terça-feira, 14 de setembro de 2021

DE ZÉ TROVÃO A ZÉ CHORÃO * Marciano Medeiros / CE

 DE ZÉ TROVÃO A ZÉ CHORÃO

Marciano Medeiros / CE


Esse tal de Zé Trovão 

Agora está encrencado

Pela procuradoria

O gritador foi cercado 

Quando pisar no Brasil 

O cabra será trancado.


Por Xandão disciplinado

Vai adentrar na prisão

Se pediu a ditadura 

Vai colher a plantação

Espero que vire logo

O famoso Zé Chorão.


Ele diz ser valentão

Num bizarrismo sinistro

Por isso que faço em rimas

Do seu chilique um registro

Mas digo que caga fino

Na presença do ministro.


O sujeito baba ovo

Perdeu do perigo o faro

Quando soube do mandado

Correu mais do que disparo

Querendo ser porta-voz

Do maluco Bolsonaro.


segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Antologia do golpe * Hamurábi Batista

Antologia do Golpe

19 cordéis de Hamurábi Batista

Hamurábi Batista, fugindo do discurso tradicional da grande mídia, narra em estilo literário,ao longo de 19 cordéis que formam a coleção “Antologia do golpe”, o contexto político que levou ao golpe de 2016. Dentre os assuntos abordados, encontramos temas como “O Impeachment da Presidenta Dilma Rousseff”, “A Sentença do Triplex”, “O Poder Judiciário, a Mídia Corporativa e a Operação Lavajato”, “A Elite, a Mídia Golpista e a Classe Média”, “Os Protestos de 2013 e a Prisão de Rafael Braga”, “A Reforma da Previdência e a Previdência Privada” e “A Execução Brutal de Marielle Franco”.

Hamurábi busca financiamento para publicar a obra na forma de livro, mas ela foi disponibilizada digitalmente para que seu acesso integral dissemine conteúdos que não foram divulgados pela mídia tradicional.

CONFIRA

“Antologia do golpe”, 19 cordeis de Hamurábi Batista – PSICANALISTAS PELA DEMOCRACIA 

(Postado em:  segunda-feira, julho 2, 2018 )

domingo, 12 de setembro de 2021

BRASIL: ANO ZERO * Berenice Bento / DF

 "Brasil, ano zero: Estado, gênero, violência"- Berenice Bento / DF

berenice.bento1@gmail.com

"Brasil, ano zero: Estado, gênero, violência" - Lançamento 

A obra transforma a perplexidade da realidade contemporânea em instigantes análises. A partir de questões que conectam o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff, os reiterados ataques às questões dos gêneros e das sexualidades, o aumento da miséria e a eleição de Bolsonaro, os capítulos oferecem interpretações históricas à conjuntura sócio-política atual e seus personagens. O livro reúne a trajetória acadêmica e militante da autora, tal como suas percepções. Por fim, busca oferecer análises que negam dois tipos de determinismo: o que atribui à natureza biológica a explicação da produção das identidades; e o de caráter epistemológico que se caracteriza por atribuir valores absolutos a uma categoria analítica.

 

Link para lançamento:

YOUTUBE

https://www.youtube.com/channel/UC1debL_DpIp7I_fAGfWcv7w 

&

SITE

Berenice Bento – Doutora em Sociologia. Professora da UnB. 

***

Leão reduzido a rato * Poeta Cosme Lopes / RN

 Leão reduzido a rato


O cordel vem ao leitor

Trazendo mais um relato

Dos últimos dias no Brasil

Fica aqui esse extrato

De quem rugiu como leão

Afrontou a Constituição 

Hoje foi ruído de rato


Queria a insurreição 

Mas hoje está bloqueado

Para seus apoiadores

Fez discurso inflamado

Demonstrou-se corajoso

No ato foi criminoso

Agora está acabrunhado


Desafiou a Justiça 

Disse que não obedecia

Mas em oito de setembro

Nele se viu covardia

Pois diante de Moraes

Para não ir aos tribunais

DISSE: "Falei o que não devia"


