sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Perigo Real e Imediato * Sergio Lessa / AL

 Perigo real e imediato

Prof Sergio Lessa / AL

(Professor da Universidade Federal de Alagoas)


Devemos iniciar esta newsletter com uma advertência. Em análises de conjuntura é mais frequente do que raro tomar-se o particular pelo universal e realizar inferências quanto ao futuro que serão negadas pela realidade. Às vezes, negadas em um espaço de tempo muito pequeno. Talvez o que se segue venha a ser negado pelo mundo real – contudo, não cremos que será assim. Como outras tantas vezes na vida, meu desejo é que eu esteja equivocado.

 

Tudo indica que o ano de 2020 marcou uma “virada”, um salto ontológico, no dizer de Lukács, na “crise estrutural do sistema do capital como um todo”, expressão típica de Mészáros.

 

Lembremos um pouco os antecedentes. A passagem da humanidade pela Revolução Industrial (1776-1830) possibilitou a superação da carência e a entrada da humanidade na era da abundância. Como já argumentamos tantas outras vezes, foi a abundância que colocou como uma necessidade e uma possibilidade históricas concretas, cotidianas, a superação do capital pelo comunismo. Em poucas palavras, a abundância fundou a contradição antagônica entre o pleno desenvolvimento das capacidades humanas em fazer sua história (concentrada nas forças produtivas) e o capital. Esta a razão, nem bem terminada a Revolução Industrial, já em 1822, de termos a primeira das crises cíclicas que marcariam a evolução do capitalismo até meados da década de 1970.

 

Foi com base na constatação desta contradição que as gerações de revolucionários após Marx e Engels (penso em especial nos anos de Lenin, Rosa Luxemburgo, Trotsky etc.) participaram das revoluções e tentaram iniciar a transição ao socialismo. Foi também com base na evolução nesta contradição que todas as revoluções não conseguiram abrir a superação do capital: a evolução do imperialismo concentrou a abundância em alguns poucos países e aprofundou a miséria no restante do mundo. Nos países capitalistas centrais, uma das consequências do imperialismo foi o desenvolvimento da colaboração de classe da aristocracia operária (representada pelos partidos e sindicatos de base operária) com a burguesia. Neste contexto, as explosões revolucionárias do século 20 ocorreram em países atrasados, nos quais a carência ainda existia e, portanto, em que a abundância imprescindível à superação do capital ainda não se fazia presente. Por vias muito diversas, as peculiaridades nacionais conduziram todas os novos governos revolucionários para o desenvolvimento das forças produtivas do capital, por vezes com enorme sucesso e acelerado desenvolvimento econômico, como na URSS sob Stálin ou na China atual.

 

Por esta via, chegamos ao final da II Grande Guerra (1939-1945) com uma economia mundial que promoveu um rapidíssimo desenvolvimento das forças produtivas do capital. Um desenvolvimento tão intensamente alienado que resultou em uma correspondente diminuição da capacidade da humanidade fazer, de modo não alienado, sua própria história. O capital expressou, então, mais nitidamente do que nunca, ser uma causa sui, isto é, uma potência cuja única peculiaridade é reproduzir a si próprio de modo ampliado, destruindo a humanidade neste processo. O Estado de Bem-estar, de um lado, e o “socialismo soviético” do outro, são as expressões melhor acabadas desta tendência.

 

O resultado foi a ampliação da abundância à escala planetária. O quanto se produziu no século 20 pode ser mensurado, a olhos vistos, pelo fato de que antes da I Grande Guerra (1914-18), os carros eram uma raridade e, ao final do século 20, o planeta se tornou motorizado. O que isto significou de aumento da produção siderúrgica, petroquímica (plástico incluso), de vidros, de energia de todas as ordens etc. é algo tão evidente que não requer maior argumentação. Some-se a isso o fato de que se empregou várias dezenas de vezes o que se gastou para motorizar o planeta na promoção das guerras e para o desenvolvimento do complexo industrial-militar.

 

Esse desenvolvimento da capacidade produtiva do capital conduziu à passagem das crises cíclicas à crise estrutural. Em poucas palavras, a abundância se tornou tão grande que mesmo a crise mundial que se iniciou em 1973-76 com a crise do petróleo foi incapaz de consumi-la. A abundância se tornou permanente. Não haveria mais, no futuro, os períodos de carência trazidos pelas crises que, no passado impulsionavam a acumulação do capital. Na precisa definição de Mészáros, a crise se transformou em uma continuidade em que a reprodução do capital apenas é possível pelo desenvolvimento de suas tecnologias e pelo desemprego crescente da força de trabalho. Esta equação (maior produção e menor mercado consumidor, devido ao desemprego) resulta, em escala planetária, no acionamento dos limites absolutos do sistema do capital como um todo. Isto é, a cada momento a crise se torna tão premente, tão próxima, que medidas emergenciais e excepcionais devem ser tomadas, com absoluta necessidade, para adiar a ruptura do sistema no seu todo.

