domingo, 18 de agosto de 2024

É ABJETA A POSIÇÃO DE LULA SOBRE A VENEZUELA * CEP MAGALHÃES/LÚCIO CARRIL-SP/José Sant Roz-VE

É ABJETA A POSIÇÃO DE LULA SOBRE A VENEZUELA
MENSAGEM AO PRESIDENTE LULA
ATÍLIO BORON.AR

É absolutamente abjeta e irresponsável a posição de governo Lula de não reconhecer o resultado oficial da eleição presidencial da Venezuela, onde o atual presidente Maduro venceu por 51%. Apoiar uma proposta de novas eleições, que nenhum dos lados venezuelanos aceita, mostra que o governo brasileiro não respeita a Venezuela.

Independente de qualquer juízo de valor e/ou avaliação político ideológica que se possa ter do cenário político venezuelano, essa atitude demonstra que o Brasil aderiu a política imperialista americana de intervir em países, não respeitando auto determinação dos povos.

Vergonhoso para um governo que se diz progressista, de esquerda e que afirma ter como política externa a integração da América do Sul. Tremenda bola fora do Lula, talvez seja por isso que os pares do Brasil nos BRICS+ atualmente olham o país com suspeitas quanto a posição de fortalecimento político, econômico e militar do Sul Global contra o império do OTANISTÃO (EUA, EUROPA E OTAN).

O governo brasileiro tem recuado em muitas posições de enfrentamento contra o império americano, fazendo na política externa a mesma coisa que faz na política interna: não enfrenta ninguém, concilia com tudo. Como já foi avisado, conciliar, conciliar, conciliar, abre espaço para golpe. 

É o que o horizonte aponta...


O ABESTALHAMENTO DO LULA*

Tem muita gente me perguntando sobre minhas postagens de indignação com o Lula em relação à Venezuela. Sim, estou indignado com esse desvio de posição e de postura dele. Não é possível que ele não perceba o que está acontecendo no mundo.

Estamos vivendo o momento histórico mais importante depois da segunda guerra, com o declínio dos Estados Unidos como única potência econômica mundial.

Caminhamos agora para um mundo multipolar, o que pode dar um maior equilíbrio nas relações internacionais.

O velho xerife está desesperado, bancando a guerra da Ucrânia, o genocídio do povo palestino e atacando países que têm alguma riqueza para ser saqueada.

Sua derrota é inevitável. A China já vem assumindo protagonismo e, segundo previsões, em 2030 será a maior economia do mundo.

Essa perspectiva está levando o Tio Sam ao desespero.
O foco dos Estados Unidos na Venezuela é o petróleo. Os ianques precisam saquear a maior reserva de petróleo do mundo para tentar superar a recessão pela qual passa o país e ganhar uma sobrevida como império.

O que vem me chamando a atenção é o Lula se alinhar com um império em declínio e fortalecer a política intervencionista e imperialista dos Estados Unidos, logo agora que a correlação de força internacional aponta para uma mudança.

Ou o Lula está se abestalhando ou está mudando de lado. Mas justo agora, quando os BRICs podem ter um grande protagonismo mundial?

Entre EUA e Venezuela, temos sempre que ser Venezuela. Nosso aliado histórico é o bolivarianismo, assim como nosso algoz é o imperialismo ianque.

Se alinhar com os Estados Unidos é de uma estupidez sem tamanho. Ninguém abraça um inimigo quando ele está caindo. Se o fizer, cairá junto.

Lula tem que fortalecer os BRICs e a América do Sul. Sua busca para se tornar líder mundial tem que ser focada na nova ordem e no fortalecimento dos países em ascensão.

Agradar os americanos do norte é muito feio e extemporâneo.

Lúcio Carril
Sociólogo
*
Foi assim que o Golpe foi montado: com o “Painel de Especialistas da ONU”, Carter Center, UE e o canalha Lula!..*.

*Por José Sant Roz*

Por acreditarem na prostituta e criminosa “democracia ocidental”, quase nos derrubaram no dia 28-J. Porque queremos mostrar ao mundo o quanto somos transparentes, o quão poderosa é a organização e a força popular do Chavismo, a força inviolável da nossa CNE, a paz e a segurança sólidas que reina nas nossas instituições..., por tudo isso, decidimos a um grande setor da comunidade ocidental, e novamente, não percebemos que no meio estão os eternos cavalos de Tróia a serviço dos gringos, como o Brasil e a Colômbia, que por motivos de inveja e seus nefastos propósitos geopolíticos, trouxeram a adaga embainhada. Acrescente a isso que confiamos no *CARTER CENTER,* uma agência gringa que nunca poderia aceitar uma vitória de Maduro... Esses esfaqueamentos tortuosos seriam acompanhados pela publicação do relatório do cara *PAINEL DE ESPECIALISTAS DA ONU ,* que também estiveram envolvidos no plano golpista, que agora saem para dar a desculpa de que “medidas básicas de integridade e transparência não foram cumpridas”. Este painel grosseiro usa a falácia e o ridículo de que a ata não foi publicada. Palha pura e criminosa. De forma perversa, este *PAINEL DE ESPECIALISTAS DA ONU*, dá como vencedor o fantoche de Edmundo González, ou seja, para eles *TRANSPARÊNCIA, INTEGRIDADE E FORMALIDADE DEMOCRÁTICA PRECISA*.

