abriu suas potentes asas, grasnou com o típico kau-kau das águias e ergue-se, soberana, sobre se mesma. E começou a voar, a voar para o alto, a voar cada vez mais para o alto. Voou… voou… até confundir-se com o azul do firmamento…

Leitores do MyBeloJardim.com!

Nós fomos criados à imagem e semelhança de Deus!  Mas houve pessoas que nos fizeram pensar como se o poleiro e vivendo entre as galinhas fosse nosso destino, agir como todos do poleiro, viver  e ver o mundo como habitantes do poleiro. E muitos de nós ainda acham que somos efetivamente galinhas num poleiro ou chiqueiro.

Mas nós somos águias. Por isso, amados leitores e leitoras, abramos as asas e mentes e voemos. Voemos como as águias. Pensemos como águias. Voemos pelos nossos Sonhos. Voemos e lutemos pelas nossas Ideias,  Ideais, Visão e Metas que vamos atingir nesta vida.

– Jamais nos contentemos com os grãos que nos jogarem aos pés para ciscar.

– Nunca vamos ficar esperando “enquanto a nossa vaquinha tiver o couro e osso”. Não e Não.

–  Jamais vamos ser conformados com o que já somos ou atingimos, mas vamos mudar, transformar e inovar renovando continuadamente nossas mentes.

Assim descobriremos qual é a perfeita e completa vontade do Nosso Senhor e Deus JESUS para nossas vidas, pois, derrota nunca estar nos planos de Deus para nossas Vidas!!!


(Leonardo Boff)

domingo, 29 de maio de 2022

OS POLÍTICOS E AS FRALDAS * Eça de Queiroz - PT

 OS POLÍTICOS E AS FRALDAS

EÇA DE QUEIROZ/PT

 

O florista foi ao barbeiro para cortar seu cabelo.

Após o corte perguntou ao barbeiro o valor do serviço e o barbeiro respondeu:

- Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário essa semana.


O florista ficou feliz e foi embora.

No dia seguinte, ao abrir a barbearia, havia um buquê com uma dúzia de rosas na porta e uma nota de agradecimento do florista.

Mais tarde no mesmo dia veio um padeiro para cortar o cabelo. Após o corte, ao pagar, o barbeiro disse:

- Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário essa semana.


O padeiro ficou feliz e foi embora.

No dia seguinte, ao abrir a barbearia, havia um cesto com pães e doces na porta e uma nota de agradecimento do padeiro.

Naquele terceiro dia/  veio um vereador para um corte de cabelo.

Novamente, ao pedir para pagar, o barbeiro disse:

- Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário essa semana.


O vereador ficou feliz e foi embora.

No dia seguinte, quando o barbeiro veio abrir sua barbearia, havia uma dúzia de vereadores fazendo fila para cortar cabelo.

Essa é a diferença entre os cidadãos e os políticos.

"Os políticos e as fraldas devem ser trocados

frequentemente e pela mesma razão."


( Eça de Queirós)

sexta-feira, 27 de maio de 2022

PARÁBOLA DO RATO * Poranduba Brasiliensis

PARÁBOLA DO RATO



Certo dia, um homem entrou numa loja de antigüidades e se deparou com uma

belíssima estátua de um rato.


Bestificado com a beleza da obra de arte, ele correu ao balcão e perguntou o

preço ao vendedor:


- Quanto custa?


- A peça custa R$ 50 e a história do rato custa R$ 1.000.

- O quê? Você ficou maluco? Vou levar só a obra de arte.


Feliz e contente o homem saiu da loja com sua estátua debaixo do braço. À medida que ia andando, percebeu mortificado que inúmeros ratos saíam das lixeiras e bocas de lobo na rua e passaram a segui-lo.


Correndo desesperado, o homem foi até o cais do porto e atirou a peça com

toda a sua força para o meio do oceano. Incrédulo, viu toda aquela horda de ratazanas se jogarem atrás e morrerem afogadas.


Ainda sem forças, o homem voltou para o antiquário e o vendedor disse:


- Veio comprar a história, não é?


- Não, eu quero saber se você tem uma estátua do Bolsonaro

***

quarta-feira, 25 de maio de 2022

O pinto do Padre * Padre Pinto / BA

*O pinto do Padre*

Óleo sobre madeira - Padre Pinto / BA

O vigário de um vilarejo tinha um pinto de raça como mascote, que se chamava Valente.

Certo dia, o Valente desapareceu, e o padre resolveu consultar a comunidade.

Na missa, ele perguntou:

- Alguém aqui tem um pinto?

Todos os homens se levantaram.

- Não, não! Não foi isso que eu quis saber. O que eu quero saber é se algum de vocês viu um pinto?

Todas as mulheres se levantaram...

- Não, não... O que eu quero saber é se algum de vocês viu um pinto que não lhes pertence.

Metade das mulheres ficaram de pé.

- Não, não, pelamordedeus! - disse o vigário, muito atrapalhado.

- Talvez eu possa formular melhor a pergunta! O que eu quero saber é se algum de vocês viu o meu pinto?

Todas as freiras se levantaram.

- Esqueçam, esqueçam... Algum de vocês sabe por que o Queiroz depositou R$ 89 mil na conta da Michele Bolsonaro?

*Ninguém se levantou.*

terça-feira, 24 de maio de 2022

A saga do Zé Carioca para chegar a Presidência do Brasil... * Poranduba Brasiliensis

 A saga do Zé Carioca para chegar a Presidência do Brasil...

 Poranduba Brasiliensis


A saga do Zé Carioca para chegar a Presidência do Brasil...


Para quem conhece minimamente o RJ, já deve ter conhecido o famoso malandro carioca.

É aquele cara, engraçado e fanfarrão que consegue tirar leite de pedra para tentar te convencer de algo que você não quer.

Bolsonaro é o típico malandro, não é carioca, mas rapidinho aderiu aos costumes de viver sob o sol e brisa nas praias cariocas.

Daquele tipo babaca engraçado, aquele que faz um churrascão de carne de acém e diz que é picanha e todos comem faceiros sem duvidar de nada errado, mesmo deixando a dentadura presa na carne.

Daquele tipo que convida o negão, que assim entra no “zurrrrrascu”, ele logo solta, lá vem o negão, quantas arrobas tu pesa porque vou precisar comprar mais carne,(dando aquele sorrisinho amarelo)...

Daquele tipo que convida o “viadinho” e larga a pérola em forma de piadinha, só convidei porque é cabeleireiro e maquiador da minha mulher ....

E quem vai dizer que o malandrão é racista e homofóbico ?Ninguém, afinal o cara é malandro carioca, convidou os parças pro “zurras”.

Mas a saga do malandrão não termina por aí, ele entra no exército brasileiro, vira pára-quedista, promove a primeira “greve” no exército e vira capitão.

Mas como segurar um rojão daqueles?

O capitão ganha atestado de maluco porque melhor deixar o malandrão lá em Ipanema do que ficar promovendo greves dentro do exército...

Mas o malandro carioca, faz campanha em Ipanema, CopaCabana e vira deputado com seu fiel amigo Queiroz...

Começa a controlar os morros cariocas e quem diria, com o maior caô do mundo ele vira presidente....

O legítimo Zé Carioca chegou ao poder, aparelhou o estado do RJ e o país.

E ainda há quem duvide que um malandro carioca não chegaria ao topo do poder supremo do país...


Dedico este texto para todos os catarinenses e gaúchos que sempre debocharam dos cariocas e estão sendo governados pelo mais malandro do RJ.


Texto: Sabrina Pereira .

Antonio Cabral Filho / RJ