quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

TRUMP CENSURA UNIVERSIDADES # Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT/Brasil

TRUMP CENSURA UNIVERSIDADES
"Relatos de uma docente da UFRJ:


“ Caros e caras colegas, devem ter visto que o presidente Trump está conduzindo uma verdadeira varredura nas universidades e agências de fomento à pesquisa nos Estados Unidos. Pois lamento informar que essa cruzada censória do Trump acabou de nos atingir diretamente. Ano passado fomos contemplados com uma bolsa da Fulbright Specialist Program" (...) Mas a gerente da Fulbright Brasil acabou de entrar em contato conosco para informar que nosso projeto foi simplesmente CENSURADO. Isso mesmo. Claramente constrangida, ela disse que teremos de "retirar ou substituir algumas palavras". Parece coisa de 1984... Enfim, triste e intolerável o que está acontecendo agora nos Estados Unidos. Colegas, retornando ao tema da censura imposta pelo governo Trump, decidi compartilhar com vocês o projeto com os trechos assinalados pela Fulbright, que devem ser retirados ou alterados. É uma situação bizarra... Me sinto negociando uma bolsa com um regime ditatorial. Devo retirar termos como “Human Rights”, “oppressions of gender, class, and race”, “crisis of democratic principles”, “social emancipation”, “systems of oppression”, “cross-cultural interactions”, “promotion of social justice”, “growth of the incarcerated population and its racist implications”, “growth of inequalities”, “ecological crisis”, “growth of surveillance and security practices that violate fundamental civil and political rights”, etc.”


Palavras ou expressões *proibidas* a partir de agora na Academia nos Estados Unidos:


- *Human Rights*
- *oppressions of gender, class, and race*
- *crisis of democratic principles*
- *social emancipation*
- *systems of oppression*
- *cross-cultural interactions*
- *promotion of social justice*
- *growth of the incarcerated population and its racist implications*
- *growth of inequalities*
- *ecological crisis*
- *growth of surveillance and security practices that violate fundamental civil and political rights*, etc. "
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terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

SEM ANISTIA PARA GOLPISTAS # Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT/Brasil

SEM ANISTIA PARA GOLPISTAS

SEM ANISTIA PARA GOLPISTAS

O PL da Anistia segue vivo no Congresso. Se ele for aprovado, os golpistas do 8 de janeiro vão ficar impunes, e pra piorar, Jair Bolsonaro pode se tornar elegível novamente. Não podemos deixar isso acontecer! Vamos pressionar Hugo Motta para que ele arquive esse absurdo. Assine aqui também e ajude a defender nossa democracia:  
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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

DOSSIÊ USAID * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

O QUE É USAID
*O QUE É A USAID, UM INSTRUMENTO DOS EUA PARA FINANCIAMENTO DE GOLPES DE ESTADO*
*Publicado RT Espanhol: 4 de fev de 2025 15:00 GMT*

*A equipe de Donald Trump suspendeu o financiamento de projetos da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional, que vem sendo acusada há anos de realizar atividades subversivas em vários países.*

▪️O que é a USAID?
▪️Histórico da criação da agência
▪️O que a USAID faz?
▪️Atividades na América Latina
▪️Críticas da equipe de Trump
▪️Início da reforma da USAID

*O que é a USAID?*

A Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) tem sido há muito tempo um instrumento essencial da política externa americana.

De acordo com o site oficial do governo dos EUA, é a principal agência "para estender assistência a países que se recuperam de desastres, buscam escapar da pobreza e empreendem reformas democráticas".

*Histórico da criação da agência*

A USAID foi criada em 1961, no meio da Guerra Fria entre os Estados Unidos e a União Soviética. Como observa a AP, o ex-presidente dos EUA John Kennedy queria uma maneira mais eficiente de combater a influência soviética no exterior por meio de ajuda externa e considerou o Departamento de Estado "frustrantemente burocrático" ao fazê-lo.

*O que a USAID faz?*

A agência emprega mais de 10.000 pessoas, das quais aproximadamente dois terços trabalham no exterior. A USAID continua sendo a maior doadora mundial de ajuda humanitária, fornecendo 42% de toda a ajuda humanitária registrada pelas Nações Unidas em 2024. A agência destinou mais de US$ 40 bilhões em assistência financeira a 130 países no ano fiscal de 2023.

Apesar de seus objetivos humanitários declarados, a agência é regularmente criticada por governos estrangeiros, que a veem como uma ferramenta de influência dos EUA para interferir nos assuntos internos de suas nações.

*Atividades na América Latina*

A América Latina tem sido historicamente uma das regiões nas quais a USAID desenvolveu suas atividades. Além da estreita cooperação entre a USAID e o FBI na segunda metade do século XX, a agência de desenvolvimento também foi acusada de interferir nos assuntos soberanos de países da região mais recentemente.

*Venezuela*

A USAID intensificou seu trabalho na Venezuela antes e imediatamente após o golpe de 11 de abril de 2002 contra o presidente Hugo Chávez, que retomou o poder dois dias depois. A entidade foi acusada de apoiar a oposição e participar da tentativa de mudança de poder. Em 2006, foi revelado que o Escritório de Iniciativas de Transição da USAID supervisionou mais de US$ 26 milhões em doações para vários grupos na Venezuela desde 2002.

Um dos telegramas da agência vazados pelo WikiLeaks explicou a estratégia dos EUA na Venezuela entre 2004 e 2006, que incluía as seguintes disposições: "1) fortalecer as instituições democráticas, 2) penetrar na base política de Chávez, 3) dividir o chavismo, 4) proteger negócios vitais dos EUA e 5) isolar Chávez internacionalmente".

*Bolívia*

Em 2013, o então presidente boliviano Evo Morales expulsou a USAID do país, acusando-a de conspiração e interferência em assuntos políticos internos.

Durante o mandato de *Evo Morales,* a agência foi acusada pelo Governo de participar ativamente de planos violentos de desestabilização, separatismo e intervenção em processos eleitorais na Bolívia.

*Cuba*

A USAID estava por trás da criação do chamado "Twitter cubano", uma rede social cujo objetivo real era mudar o poder em Cuba, conforme revelado pela AP em 2014. O plano da agência era criar uma audiência para o projeto ZunZuneo, atraindo principalmente usuários jovens, e então incentivar a organização de manifestações políticas.

O financiamento da plataforma foi canalizado por meio de empresas criadas na Espanha e nas Ilhas Cayman para ocultar a origem do dinheiro. O ZunZuneo operou por vários anos e deixou de existir em 2012, quando o financiamento governamental cessou.

