terça-feira, 5 de outubro de 2021

Outubro rosa, alerta de salvação * Genildo Mateus / CE

 Outubro rosa, alerta de salvação

GENILDO MATEUS

No mês do outubro rosa

Meu alerta vou deixar,

Sou mulher! Não melindrosa

Com muita garra de lutar,

Quebro todos preconceitos

Retirando os defeitos

Medo, também frustração

Descerro fragilidade

Quebrando a vaidade

Rogando a Deus proteção

 

Faço meu autoexame

Tocando-me pra conhecer,

Com calma sem vexame

Para não esmorecer.

Sentindo algo estranho

Não importa o tamanho

Providencias deve tomar

Procurar o lugar certo

Com o coração aberto

Pra seu destino governar

 

Sigo cumprindo meu dever

Com exames dolorosos,

E a tudo que pode prever

Se se tornar escabrosos.

Não adiante se afligir

Encarar, nunca fugir

Enfrentados sem receios

Pois todo mal deve vencer

Prosseguir, não retroceder

Preservando os seus seios

 

Câncer não é brincadeira

Pode se tornar um drama,

Pois levanto a bandeira

Para cuidar de sua mama.

Com a família unida

Acabando com a dúvida

Assim prevenir sua vida

Com apoio do marido

Se mostrando aguerrido

Para salvar sua querida

 

Jovem também deve cuidar

Fazendo sempre prevenção,

Pra depois não lamentar

De mal constatação.

Aprender desde sedo

Desvendar todo segredo

Cuidando bem de sua vida

Não ter ingrata surpresa

Quebrando sua beleza

Se sentindo arrependida.

 

Quando seu corpo reclamar

E sentir algo estranho,

Deve logo desconfiar

Não importa o tamanho.

A dor pode ser pequena

Que no peito a condena

Mexendo na estrutura

Com incerteza e medo

Tarde ou ainda cedo

Vai causar uma ruptura.

 

Inundar-se sempre de amor

Conquistando esperança,

Derramar coragem, fervor,

Resistir com segurança.

Dentro do outubro rosa

Uma ação muito preciosa

Pra quebrar fragilidade

Assimilando desafios

Se livrando dos anseios

Com amor e fraternidade

 

Vencer todos preconceitos

Construindo uma muralha,

Refazendo os conceitos

Acirrada na batalha.

Esbanjando coragem

Aliada a autoimagem

Coberta de resiliência 

Com o gosto da vitória

Traçada na trajetória

Pela sua eficiência.

 

E olhar-se no espelho

Sentindo longevidade,

Sendo rosa ou vermelho

Persistir na verdade.

De uma mulher guerreira

Sóbria e aventureira

Seguindo o seu instinto

Pela sua confiança

Num desejo de bonança

Me venha o que consinto.

 

Com sua fé sempre presente

E também sua autoestima,

Livrando do incidente

Do mal que se aproxima.

Enfrentar com sabedoria

Sem ter nenhuma histeria

Para curar sua cicatriz

Vindo de dentro da alma

Essa dor que não tem calma

Do DNA e da matriz.

 

Tirar da quimioterapia

O desejo de se salvar,

Extraindo toda alegria

Onde a vida alcançar.

Apagar os dissabores

Abraçada aos seus amores

Se mostrando importante

Pela batalha vencida

Sentindo agradecida

Num sorriso triunfante.

 

Sentir na cura o prazer

No encontro com a glória,

Na humildade refazer

Seu caminho, sua história

Com a mão sempre estendida

E sempre se precavendo 

Pra não ter uma recaída

Cicatrizando a ferida

E a todo mal se vencendo.

 

Por Genildo Mateus

 

segunda-feira, 4 de outubro de 2021

Os Feminismos Islâmicos e o Necessário Rompimento com as Bases Liberais * Gilliam Nauman Iqbal / MA

Os Feminismos Islâmicos e o Necessário Rompimento com as Bases Liberais.
Gilliam Nauman Iqbal

O pensamento político moderno tem sido a base ocidental para a teorização e práticas políticas ao redor do mundo.

Romper com essa base de pensamento, pode ser a possibilidade de criação de instituições realmente libertadoras ao feminismo, pois o liberalismo é um sistema que viabiliza vários mecanismos de opressão e que afetam direto ou indiretamente os diversos grupos de mulheres.