Hoje ele está assim

Igual a pinto no ovo

Escondido como toupeira

Não imita mais o corvo

Quem se achava gigante

Ficou bem periclitante

Lhe botaram o estorvo 


Pensou que abria a boca

E falava o que queria

Ofendendo autoridades

E a nossa democracia

Defendendo ditadura

Mas acabou a bravura

Hoje o sujeito nem chia


Hoje até seus cupinchas

Lhe chamam cabra de peia

Está igual a avestruz

Com a cabeça na areia

E nem pode reclamar

Pois se besteira falar

Vai direto para a cadeia


O golpe não será dado

Acabou-se o argumento

Até seus apoiadores

Já não tem esse argumento

Pois o povo brasileiro

Que quer o Brasil ordeiro

Somos setenta por cento 


No estado que se encontra

Não pode fazer joguete

Pois o Supremo Tribunal

Manda desce-lhe o cacete

Mesmo que apele a Michael 

E venha pedido em papel

Por carta ofício ou bilhete


Mando um avião da FAB

Para buscar proteção 

Pediu que o Michael Temer

Falasse com o Chandão

Afrontou mas ficou frouxo

De medo até ficou roxo

De ir para uma prisão 


Chamou apoio ao golpe

Em Brasília e na Paulista

O número de apoiadores 

Ficou abaixo da lista

Caiu mesmo do cavalo

Pensava cantar de galo

Mas quebraram-lhe a crista 


A situação está ruim

Indo ao despenhadeiro

Não tem mais apoio do agro

E nem de caminhoneiro

Acabou-se o arrogo

Quando quis demostrar fogo 

Apareceu-lhe um bombeiro


Quem desejar se salvar

Use os membros e corra

A justiça não deixa o Brasil

Se tornar completa zorra

Foi uma grande broxada

Chega de tanta fakeada

Agora acabou "porra"


Poeta cordelista Cosme Lopes

Ceará-Mirim, 10 de setembro de 2021

*

sábado, 11 de setembro de 2021

Por que não devemos ir às ruas no dia 12 de setembro? * Wilson Coelho / ES

 Por que não devemos ir às ruas no dia 12 de setembro?

mbl com Bolsonaro e cia

Wilson Coêlho / ES


Não ir às ruas no 12 de setembro é uma questão de honestidade aos princípios de classe e resistência, principalmente por sabermos que essa chamada vem do Movimento Brasil Livre (MBL). 


O MBL, como um movimento eminentemente defensor de Estado mínimo, privatização/desnacionalização, sucateamento ensino público e saúde pública, reforma trabalhista a serviço dos que usurpam o trabalho alheio, ajuste fiscal com proteção aos ricos e redução da maioridade penal e tudo o mais que representa os privilégios da classe dominante.


Não devemos ir às ruas no 12 de setembro porque o MBL compõem os interesses das bancadas evangélica e ruralista do Congresso trabalhando o desmonte do Estado e dando continuidade ao golpe desde o impeachment de Dilma Rousseff, além de ter auxiliado o governo golpista de Temer na promoção das reformas trabalhistas e previdenciárias.


Não devemos ir às ruas no 12 de setembro porque o MBL é um dos movimentos protagonistas do antipetismo e contribuiu com a eleição fraudulenta a base de fake news do governo atual.


ciro gomes com mbl

Não devemos ir às ruas no 12 de setembro porque o lema de “Fora Bolsonaro” utilizado pelo MBL não passa de uma farsa, considerando que esse movimento não tem nenhuma pauta contra as ações do atual governo, nenhuma crítica aos programas implantados pelo Paulo Guedes privilegiando grandes empresários, banqueiros e multinacionais.


Não devemos ir às ruas no 12 de setembro porque o MBL não tem nenhuma proposta para acabar com a fome, o desemprego e a inclusão das pessoas desvaforecidas e espoliadas pela miséria.


mbl armado

Não devemos ir às ruas no 12 de setembro porque o MBL, apesar de se assumir como defensor do liberalismo econômico e republicano, não passa de uma grande mentira, pois – entendendo o liberalismo econômico como a não-intervenção do Estado na economia – esse movimento apoia e reproduz as práticas da velha política de um estado privatizado e a serviço dos grandes empresários, latifundiários da burguesia rural e mercadores da fé.


Não devemos ir às ruas no 12 de setembro porque o MBL é a continuidade do bolsonarismo sem Bolsonaro, ou seja, o “Fora Bolsonaro” desse movimento e apenas uma estratégia para se livrar de um estorvo barulhento para garantir a manutenção do poder nas mãos dos homens brancos, ricos, remediados e conservadores com práticas misóginas, racistas, preconceituosas e simpatizantes do fascismo.


mbl com eduardo cunha

Enfim, não devemos ir às ruas no 12 de setembro porque o “Fora Bolsonaro” do MBL não passa de mais um artifício dessa direita bronca e dissimulada. Como no ditado popular “Vão-se os anéis, ficam os dedos”, o MBL quer “Fora Bolsonaro”, mas não abre mão do bolsonarismo, como se quisesse sacrificar a mãe grávida para preservar o seu feto. 