Temos que estar sempre lembrando da frase do *CHE, que não se deve acreditar nem um pouco assim nos gringos* e quando falamos de gringos estamos nos referindo também aos covardes e miseráveis ​​que se refugiam na posição retórica de um certos “ESQUERDA”, como Lula, Boric ou Petro. *Lembre-se também sempre do que a União Europeia fez a Gaddafi, quando ele cometeu o erro de confiar em Zarkozi e Berlusconi.*

Acontece agora que a direita mundial apoia a posição do miserável *Celso Amorim (principal assessor de Lula em política internacional), que sugeriu a mesma coisa proposta por Tomás Guanipa (Tequeño Crudo) de que as eleições na Venezuela deveriam ser repetidas*. Mesmo que nós chavistas conseguíssemos 99% dos votos, aqueles filhos da puta como Lula não parariam de cantar *FRAUDE!*

Lula está aprendendo com as viagens, emboscadas e armadilhas da direita e quer aplicá-las em nós. E faz isso por inveja da Venezuela. *Aplicar o que fizeram a si mesmo, a Allende, a Juan Bosch, a AMLO, a Pedro Castillo, a Zelaya e Dilma. Em particular, como já dissemos em outras obras, o exército brasileiro quer assumir o papel de sub-império na América Latina. Temos que ser muito claros sobre isso.*

*Extraordinária é a POSIÇÃO da nossa Assembleia Nacional, decidindo que aqueles grandes bastardos estrangeiros nunca mais virão aqui para supervisionar as nossas eleições.* O Brasil sabia o que os EUA e seus agentes internacionais estavam tramando e se preparou para a emboscada. *Lula já havia discutido isso com o Departamento de Estado, porque o plano, NÓS INSISTIMOS, é tentar por todos os meios enfraquecer e subjugar a Venezuela, em benefício dos interesses imperialistas da potência hegemônica do Brasil.* É por isso que Lula vem quer dizer que A solução para a “crise venezuelana” é repetir as eleições (TEQUEÑO CRUDO II). Que desta forma todas as dúvidas e suspeitas seriam esclarecidas.

*Esse anão subimperialista Lula, na última sexta-feira, 9 de julho, em reunião ministerial de seu governo, sustentou que a solução para nossa CRISE é convencer Maduro de que não houve clareza no processo eleitoral de 28-J e que a solução é repeti-los. …, e é por isso que AMLO começou a compreender que por trás destas propostas há algo muito obscuro, por isso decidiu distanciar-se*. *No caso do Petro só obedece o que o gringo que os EUA o nomearam como chanceler decidir.*-

sábado, 17 de agosto de 2024

UMA ESQUERDA AQUÉM DAS NECESSIDADES HISTÓRICAS DO BRASIL * Organização Comunista Arma da Crítica/OCAC

UMA ESQUERDA AQUÉM DAS NECESSIDADES HISTÓRICAS DO BRASIL
A posição de setores da esquerda brasileira sobre o resultado da eleição venezuelana, alinhando-se com as posições do imperialismo e condenando o governo de Maduro, expôs o quanto ela está aquém das necessidades históricas impostas pela luta de classe.

Política e ideologicamente ela está constituída, em sua maioria, por liberais de esquerda. Sociologicamente predomina em seu interior setores sociais médios. Alguns se radicalizaram a partir de 2013 e outros mais tardiamente, quando o bolsonarismo fez sua entrada avassaladora na cena política com suas pautas de natureza conservadora, provocando uma reação desses setores. Uma parte desses setores avançou para posições comunistas e revolucionárias. Mas outros ainda se mantém presos a uma perspectiva liberal.

Em seu conjunto essa esquerda baseia sua leitura na ideia da democracia como valor universal. Ignora categorias centrais de análise como luta de classe e imperialismo. Há uma adesão quase completa ao eleitoralismo e ao jogo institucional burguês. É movida por referências mais cosmopolitas e menos nacionais. É mais sensível ao debate de cunho moral, escandalizando-se com as propostas retrógradas dos conservadores. Porém, no tema da política econômica já não mostram a mesma indignação.