A forma como o pensamento moderno, concebe o que seria razão, traz em seu corpo conceitual, aquilo que seria a imparcialidade, como principal característica de um pensamento racional. Mas ser imparcial, pressupõe abrir mão de seus interesses e particularidades, logo compromete também a sensação de pertencimento e identidade. Pensar em um conceito de razão, suprimindo o que sugere o conceito de imparcialidade, é algo completamente ilusório e opressor do pensamento.

Se pensarmos o real conceito de razão, sugerido pelo pensamento moderno, é possível tatear a ideia de que este conceito busca planificar diretrizes universais que expliquem todos os fenômenos dentro das sociedades, em detrimento das diversas particularidades. Pode doar violento, mas estruturar um conceito em tais bases, significa eliminar a mais diversas experiências e trajetórias que conectam pessoas em seus processos identitários.

É a partir do estabelecimento dessas diretrizes liberais, e que se propõem universais, que outros parâmetros são criados, como civilidade x barbáries, bom x mau, público x privado, e até liberdade x opressão.

Na criação desses parâmetros, a esfera pública e privada norteia os agentes sociais de controle. O pensamento moderno designa ao Estado, tudo que seria de foro público e desta forma, deve adotar uma postura pautada em pensamento racional e imparcial, possibilitando a criação de políticas excludentes, que desconsideram as experiências individuais e evidenciam as diferenças. Os particularismos e aspectos individuais da existência, caberiam à esfera privada, apartado mesmo da dinâmica política. Como consequência, cria- se um Estado excludente, que estabelece políticas que contemplam um modelo de indivíduo.

O que estaria fora do escopo público e portanto, fora dos interesses das representações políticas, abrange em quase sua totalidade, as necessidades pertinentes às mulheres. É na esfera privada que encontramos as fronteiras do universo feminino, pois o pensamento ocidental racional, imparcial e de base liberal, exclui as necessidades de mulheres, da vida pública e exclui ainda mais, quando desconsidera os processos identitários dessas mulheres.

Ainda que as reações aconteçam, em resposta às políticas que consideram como modelo de cidadão a ser beneficiado pela esfera pública, os movimentos precisam entender o mecanismo que combatem e quais as bases das práticas políticas. Os movimentos sociais no Ocidente, como
práticas políticas, também se baseiam nos mesmos conceitos liberais que ia excluem. Eis a necessidade de análise de engrenagem liberal para com ela romper e tomar novos rumos.

A partir dessa reflexão, penso que o movimento feminista necessita visualizar suas limitações, entendendo que toda sua operacionalidade, ocorre em um arcabouço teórico liberal. Mesmo que tenhamos a necessária fragmentação traduzida em feminismos, e estes buscam considerar as experiências em grupo para instrumentalizar suas lutas e reivindicações, ainda assim, os mesmos caminham na direção das instituições e práticas idealizadas pelo liberalismo.

A grande dúvida que que ocorre, é se esse fenômeno também foi perversamente calculado por esse sistema, já que muitos movimentos sociais, e principalmente o movimento feminista, acaba se tornando um instrumento de ação do liberalismo, ou se apenas segue um curso natural.

Quando os movimentos feministas, internalizam os parâmetros liberais, e isso ocorre, quando pensamos conceitos como os citados no início do texto, como civilidade x barbárie, opressão x liberdade, criam-se ações excludentes dentro desses movimentos. Assim, mulheres que estão fora da caixa dos parâmetros liberais Ocidentais, não encontram identificação e aceitação no movimento feminista. Este é o caso das mulheres muçulmanas.

Há ainda, um outro fenômeno, que sob a luz desta análise, fica claro como o movimento feminista se torna uma arma do Ocidente liberal, no desvirtuamento da luta de uma mulher muçulmana. Obviamente que, as pautas do movimento de mulheres que pertencem às sociedades Islâmicas, tem reivindicações de acordo com suas vivências nessa organização social e as diretrizes dos movimentos feministas dentro do Ocidente acabam por não atender essas pautas. No entanto, o movimento feminista, nos moldes liberais, causa distúrbios em alguma instância, na organização desses movimentos, o que evidencia no mais uma vez, o calculismo liberal no desmantelo do Oriente.