O então administrador da USAID, Rajiv Shah, descartou a ideia de que se tratava de um programa secreto, embora admitisse que "algumas partes dele foram feitas discretamente". A agência disse na época que estava "orgulhosa de seu trabalho em Cuba para fornecer assistência humanitária básica, promover direitos humanos e liberdades fundamentais e ajudar a informação a fluir mais livremente para o povo cubano".

*México*

Em um dos exemplos mais recentes de atividade subversiva da USAID, o governo mexicano revelou em agosto de 2024 que, durante o mandato de *Andrés Manuel López Obrador,* a agência financiou a organização de oposição Mexicanos Contra a Corrupção e a Impunidade (MCCI) com 96,7 milhões de pesos (mais de 5 milhões de dólares).

*Críticas da equipe de Trump*

Desde que assumiu o cargo, o presidente dos EUA, Donald Trump, e sua equipe têm feito uma torrente de críticas contra a agência, que ele disse ser "administrada por um bando de lunáticos radicais".

*Elon Musk,* chefe do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), acusou a USAID de financiar pesquisas sobre armas biológicas, incluindo um laboratório ligado à disseminação da Covid-19, e de pagar "meios de comunicação para publicar sua propaganda".

Revelando as despesas mais "ridículas" da agência, o governo Trump revelou que os fundos foram alocados para alimentação de "combatentes afiliados à Al Qaeda na Síria", "uma 'ópera transgênero' na Colômbia" e financiamento de "turismo no Egito", entre outros propósitos.

*Início da reforma da USAID*

Em meio a críticas, o financiamento para projetos da USAID foi suspenso, enquanto Musk alegou que a agência estava "além de qualquer reparo", acrescentando: "Estamos fechando-a".

As operações da agência estão sendo reorganizadas, e o Secretário de Estado dos EUA *Marco Rubio* se tornou seu administrador interino. Ele disse que muitas funções "continuarão" e confirmou a fusão da agência com o Departamento de Estado.

Nesse contexto, *Rubio* notificou o Congresso de que "as atividades de ajuda externa da USAID estão sob revisão para possível reorganização".

*Reconhecido como um grupo terrorista na Rússia e proibido em seu território.

"EUA FECHA USAID E A CLASSIFICA COMO “GRUPO DE CRIMINOSOS”
04/02/2025 

O governo dos Estados Unidos anunciou a decisão de fechar a USAID (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional) definitivamente, classificando a agência como um “grupo de criminosos”. A USAID, que deveria supervisionar programas humanitários e de desenvolvimento no exterior, é conhecida pela esquerda combativa como um grupo que de atua na desestabilização de países e governos ao redor do mundo.

Historicamente, a agência teve papel decisivo em eventos como o Maidan na Ucrânia, onde grupos neonazistas tomaram o poder em 2014. Entre 1995 e 2002, os EUA investiram mais de US$ 23 milhões, em média, apenas na assistência à mídia de oposição para derrubar Slobodan Milosevic, totalizando mais de US$ 100 milhões em esforços para sua deposição, com forte envolvimento do investidor George Soros.

Além disso, a USAID tem um “braço” formado por ONGs que atuam ativamente no apoio a certos grupos opositores em diversos países. Enquanto na Espanha esse apoio é feito através do ministério do exterior, nos EUA, organizações como o National Endowment for Democracy (NED), a Freedom House e o International Republican Institute, ligados ao partido republicano, recebem substanciais financiamentos da USAID. Essa agência, por sua vez, já capitaneou movimentos golpistas na América Latina desde os anos 60, incluindo no Brasil.

Na Bolívia, documentos obtidos pelo jornalista Jeremy Bigwood revelaram que a USAID manteve um “Escritório para Iniciativas de Transição”, que investiu US$ 97 milhões em projetos de “descentralização” e “autonomias regionais” desde 2002, fortalecendo governos estaduais opositores ao então presidente Evo Morales. Um PowerPoint vazado pelo WikiLeaks mostrou que a USAID colaborava com o IRI e a Freedom House, que também recebem vultuosos financiamentos da agência.

Recentemente, foram divulgados os fundos históricos da USAID destinados à subversão em Cuba, totalizando 197.270.000 dólares entre 2001 e 2008, conforme reportado por Tracey Eaton em seu blog “Along the Malecon”. Um texto assinado por Bolívia, Cuba, Equador, Dominica, Nicarágua e Venezuela denunciou as ações de “ingerência aberta” da USAID, que financia grupos e projetos voltados para desestabilizar governos legítimos que não se alinham aos interesses de Washington.

Evo Morales, em um ato público no Dia Internacional dos Trabalhadores, anunciou a expulsão da USAID da Bolívia, alegando que a agência conspirava contra seu governo. O mandatário boliviano justificou a decisão como uma questão de soberania e segurança do Estado, ressaltando as experiências negativas que a USAID teve em outros países da região, onde houve clara intervenção e desestabilização.

Em que pesem todas as más intenções do atual presidente dos EUA, fato é que a decisão de fechar de uma vez por todas essa obscura agência só poderá beneficiar os povos de todos os países.

FOTO: USP

FONTE: https://www.facebook.com/photo?fbid=9076362669085843&set=a.105549126167287 "
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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

Memórias de 100 anos de luta de Elizabeth Teixeira/Cabra marcado pra morrer * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

Memórias de 100 anos de luta de Elizabeth Teixeira
Elizabeth Teixeira vai completar 100 anos de idade no dia 13 de fevereiro, com muita saúde e disposição de luta pela terra, pela reforma agrária e pela preservação da memória de luta das camponesas e dos camponeses.

Cabra Marcado Para Morrer (1984)
Eduardo Coutinho
MULHERES VÍTIMAS DA DITADURA MILITAR NO BRASIL

domingo, 2 de fevereiro de 2025

DOSSIÊ LIBERTAÇÃO DA MULHER * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT - Brasil

DOSSIÊ LIBERTAÇÃO DA MULHER
*
SÓ HOJE

Hoje eu não vou pedir desculpa
Pois sei que não tenho culpa
Das mazelas dessa vida
Que me faz sentir perdida
Deixando as lágrimas rolar
Hoje vou dizer o que sinto.
Pode acreditar, não minto
Desistir do que não sinto
E enfim eu vou dançar.

Hoje eu vou dançar na chuva.
Cantar no meio da rua.
Hoje eu vou dizer que não.
Que agora não quero mais
Viver aquilo que dói
Essa dor que me destrói
Que não vou mais entregar
Emoção e coração
A quem não sabe amar.

Só hoje eu vou dizer
Que não me entrego
A quem não se entrega.
Que não vive o que prega
Que não insistirei no que magoa
Me virar numa leoa
Não ter mais uma paixão cega.