Carregam consigo alguns vícios de sua situação de classe ao manterem certo elitismo em suas análises. O exemplo está numa certa ideia de superioridade moral e intelectual de que no Brasil haveria uma jabuticaba: o “pobre de direita” que votaria contra seus próprios interesses de classe.

Por sua condição de classe, e sem estarem amparados num movimento popular poderoso, esse segmento vive em estado de constante amedrontamento. Oscila entre a euforia, quando investigações ameaçam com a prisão da família Bolsonaro, ao pavor de um retorno do extremismo de direita, quando em algumas circunstâncias o bolsonarismo ainda mostra força social.

A causa básica desse cenário é a perda de vitalidade, acentuada nas últimas duas décadas, do poderoso movimento de massa surgido entre 1970 e 1980. A fantástica ascensão das massas trabalhadoras na cena política, observada nesses anos, murchou. Coube ao liberalismo de esquerda ocupar o vazio deixado por um movimento popular e operário de natureza contestatória. Porém, esse segmento é incapaz de levar a frente uma luta capaz de neutralizar a força da demagogia reacionária e fascista.

No atual contexto da acumulação capitalista no Brasil, a burguesia se sente à vontade para pisar sobre a classe trabalhadora. E isso acontece porque esta não representa atualmente uma ameaça à ordem burguesa. Se a esquerda em geral, e particularmente os comunistas, quiserem estar à altura das atuais necessidades históricas da luta de classe no Brasil, terão de se mostrar capazes de organizar, estimular e orientar as lutas populares. Será preciso refundar a esquerda brasileira.

É preciso retomar com urgência o debate da pauta econômica, da exploração e do imperialismo. É preciso mobilizar as massas trabalhadoras e pressionar o governo a alterar os rumos da economia. Lula tem reclamado de uma falta de mobilização do movimento sindical e popular que lhe dê suporte político para enfrentar o rentismo. Só por esse meio poderemos superar a influência do liberalismo de esquerda. Caberá aos comunistas esse papel.

sexta-feira, 16 de agosto de 2024

FARC-EP HÁ 60 ANOS ABRINDO CAMINHOS * Revista Nova Colômbia - Colômbia

FARC-EP HÁ 60 ANOS ABRINDO CAMINHOS








O Pedestal do Neoliberalismo e a América Latina * Bernardino Brito-SP

O Pedestal do Neoliberalismo e a América Latina


Líderes políticos como Putin (Rússia), Xi Jinping (China), Maduro (Venezuela), Miguel Diáz (Cuba) e Lula (Brasil), entre outros que buscam alternativas diferentes ao neoliberalismo implantado (imposto) mundialmente,
são demonizados pela mídia global (controlada pelo sistema financeiro).

No pedestal do mercado, no entanto, estão os EUA, Europa Ocidental, Japão e Israel como modelos a serem seguidos e idolatrados.

A defesa midiática do capitalismo em seu modo neoliberal, pode insistir à vontade na mentira, mas para qualquer observador atento e estudioso, a realidade se apresenta de forma bem diferente, para não dizer, contrária.

O relatório recente da Oxfam sobre a desigualdade na América Latina e Caribe, por exemplo, demonstra claramente o quanto os líderes populares de esquerda estão corretos em perseguir um modelo diferente e alternativo ao neoliberalismo.

Não se trata de uma utopia ideológica como constantemente os opositores rotulam de "comunismo", algo que, segundo eles, não teria dado certo na história, mas sim, de entender perfeitamente os danos que o neoliberalismo provocou e provoca a vida da humanidade com sua agressividade.

Também não são só os líderes de esquerda que possuem tal consciência, países capitalistas como a Coreia do Sul e a Índia tiveram excelentes resultados de crescimento nas últimas duas décadas, em função do abandono ao modelo neoliberal, permitindo assim, que um projeto de desenvolvimento nacional fosse construído.

Aliás, a Índia possui a segunda maior população do mundo, e vive sob um sistema social complicado de castas, o que atrapalha a distribuição das riquezas. Porém, devemos aceitar que eles produziram muitas riquezas nos últimos tempos, fruto da rejeição ao neoliberalismo.

O Brasil na década de 1980, por exemplo, importava 50% de IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) destinado à produção de medicamentos diversos, e produzia outros 50%. Hoje, 95% desses insumos vêm da Índia e China, visto que desindustrializamos e perdemos o know-how.

Bem, vamos voltar à questão da Oxfam sobre o triste resultado produzido pelo neoliberalismo na América Latina e Caribe.

A afirmação principal aqui é: o capitalismo nunca concentrou tanta renda como atualmente, formando poucos bilionários pelo mundo, enquanto na outra ponta, foi explodindo o número de pobres e miseráveis.

Possamos conhecer os dados da América Latina e Caribe pela Oxfam:

- 1% da população da região detém 44 dólares de cada 100 dólares de renda.