Um terceiro fenômeno ocorre e este parte da observação de recortes no Brasil. Nos últimos anos, foi possível perceber uma maior visibilidade de mulheres muçulmanas na sociedade brasileira. Junto a essa visibilidade, despontam as muçulmanas que, na busca pela aceitação de sua condição de revertida ou nascida em berço Islâmico, enquanto indivíduos sociais participativos, entre na luta pela pauta das politicas públicas que contemplem o respeito às diversidade religiosa, o respeito aos símbolos identitários, e há uma luta mais silenciosa, que diz respeito aos códigos comportamentais, nos quais estas mulheres estão inseridas, e que está completamente fora da caixa ocidental. Isso remete, por exemplo, a uma postura de distanciamento de homens nos espaços públicos, nas linguagens relacionais como, o cumprimentos sem o tocar no corpo desta mulher, a liberdade da vestimenta, que pressupõe recato e muitas vezes, esse código é ferido no mercado de trabalho (isso quando um lugar nesse nicho) e vários outros pontos que não entram na esfera pública, exatamente porque segundo o ideal liberal, não é papel do Estado a interferência naquilo que é considerado nesta sociedade, pertinente às vida privada.

Ainda sobre esse movimento de mulheres islâmicas brasileiras, é necessário observar se este não se deixa deformar pelas bases do pensamento liberal, tal qual os demais movimentos existentes no Brasil e em outros lugares do mundo.

A pouco tempo tivemos a situação do Afeganistão, em que pouco se considerou a relação destas mulheres com as bases islâmicas de seu país, sobrepondo-se a isso, o heroísmo ocidental. Nesse contexto, o movimento feminista buscou muito mais um discurso alinhado ao imperialismo opressor deste país (o que é vexatório), do que a análise da trajetória das afegãs.

A composição das mulheres muçulmanas no Brasil, é em sua maioria, formada por mulheres pretas e periféricas. Há uma parcela “branca” e mais abastada socialmente, algumas de ascendência árabe. Cabe a está pequeno movimento, cuidar em fazer essa análise, observando que as experiências individuais e trajetórias dessas mulheres, não são homogêneas. Há de se considerar as questões ético- raciais, as realidades sociais, as tradições familiares e os elementos em comum, como a religião, o preconceito que sofrem em maior ou menor grau, e isso é determinado por fatores raciais e sociais, o símbolo identitário dessas mulheres, como o hijab, e outros elementos. Logo, temos aí o desafio de não criar representações que se coloquem como fôrma para as lutas das muçulmanas brasileiras, a não tentativa de qualquer discurso salvacionista, recaindo na prática liberal, e de não permitir imposições de modelos e padrões para um grupo tão heterogêneo e que traz nessas diferenças, uma complexidade que exige o rompimento com o pensamento liberal e seus elementos, para reais conquistas.

*Gilliam Nauman Iqbal é graduada em História pela Universidade Estadual do Maranhão, pós graduada em Sociologia das Interpretaçōes de Povos e Comunidades Tradicionais, estudante de Fotojornalismo na Universidade Cruzeiro do Sul, presidente do Instituto de Estudos e Solidariedade para a Palestina Razan al-Najjar, muçulmana, feminista, ativista política e pró Palestina.

Desconstrução da república * Jarbas Agnelli

*DESCONSTRUCÃO DA REPÚBLICA*

 Paródia de "Construção",  de Chico Buarque, por Jarbas Agnelli, ambientada no Brasil de hoje.


1. Roubou daquela vez como se fosse a última

Blindou sua mulher como se fosse a única

E cada filho seu como se fosse um número

E atravessou a lei com o seu passo atlético


2. Causou destruição como se fosse máquina

Queimou no Pantanal quatro hectares sólidos

Repasse por repasse num desenho trágico

Sua boca infestada de mentira e virus

Saiu pra passear como se fosse sábado

Gerou a fake news como se fosse sátira


3. Mentiu e ameaçou como se fosse um déspota

Depois prevaricou como se ouvisse música

E tropeçou na lei como se fosse um bêbado

Andou na multidão como se usasse máscara

Jogou para o Centrão como se fosse um gângster


4. E acenou da moto no passeio público

Fez aglomeração atrapalhando o tráfego


#ForaBolsonaroeSuaQuadrilha


APROVEITE PARA ASSISTIR A ORIGINAL

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domingo, 3 de outubro de 2021