Só hoje não me calarei
Para nenhuma injustiça.
Vou dizer não a preguiça
E também a quem é injusto.
Hoje não vou levar susto
Hoje eu vou fazer de conta
De que dou conta de tudo
E no meu sorriso mudo
Sei que coragem terei
Vou dizer tudo o que sei
E que um dia eu serei
Dona do meu próprio mundo.

Só hoje vou assumir
A mulher que sempre fui
E que eu sempre serei
Ter o que eu desejei
E mostrar que tenho força
Minhas palavras não destorça
Pois o sangue em minhas veias.
Corre forte, serpenteia
E me traz a sensação
De que posso mudar o mundo
Pois o mundo
Mudo então.

Só hoje assumo que temo
E assumo que eu também caio
Como gatos num balaio
Faço um emaranhado
Das cores do meu viver
Porque o medo que eu tenho
É a coragem de ser
E que cair
É a véspera de crescer.

Porque quem nunca caiu

É porque nunca voou.
E só hoje eu digo
Não mais viver por viver
E nem andar por andar.
E vou terminar dizendo
Que não estou mais sofrendo
Que o que sobra no final
É somente o que se sente
E enfim...
É isso o que sou.

Sou a senhora do sol
E a menina da lua
Que contempla a pele nua
Que sonhou e se perdeu
Sou humana por inteiro
Cumpro o que é verdadeiro
Essa mulher é que sou eu.

Só hoje vou dizer verdades
Que derrubam potestades
Pois quando a mágoa às vezes
Chega a me partir ao meio
Piso fundo, solto o freio
Eu sou aquela que faz
Quando tem de se fazer
Vou a luta, enfrento a guerra
E luto por minha terra
Essa é a mulher que sei ser.


DÁ LICENÇA PRA CHEGAR


Eu nasci um anjo esbelto,
Já vim tocando trombeta
Escrevi numa tabuleta
E ali anunciei:
Vai saindo do caminho
E carregue seu espinho
Sou mulher, isso é o que eu sei.

Eu nasci pra ser guerreira
E vou levantar a bandeira
Da mulher independente
Altiva e inteligente
Que nunca vai arregar
Serei livre, escudeira
E pra nenhum macho
Minha cabeça vou baixar.

No mercado de trabalho
Vou garantir meu lugar
Pois não há cargo pesado
Pra quem sabe labutar
E o chamado sexo frágil
Vai se fazer respeitar .

Enfrentar os meus percalços
Sem nunca ter que mentir
Se sou feia ou sou bonita
A mim cabe decidir
Acho o estado de Goiás
Uma beleza especial
Com seus ipês amarelos
Outro chão não há igual.

Não creio em parto sem dor.
E o que sinto vou falar
Cumprindo bem minha sina
a sorrir e a trabalhar
Vou restaurando a linhagem
Das bruxas de além mar.

A dor não é amargura.
É antes uma lição
Se no caminho tem agrura
Bate forte o coração
Seja Joana ou Maria
Minha vontade de alegria
É a mais forte emoção.

Minha raiz é bem plantada
Minha palavra serpenteia
Pois o sangue em minha veia
É indígena, confortável
Vou mostrar para os machistas
Que mulher não é dobrável.

Professora Alba
poetisa do entorno.GO
-Alba Valéria da Silva-
*
La liberación de la mujer en el siglo xxi

30 de Enero de 2025, Caracas, Venezuela. .

La liberación de la mujer en el siglo XXI es un tema complejo y multifacético, con avances significativos pero también desafíos persistentes. A continuación, se presenta un texto sobre este tema: avances y desafíos

En el siglo el XXI, las mujeres hemos logrado avances significativos en muchos ámbitos, incluyendo la educación, el empleo, la política y la participación social. Sin embargo, la igualdad de género aún no la hemos alcanzado plenamente y persistimos desafíos importantes.

Avances:

• Educación: Las mujeres hemos superado a los hombres en tasas de matriculación en la educación superior en muchos países.

• Empleo: La participación laboral femenina ha aumentado, aunque persisten brechas salariales y segregación ocupacional.

• Política: El número de mujeres en cargos de liderazgo político ha aumentado, aunque todavía están subrepresentada.

• Participación social: Las mujeres hemos ganado visibilidad, voz y voto en la sociedad, participando activamente en movimientos sociales y debates públicos.

Desafíos:

• Violencia de género: La violencia contra las mujeres sigue siendo un problema global, incluyendo la violencia doméstica, el acoso sexual y el feminicidio.

• Discriminación: Las mujeres enfrentan discriminación en muchos ámbitos, incluyendo el empleo, la educación y la política.

• Brecha salarial: Las mujeres ganan menos que los hombres por el mismo trabajo en muchos países.
Techo de cristal: Las mujeres enfrentan barreras invisibles que les impiden alcanzar los puestos de liderazgos en las empresas y organizaciones. A pesar de estos desafíos, la lucha por la igualdad de género continua y se han logrado avances importantes, demostrando su capacidad y liderazgo, alcanzando elevar su voz para exigir igualdad y justicia, promoviendo la igualdad de oportunidades y el empoderamiento femenino.

MsC. Zulay J. Maestre G. Comunicación de la CBST-CCP/Venezuela
*
MULHER MEXICANA ANTIIMPERIALISTA
CLAUDIA SHEINBAUM
&
OUTRO MÉXICO
BIOGRAFIA DE GUERRILHEIRA
Martha Isabel Ardila.

Martha Isabel Ardila, conhecida pelo pseudônimo Mariana Páez, nasceu em 1962, em Bogotá, Colômbia e foi assassinada em 27 de fevereiro de 2009, em San Juan, Cundinamarca, Colômbia. Foi uma revolucionária, política e militante guerrilheira Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - Exército do Povo (FARC-EP).

Ele pertencia à Juventude Comunista Colombiana (JUCO).

Ele se juntou às FARC-EP em 1989, durante o extermínio da União Patriótica.

Ela trabalhou como ideóloga e comandante do Bloco Oriental das FARC-EP dentro da Frente Antonio Nariño.

Participou do ataque a El Billar (Caquetá) e da captura de Miraflores (Guaviare) em 1998.

Ela era a única mulher no Estado-Maior das FARC-EP.

Ela foi morta em 27 de fevereiro de 2009, durante a Operação Fuerte, junto com outros 11 companheiros de guerrilha.

Resgatando a Memória Histórica.

Levante-se com aqueles que lutam! ! !

A única luta perdida é aquela que é abandonada! ! !

Só a luta nos libertará! ! !

Da Venezuela Terra dos Libertadores, 532 anos do início da Resistência Anti-Imperialista na América e 213 anos do início da nossa Independência.