 

Uma destas medidas é a de converter tudo o que for riqueza produzida pela natureza em mais-valia. A destruição do planeta, uma obra já vinha se dedicando há séculos, ganhou um novo ímpeto e uma nova qualidade. A capacidade produtiva atual é tão grande que processos da natureza que envolvem todo o planeta passam a ser alterados com uma rapidez e intensidade inéditas. Do aquecimento global à destruição dos solos, da homogeneidade genética que torna inevitável as epidemias entre humanos, entre animais e plantas; do esgotamento dos recursos não renováveis à acidificação dos oceanos que ameaça exterminar os peixes na próxima década devido à morte dos corais e do fitoplancton; da destruição das reservas aquíferas às toneladas de lixo produzidas a cada segundo: não há sequer um único e solitário aspecto em que possamos divisar uma tendência oposta, isto é, de o capital estar promovendo, ainda que pontualmente, uma produção de mais-valia que não seja destrutiva do planeta.

 

O perigo atual e imediato


Chegamos assim ao nosso presente. Pela racionalidade tresloucada do capital, a pandemia se tornou a válvula de escape que evitou, até o momento, a eclosão de uma recessão mundial que já era prevista desde 2018. As maciças injeções de capital (Binden, o novo presidente dos USA, fala em um novo pacote de 1,9 trilhões de dólares!) tornam o sistema econômico mundial cada vez mais instável. Pois são capitais fictícios, que apenas existem no circuito financeiro e que só possuem valor com a entrada de novos e cada vez maiores montantes do mesmo capital fictício. As pressões inflacionárias já se fazem sentir. Se as oportunidades de lucro trazidas pela pandemia ainda mantêm o sistema do capital girando, ainda que precariamente, nada indica que isso possa durar para sempre.

 

Ao lado deste crescente desequilíbrio econômico, a destruição do planeta ganha contornos de irreversibilidade: a calota polar norte já não tem mais salvação. Independentemente do que façamos, em poucos anos no verão não haverá mais gelo no Polo Norte. A tundra, vegetação da maior parte do norte do continente asiático, queima de forma irreversível. A presença de micropartículas de plástico nas células de todos os seres vivos, humanos inclusos, é algo irreversível, com consequências que apenas agora se começa a pesquisar. A acidificação dos oceanos, com a consequente destruição de corais e do fitoplancton, é irreversível no curto e no médio prazos. A destruição da cadeia alimentar oceânica é, igualmente, irreversível. E assim por diante, numa lista que poderia consumir todo o espaço desta Newsletter.

 

O perigo real e imediato é essa conjunção de uma reprodução do capital muito instável, que se confronta cotidianamente com seus “limites absolutos”, com uma destruição do planeta que se torna cada vez mais irreversível. A queda na produção de alimentos, a falta generalizada de água, epidemias cada vez mais intensas, associada a um colapso financeiro, podem conduzir o planeta novamente a um estágio de carência. Se uma tal involução da capacidade produtiva permanecer por um período mesmo curto de tempo, a possibilidade de se superar a sociedade de classes desaparece do cenário histórico. Sem abundância, a superação do capital é uma impossibilidade ontológica, deixa de ser sequer uma potência no sentido da dynamis aristotélica. A humanidade terá perdido, caso isto ocorra, a “janela histórica” para destruir o capital antes de ser por ele destruída. Socialismo não mais, barbárie se tivermos sorte: o planeta de fato pode se tornar inabitável aos humanos.

 

Nunca a Revolução esteve tão próxima

 

Vivemos momentos limites do sistema do capital. São estes os momentos nos quais as revoluções sempre aconteceram. Nunca os antagonismos se tornaram tão presentes e generalizados na ordem burguesa, como hoje ocorre. A totalidade do sistema está ameaçada e os indivíduos já não mais aguentam viver: a depressão e os suicídios crescentes não nos deixam mentir. Por todos os lados, em todos os aspectos da vida social, a necessidade pelo comunismo se faz cada dia mais atual. Contudo, os movimentos revolucionários não se intensificam. Por duas razões fundamentais. A primeira, as transformações da classe operária. A segunda, a inexistência de uma verdadeira esquerda, aquela que faça da luta pela destruição do capital sua razão cotidiana de existir, aquela que não é reformista.