As três mortes de Chê Guevara * Flavio Tavares / RS

 AS TRÊS MORTES DE CHÊ GUEVARA



As mortes de Che Guevara: 1. O disparo em Cuba 2. A agonia no Congo 3. A execução na Bolívia O título deste livro não resume só uma imagem ou metáfora: quando um sargento boliviano, trêmulo e sob o estímulo da aguardente, metralhou o prisioneiro ferido, Che Guevara já estava morto havia muito. Começou a morrer em Cuba e agonizou no Congo. É o que se relata aqui, com base em pesquisas e testemunhos que remontam a 1961, quando Flávio Tavares conheceu Ernesto Che Guevara, ao cobrir, como jornalista, a Conferência Econômica da OEA, em Punta del Este. Meio século após a execução de 1967, o mito ressurge numa nova história concreta, narrada a partir de depoimentos da mãe, dona Celia, do comandante Benigno (que lutou a seu lado em Cuba, no Congo e na Bolívia), de um coronel boliviano que combateu a guerrilha e de um major aprisionado pelos guerrilheiros, além de outros. Este livro penetra num terreno oculto que as biografias de Che Guevara não abordam: por que ele deixa Cuba e vai ao Congo, depois à Bolívia, em improvisações que o levam ao fracasso? As respostas aqui estão, no ritmo profundo e leve que deu a Flávio Tavares o Prêmio Jabuti em 2000 e 2005 e fez dois grandes escritores do século XX elogiarem Memórias do esquecimento, seu livro inicial.

Pátria madrasta vil * Clarice Zeitel Viana Silva / RJ

PÁTRIA MADRASTA VIL

CLARICE ZEITEL VIANA SILVA / RJ

 *REDAÇÃO DE ESTUDANTE CARIOCA QUE ACABA DE VENCER  CONCURSO DA UNESCO COM 50.000 PARTICIPANTES* 


Tema:  ” Como vencer a  pobreza e a desigualdade”


Autora: Clarice Zeitel Vianna  Silva


UFRJ -  Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro -  RJ


Leia e entusiasme-se!


“PÁTRIA MADRASTA VIL"


Onde já se viu tanto excesso de falta?

Abundância de inexistência...

Exagero de escassez...

Contraditórios?

Então aí está!

O novo nome do nosso país!

Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.

Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de  caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de  escassez de responsabilidade.

O Brasil nada mais é do que uma  combinação mal engendrada - e friamente sistematizada - de  contradições.

Há quem diga que 'dos filhos deste solo és mãe  gentil', mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe.

Pela definição que eu conheço de MÃE, o  Brasil,   está mais para madrasta vil.

A minha mãe não  'tapa o sol com a peneira.'

Não me daria, por exemplo, um lugar na  universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.

E mesmo há  200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me  restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe  não iria querer me enganar, iludir.

Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse  efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação +  liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação  pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela  falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa.

A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a  minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade.

Uma segue a outra...

Sem nenhuma contradição!

É disso que o  Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem  esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam  hipócritas, mudanças que transformem!

A mudança que nada muda é  só mais uma contradição.

Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos,  mas não ensinam a pescar.

E a educação libertadora entra aí.

O povo está tão paralisado pela ignorância que  não sabe a que tem direito.

Não aprendeu o que é ser cidadão.

Porém,  ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade:  nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático  do Estado não modificam a estrutura.

As classes média e alta - tão confortavelmente  situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar  (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)...

Mas estão elas preparadas para isso?

Eu  acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de  dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos,  possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.

Afinal, de  que serve um governo que não administra?

De que serve uma mãe que não afaga?

E, finalmente, de que serve um Homem que não se  posiciona?

Talvez o sentido de nossa própria existência esteja  ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um  todo. Sem egoísmo.

Cada um por todos.

Algumas perguntas,  quando auto-indagadas, se tornam elucidativas.

Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil?

Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil?

Ser tratado como cidadão ou excluído?

Como gente... Ou como  bicho?


Premiada pela UNESCO,  Clarice Zeitel Vianna Silva,  26 ,  estudante que termina Faculdade de Direito da UFRJ em julho,  concorreu com outros 50 mil estudantes universitários. Ela acaba de voltar  de Paris, onde recebeu um prêmio da Organização das Nações Unidas  para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) por uma  redação sobre  'Como vencer a pobreza e a desigualdade.'  A  redação de Clarice  intitulada  'Pátria Madrasta Vil',foi incluída  num livro, com  outros cem textos selecionados no concurso. A  publicação está disponível no site da Biblioteca Virtual da   UNESCO.