Simón Bolívar Coordenador
Caracas - Venezuela
Janeiro de 2024.
*
Senhoras e mulheres
ROSA LUXEMBURGO
https://rosalux.org.br/

Começou em Berlim o Congresso Internacional da Liga daquelas mulheres que lutam pelos direitos das mulheres. Seria mais conveniente chamar esse Congresso de congresso de senhoras pois predominam claramente as representantes do belo sexo da burguesia, no máximo, da pequena burguesia.

Mulheres do povo trabalhador não participam de jeito nenhum. Não porque não tenha­m consciência política. Pelo contrário, as mulheres conscientes, que participam ativamente na vida política e na luta política, as mulheres com convicção socialista, evitam decididamente esse encontro e essa pretensa liga das mulheres porque não querem ter nada em comum com as senhoras e suas aspirações.

O que querem essas mulherzinhas reunidas em Berlim e que caráter têm suas aspirações? O movimento feminista no sentido de busca pela igualdade política entre mulheres e homens é já mais antigo e começou, sobretudo, na América. Isso foi no tempo em que a escravidão dominava nos estados do sul da América, de modo que as mulheres americanas que lutavam por seus direitos juntavam sua causa com a causa da libertação dos escravos. Corajosamente, elas entravam com a palavra oral e escrita em prol da abolição da escravidão abjeta, de modo que, quando em 1861, depois da guerra, a escravidão foi proibida na América e, quando, em 1888, o primeiro Congresso Internacional de Mulheres se realizou em Washington, ao lado da presidente [do Congresso] já bem idosa – uma lutadora pela igualdade dos direitos das mulheres – um escravo liberto falou com insistência em favor dessa igualdade.(1) Naquela época, o movimento feminista na América era permeado pela convicção de que a causa das mulheres estava estreitamente ligada à questão da mudança social em geral, de que a mulher não devia lutar apenas por seus próprios direitos e liberdade, mas também pela igualdade e fraternidade entre todos os seres humanos, pela abolição de toda desigualdade e de toda injustiça social.

Na Europa, na velha Europa burguesa, nunca o movimento feminista adquiriu caráter tão profundo e significativo. Ele foi desde o início exclusivamente um movimento das defensoras da “emancipação das mulheres”, isto é, daquelas estranhas mulheres burguesas que não conseguem compreender minimamente a conexão entre a situação das mulheres na sociedade atual e as condições sociais gerais. Para essas defensoras da “emancipação das mulheres”, o acesso das mulheres às Universidades, andar de bicicleta, a obtenção do direito de voto das mulheres para os parlamentos, ensinar floricultura e trabalhos manuais às meninas, debater sobre o melhor modo de educar as crianças, usar roupas confortáveis etc. tinham e continuam tendo a mesma importância. A senhora burguesa entediada, cansada de seu papel de boneca ou de cozinheira do marido, corre, caprichosa, para todos os lados, em busca do espetáculo que preencha o vazio de sua vida e de sua mente.

Por isso não é surpresa que, apesar do poderoso grito de combate lançado pelas mulherzinhas reunidas em Berlim, ninguém as leve a sério. Elas são visitadas tanto pelo sorridente chanceler Bülow, que recentemente insultou as jovens estudantes russas em Berlim, quanto pela esposa do imperador, conhecida por sua devoção à Igreja, e pelo ministro Conde Posadowsky, esse notório reacionário. E a imprensa burguesa descreve com grande pompa tanto os movimentos como também a aparência dessas senhoras. Elas proclamam bem alto o princípio da igualdade política entre mulher e homem, um princípio cuja realização significaria pôr a ordem burguesa de ponta-cabeça, ou seja, derrubá-la, mas a burguesia se curva gentilmente diante das senhoras barulhentas, pois sabe muito bem qual é o jogo de todo esse movimento de mulheres.

A mulher consciente do povo trabalhador observa com a devida seriedade e um sorriso desdenhoso esse “Congresso das mulheres”. Para ela está claro que, enquanto a burguesia dominar, a igualdade de direitos entre mulher e homem é uma quimera. O capitalismo introduziu faz tempo, para as mulheres proletárias, a igualdade de direitos na miséria, no trabalho, na exploração. A trabalhadora da cidade e do campo não precisa primeiro andar de bicicleta, de qualquer modo ela não pode frequentar a universidade, para alcançar alguma igualdade de direitos com o homem. No sofrimento da labuta pelo pão quotidiano para si e seus filhos, ela se equipara ao seu companheiro. A causa do proletariado lutando para melhorar sua existência tornou-se sua causa. Hoje a mulher do povo trabalhador só pode encontrar o caminho da sua emancipação no movimento sindical e no movimento socialista. E só o movimento socialista pode levar a igualdade de direitos a todo o mundo das mulheres. Assim que a classe trabalhadora vitoriosa tiver eliminado a exploração e a repressão dos seres humanos por outros seres humanos, também a longa dominação do sexo masculino sobre o da mulher chegará ao fim. A emancipação das mulheres não começa nos “Congressos de mulheres”, recebidos no mundo burguês com um sorriso indulgente e depreciativo, mas nos congressos de trabalhadores socialistas que os ministros, chanceleres e a imprensa burguesa olham com ódio sombrio escondido no coração.
*

A LIBERTAÇÃO DA MULHER SEGUNDO LÊNIN
Nadezhda Krupskaya

No curso de suas atividades revolucionárias, Lênin frequentemente escreveu e falou sobre a emancipação da mulher trabalhadora no geral e da mulher camponesa em particular. De fato, a emancipação da mulher é inseparavelmente ligada à toda a luta pela causa dos trabalhadores, pelo socialismo. Nós conhecemos Lênin como líder do povo trabalhador, como organizador do partido e do governo soviético, como um lutador e edificador. Toda mulher trabalhadora, toda mulher camponesa deve saber sobre tudo o que Lênin fez, cada aspecto de seu trabalho, sem se limitar ao que Lênin disse sobre a posição da mulher trabalhadora e sua emancipação. Mas, porque existe aí uma estreita conexão entre toda a luta da classe trabalhadora e a melhora da posição da mulher, Lênin muitas vezes – em mais de quarenta ocasiões, na verdade – se referiu a essa questão em seus discursos e artigos, e cada uma dessas referências estava inseparavelmente atrelada a todas as outras coisas que eram de interesse e que lhe preocupavam no momento.