- A metade da população (50%) detém apenas 0,8 dólares de cada 100 dólares de renda.

- Isso significa que o 1% mais, detém 55 vezes mais renda que a metade (50%) da população na região.

- Esses 50% da população mais pobre, representam em torno de 334 milhões de pessoas, que somadas, como vimos, não alcançam 1% da renda total. Por outro lado, 98 pessoas na América Latina e Caribe possuem uma riqueza da ordem de 480,8 bilhões de dólares. Isso representa a riqueza (PIB) do Chile somada a do Equador, segundo o relatório.

- O relatório também estima que um trabalhador com o salário médio da região, teria que trabalhar 90 anos para ganhar o que esses bilionários embolsam em um dia.

- Na região da América Latina e Caribe, 183 milhões de pessoas estão na pobreza (29,1%) e mais 72 milhões na pobreza extrema (11,4%).

Com essa triste realidade que possui sua verdade e trajetória fincada na colonização, escravidão e mecanismo da dívida, qualquer boicote ou bloqueio econômico feito pelas potências capitalistas a esses países da América Latina e Caribe, como é o caso de Cuba e Venezuela, causa um estrago gigantesco.

Então, possamos refletir:
Constitui referência democrática os países que tentam submeter outras nações à condição de fome, a fim de lhes obedecerem de forma política e econômica? Certamente, não!

Finalizando, os números apresentados falam por si, e lamentavelmente, ainda tem gente querendo justificar tal desigualdade e injustiça, se valendo, inclusive, do nome de Deus e da religião.

Ora! Tenham um mínimo de ética e caráter!

Paz e bem a todos.
Bernardino Brito.SP

quinta-feira, 15 de agosto de 2024

PROJETO MILITAR-FASCISTA DE CONQUISTA DO PODER NO BRASIL * CEP MAGALHÃES-SP

PROJETO MILITAR-FASCISTA DE CONQUISTA DO PODER NO BRASIL

O projeto de conquista do estado brasileiro pela direita fascista, segue historicamente uma lógica e protocolos estritamente militares. Sempre foi assim e continua sendo apesar das aparências pretensamente republicanas que o Brasil apresenta. As forças armadas, especialmente o exército, desde a sua criação, a partir da tarefa de capitães do mato/jagunços a serviço da casa grande, latifundiários, oligarquias etc., hoje representados pelo OGROnegócio, na perseguição, na prisão, nas torturas e assassinatos dos escravos que fugiam, passaram a ser o principal vetor na repressão, no controle social e no apoio militar, político e logístico dos governos, desde o império até as três repúblicas que o Brasil teve (primeira de 15 de novembro de 1889, data do primeiro golpe militar no país, até a ditadura de Vargas; do final da segunda guerra, fim do Estado Novo - 1945 - até o golpe civil militar de 1964; e de 1985, final formal da ditadura, até os dias de hoje).

Claro que os militares que sempre desejaram ser poder, estar no governo, influenciar e mandar no país sob a justificativa de atuarem como um poder moderador, algo inexistente em qualquer República, jamais deixaram de lado essa proposta, esse projeto secular. Querem porque querem mandar e terem todos e mais alguns privilégios do mando, por serem governo. Usam e abusam das desculpas esfarrapadas de defenderem o país, a sua gente, a soberania, as fronteiras, de morrerem pela Pátria, pela bandeira e pela Constituição. Pura fanfarronice, encenação de algo que nunca fizeram e que nunca farão. Os brinquedinhos de guerra que possuem, armamentos e equipamentos, de maneira geral importados e de segunda mão, são insuficientes para enfrentar qualquer força armada minimamente equipada.

Só como comparação, a batalha de Stalingrado (1942/1943, durante a segunda guerra mundial), onde milhões de soldados alemães e soviéticos morreram em pouco mais de um ano de conflito, concentrou recursos materiais e humanos que jamais as forças armadas brasileiras conseguiriam ter. A quantidade de gente, equipamentos, armamentos, munição etc. envolvidos e utilizados nesse conflito, que resultou na primeira vitória aliada contra as, até então consideradas invencíveis, forças armadas alemãs, representa uma escala absurda de tudo que se possa imaginar, algo inimaginável para as forças armadas do Brasil.

Isso significa que todo poderio bélico (equipamentos e soldados/oficiais) tem apenas um objetivo: ocupação e controle político militar do Brasil. O País sempre foi uma região invadida, ocupada, controlada e manietada pelas suas próprias forças armadas, como se os milicos fossem uma força militar internacional com o propósito de controlar o país. Essa força militar, armada e equipada para essa função, defende interesses contrários aos da população. É uma força policial que faz qualquer coisa para manter cativos e obedientes a maior parte do povo, especialmente os escravos modernos de todas as cores (pretos, indígenas, ribeirinhos, quilombolas, gente pobre etc.), grande parte presos nas modernas senzalas, as favelas e periferias.