 

A classe operária tem vivido, já por algumas décadas, uma realocação no planeta. A entrada da força de trabalho proletária dos países da periferia do sistema do capital, principalmente desde o início da crise estrutural (década de 1970), desmontou os centros industriais mais importantes nos países capitalistas avançados e gerou uma nova classe operária na periferia do sistema. Neste processo, nos centros operários tradicionais da Europa e dos EUA intensificou-se o predomínio político e ideológico da aristocracia operária, da burocracia sindical e partidária que dela se elevam. A capacidade de luta destes operários está fortemente reduzida. Nos países da América Latina, África, mas principalmente Ásia, surge a cada dia mais operários oriundos de uma massa camponesa miserável. Muitas vezes com um passado marcado pelo modo de produção asiático, esta massa encontra na brutal exploração pelo capital uma melhoria em suas miseráveis condições de vida e trabalho. Entre estes operários, as condições para um levante revolucionário têm se demonstrado. Assistimos a explosões sociais sucessivas (Argentina 2001, Chile, Bolívia, EUA etc. mais recentemente), mas elas não passado do patamar “economicista”, para ficar com o Lenin de O que fazer?.

 

Sem uma classe operária na liderança histórica na luta pela destruição do capital, ao lado das tendências presentes que ameaçam substituir a abundância pela carência, o perigo real e imediato é que a humanidade avance rapidamente, barbaramente, para sua destruição. Este o perigo real e imediato, ao qual a única alternativa é a revolução proletária que destrua o capital.

 

Nossa responsabilidade

 

Nenhuma situação histórica no passado colocou com tamanha urgência a necessidade da luta revolucionário pela destruição do capital. Nossa esquerda institucionalizada sequer consegue conceber esta necessidade, continua na senda suicida de buscar uma melhor administração do capital, ao invés de buscar destruí-lo. É uma esquerda que apenas enxerga a realidade pelo filtro do Estado e da propriedade privada: querem ser, eles, os administradores do capital. Querem ser, eles, os destruidores da humanidade. A classe operária, planeta afora, tem também demonstrado pequena capacidade de mobilização contra o capital.

 

Está nas mãos dos revolucionários a defesa e a propaganda da possibilidade de salvação da humanidade pelo comunismo. As explosões sociais tão mais frequentes nos últimos anos, a crise gigantesca dos EUA, a impossibilidade de qualquer distribuição de renda no contexto da crise estrutural: estas e outras tendências abrem possibilidades para a ação revolucionária que não existiam há poucos anos. Há que aproveitá-las, antes de tudo e em primeiro lugar, ampliando a produção de uma teoria revolucionária e sua divulgação pela sociedade. Há mecanismos para isso, sabemos como fazer do ponto de vista técnico-operativo. O que falta é a produção de ideias, a produção teórica. E esta é uma responsabilidade que apenas os revolucionários podem assumir.

 

Se a história mantiver uma continuidade, há uma possibilidade real à nossa frente: no passado, nos momentos em que o cotidianamente possível se converteu em desumanidades absolutas, foi quando a humanidade realizou feitos geniais, atos que converteram o impossível em possível. As revoluções acontecem, são fenômenos sociais característicos destes momentos limites da história. Ainda que a revolução proletária não esteja na ordem do dia, ela não desapareceu do horizonte histórico. Pelo contrário! As contradições nunca foram tão intensas e a revolução, desta perspectiva, nunca este tão próxima. O que é preciso é converter essa possibilidade em realidade: “sem teoria revolucionária não há movimento revolucionário”! Aqui nosso calcanhar de Aquiles, aqui devemos concentrar nossas forças.

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quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Sobrevivência e Resistência: Letras e Livros/Pedro César Batista * Frente Revolucionária dos Trabalhadores / FRT

Sobrevivência e resistência. Tempo de pandemia e utopia
Sobrevivência e resistência: Tempo de pandemia e utopia, o 16º livro do jornalista, escritor e poeta Pedro César Batista, reúne uma coletânea de artigos escritos a partir de 15 e março, começo da pandemia da Covid-19 e será lançado durante a edição do Fórum Social Mundial de 2021, que acontecerá, virtualmente, entre os dias 23 e 31 de janeiro.

Os textos analisam a indiferença da sociedade diante da necropolítica do governo federal, que tem causado a perda de centenas de milhares de vidas. Apesar disto, o que se vê é a falta de alteridade com a dor das vítimas e uma ausência de disposição por parte das forças de esquerda no enfrentamento à política governamental, liderada por um ex-capitão, expulso do exército. O chefe do Planalto lidera uma facção das Forças Armadas, especialmente alguns generais, da ativa e reserva, que negam o coronavírus, a ciência e propagam a Covid-19, a principal causa das mais de 210 mil mortes no Brasil.

Como explicar a desmobilização, apatia e desarticulação das forças de esquerda com centenas de milhares de mortes, a retirada dos Direitos Sociais, a destruição do Meio Ambiente, o desmonte do Estado e a entrega do Patrimônio Nacional ao capital internacional? Estes pontos permeiam os textos de Pedro. 

Nunca foi do desconhecimento público os crimes do ex-deputado Bolsonaro, os quais se tornaram mais frequentes e duros após a sua eleição para a Presidência, entretanto, como explicar que dentro do Estado Democrático de Direito, mesmo com pouco tempo de duração, uma pessoa com tantos crimes fosse eleita para o cargo mais importante do país.