Desde os primeiros dias de sua carreira revolucionária, o camarada Lênin prestou especial atenção à posição da mulher trabalhadora e camponesa com a intenção de atraí-las para o movimento operário. Lênin realizou seu primeiro trabalho revolucionário prático em São Petersburgo (agora Leningrado), quando ele organizou um grupo de socialdemocratas que veio a ser extremamente ativo entre os trabalhadores de São Petersburgo, publicando folhetos ilegais e os distribuindo nas fábricas. Os panfletos eram usualmente endereçados aos homens trabalhadores. Naquele momento, a consciência de classe das massas trabalhadoras ainda estava pouco desenvolvida, em especial a das mulheres trabalhadoras. Elas recebiam salários bastante baixos e seus direitos eram flagrantemente violados. Assim, os panfletos eram usualmente dirigidos aos homens (os dois panfletos endereçados às mulheres trabalhadoras da fábrica de tabaco Laferm foram exceções). Lênin também escreveu um folheto para os trabalhadores têxteis da Tornton (em 1895) e, embora as trabalhadoras fossem majoritariamente atrasadas, ele intitulou o folheto de “Aos trabalhadores e trabalhadoras do tear de Tornton”. Isso é um detalhe, mas bastante importante.

Quando estava no exílio, em 1899, Lênin trocou correspondências com a organização do partido (o Primeiro Congresso ocorreu em 1898) e mencionou os assuntos sobre os quais ele desejava escreve na imprensa ilegal. Esses incluíam um panfleto chamado “Mulheres e a Causa dos Trabalhadores”. Nesse panfleto, Lênin pretendida descrever a posição das mulheres trabalhadoras das fábricas e das mulheres camponesas, e lhes mostrar que a única salvação para elas era através de sua participação no movimento revolucionário, e que apenas a vitória da classe trabalhadora traria a emancipação às mulheres operárias e camponesas.

Escrevendo em 1901 sobre as mulheres que tomaram parte da defesa de Obukhov, sobre o discurso proferido pela trabalhadora Marfa Yakovleva no tribunal, Lênin disse:

“A memória de nossos heroicos camaradas assassinados e torturados até a morte na prisão irá multiplicar por dez a força dos novos lutadores e irá despertar milhares para mobilizar-se em seu auxílio, e como Marfa Yakovleva, de 18 anos, irão dizer abertamente: ‘Nos levantamos por nossos irmãos!’. Ademais da repressão da polícia e dos militares contra os participantes nas manifestações, o governo pretende processá-los por rebelião; nós retaliaremos através da união das nossas forças revolucionárias e ganhando para nosso lado todos que sejam oprimidos pela tirania do czarismo, e através da preparação sistemática para a rebelião de todo o povo!” [CW, Vol. 5, p. 248-9]

Lênin realizou um estudo minucioso da vida e das condições de trabalho das mulheres operárias, camponesas e mulheres empregadas nas manufaturas.

Enquanto estava na prisão, Lênin estudou a posição do campesinato conforme revelado por relatórios estatísticos; ele estudou a influência das manufaturas, o arrastamento dos camponeses para as fábricas e a influência exercida pelas fábricas em sua cultura e modo de vida. Ao mesmo tempo, ele estudou todas essas questões do ponto de vista do trabalho das mulheres. Ele ressaltou que a psicologia proprietária camponesa aloca sobre as mulheres um fardo de trabalho duro desnecessário e sem sentido (cada mulher camponesa de uma grande família limpando apenas a pequena parte da mesa na qual ela se alimenta, cozinhando alimentos separados para suas próprias crianças e ordenhando uma vaca apenas na justa medida do leite que sua própria criança necessita).

Em seu livro O Desenvolvimento do Capitalismo na Rússia, Lênin descreveu de que modo os criadores de gado exploram as mulheres camponesas, como os mercadores-compradores exploram as mulheres que tecem rendas; ele mostrou que a indústria em larga escala emancipa a mulher e que o trabalho na fábrica amplia suas perspectivas, as torna mais cultas e independentes e as auxilia a quebrar os grilhões da vida patriarcal. Lênin disse que o desenvolvimento da indústria em larga escala criaria as bases para a completa emancipação da mulher. Característico, a esse respeito, é o artigo de Lênin “Uma grande conquista técnica”, escrito em 1913.

A classe trabalhadora, nos países burgueses, deve lutar por direitos iguais para homens e mulheres.

No exílio, Lênin devotou muito de seu tempo à elaboração do programa do partido. Nessa época, o partido não tinha programa algum. Havia apenas um esboço de programa, compilado pelo grupo da Emancipação do Trabalho. Examinando este programa em seu artigo “Um esboço de programa de nosso partido” e comentando o ponto 9 da parte prática do programa, que demandava “a revisão de toda a nossa legislação civil e criminal, abolição das divisões em estamentos e das punições incompatíveis com a dignidade do homem”, Lenin escreveu que seria bom adicionar aqui: “completa igualdade de direitos para homens e mulheres”. [CW, Vol. 4, p. 239]

Em 1903, quando o programa do partido foi adotado, essa cláusula foi incluída nele.

Em 1907, em seu informe no Congresso Internacional de Stuttgart, Lênin notou com satisfação que o congresso condenava as práticas oportunistas dos socialdemocratas austríacos que, na condução da campanha por direitos eleitorais para os homens, adiavam a luta por direitos eleitorais para as mulheres para “um momento posterior”.

O governo soviético estabelece plena igualdade de direitos para homens e mulheres.

“Nós, na Rússia, não mais temos a baixa, má e infame recusa de direitos às mulheres ou desigualdade dos sexos, essa repugnante sobrevivência do feudalismo e do medievalismo que está sendo renovada pela burguesia avarenta em todos outros países do mundo, sem exceção”. (negrito do Cem Flores)

Em 1913, estudando as formas da democracia burguesa e expondo a hipocrisia da burguesia, Lênin inclusive lidou com o problema da prostituição e mostrou como, enquanto encorajavam o tráfico de escravas sexuais e o estupro de garotas nas colônias, os representantes da burguesia, ao mesmo tempo, hipocritamente fingiam estar em campanha contra a prostituição.

Lênin retornou a essa questão em dezembro de 1919, quando escreveu que a América “livre, civilizada” estava agenciando mulheres para bordéis nos países vencidos. [CW, Vol. 30]. Em estreita conexão com esta questão, Lênin examinou a questão da gravidez e escreveu indignadamente acerca do apelo de alguns intelectuais aos trabalhadores para que praticasse o controle de natalidade, uma vez que suas crianças estavam condenadas à pobreza e à privação. “Esta é uma perspectiva pequeno-burguesa”, escreveu Lênin. Os trabalhadores têm uma visão diferente. As crianças são nosso futuro. Quanto à pobreza e etc., isso pode ser remediado. Estamos lutando contra o capitalismo e, quando conquistarmos a vitória, nós iremos construir um futuro brilhante para nossas crianças…

E, finalmente, em 1916-17, quando ele podia ver que a revolução socialista se aproximava e estava ponderando quais seriam os elementos essenciais da construção do socialismo, e como atrair as massas para essa construção, ele salientou particularmente a necessidade de atrair as mulheres trabalhadoras para o trabalho social, a necessidade de habilitar todas as mulheres para o trabalho em benefício da sociedade. Oito de seus artigos escritos neste período lidaram com tal questão, a qual ele liga à necessidade de organizar a vida social, sob o socialismo, sobre novas linhas. Lênin viu uma conexão direta entre isso e a atração dos setores mais atrasados das mulheres para o trabalho de dirigir o país, a necessidade de reeducar as massas para o presente processo de trabalho social.