Modernamente, os milicos não mais se apresentam publicamente como os mandantes ou como faziam antes, como os que prendiam, torturavam, matavam e desapareciam com os corpos dos opositores. Não precisam mais executar essas desagradáveis tarefas que tanto prejuízo trouxe à imagem dos militares, que sempre preservaram uma aparência de serem éticos, responsáveis, honestos, cumpridores das leis, anticorrupção e defensores intransigentes da pátria. O processo de militarização da segurança pública, iniciada em 1967-1968 durante a ditadura de 64, com a criação das PM como braço armado do exército atuando na sociedade, na repressão pretensamente policial, mas totalmente militar, foi se aperfeiçoando ao longo das décadas. Hoje, não só existem as PM, mas também tem a Polícia Civil, cada vez mais militar; a Força Nacional; as GCM militarizadas nos municípios; e agora a Polícia Penal, criação paulista do governador miliciano militar.

O cenário atual é fundamentalmente militar no controle da sociedade. Mesmo os governos ditos progressistas batem na mesma tecla de que a única forma de aumentar a eficiência da segurança pública (sic) é aumentar efetivos, mais equipamentos, mais treinamento/adestramentos dos soldados travestidos de policiais (ver o programa de governo do candidato Boulos a prefeitura de São Paulo, no quesito segurança pública) etc. De concreto, o país vai paulatinamente se transformando numa sociedade militarizada, onde quase tudo tem a ver com militares. Não só na educação pública (projeto de escolas cívico militares é peça fundamental do projeto fascista militar de conquistar corações mentes das pessoas), mas também na forma como os milicos se apresentam às pessoas. Não mais aparecem como os donos do poder, mas ficam na surdina, como eminências pardas, controlando e apontando o que e como fazer. A aparência é de respeito à democracia, se curvam ao poder civil, tecem loas ao judiciário, mas na prática mantém as rédeas do governo em suas mãos.

O destino manifesto dos militares, em especial o exército, sempre foi e continua sendo, serem poder. Um poder moderador que controla e influencia tudo que os governos, principalmente os mais progressistas ou aqueles considerados comunistas (a lógica da guerra fria jamais saiu das mentes distorcidas dos milicos brasileiros), tem que fazer. Defender o Capital, os bancos/sistema financeiro nacional e internacional, os interesses multinacionais, o departamento de estado americano, o OGROnegócio e fundamentalmente a corporação militar para que possam usufruir de ganhos financeiros (altos salários, privilégios de todos os tipos, aposentadorias especiais e integrais, sistema de saúde próprio etc.) tornam de fato os militares brasileiros mercenários por excelência. A diferença é que ganham muito dinheiro para destruir e controlar o próprio país e sua gente.

 Qualquer outra coisa é conversa para boi dormir...

quarta-feira, 14 de agosto de 2024

𝐎𝐋𝐈𝐌𝐏Í𝐀𝐃𝐀 𝐃𝐎 𝐒𝐄𝐑𝐓Ã𝐎 * Edson Francisco - cordelista de Gravatá — Pernambuco

 𝐎𝐋𝐈𝐌𝐏Í𝐀𝐃𝐀 𝐃𝐎 𝐒𝐄𝐑𝐓ÃO

Autorria: Edson Francisco 
(cordelista de Gravatá — Pernambuco)

Sonhei com as Zolimpíadas
Chegando no meu Sertão,
Foi o maior espetáculo
Que se viu na região.
Tinha gente que só a peste
Lá das brenhas do Nordeste
Chegando de caminhão.

No desfile de abertura
A bandeira nordestina
Toda feita de retalhos
Pelas mãos de Severina.
E eu ali, de camarote
O bode virou mascote
A tocha era a lamparina.

A nossa delegação
Para conquistar os louros
Desfilou de guarda-peito
Gibão e chapéu-de-couro.
E enfrentando a batalha
Conquistou muitas medalhas
De bronze, de prata e ouro.

Quem carregou a bandeira
Foi Ritinha de Zé Bento,
Já a pira foi acesa
Por Tonin de Livramento.
Nosso atleta principal
E recordista mundial
Do hipismo de jumento.

Antes das competições
Um lanche bem reforçado
Com buchada, cajuína,
Rapadura e milho assado.
Fava verde com galinha,
Sarapatel com farinha,
Angu com bode guisado.

Nas águas do Velho Chico
As provas de natação,
Os pulos ornamentais
De cima de um paredão.
Ginástica num terreiro,
Remo e vela num barreiro
E judô num palhoção.

A maratona, seu moço,
Era por nossas estradas.
Atravessando os riachos
Nas veredas, nas quebradas
Da paisagem nordestina,
Ao som do galo-campina
E da patativa golada.