Qual o papel desempenhado pelas das forças de esquerda no atual momento histórico? Devem atuar em busca de uma nova composição com as elites, aceitar todas as contrarreformas que retiraram direitos da classe trabalhadora? Organizar-se somente em busca de um bom resultado eleitoral em 2022? Buscar hegemonia no campo popular e democrático, sem atuar para construir uma unidade estratégica com um programa efetivamente popular e de esquerda? 

Não é um livro para acadêmicos, apesar que pode lhes interessar, já que os artigos tratam do distanciamento dos debates teóricos e das direções de esquerda das bases populares, a falta de formação ideológica da militância, o desconhecimento e negação das experiências revolucionárias no processo civilizacional, especialmente na atual fase em que os setores indentitários buscam o protagonismo, negam à luta de classes. 

Sobrevivência e resistência: Tempo de pandemia e utopia é um conjunto de artigos que serve à militância e para gente do povo, que precisa realizar esse debate sobre a ruptura com o capitalismo, única forma de avançar na construção da dignidade humana.

O autor começou a publicar há mais de 40 anos, mesmo tempo que se dedica a militância por democracia, justiça social e a dignidade humana. O conjunto de sua obra é formado por poesia, contos, romance e pesquisas jornalísticas. 

Serviço

Lançamento - 29 de janeiro, às 18h, no Fórum Social Mundial 2021, com debate virtual com os prefaciadores, Marcos Fabrício Lopes da Silva, Doutor e professor em Literatura e José Lima da Silva Filho, advogado e romancista, autor de Tocaieiro Sanguinário e o autor, Pedro César Batista. 

Transmissão pela TV Comunitária de Brasília

Editora ArtLetras

Preço: R$ 20,00 (E-book)

Informações:

pcbatis@gmail,.com

61 98322 9805 

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Mesa no Fórum Social Mundial

*O Silêncio dos homens e o patriarcado: 
28/01, quinta às 18h (Hora de Brasília)* 


Homens tem sido campeões sinistros nas sociedades globais: quem mais morre, mais mata, mais adoece. A sociedade fundamentada no patriarcalismo segue com vítimas preferenciais: mulheres tem sofrido as consequências e suplícios de relações doentias, abusos de toda natureza, relações profissionais e empresariais desfavoráveis. A mesa "O silêncio dos Homens e o patriarcado", traz à tona o debate nesse momento em que o machismo e o patriarcado precisam ter fim! É preciso quebrar esse silêncio.


Organização: Grupo Masculinities (DF-BRA)

- Guilherme Valadares - Site Papo de Homem, diretor executivo do filme O Silêncio dos Homens;

- Fernando Pessoa (Psicólogo, Masculinities ECC);

- Jorge Amâncio - Poeta

- Muna Muhammad Odeh, Departamento de Saúde Coletiva, UNB;

- Rafael Gonçalves (Psicólogo, Conselheiro Regional de Psicologia, grupo Masculinities, Mov. Homens em Conexão)

- Vinícius Borba (Jornalista, poeta)

- Pedro César Batista - Escritor, jornalista e ativista;


TRANSMISSÃO: Facebook.com/MasculinitiesECC e Youtube.com/MasculinitiesECC 
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*Programa Letras e Livros.*

*Pedro Batista entrevista a romancista e poeta pernambucana, Marta Velozo, autora com vários prêmios literários.*

Marta Velozo participou das lutas pela redemocratização, atuou na Pastoral da Juventude, nos Movimentos Estudantil, por moradia e pela liberdade de expressão. 

Participa do Programa Quarta as Quatro (UBE-PE), foi homenageada no programa ‘A ficção em Pernambuco’ e no ‘Poetas da Terra’ (SESC). Ganhou o 2° lugar – Fliporto 2006, na categoria contos. 

Autora dos livros “Saga: poesias e contos”, “Auto de Carnaval (poema em forma de papiro)” , (Ah!) “Recife” (poemas editados em Braile). Em 2020, lançou o romance “Epístolas à Maria Fulô”. 

Em ‘Epístolas à Maria Fulô’, a escritora e poeta, reúne mensagens, cartas, telegramas, e-mails e bilhetes narrados pelas personagens que aos poucos desvendam a conexão entre duas mulheres e revelam sutilezas das relações homoafetivas e desafios das lutas, no contexto da sociedade autoritária e excludente.

ASSISTA AO VIVO

*Sexta-feira (22/1/21)

15h30*


Assista a entrevista pela TV Comunitária de Brasília 

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ELEGÍA A LA MUERTE DE LENIN * Vicente Ruidobro / Chile

ELEGÍA A LA MUERTE DE LENIN

(1924)

Vicente Huidobro / Chile

«Más que el canto de la vida,

más que la muerte misma,

más que el dolor del recuerdo,

más que la angustia del tiempo

es tu presencia en el alma del mundo.


Tú, hombre de alto clima.