***

sábado, 2 de outubro de 2021

CARLOS PRONZATO CINEMA ENGAJADO * Frente Revolucionária dos Trabalhadores / FRT

 CARLOS PRONZATO CINEMA ENGAJADO

CARLOS PRONZATO YOUTUBE
CARLOS PRONZATO BLOG
ALGO MAIS SOBRE CARLOS PRONZATO
ACESSE PARTICIPE PRESTIGIE

https://drive.google.com/file/d/1rWC3uua9IYHGCFLmSLVtg6x1KnH1DEp8/view?usp=sharing

Esta é uma obra independente para fins de militância política a favor do povo trabalhador. O seu apoio é fundamental. Quem quiser contribuir com este trabalho seguem os dados:

Banco do Brasil. Ag: 0346-8. C/C: 222.567-0. Carlos Pronzato.

PIX: 71993459952. Tadeusz Pronzato.


Catálogo de filmes e livros:

www.lamestizaaudiovisual.com.br

Canal Youtube Carlos Pronzato: https://www.youtube.com/channel/UCpQbUHc34JoE-j_qQ8UOXCg 


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Cadê a independência? * Euvaldo Lima

 Cadê a independência?


Se nos castram a liberdade,

De voar, de expressar,

De expor a realidade,

De defender, ou acusar

Respaldado na verdade

Que em nossa consciência está?


O que enfim comemorar

Em nosso país amado,

No tocante a independência

Que se diz democratizado

Se até para votar

Eu continuo obrigado?


Um acesso ao mercado 

Quando se quer trabalhar

E no tocante a assistência

Jurídica, médica, hospitalar

Sem dinheiro ou influencia

Morremos por esperar


Por tanto:

Enquanto houver andarilho

Ou pedintes sendo invisíveis

E os da grana com os do poder

Em dobradinhas incríveis

Eu vejo a independência

Volitando em outros níveis.


E pra que eu durma em paz

Com Deus e a consciência

Vou fazer a minha parte

Orar e ter paciência

Pra ver se no próximo século

Já tenhamos Independência.


Euvaldo Lima

O Pequeno Diminuto

07/09/21


sexta-feira, 1 de outubro de 2021

Manifesto ABI TVs MUNICIPAIS ABERTAS * (FRT)

Manifesto ABI  TVs MUNICIPAIS ABERTAS



A Associação Brasileira de Imprensa _ ABI, em sintonia com sua história de defesa da  democracia e atenta ao momento tenebroso de violações constantes das liberdades, inicia  uma Campanha em defesa do capítulo V da Carta Magna que rege a Comunicação Social,  consubstanciada na implementação - sem reservas e de imediato - dos Canais da Cidadania,  que materializam as consígnias dos artigos 220 e 221, em particular, quando esses afirmam  que os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de  monopólio ou oligopólio; que a produção e a programação das emissoras de rádio e televisão  atenderão aos princípios da promoção da cultura nacional e regional. A Constituição Cidadã  de 88 ainda nesses artigos enfatiza que a produção cultural, artística e jornalística deva ser  regionalizada.  

O potencial democratizador do Canal da Cidadania é colossal, dinamizando a cidadania e o  próprio movimento cultural local, com significativo impacto na geração de emprego e renda,  em decorrência do impulso à produção de equipamentos (indústria Nacional), com capacidade  para o fortalecimento do mercado de trabalho, local e nacional.  

Os Canais da Cidadania - na prática estamos falando de 5.568 TVs Municipais Abertas e  Digitais - se encaixam como uma luva nesses princípios constitucionais, e contemplam o que  disse um velho político, “o indivíduo não mora no Estado, na União, mora no Município”. Não  podemos aceitar que seja sonegado aos munícipes - cidadãos dos municípios, o direito de ver  em suas telas a vida cultural e informativa de sua cidade, de seu local de vida e memória  afetiva.  

A estratégia governamental de conflito permanente com as instituições, com a sociedade civil  organizada, enfim, com a Constituição da República, não contempla limites e exige que nossa  vigilância mais do que nunca se mostre redobrada e efetiva. O Ministério das Comunicações  (Minicom), sem ato normativo algum, suspendeu na prática a vigência do Decreto Presidencial  5.820/2006 que dispõe sobre a implantação do Sistema Brasileiro de Televisão Digital  Terrestre (SBTVD-T) e da Portaria Ministerial 489/2012 que regulamenta os Canais da  Cidadania.  