Na competição de tiro
Os velhos de bacamarte,
Pé-de-bode, granadeira,
Vestimenta de zuarte.
E davam cada pipoco
Do sujeito ficar mouco,
De se ouvir em toda parte.

A prova de atletismo
Conhecida por carreira
De cem e duzentas léguas
Com barreira e sem barreira,
Foi por dentro do cercado,
Atravessando um roçado
Pelo meio da capoeira.

Os saltos, lá no Sertão
Eram provas de “pinote,”
De riba de uma barreira
Num pedaço de caixote.
O cabra de lá pulava
Num açude tibungava,
Caindo feito um caçote.

O jogo de futebol
Se jogava sem chuteira
Num campo de chão batido
No alto de uma ribanceira.
As traves de barandão,
O campo sem marcação,
No calor e na poeira.

Levantamento de peso
Quem ganhou foi Sebastião.
Cinco sacos de Farinha,
Três arrobas de algodão.
Com esse peso todinho
Ele se ajudou sozinho
E se sagrou campeão.

O arremesso de pedra
Quem ganhou foi Expedito,
No tiro com baladeira
Carmelita fez bonito.
E já na queda de braço
O ouro foi pra Inácio
E a prata pra Benedito.

Fizeram de três batentes
Pódio pra premiação,
Uns ramos de onze horas
Era a coroação.
E numa latada de lona
Asa Branca na sanfona
Completava a emoção.

E assim eu me acordei
Com orgulho do Sertão,
Desse povo vencedor
De tão grande coração.
De história tão sofrida,
Que nas batalhas da vida
Nasceu pra ser campeão.
*

terça-feira, 13 de agosto de 2024

ELEIÇÕES DO CFM: O OBSCURANTISMO VENCEU * Dr Renan Araújo/BA

ELEIÇÕES DO CFM: O OBSCURANTISMO VENCEU

Venceu a cloroquina, venceu a ivermectina. 
A onda antivacina venceu.
Venceu o negacionismo criminoso. 
A turma do gabinete do ódio de Bolsonaro e do desprezo a mais de 700 mil mortes, venceu.
O Brasil assistiu às eleições estupefato: a negação da ciência venceu!

Os que querem criminalizar e colocar na cadeia as meninas estupradas venceram.
Em todo o Brasil, médicas e médicos brasileiros elegeram uma gentalha perigosa para conduzir os destinos do Conselho Federal de Medicina.

Em São Paulo, saiu vitorioso o negacionista que foi à CPI da COVID desdenhar das mortes, desfazer das vacinas e defender tratamentos inúteis. Saiu vitorioso o Véio da Havan, que abandonou a mãe à própria sorte e a deixou morrer sem tratamento adequado para COVID. O Véio da Havan foi garoto-propaganda do negacionista eleito pelos médicos paulistas.
Em Brasília, saiu vitoriosa a militante que participou e vibrou com o vandalismo do dia 08 de janeiro de 2023, na tentativa de golpe contra nossa democracia.

Saíram vitoriosos nossos algozes, enquanto nossa medicina sangra e as médicas e médicos do país afundam no mar de empobrecimento e precarização do seu trabalho.
Em 07 de agosto de 2024 foi decretada a morte da medicina brasileira. Foi enterrada qualquer possibilidade de que a nossa sociedade seja protegida contra a má prática médica e contra as maldades medievais de que essa gente é capaz.
Pelo menos pelos próximos anos, morreremos um pouco cada um de nós.

O CFM será um partido político de extrema-direita, aos moldes do que Bolsonaro engendrou no subsolo nojento do Ministério da Saúde, no quadriênio em que os esgotos do ódio e do mal torturaram o Brasil.
Foram eleitos os partidários de Flordelis, de Roberto Jefferson, de Daniel Silveira, dos vândalos do oito de janeiro, dos golpistas das portas de quartéis, dos negociantes de cloroquina e ivermectina.

O obscurantismo, derrotado em 2022, ganhou vida no rescaldo do incêndio fascista que quase destrói nossa democracia.
Hipócrates e Galeno, orai por nós!