Tú, corazón de fuegos dominados

al entrar en la tumba

fuiste como un sol de repente en el invierno,

fuiste como un verano en la muerte,

contigo la muerte se hace más grande que la vida.


Los siglos reculan ante tu tumba,

selvas y ríos vienen en peregrinación

y los países se arrodillan,

las ciudades desfilan como banderas

y como quioscos de música

las aldeas más lejanas son coronas ardientes,

el sol distribuye flores en los caminos 

para tu fiesta,

que es la fiesta del hombre.


Las olas saltan unas sobre otras 

para llegar primero

a traerte el saludo de sus comarcas remotas,

el ruido de los mares

se confunde en el canto de las multitudes,

tu muerte crea un nuevo aniversario

más grande que el aniversario de una montaña.


Has vencido, has vencido,

una fecha tan profunda como ésta

no han labrado los hombres,

has abierto las puertas de la nueva era,

tu estatura se levanta

como un cañonazo que parte en dos 

la historia humana.


Un hombre ha pasado por la tierra

y ha dejado cálida la tierra para muchos siglos,

contigo la muerte se hace 

más grande que la vida.


Tú eres la nobleza del hombre,

en ti empieza un nuevo linaje universal

y así como tu vida era la vida de la vida

tu muerte será la muerte de la muerte.


Un hombre ha derrumbado las montañas,

al fondo de los siglos se oyen los pasos de millones de esclavos,

se van alejando sobre el tiempo y el tiempo retumba de eco en eco,

no hay más distancia de una tribu a otra,

tu voz de semilla que traen los vientos venerables,

tu voz, Lenin, cambia la raza humana

y hace una sola tierra de tantas tierras hostiles,

tú eres la forma de los siglos que vienen,

tú eres el Sosías del futuro,

el bramido del odio vuelto canto de amor,

obedeciendo los impulsos de la tierra

gritaste a las conciencias que no sentían el gran ritmo.


Tu clarín no permite que haya disidentes

sombras que se caen del hombre y se dejan morir sobre las rutas,

un hombre ha pasado por la tierra

y ha dejado su corazón ardiendo entre los hombres.

Tú eres la imagen de los siglos que vienen

y ésa es la voz del sembrador

y los hombres levantan sus martillos

y los martillos se quedan suspensos en el aire,

levantan sus hoces y las hoces 

se quedan en la luz,

todos oyen, todos oímos

ese latir de tu corazón más allá de la muerte,

ese latir de tu corazón que te vuelve a nosotros y te hace presente.


Podrías decir desde la muerte,

estrellas yo puse en marcha a los hombres.

Eres el ruido de una aurora que se levanta,

eres el ruido de todo un mundo que trabaja, 

de todo un mundo que canta,

eres el ruido de un astro victorioso recorriendo el espacio.


Qué lenguaje es ese que golpea 

a las rocas de la orilla,

qué alimento es ese que ondea 

los trigales infinitos,

qué palabras son esas 

que iluminan la noche

y ese latir más allá de la muerte.

Hemos recogido tus palabras

para que todo sea humano y verdadero,

para hacer hombre al hombre

y cuando tu voz haya resonado 

en todo el mundo

los tristes los siervos, los ilotas

desaparecerán en las profundas madrigueras

y saldrán hombres por todos los caminos,

qué lenguaje es ese que mata el hambre 

y apaga la sed,

qué palabras son esas que visten de calor.


Saltan las cadenas y con ellas salta el hombre.

Murieron los últimos esclavos,

los últimos mendigos

que tenían todas las lejanías de la tierra en sus manos tendidas

y se oye ese latir de tu corazón más allá de la muerte.

El hombre que hace gemir el yunque,

el hombre que hace llorar la piedra,

el hombre que lanza las semillas cerradas a los surcos,

el hombre que levanta casas,

el hombre que construye puentes

y el que escucha el canto de los pájaros

y el que cuenta las estrellas sentado en medio de la noche,

el hombre que fabrica instrumentos y máquinas,

el hombre que cambia la manera de las cosas

y las formas de la tierra,

el hombre que amasa el pan y tiene olor a levadura en la mirada,

el hombre que conduce rebaños de montaña en montaña,

el hombre que guía caravanas en los desiertos más largos de su propia memoria.


Todos oyen

ese latir de tu corazón más allá de la muerte.

El hombre que piensa, el hombre que canta,

el hombre solitario 

como la campanada de la una,

las muchedumbres que se mueren lentamente,

todos oyen tu corazón más allá de la muerte,

tu corazón repicando adentro del sepulcro,

contigo la muerte se hace 

más grande que la vida,

los siglos reculan ante tu tumba,

selvas y ríos vienen en peregrinación

y los países se arrodillan.


Desde hoy nuestro deber es defenderte de ser dios.» 