O trabalho social ensina a arte do governo.

“Nós não somos utópicos”, Lênin escreveu antes da Revolução de Outubro. “Nós sabemos que um trabalhador não-qualificado ou uma cozinheira não podem, imediatamente, assumir o trabalho da administração estatal. Nisso concordamos com os Cadetes, com Breshkovskaya e com Tsereteli. Nós diferimos, entretanto, desses cidadãos, uma vez que nós demandamos uma imediata ruptura com a visão preconceituosa de que somente o rico, ou funcionários escolhidos de famílias ricas, são capazes de administrar o estado, de desempenhar o trabalho ordinário e cotidiano da administração. Nós demandamos que o treinamento no trabalho de administrar o estado seja conduzido por trabalhadores e soldados com consciência de classe, e que esse treinamento comece imediatamente, isto é, que um começo seja feito imediatamente no treinamento de todo o povo trabalhador, todos os pobres, para esse trabalho”.

Nós sabemos que o governo soviético tem feito tudo o que pode para atrair as mulheres trabalhadoras da cidade e do campo para o trabalho da administração. E nós sabemos que grandes sucessos temos obtido nessa frente.

Lênin saudava calorosamente o despertar das mulheres do leste soviético. Uma vez que ele atribuía uma importância particular à elevação do nível das nacionalidades que tinham sido oprimidas pelo czarismo e pelo capitalismo, é bastante compreensível porque ele saudava calorosamente a conferência de delegadas do Departamento de Mulheres (Zhenotdel) das regiões e repúblicas soviética do Leste.

Abordando as conquistas do Segundo Congresso da Internacional Comunista, Lênin sublinhou que “o Congresso irá fortalecer os laços com o movimento comunista de mulheres, graças à conferência internacional de mulheres trabalhadoras convocada ao mesmo tempo”. [CW, Vol. 31]. Em outubro de 1932 nós presenciamos o 15º aniversário do poder soviético e sintetizamos nossas conquistas em todas as frentes, incluindo a da emancipação das mulheres.

Nós sabemos que as mulheres assumiram um papel bastante ativo na Guerra Civil, que muitas delas morreram em ação, mas muitas outras foram temperadas na batalha. Algumas mulheres foram condecoradas com a Ordem da Bandeira Vermelha pelo papel ativo que desempenharam na luta pelos sovietes durante a Guerra Civil. Muitas antigas combatentes agora ocupam importantes postos. As mulheres têm sido persistentes em aprender a conduzir o trabalho social.

Conferências de delegadas são uma escola de trabalho social. Em 15 anos, quase 10 milhões de mulheres delegadas passaram por essa escola.

Ao tempo em que nós assistimos ao 15º aniversário da Revolução de Outubro, de 20% a 25% dos representantes dos sovietes das vilas, comitês executivos dos distritos e sovietes da cidade são mulheres. Haviam 186 mulheres membros do Comitê Executivo Central de Toda a Rússia e do Comitê Executivo Central da URSS. Nesse trabalho elas atingem patamares cada vez mais elevados.

O número de mulheres membros do Partido Comunista também tem sido firmemente crescente. Em 1922 havia apenas 40 mil, mas em outubro de 1932 o número excedia 500 mil.

Muito progresso foi feito recentemente na satisfação da orientação de Lênin a respeito da completa emancipação da mulher.

Nos últimos anos, a indústria de larga escala tem se desenvolvido em um tremendo ritmo. Está sendo reorganizada sobre as bases da moderna tecnologia e organização científica do trabalho. A emulação socialista e o movimento dos “trabalhadores de choque” que agora tem sido amplamente adotado estimula uma nova atitude comunista em direção ao trabalho. E é preciso dizer que as mulheres não estão atrás dos homens nisso. Todos os dias nós vemos mais e mais trabalhadoras de linha de frente que apresentam grande energia e perseverança no labor. O trabalho não é algo com o que as mulheres tenham que se habituar: sob o antigo regime, as vidas das mulheres eram repletas de um contínuo, interminável trabalho, mas era o tipo de trabalho menosprezado e tedioso, sob a marca da servidão. E agora esse treinamento para o trabalho e perseverança no trabalho colocam as mulheres na linha de frente dos construtores do socialismo e heróis do trabalho.

A coletivização da agricultura era de maior importância para a emancipação das mulheres. Desde o primeiro momento, Lênin considerou a coletivização da agricultura como uma forma de reorganizá-la em marcos socialistas. Ainda em 1894, em seu livro “Quem são os amigos do povo”, Lênin citou as palavras de Marx segundo as quais, depois que a “expropriação dos expropriadores” é atingida, isso é, quando os senhores de terras são desapossados de suas propriedades fundiárias e os capitalistas de suas fábricas, os trabalhadores livres estarão unidos em cooperativas e será estabelecida a propriedade comunal (“coletiva”, como Lênin explicou) da terra e dos meios de produção que eles criem.

Na sequência da Revolução de Outubro, que marcou o começo da “expropriação dos expropriadores”, o governo soviético levantou a questão de organizar artéis[1] e comunas agrícolas. Em 1918 e 19, atenção particular foi depositada nisso, mas muitos anos passaram (como Lênin havia previsto) antes da coletivização se tornar extensiva e se enraizar profundamente. Os anos da Guerra Civil, quando a luta de classes varreu o país, o progresso do poder soviético nas vilas, a ajuda, a assistência cultural prestada pelo governo soviético ao interior – tudo isso preparou terreno para a coletivização, que está se desenvolvendo e crescendo cada vez mais forte na luta contra os kulaks.

A agricultura camponesa de pequena e média escala algemava as mulheres, as atava ao cuidado individualizado no lar e estreitava seus horizontes; elas eram, de fato, escravas de seus maridos, que muitas vezes as agrediam cruelmente. A agricultura de pequena escala pavimentava o caminho para a religião. Os camponeses costumavam dizer: “Cada homem por si e Deus por todos”. Lênin citou esse ditado em muitas ocasiões, uma vez que expressava perfeitamente a psicologia dos pequenos proprietários. A coletivização transforma o camponês de um pequeno proprietário em um coletivista, mina o isolamento camponês e o freio da religião e emancipa a mulher. Lênin disse que o socialismo, por si, traria a emancipação para as mulheres. Suas palavras agora estão se tornando verdade. Podemos ver como a posição das mulheres mudou nas fazendas coletivas.