Dr Renan Araújo/BA

***
RESPOSTA A ARTUR CHIORO

Caro Artur Chioro , quando li seu artigo falando que a solução para os hospitais federais do Rio de Janeiro seria a PRIVATIZAÇÃO, em respeito a memória do nosso mestre Davizinho Capistrano , o maior pensador da história do PT em relação a saúde publica, do qual você e a Lia acompanharam desde a prefeitura de Santos, nunca imaginei que você chegaria a se colocar como um “TUCANO DO BICO VERMELHO “ por isso não respondi ao seu artigo. Só que a coisa não parou aí - o bolsonarista Jorge Crivella Darze escreveu um artigo no mesmo jornal, respondendo a você defendendo o Serviço Público através de Concurso Público para resolver uma parte importante da crise dos hospitais públicos. Imagine só, você tomar esporro público de um bolsonarista assumido que na secretaria de saúde do Crivella mamou na teta das O.S. e não promoveu um concurso público? Assim que Davizinho encontrar contigo ele vai te encher de porrada pois você não aprendeu nada do que ele te ensinou durante anos, enquanto isto, nós aqui no Rio viramos chacota dos Bolsonarista na área da saúde. Está vendo o tamanho da M…. que você fez? Lauro Diniz ex-secretário geral do SINMED RJ.

*

LUTE COMO UM NATIVO * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

LUTE COMO UM NATIVO
BYE BYE MARCO TEMPORAL
***
Não somos índios nem indígenas.
EXPLIQUE 

Já fiz isso antes.
Não somos índios porque não somos da ÍNDIA, o maldito conquistador acreditando ter chegado às ÍNDIAS ORIENTAIS nos chamou de índios.

Nem somos INDÍGENAS, essa palavra vem de INDIGENTE. Os ingleses chamavam os povos conquistados, povos indigentes ou indígenas, ou seja, povos lixo, povos subjugados, povos que não serviam, povos arrastados, companheiros que significa indígenas, por isso. em tudo Existem povos indígenas no mundo, e a Real ACADEMIA aceita esse termo, mas a verdade é que se nossos historiadores fossem verdadeiros historiadores e dignos representantes de nossa pátria, não colocariam em seus livros essas duas palavras denegridoras do povo da AMÉRICA.

Mesmo nossos líderes seniores dizem povos indígenas em seus discursos, tenho certeza que eles não sabem o seu verdadeiro significado. Em 2005 tive um debate com CARLOS TUNERMAN no canal 12, o mesmo com o historiador ALEMÃO ROMERO e eles me disseram que a história era. já escrito e assim ficou, esse debate foi no auditório 12 da UNAN diante de mais de 300 professores do CCSS, JAIME INCER BARQUERO também estava lá onde eu disse a ele que NIARAGUA não tinha mar e que o Mar do CARIBE fica a mais de 1200 km de nossas costas, portanto a NICARÁGUA faz fronteira com o OCEANO ATLÂNTICO.

Muitos escritos dizem "LAS SEGOVIAS" só existe um e seu nome correto é TERRITÓRIO DE TAGUZGALPA, uma área que nunca foi conquistada pelos espanhóis, este território começa em SE'BACO e termina na fronteira com HONDURAS, por isso sua capital se chama TEGUCIGALPA “Devemos reescrever a história da NICARÁGUA”, disseram o falecido ALDO DIAZ LACAYO e meu professor JOSE' FLORIPE FAJARDO.

Devemos retirar as palavras ÍNDIOS E INDÍGENAS do nosso vocabulário, são palavras denegridoras e dizem povos, ABOORIĜENEß, NATIVOS, NATIVOS NATIVOS essa é a coisa correta a fazer.

Gustavo A Martinez Ruiz, 
aprendiz da nossa história.
NICARÁGUA
*
Mil crianças indígenas foram assassinadas em internatos nos EUA.

973 nativos americanos, do Alasca e havaianos morreram em internatos criados pelo governo dos EUA para erradicar a sua cultura e impor a sua própria, descobriu o Departamento do Interior dos EUA.

Os corpos foram encontrados em 74 locais diferentes, 21 dos quais nem sequer marcados.

Do início do século XIX até ao final da década de 1960, os governos dos Estados Unidos levaram a cabo um genocídio contra os nativos americanos, cujos filhos foram raptados e enviados para internatos, onde foram assimilados à força para lhes tirar a cultura e os laços com as suas tribos.

Em 417 escolas deste tipo em 37 estados diferentes, crianças sofreram violações, abusos sexuais, agressões, tortura física e psicológica e até homicídios. Quase 19.000 menores foram forçados a converter-se ao cristianismo e foram proibidos de falar as suas línguas nativas.

Entre as compensações pedidas ao Governo estão a criação de um memorial para as crianças assassinadas, a educação do público, o investimento na investigação sobre como ajudar as comunidades nativas a "curar-se do stress e do trauma intergeracional", ajudando-as a fazer mais pesquisas sobre as vítimas do referido embarque escolas e revitalizar as línguas nativas.

AΩ:.Anti-imperialista
Luz e Verdade.
*
À GRANDE CACICA URIMARE
(A pedido do Deputado Aquilino Rodríguez, do CLSEM)

Urimare, princesa dos Mariches,
descendente do grande índio Aramaipuro;
Desde muito jovem teve a linhagem de um chefe,
indígena feroz, de espírito puro.