VICENTE RUIDOBRO

http://www.memoriachilena.gob.cl/602/w3-printer-7676.html

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Carta ao Povo Brasileiro * Frente Revolucionária dos Trabalhadores / FRT

Carta ao Povo Brasileiro
A Frente Revolucionária dos Trabalhadores
FRT 

vem através deste documento, se dirigir ao povo trabalhador brasileiro, superexplorado pelos patrões em troca de míseros salários de fome nas fábricas, nas construções, nas grandes redes comerciais, nos campos, etc. Nos manifestamos aos desempregados, subocupados, aos estudantes, aos moradores das favelas e periferias das grandes cidades, às organizações revolucionárias e partidos políticos autênticos dos trabalhadores; nos dirigimos também aos movimentos populares, Sem Terra, Sem Teto e aos demais aliados da classe trabalhadora em todo o país.

Como bem sabem, vivemos o auge de uma crise sem precedentes em nossa história republicana. A economia brasileira está estagnada, em franco retrocesso, sem perspectivas concretas de resolver o problema da fome, do desemprego, da miséria de nossa gente, muito menos de permitir à juventude um horizonte de esperanças profissionais, acadêmicas, de melhoras de seu padrão de vida em relação aos país, etc.

A manifestação mais cruel e desumana dessa profunda crise que vivemos é o desemprego histórico que atinge a classe trabalhadora: um terço da população em condições de trabalho está desempregada ou subocupada em nosso país. Contando os efeitos multiplicadores disso para a sociedade, significa que este desemprego selvagem atinge as famílias dos trabalhadores, toda a cadeia de consumo dessa massa, que por sua vez leva a mais paralisia da economia, mais desemprego, miséria e agigantamento da crise, que ganha contornos de uma avalanche econômica e social. 

As recentes fugas de multinacionais em direção ao exterior e fechamentos sem igual de empresas e comércios em todo o país é expressão deste fato. É reflexo de que não existe no Brasil por parte da burguesia nacional, qualquer plano de desenvolvimento ou reversão da desindustrialização que atinge nossa sociedade e que arrastará para um precipício o próprio país, deixando patente o grau de parasitismo alcançado por nossas classes dirigentes, que se tornaram especuladores financeiros improdutivos.

O radicalismo que ganha corpo a agenda neoliberal na última década, sobretudo desde os governos golpistas de Michel Temer a Jair Bolsonaro, tem desconstruído o que restava de Estado social brasileiro. As conquistas econômicas e sociais dos trabalhadores como a CLT, Previdência Social, etc., estão sendo, uma a uma, destruídas pelas chamadas reformas estruturais, que nada mais são do que puro roubo social contra a classe trabalhadora e garantia de liberdade para os patrões explorarem à vontade, sem limites a força de trabalho no país. 

O resultado mais imediato dessa selvageria capitalista tem sido o aumento sem igual de pessoas em situação de rua, sem perspectivas, sem condições de garantirem sustento às suas famílias em toda a sociedade brasileira, a ponto de o país já ter voltado ao macabro mapa da fome, em meio a quantidade sem limites de riquezas existentes em nossa pátria.
À gravidade de nossa hecatombe econômica e social, se soma a pandemia mortal da Covid-19, que já matou mais de 210 mil brasileiros e tem gerado também efeitos devastadores socialmente; nenhum plano de combate a pandemia foi traçado por Bolsonaro e o ministro da Saúde Eduardo Pazuello. Pelo contrário, Bolsonaro e seu ministro tem na prática sabotado a vacinação, o isolamento social, eliminou o auxílio emergencial para quebrar um plano de quarentena e está diretamente envolvido, junto de Pazuello no colapso da falta de oxigênio em Manaus que tem literalmente matado os pacientes nos hospitais por afogamento, como os nazistas faziam com suas vítimas nos campos de concentração em Auschwitz. 

Enquanto isso, o presidente da República Jair Bolsonaro pouco caso faz da dramática situação do povo brasileiro. Como serviçal que é dos patrões e do conjunto das classes dominantes, tem atacado sem limites as condições mais elementares de existência do povo trabalhador pelas mãos de seu ministro da Economia Paulo Guedes, este último, representante direto dos grandes bancos e dos magnatas do capital financeiro nacional e internacional, verdadeiros bandidos espoliadores da riqueza nacional, basta vermos o roubo direto que estão cometendo via privatizações contra nossas empresas estratégicas como a Petrobrás, Banco do Brasil, etc. 

Nas periferias das grandes cidades vemos os jovens negros e pobres serem literalmente caçados e exterminados pelas forças polícias bolsonaristas, assassinos de nossa gente, sob plácido apoio, velado ou direto dos chamados “poderes da República”, instituições auxiliares dos ricos inimigos do povo e garantidores da perpetuação desse iniquo estado de coisas em benefício dos parasitas burgueses.