....


O que é nacionalismo * Demétrio Melo

 O QUE É NACIONALISMO



O nacionalismo, ao contrário do que muitos acreditam, é muito além de vibrar nas ruas com pedaços de pano contendo cores e desenhos.


O nacionalismo ou patriotismo é um sentimento de pertencimento a um conjunto de costumes, práticas, crenças e outros aspectos ligados ao espaço geográfico e social, compartilhados por um determinado povo.


Sendo assim, um povo, seja ele qualquer, não pode se desenvolver de forma plena caso não tenha acesso a um espaço necessário a sua sobrevivência e sem preservar seus costumes que os identifique, mesmo em sua diversidade.  


Ser nacionalista é proteger as riquezas necessárias ao bem estar desse povo. Seus rios, suas florestas, seus minérios, sua água, madeira e tudo aquilo que está dentro do território de um determinado povo, deve servir ao bem coletivo.


Por este motivo que o liberalismo é prejudicial ao nacionalismo e a pátria, pois como o liberalismo defende o livre comércio, ele é contrário à intervenção do Estado na proteção da economia nacional. 


O verdadeiro nacionalismo defende a atuação firme do Estado na economia, atuando em defesa da produção nacional frente à concorrência natural do capitalismo financeiro mundial em suas mais diversas formas.


Por este mesmo motivo também que, aqueles que defendem privatizações, liberalismo, Estado mínimo, são antipatriotas e antinacionais, pois põem em risco a economia nacional colocando-a ao controle de potências estrangeiras. 


Liberais são traidores em potencial e pouco confiáveis. São capazes de trair amigos, parentes e a própria pátria, pois são ensinados a buscar os próprios interesses ao invés do bem coletivo e da nação, enganando qualquer pessoa e prejudicando o país se isto trouxer a eles benefício particular. 


Eles não ligam para nada e nem ninguém a não ser os próprios interesses e vantagens, colocando o indivíduo acima do coletivo e tendo como único parâmetro o seu bem estar e não o da nação!


Demetrio Melo 

....

sexta-feira, 10 de setembro de 2021

COMO BOLSONARO CAIU * Fernando Horta

 COMO BOLSONARO CAIU

(Frente Revolucionária dos trabalhadores

FRT)

*Exército e PM's estavam prontos para apoiar o golpe. Vejam porque tiveram que voltar atrás.* 


     A análise de Fernando Horta


       Bolsonaro tentou o golpe, e ele não aconteceu. O que teria dado errado? O que efetivamente aconteceu para que os planos golpistas fossem frustrados? Seria apenas um erro de cálculo de Bolsonaro? Seria o fato de o Brasil ter "instituições fortes"?

        É completo consenso que o que ocorreu no dia 07 de setembro foi uma tentativa de golpe. Por isso, todos os jornais e todos os partidos falam que "Bolsonaro acabou". Sabem todos que a tentativa falha não faz com que Bolsonaro pare de tentar. E esse é todo o problema de Arthur Lyra.

        Para entender o que aconteceu precisamos olhar para o dia 06 de setembro e não para o dia 7. Em especial para o final do dia. O que sabemos até agora já nos permite algumas interessantes explicações.

       Desde o início da semana, os hotéis de Brasília foram sendo tomados. Especialmente os hotéis de menores preços. Isso indicava o deslocamento antecipado de um bom número de pessoas com alguma capacidade financeira ou que estavam sendo financiados.

       No dia 06, quase todos os hotéis mais baratos de Brasília estavam lotados. Esse movimento não passou despercebido pelo STF e todo o aparato de inteligência por ele montado (já que a PF e a ABIN são tributárias de Bolsonaro).

        A partir das 12 horas do dia 06 a PM do Distrito Federal iniciou os planos de isolamento da região central da cidade (a esplanada dos ministérios) como parte do plano de segurança que é SEMPRE imposto em caso de manifestações.

       Da forma como foi planejada, Brasília fecha a entrada do povo nos locais de poder de forma muito fácil e efetiva. Apesar de planejada por um comunista, essa é uma característica urbana de Brasília muito útil aos poderes constituídos. Basta que a PM coloque barreiras no lugar.