O Congresso dos agricultores coletivos de primeira-linha, realizado no meio de fevereiro, é uma evidência contundente do progresso realizado no cultivo coletivo da terra. Há agora 200.000 fazendas coletivas, em comparação com as 6.000 que tínhamos antes. O Congresso discutiu a questão sobre o melhor modo de organizar o trabalho nas fazendas coletivas. Havia muitas mulheres na delegação. Sopina, uma agricultora coletiva da região de Chernozem Central, fez uma ótima fala que evocou aplausos estrondosos. Quando a mulher camponesa tem acesso aos desenvolvimentos da fazenda coletiva, ela cresce em estatura, aprende a governar e a lutar resolutamente contra os kulaks, o inimigo de classe…

A religião está perdendo terreno. Agora, as mulheres das fazendas coletivas vêm à biblioteca e dizem: “Você sempre me dá livros que simplesmente dizem que Deus não existe. Eu sei disso sem ler livros. Dê-me um livro que me diga como e porque a religião surgiu e como e porque ela morrerá”. Nos últimos anos houve um tremendo crescimento de consciência política das massas. Departamentos políticos nas estações de máquina e tratores (cujos membros incluem organizadoras das mulheres) ajudará não apenas a consolidar as fazendas coletivas, mas também ajudará os agricultores coletivos, homens e mulheres, a se livrarem dos preconceitos que sobrevivem e do atraso cultural; a falta de direitos para as mulheres se tornará uma coisa do passado.

Dez anos se passaram desde o dia da morte de Lênin. Neste dia triste, devemos conferir o cumprimento das orientações de Lênin. Nós devemos sintetizar seus resultados. As orientações de Lênin no tocante à emancipação das mulheres têm sido cumpridas sob o comando do partido. Nós devemos continuar a avançar nesta trajetória.
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O COMUNISMO E A FAMÍLIA
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sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

SOLIDARIEDADE AO PROF. ALYSSON MASCARO * Dom Orvandil/RS

SOLIDARIEDADE AO PROF. ALYSSON MASCARO

Creio em cada palavra dita neste vídeo pelo prof. Alysson Mascaro. Por isso me solidarizo incondicionalmente com ele, com seus familiares, alunos, militantes que o leem e com todo o povo brasileiro que o reconhece e respeita.

Já me manifestei pessoalmente em solidariedade ao prof. Alysson, por isso me sinto incluído no agradecimento que ele faz às pessoas que, ancoradas na verdade, na justiça e na luta contra o capitalismo em sua forma fascista, o abraçam e consolam neste comento de guerra e carnificina no ato satânico de cancelamentos de imagens e até das pessoas, fisicamente.

O objetivo de mais esta minha manifestação pública é a de reiterar a solidariedade ao intelectual perseguido, a de demonstrar fé na verdade e de apelar pela investigação dos criminosos e assassinos.

Abraços profundamente sensibilizados e solidários, companheiro Prof. Alysson Mascaro.

REVOLUÇÃO, JUSTIÇA E PAZ. VENCEREMOS!

Dom Orvandil.RS

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MASCARO COMENTA NOTA PÚBLICA
ALYSSON MASCARO - DOM ORVANDIL

quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

MÉDICOS DA UFF DENUNCIAM DESCUMPRIMENTO DO ACORDO DE GREVE * WLADIMIR TADEU BATISTA SOARES/UFF.RJ

MÉDICOS DA UFF DENUNCIAM DESCUMPRIMENTO DO ACORDO DE GREVE
GOVERNO LULA EXTORQUE SERVIDORES FEDERAIS
WLADIMIR TADEU BATISTA SOARES/UFF.RJ
ROBERTO SALLES - PROFESSOR E EX-REITOR DA UFF

ENTREVISTA SOBRE O PANORAMA ECONÔMICO BRASILEIRO * Faixa Livre

ENTREVISTA SOBRE O PANORAMA ECONÔMICO BRASILEIRO
ENTREVISTA
Entrevista:
Pedro Batista - Jornalista, escritor e membro do Comitê Anti-imperialista general Abreu e Lima
Tema: Momento político

Plínio de Arruda Sampaio Jr. – Economista e professor aposentado da Universidade de Campinas (Unicamp)
Tema: Decisão do Banco Central sobre a Selic

Victória Grabois - Fundadora do Grupo Tortura Nunca Mais (GTNM)
Tema: Tratamento do governo Lula às famílias de vítimas da ditadura depois do sucesso mundial de 'Ainda estou aqui'

Paulo Lindesay - Diretor da Executiva Nacional da ASSIBGE Sindicato Nacional (ASSIBGE-SN)
Tema: Direção do IBGE volta atrás e suspende criação de fundação após pressão de servidores

domingo, 26 de janeiro de 2025

VIVA OS POVOS DO MUNDO * ANGELO CAVALCANTE/RED

VIVA OS POVOS DO MUNDO
ANGELO CAVALCANTE*

Em 27 de janeiro de 1945, o imponente e glorioso Exército Vermelho irrompe os portões de Auschwitz.

O que se encontra, o que se vê ali, o que ao fim, se descobre é algo absolutamente inimaginável; nos pátios e alargados do Campo existem pilhas, amontoados e mesmo montanhas de cadáveres.

Já não são humanos…

São ossadas, carrancas e caveiras humanas com expressões de dor, angústia e muito, muito sofrimento!

Todos foram assassinados!

A maioria pereceu nas obscuras câmaras de gás, outros foram fuzilados e tantos outros morreram mesmo de frio, fome e desnutrição.

São homens, são mulheres, são velhos, são jovens, crianças, pessoas especiais e até bebês de colo.

Em assustador comunicado ao camarada Stalin, o líder soviético notadamente surpreso, questiona “se isso é mesmo possível”?

A conferência desse morticinio, desses infinitos mortos, desses combalidos, é algo impossível; mesmo os mais veteranos e experimentados oficiais do Exército Vermelho, tocados, sensibilizados e com olhos marejados, se surpreenderam com o tamanho do ódio e da impiedade dos alemães.

Não por acaso, esse é precisamente o Dia Mundial de Lembrança do Holocausto.

Comunistas libertaram judeus! Afora desse fato, não há história!