Resumindo, vivemos uma soma de elementos combinados que potencialmente podem levar a radicalização sem igual, das lutas do povo trabalhador contra os seus exploradores. As condições de existência das massas oprimidas nas periferias de nossas cidades tornaram-se absolutamente desumanas, portanto insuportáveis e insustentáveis!

Diante de tal conjuntura dramática é preciso reação urgente e radical do povo brasileiro. Os trabalhadores não podem tolerar mais esse coquetel de crimes e ataques dos inimigos capitalistas.

Uma agenda de mobilizações contra o governo genocida de Bolsonaro precisa ser articulada urgentemente. A fragmentação das forças de esquerda e populares precisam ser superadas o quanto antes e as burocracias corruptas encasteladas nas cúpulas das centrais sindicais como a CUT, Força Sindical, etc., traidores e sabotadores contra as massas, precisam ser expulsos dos sindicatos e das organizações operárias.

A Frente Revolucionária dos Trabalhadores faz um chamado a todo o povo brasileiro, às suas vanguardas e organizações classistas, no sentido de trabalharmos seriamente e sem sectarismos pela formação de uma Frente Nacional de Mobilizações contra Bolsonaro e suas políticas neoliberais, sem no entanto, capitular aos encantos do cretinismo parlamentar e eleitoreiro, bem ao gosto da esquerda liberal e da ordem, aliados das classes dominantes.

Defendemos a articulação e convocação de um Congresso Nacional da Classe 

Trabalhadora, para deliberarmos um plano geral de mobilizações com destaque para a formação de um forte movimento pela ocupação de fábricas e o estabelecimento concreto de um conjunto de pautas em defesa dos interesses do povo brasileiro.

Levando em conta a urgência do momento em que vivemos, oferecemos com sinceridade e o melhor de nossas expectativas, esse documento aos trabalhadores brasileiros e suas organizações, bem como a todas as forças progressistas de nossa sociedade, como forma de contribuição a construção de um plano concreto de lutas de nosso povo contra as forças do retrocesso humano, ou seja, contra o capitalismo decadente brasileiro e sua “elite” do atraso.

FRENTE REVOLUCIONÁRIA DOS TRABALHADORES

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Apesar de Bolsonaro, Venezuela envia oxigênio a Manaus para ajudar aos pacientes da Covid-19 * FRT/BR

Apesar de Bolsonaro, Venezuela envia oxigênio a Manaus para ajudar aos pacientes da Covid-19


Já começaram a cruzar as fronteiras do Brasil hoje, os caminhões carregados de oxigênio que partiram da Venezuela, enviados pelo presidente Nicolas Maduro em direção a Manaus, no Amazonas. O material segue para socorrer o povo manauara, castigados pela pandemia da covid-19 e barbaramente abandonados à própria sorte pelo presidente fascista brasileiro Jair Bolsonaro e seu Ministro da Saúde incompetente, o general Eduardo Pazuello.


A carga enviada gentilmente pelo governo venezuelano contendo 132 mil m³ de oxigênio, abastecerá os hospitais e certamente será de grande valia para o socorro imediato da população de Manaus. Além do oxigênio, o governo Maduro também formou um contingente com cerca de 107 médicos venezuelanos e brasileiros, graduados pela Escola Latino-Americana de Medicina Salvador Allende, em Caracas e que servirão o povo manauara. O chanceler venezuelano Jorge Arreaza, informou que os médicos procuraram o consulado venezuelano de Boa Vista, propondo criar a Brigada Simon Bolivar, para atuar em socorro a Manaus demonstrando um gesto internacionalista heroico.

É gritante as diferenças de postura entre os presidentes venezuelano e brasileiro sobre a barbárie que ocorre na capital do Amazonas: enquanto Nicolas Maduro, caluniado pela imprensa burguesa mundial e brasileira, demonstra um gesto autenticamente humano, nobre e de solidariedade internacionalista para com o povo de Manaus, Jair Bolsonaro fez pouco caso, despreza seu próprio povo e as cenas chocantes de seres humanos sufocados, morrendo literalmente afogados.

Enquanto a média de mortes em Manaus por conta da covid-19 cresceu nos últimos dias 183%, os hospitais vivem verdadeiras cenas de terror e desespero, Bolsonaro, junto de seu ministro da Saúde paspalhão sorriam e mentiam numa transmissão ao vivo pela internet do último dia 14-01, afrontando claramente o povo brasileiro. O ministro da Saúde Pazuello esteve bem recentemente em Manaus recomendando o uso da cloroquina no combate ao coronavírus, mesmo sem a mínima orientação ou comprovação cientifica da mesma, atuando na prática como curandeiro e charlatão.

A própria Advocacia Geral da União (AGU), enviou oficio ao Supremo Tribunal Federal (STF) hoje, revelando que o governo federal sabia do iminente colapso do sistema de saúde do Amazonas e da falta do oxigênio nos hospitais, 10 dias antes do caos total. 