         Por volta das 18 horas, numa ação claramente planejada aos moldes militares, bolsonaristas resolveram "testar a água". Um grupo de cerca de 600 pessoas passou a retirar as barreiras e os isolamentos e abrir espaço para os grandes caminhões que já estavam na cidade.

          Esse "destacamento avançado" com missão de reconhecimento foi abrindo espaço SEM A OPOSIÇÃO DA PM DO DF. A PM do DF é talvez uma das mais bolsonaristas do país. Aqui, 7 em cada dez homens votaram em Bolsonaro. As PM aplaudiam literalmente os manifestantes contra Dilma.

        Ibaneis, o governador, além também de bolsonarista, está envolvido até o talo com as maracutaias da saúde juntamente com Precisa e Ricardo Barros. Para saber mais acompanha o Deputado @leandrograss. Ocorre que o governador convenientemente NÃO ESTAVA NO DF.

         Estava tudo arrumado para uma "pequena" indisciplina da PM de Brasília que seria o aviso para que o movimento incendiasse no país inteiro. Tudo passaria como uma azarada "falta de ordenamento" porque o governador não estava no seu lugar. Brasília, pela manhã, daria o tom do golpe.

           Caso as mobilizações prometidas em número chegassem a Brasília, Bolsonaro faria da Paulista apenas seu palco de completo sucesso. O presidente contava com pelo menos 1 milhão de pessoas em Brasília e, com isso, a pressão sobre as outras polícias dos Estados seria insustentável.

         Para entender o que deu errado precisamos voltar à noite e madrugada do dia 06. Percebendo a fúria com que os bolsonaristas progrediram destruindo as barreiras na esplanada e a complacência inicial da PM, vários atores políticos (como o @DeputadoFederal e o @BlogdoNoblat) passaram a ligar incessamente para o governador Ibaneis, e usar suas redes para denunciar o estopim do golpe. Essa "gritaria" inicial chegou ao presidente do Supremo que, com a corte em uníssono, entrou em contato direito com a PM do DF exigindo providências.

         A resposta da PM, pelo que apurei, foi puramente protocolar. O STF não é a autoridade imediata a que a PM precise dar satisfação. No fim, a constituição fala que as PM's estão subordinadas ao Exército e aí veio o segundo golpe de mestre do STF.

         Fux ligou direto para os comandantes militares, ainda durante a madrugada, avisando que caso as PM's seguissem o comportamento leniente ele (Fux) chamaria a GLO e convocaria as forças armadas para deter os manifestantes. É preciso compreender este ato para entender o dia 07.

      O que o STF fez foi adiantar uma tomada de decisão do Exército Brasileiro. As Forças Armadas esperavam PRIMEIRO a mobilização popular prometida, para ENTÃO apoiarem o levante. Estavam naquela madrugada, portanto, aguardando. O STF, contudo, exige uma posição imediata do exército.

        Do ponto de vista do STF a ação era simples. Negasse o exército a ordem de Fux e o golpe estava consumado. Não haveria necessidade da pantomina do 7 de setembro. Por outro lado, ao adiantar a tomada de decisão o STF elevava exponencialmente o custo desta ação para os militares.

          Na prática, tivessem os militares desobedecido Fux e no dia 7 as manifestações "flopassem" e os comandantes militares seriam processados por insubordinação e sairiam culpados de sedição. O preço era alto demais. A exigência da decisão ainda no dia 06 quebrava o plano bolsonarista.

            No meio deste imbroglio todo duas figuras trabalhavam. Por um lado Alexandre de Morais de posse das informações de inteligência mapeava o financiamento dos movimentos e bloqueando as contas certas e as chave-pix asfixiava os financiadores de bolsonaro.

           Muitas "caravanas" de locais perto de Brasília não puderam sair por conta do dinheiro. O resultado foi o pífio número de apoiadores para que Bolsonaro fizesse o que estava planejado. Como era possível ver em Brasília, tinha muito mais "carro do que gente" segundo o @RODRIGOPILHA.

           O outro ator que em silêncio que agia era o vice-governador do DF atuando diretamente com as PM's. Na falta de Ibaneis a desculpa das PM's para a inação não seria mais possível. O comportamento dual do governo (ora apoiando bolsonaro, ora obedecendo o STF) já é em si golpista . Mas o vice governador compreendeu que recairia sobre ele toda a culpa de uma malfadada sedição que ocorresse nas PM's de Brasília. Novamente, o STF aumentava o custo da tomada de decisão e o vice precisou garantir as PM's na linha.