Ele enfrentou tanto os espanhóis quanto os ingleses,
que eles desejavam dominar esta terra;
junto com Guaicamacuto negociou amplamente,
o caminho pacífico, que ele corajosamente desejava.

Muito bonita, pele bronzeada e olhos verdes,
mulher mais forte e corajosa, um impossível;
assistiu à investidura como chefe,
de Guaicaipuro, o campeão inabalável.

Foi nomeada Grande Cacica dos Chaimas,
e ele estava sempre comandando seu povo;
enfrentando o invasor, potranca zaina rebelde,
Juntamente com seu filho Mare Mare os continha.

A caminho, mulher venezuelana,
Que Urimare irradie luz eternamente;
das tribos destas terras, capitão,
honra e glória que ela merece mais do que ninguém!
Jesús Núñez León.VE

O AGRO É TÓXICO * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

O AGRO É TÓXICO
Por favor divulguem e votem!

Contrariando a Anvisa, FioCruz, entidades científicas nacionais e internacionais de saúde e agricultura, os deputados da bancada Ruralista votarão, nesta semana, a liberação do agrotóxicos de qualquer tipo e a supressão, nos rótulos dos alimentos, das informações de adulteração genética.
REPASSEM. Podemos fazer frente. Por nossa saúde e a dos nossos filhos.


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BOTA PRA ANDAR MINHA CASA MINHA VIDA * Movimento Pautas Populares/MPP

BOTA PRA ANDAR MINHA CASA MINHA VIDA

CONFIRMAÇÃO DE PRESENÇA - BOTA PRA ANDAR - RIO DE JANEIRO
SEM MOBILIZAÇÃO NÃO TEM MORADIA!!

sábado, 10 de agosto de 2024

BRASIL VIROU REFÉM DOS BANCOS * Armando Holanda/PÁTRIA LATINA

BRASIL VIROU REFÉM DOS BANCOS
Armando Holanda

Sputnik – A recente divulgação dos dados do Tesouro Nacional revelou que a Dívida Pública Federal (DPF) do Brasil atingiu R$ 7,67 trilhões em junho deste ano, representando um aumento de 2,25% em relação ao mês anterior.

Esse cenário de endividamento, no entanto, contrasta fortemente com o dos Estados Unidos, cujo débito atinge US$ 36,3 trilhões (aproximadamente R$ 181,5 trilhões), equivalente a quase 30 vezes maior do que o brasileiro.

Apesar dessa disparidade, as políticas econômicas dos dois países seguem caminhos distintos, levantando questões sobre as escolhas do governo brasileiro em relação à austeridade fiscal, segundo analistas ouvidos pela Sputnik Brasil.


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quinta-feira, 8 de agosto de 2024

GOVERNO LULA BLOQUEIA 60MI DA UFRJ * SINTUFRJ

GOVERNO LULA BLOQUEIA 60MI DA UFRJ
Reitor Medronho enviou mensagem para centros e unidades pedindo racionamento de energia e água. Na raiz do problema, está a política econômica do governo de restrições de gastos – inclusive na educação – que atende a interesses do mercado financeiro –

A política de arrocho do orçamento das universidades – denunciada sistematicamente nos 113 dias de greve dos técnicos administrativos – acaba de desferir um novo golpe: o governo federal bloqueou 60 milhões do orçamento da UFRJ atendendo a pressões dos banqueiros e parasitas do mercado financeiro materializadas no chamado arcabouço fiscal.

De acordo com informações do estafe da Reitoria, o impacto desse corte põe em xeque o funcionamento da universidade. Esse dinheiro se encaixa na rubrica de “despesas discricionárias” que respondem pelo pagamento de energia elétrica, telefone, água, limpeza, segurança, ou seja, abastecimentos e serviços do dia a dia da UFRJ.

De acordo ainda com o setor de finanças da universidade, desses R$ 60 milhões, R$ 50 milhões já estavam empenhadas – o empenho é uma etapa do pagamento das despesas com credores e fornecedores. Os recursos eram considerados\ essenciais para que a UFRJ consiga chegar ao fim do ano sem suspender o funcionamento. De acordo com informação da Adufrj, o reitor Roberto Medronho enviou ofício a diretores de unidades e centros pedindo racionamento de água e energia elétrica.

Os R$ 60 milhões tirados da UFRJ é parte do contingenciamento (eufemismo para corte) de R$ 15 bilhões nas despesas do governo para atender à minoria da sociedade brasileira que se beneficia do orçamento da União recebendo o pagamento de títulos da dívida que o governo paga com juros astronômicos.

Uma situação que só irá mudar com a luta organizada dos trabalhadores brasileiros. Registro importante: como se sabe, a greve dos trabalhadores da educação dos Executivo Federal tinha como um de suas bandeiras a recomposição orçamentária das universidades.