A decisão do Minicom não está respaldada em qualquer justificativa razoável e juridicamente  determinada, passa por cima de quinze anos de vigência do decreto e da portaria, não  comunica à sociedade sobre os motivos de tamanha violência, além de configurar um  tremendo retrocesso democrático. A medida é essencialmente antidemocrática, pois a  municipalização da tv digital brasileira, permite que cada TV Municipal Aberta e Digital  carregue quatro programações diferentes, a chamada multiprogramação.

Na prática é a TV

4x1, ao invés de 5.568 TVs, os munícipes teriam a sua disposição quatro vezes mais canais,  cada TV se transformando em 4 canais televisivos diferentes: um destinado à Prefeitura, outro  ao Governo Estadual, e dois canais destinados às entidades da sociedade civil organizada no  município. Para a ABI, não há qualquer razão para paralisar a instalação dos Canais da  Cidadania, a não ser o viés autoritário do governo federal.  

A Democracia Brasileira merece e precisa da pluralidade e da regionalização da  comunicação. O povo brasileiro necessita que a comunicação social seja democratizada, que  seja garantida a participação direta de novos atores na condução de meios televisivos, o que  promoverá uma cidadania mais participativa, com mais elevado grau de cultura, de educação  democrática e com qualificação e protagonismo na defesa dos valores democráticos e da  soberania nacional.  

A ABI, a Casa Centenária dos jornalistas, convoca as entidades civis organizadas, como a  OAB e a CNBB entre outras, as entidades e os movimentos de defesa da democratização da  comunicação, os intelectuais, os jornalistas, radialistas, os estudantes, os artistas e agentes  culturais, os partidos políticos representados no Congresso Nacional, as entidades  representativas dos prefeitos, do empresariado e dos trabalhadores na esfera da produção de  informação e de equipamentos, para se engajarem na implantação das 5.568 emissoras de  televisão da Cidadania, começando por destravar os mais de trezentos pleitos municipais  sobrestados (suspensos), a sua maioria em tramitação eterna nos escaninhos burocráticos de  Brasília, culminando com a “canetada” da suspensão, sem debate e sem transparência. Uma  atitude que impede ao povo brasileiro uma comunicação mais qualificada, plural, e  regionalizada, tal como estabelece a Constituição Federal e que representa, ao fim e ao cabo,  o alargamento da democracia no Brasil, hoje tão ameaçada.  

Democracia exige múltiplos olhares sobre a realidade!  

Por uma comunicação mais plural e regionalizada!  

Em defesa dos Canais da Cidadania

SUSPEITOS INCÊNDIOS! * José Ernesto Dias / MA

SUSPEITOS INCÊNDIOS!


O Brasil, está incendiando!

No desordenado desmatamento

Promovido por grileiros

Criminosos, influentes na política...


Desastroso agros industriais

Aceleram o desmatamento

Sem dó, nem piedade

Brutalmente, matam as nascentes! ...


Arrasando os mananciais

Desmatam a margem dos afluentes

Matando riachos e rios

Desmatam sem ouvir ninguém...


Grileiros desafiando a justiça

Persistem no desmatamento

Violentos invasores 

Seguem, em ritmo arrojado...


Igualmente as mineradoras

Madeireiros e garimpeiros

Em crimes cometem horrores

Na ganância por dinheiro...


No enganoso argumento

Que o mal é necessário

Para o desenvolvimento

Ludibriam a sociedade...


Gente:- afinal?!

O nebuloso desenvolvimento 

Na obscura jogada

Favorece a quem?!...


Na verdade o, que é assustador

É, aonde se instala

Gananciosos empreendedores

Desalojam os habitantes local...


Derrubando a floresta

Acabam com a riqueza natural

Botando na miséria

A população local...


Na justiça cega

Juízes se esforçam para interpretar

As leis, cheias de brechas

Facilita os, criminosos escapar! ...


Teimando, na derrubada da mata

Criminosos tocam fogo na floresta

Sem se preocupar

Enquanto a mata incendeia...


Grileiros planejam

Aguardando o fogo baixar

Afrontando a lei

Sem receio, chegam para ocupar...


Os nativos que resistem

Os invasores, mandam matar

Exterminando famílias inteiras

Os que sobrevivem, aos ataques...


Perambulam nas estradas

Abaixo da linha de pobreza

Famílias sofrem no desespero

Sem ter a, quem reclamar! ...

 

São Luís – MA – 23 de Setembro de 2021

Autor:  José Ernesto Dias