Vamos tentar situar um pouco dessa jornada absolutamente impressionante…

Sob o Reich nazista, a Alemanha havia se convertido na principal potência militar do planeta; naquela altura não havia, de fato, força militar que se comparasse ao poderio alemão.

Sem contar a disciplina, a capacidade de organização, a superioridade tática e formativa da tradicional escola militar prussiana e, sobretudo, o fundamental sentimento nacional e pátrio e que fora criado pelo nazismo.

Orientado pelo lebensraum ( cf. Friedrich Ratzel ) ou a ampliação dos espaços vitais para o próprio desenvolvimento do império alemão, a wehrmacht, as mesmas forças armadas alemãs, não raro eram tidas como força incomparável.

Lideradas e conduzidas pelo fanatismo ultra-nacionalista de Adolf Hitler ( 1889-1945 ), um cabo medíocre, inexpressivo e advindo das ruínas, flagelos e derrotas alemãs da Primeira Guerra Mundial ( 1914-1918 ), o nazismo como força política só pode ser compreendido e traduzido no contexto da pior crise econômica da história da Alemanha o que envolveu, inclusive, taxas e índices inflacionarios dos maiores da história econômica mundial.

Em síntese, a Alemanha, no imediato fim da Primeira Guerra Mundial, é um desterro, um ambiente distópico de miséria, pobreza, mágoas, ressentimentos e muitas lacunas políticas ao dispor, inclusive, da extrema direita.

Pois bem…

É necessário somar a esse quadro, lutas e refregas políticas entre comunistas e sociais-democratas e que, desapercebidos, não identificaram ou conseguiram identificar, a serpente do nazismo avançando, se expandido pelos esgotos da política alemã.

Quando a II Grande Guerra é por fim, eclodida e declarada como tal em primeiro de setembro de 1939, tem-se início o pior, mais brutal e desumano conflito militar da história humana.

Em outros termos, não há guerra que se compare com o apetecido nos infames e desgraçados anos da Segunda Guerra Mundial.

O conflito fora responsável pela morte de, pelo menos, setenta milhões de seres humanos.

Nesse ambiente, a máquina de guerra alemã seguia vigorosa e destruindo tudo o que encontrava em sua frente; países como Polônia, Hungria, Checoslováquia, Bélgica e Holanda foram devastados pela tempestade de morte alemã.

Algo, no entanto, estava no meio do caminho da ferocidade, da sanha nazista; justamente a única nação que conseguiu se industrializar fora do capitalismo: a União Soviética.

Vejam só…

Para Hitler, os povos eslavos, como de resto, todos os povos do mundo, eram necessariamente inferiores e “comprovadamente” incapazes se comparados com a superioridade genética e racial dos assim ditos arianos, logo, é natural e condição que essa “gentalha” seja dominada, submetida e escravizada.

Esse, não por menos, é o essencial do Mein Kampf ( Minha Luta ) de Hitler e que virou uma doxa , uma espécie de bíblia da loucura extremista dos nazistas.

Ocorre que as teorias de superioridade/inferioridade natural não se aplicaram, tampouco se revelaram nos efetivos campos de batalha de uma Europa devastada.

A resistência aconteceu com firmeza e coragem, inclusive, em guetos dominados pelas forças do nazismo.

Dentre os muitos equívocos da estratégia nazista estava a invasão da União Soviética perpetrada pela assim batizada Operação Barbarosa.

Ocorre que a matança desmedida e sistematizada dos alemães contra, sobretudo, camponeses russos, era algo surpreendente pela violência, crueldade e perversão. Essa marcha seguia de vento em popa e é preciso lembrar e recordar que nenhuma nação sofreu ou perdeu tantos dos seus concidadãos como o povo russo.

A estimativa geral é que, ao menos, vinte milhões de russos tenham sido mortos durante a Guerra.

Ocorre que, bem sabemos disso, a história nunca e jamais é linear e muito menos se repete; sob o juízo esquemático e previsível de Hitler na invasão do território soviético, as hordas nazistas, contrariando aberta e frontalmente as recomendações do Estado-Maior alemão, se dividiram em três frentes.

A primeira frente seguia em direção a Leningrado, a seguinte para a capital Moscou e a terceira para a cidade industrial de Stalingrado.

Era, enfim, a deixa para que os “vermelhos” realizassem, vejam bem, a maior matança militar e que o mundo moderno havia presenciado.

Sob a firme liderança de Stalin e sob o comando dos marechais Zukov, Chuikov, Tukhatchévsky, Yeremenko e Rokossovsky, as tropas soviéticas partiram firmes e decididas contra os alemães o que envolveu, inclusive, lutas corporais, rua por rua, prédio por prédio, casa por casa.

Stalingrado se converteu em espécie de “caldeirão” de sangue e morte; dos cinco milhões de invasores alemães restaram pouco mais de cento e cinquenta mil soldados.

Estavam famelicos, vestindo farrapos e andrajos e dura e penosamente açoitados pelo fatal frio russo, pela fome e pelo tifo.

Nas margens do Rio Volga, milhares e milhares de cadáveres de jovens soldados alemães se espraiavam em seus contornos.

Stalingrado virou uma necrópole!

O drama dos soldados alemães atingiu um nível tal de sofrimento e degradação que tal quadro atingiu, inclusive, a moral e a compaixão dos soldados soviéticos e que, encarecidamente, pediam-lhes rendição; que poupassem suas vidas, posto que a batalha estava encerrada. Ao fim, lhes seria oferecido abrigo contra o frio com chá e sopa quente.

Coube ao Marechal Paulus, líder da campanha alemã em solo russo, em aberta divergência às determinações de Hitler, o acerto e acordo da rendição, o que permitiu salvar milhares de vidas alemãs.

Bom…

Acerca da memorável Batalha de Stalingrado, o poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade fiou o poema “Stalingrado” onde diz:

“Depois de Madri e de Londres, ainda há grandes cidades! O mundo não acabou, pois que entre as ruínas, outros homens surgem,
a face negra de pó e de pólvora e o hálito selvagem da liberdade dilata os seus peitos, Stalingrado, seus peitos que estalam e caem, enquanto outros, vingadores, se elevam”.
(Rosa do Povo (1945). In Carlos Drummond de Andrade. Poesia e Prosa. Rio de janeiro, Editora Nova Aguilar, 1983).

Pois bem…

Em tempos de ascensão neofascista, em grave momento onde a extrema direita mostra suas unhas e dentes querendo, buscando barbarizar sobre os povos do mundo é necessário relembrar dessa história.

Aliás, fascistas odeiam… Odeiam a história.

Não passarão!
Stalingrado vive!
Viva a humanidade!

*Angelo Cavalcante
Economista, professor da Universidade Estadual de Goiás (UEG), Itumbiara.