Jair Bolsonaro de fato sabota conscientemente o combate a pandemia no Brasil. Mais de 209 mil vidas foram ceifadas pelo vírus mortal, enquanto o presidente da República faz troça, dificulta qualquer iniciativa de vacinação, corta gastos públicos e sucateia todas as áreas sociais, sobretudo o Sistema Único de Saúde do país, o SUS, responsável direto pelo enfrentamento ao covid-19 e outras doenças.

Genocídio! É o que de fato tem cometido o fascista Jair Bolsonaro contra o povo brasileiro. Além de sabotar de forma criminosa o combate à pandemia no Brasil, Bolsonaro leva adiante junto do ministro “Chicago boy” da Economia Paulo Guedes, uma política econômica de terra arrasada e destruição nacional, que fez explodir historicamente o desemprego, a fome e o colapso social sem precedentes no país, colocando os brasileiros pobres entre o cruel dilema de morrer pela covid-19, ou morrer de fome.

Enquanto isso, na pátria de Bolivar e Chaves, caluniada pela imprensa mundial a soldo dos Estados Unidos, mesmo sabotada criminosamente pelo imperialismo genocida ianque, pouco mais de 2000 mil óbitos atingiram o país. Não queremos com isso, fazer pouco caso das duas mil vidas venezuelanas perdidas pelo vírus, mas deixar evidente a gritante diferença com o Brasil, onde por dia, morrem desde o ano passado em média absurdamente quase mil pessoas pela covid-19, num total que já soma 209.847 óbitos!

É questão de sobrevivência para o povo brasileiro, organizar uma forte campanha e frente de mobilizações nacional, para derrubar o genocida Bolsonaro e sepultar sua agenda da política econômica de mentiras e da morte!

Como diz um grande herói de nossas pátrias americanas: “Os povos terão que ter um pelourinho para quem lhes atiça a ódios inúteis; e outro para quem não lhes diz verdade a tempo”. (José Martí, “Nossa América”).

A Frente Revolucionária dos Trabalhadores vem em nome do povo brasileiro, agradecer profundamente o presidente Nicolas Maduro e o povo bolivariano da Venezuela, pela solidariedade internacionalista e humana, para com Manaus e sua população, jogada às traças por Bolsonaro e Pazuello.

Viva a solidariedade latino-americana!

Frente Revolucionária dos Trabalhadores-Brasil

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Venezuela salva vidas no Brasil * Pedro César Batista /DF

 *Venezuela salva vidas no Brasil*

A necropolitica do governo genocida do Brasil provocou o colapso absoluto do sistema de saúde no Estado do Amazonas, diante elevado número de pessoas internadas e contaminação pela covid-19, o que provocou a falta de oxigênio para atender os pacientes internos nos hospitais. O mesmo risco corre todo o Brasil, diante da ausência de um governo que defenda a vida de seu povo, muito pelo contrário, propaga a morte.

Para salvar a vida dos doentes no Amazonas, o governo do presidente Nicolás Maduro determinou ao ministro de Relações Exteriores o envio de oxigênio para Manaus. O que começou a ser feito imediatamente na noite desta quinta –feira (14). O ato do governo venezuelano mostra a importância da solidariedade e amizade entre os povos. 

Entretanto, não podemos esquecer alguns atos praticados pelo governo Bolsonaro contra a Venezuela: em fevereiro de 2019 ameaçou invadir o país durante um teatro armado com o nome de “ajuda humanitária”; recebeu no Palácio do Planalto um impostor que se autointitulou presidente da terra de Bolívar e Chávez; apoiou a invasão da Embaixada bolivariana em Brasília; fechou os prédios consulares brasileiros em Caracas para justificar a expulsão do corpo diplomático venezuelano em plena pandemia; o chefe do Itamaraty propagou mentiras e fez agressões seguidas contra a soberania e autodeterminação da nação vizinha, ao lado de um grupo de inimigos dos povos da América Latina, a quadrilha de Lima.

Trump, o líder dos lacaios, perdeu a eleição presidencial e sofre seu segundo processo de Impeachment, devido animar grupos nazistas para que não aceitem o resultado da eleição. Bolsonaro oferece cloroquina ao povo brasileiro, que exige a imediata vacinação.

Existem diferenças fundamentais que devem ser levadas em conta. 

No capitalismo, o imperialismo organiza governos serviçais para alimentar a morte, propagar a covid, mentiras e alimentar o ódio interno entre seus próprios cidadãos, tudo para deixar os ricos mais ricos, fortalecer os monopólios e o sistema que suga sangue, suor e rouba riquezas em todo o mundo.

 Já o socialismo propaga a esperança, a dignidade e a soberania entre os povos, forja a amizade, a solidariedade e atua em defesa da vida. E é isto que a Venezuela faz, quando envia oxigênio para salvar vidas em Manaus.   

Que isso sirva para mostrar o lado que precisamos estar, permanecer e seguir defendendo.  


Pedro César Batista