       Com a recomposição das linhas hierárquicas do Exército - a partir da cobrança do STF na madrugada do dia 06 - e com a lealdade das PM's (ainda que a contragosto) garantidas, a margem de sucesso do golpe de Bolsonaro era pequena.

         No final do dia 06, percebendo seus planos diminuírem a possibilidade de se realizar, os filhos do presidente foram até os manifestantes que faziam a "frente" para o movimento na tentativa de insuflar o apoio necessário para a sedição no dia seguinte e também para impactar a PM

         Não funcionou. Tirando os apoiadores do fascismo de Bolsonaro, os outros agentes são o que chamamos de "atores racionais" e fazem um cálculo de custo e benefício das suas ações. Precisam, contudo, de informações completas e corretas para esse cálculo. E isso eles não tiveram.

        A tensa madrugada do dia 06 de setembro, que virou com fogos de artifício o tempo todo, determinou o fracasso do golpe do dia 07. O STF subiu o custo das ações políticas dos outros agentes e diminuiu o acesso destes agentes às informações que precisavam para a tomada de decisão.

      As ações não foram coordenadas entre os atores políticos que saíram denunciando a posição claudicante da PM no dia 06 e o STF que colocou "a faca nos peitos" dos comandantes militares, mas, de alguma forma, elas foram complementares. O golpe naufragou.

        Não podemos, contudo, achar que ele não foi dado. Que Bolsonaro não cometeu crime porque "o resultado não foi alcançado" como é o argumento dos defensores do governo na CPI. Se deixarem Bolsonaro solto, ele tem mais um 7 de setembro para tentar. E mais um ano para planejar.

***

VIVA O POVO BRASILEIRO * PATATIVA DO ASSARÉ / CE

VIVA O POVO BRASILEIRO

Quando passar a chacina

Que surge de dia a dia

O tráfico de cocaína

E a real democracia

Seguir os caminhos certos

E os Chicos Mendes libertos

Das balas do pistoleiro

Diremos em nossa terra

Por vale, sertão e serra:

VIVA O POVO BRASILEIRO!


Quando o artista que tem fama

Ocupar o televisor

Só apresentar programa

De moral, fé e amor

Quando o crime mercenário

Este monstro sanguinário

Deixar de ganhar dinheiro

Pra matar seu semelhante

E não houver assaltante:

VIVA O POVO BRASILEIRO!


Quando o infeliz agregado

Se se libertar do patrão

Para morar sossegado

No seu pedaço de chão

Quando a reforma agrária

Que sempre foi necessária

Para o caboclo roceiro

For criada e registrada

Em nossa pátria adorada:

VIVA O POVO BRASILEIRO!


O sonho da nossa gente

Foi sempre viver feliz

Trabalhando independente

Em nosso grande país

Quando o momento chegar

Do nosso Brasil pagar

O que deve ao estrangeiro

O maior prazer teremos

E libertos gritaremos:

VIVA O POVO BRASILEIRO!


*_Patativa do Assaré**

https://youtu.be/XcrXnSvkBcY 

...

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Quem não pode com o pote Não bota a mão na rudia * Evaldo Araúo / Evaldo Araújo / PE

Quem não pode com o pote
Não bota a mão na rudia


Engoliu cada bravata 

Que alimentava o seu gado 

Acabou ajoelhado 

Sua covardia é nata

A sua atitude mata

Nosso povo, dia à dia 

Ataca a democracia 

Mas não passa de um fracote 

Quem não pode com o pote 

Não bota a mão na rudia 


Pediu ajuda ao Vampiro 

Que também não quer ser preso 

Ambos merecem desprezo 

Muito mais o Biroliro

Eu mesmo não me admiro 

Com sua carta vazia 

Que afunda a economia 

E prepara um novo bote 

Quem não pode com o pote 

Não bota a mão na rudia


Enquanto Artur toca lira 

Engavetando pedidos 

Somos todos agredidos 

Por mentira e mais mentira 

Mas o povo ainda lhe tira 

E acaba a tirania 

Lhe coloca onde devia 

Pra fora com seus nepotes 

Quem não pode com o pote 

Não bota a mão na rudia


Não aguentou a pressão 

Pediu arrego, tremeu 

Disse: “o que aconteceu 

foi o calor da emoção”

Gesto de quem é fujão

Que na Hora H só pia 

Estremece, se atrofia 

Mostra que é um pixote 

Quem não pode com o pote 

Não bota a mão na rudia


EJSA

9/9/2021