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quinta-feira, 2 de outubro de 2025

Pelo Direito á Cidade * Movimento Resistência Popular – MRP

Pelo Direito á Cidade
E-mail edsondfspw@gmail.com/www.mrpbrasil.org

Assunto: Solicitação urgente de apoio financeiro para pagamento de fiança

Prezados(as),

Venho, por meio deste, fazer um apelo urgente por apoio financeiro para o pagamento da fiança no valor de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), necessária para garantir a liberdade de dois militantes do Movimento Resistência Popular (MRP), presos injustamente por exercerem seu direito legítimo à luta por moradia e justiça social.

Esses companheiros foram detidos no Acampamento Renascer, espaço de resistência que abriga dezenas de famílias em situação de vulnerabilidade. A prisão ocorreu de forma arbitrária, como parte de uma escalada de repressão que tenta sufocar os movimentos populares e criminalizar quem ousa lutar por dignidade.

Não é a primeira vez. Esses militantes vêm sendo perseguidos há muitos anos — enfrentando processos, ameaças e tentativas de silenciamento. A fiança imposta é mais do que um valor financeiro: é uma barreira política, uma tentativa de desmobilizar, de punir quem se organiza coletivamente contra a desigualdade.

Diante da gravidade da situação e da impossibilidade de arcar com esse valor, recorremos à solidariedade de todos e todas que acreditam na justiça, na liberdade e na força dos movimentos sociais. Cada contribuição é um gesto de resistência, um ato de coragem diante da injustiça.

Para contribuições, seguem os dados bancários:

Associação Religiosa Cultural, Habitacional e Agrícola (ARCA )

Agência: 0001

Conta Corrente: 5058601-1

Instituição: 403 - Cora

Nome da Empresa: ASHRSC

PIX: CNPJ: 11.294.756/0001-07

A liberdade desses companheiros depende da nossa capacidade de nos unir. Que a solidariedade fale mais alto do que a repressão.

Atenciosamente,

Edson Silva

Movimento Resistência Popular – MRP

terça-feira, 19 de agosto de 2025

NOS PASSOS DE MÃE BERNADETE * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

NOS PASSOS DE MÃE BERNADETE
QUEM É MÃE BERNADETE

"Mãe Bernadete, cujo nome completo era Maria Bernadete Pacífico, foi uma líder quilombola e religiosa brasileira assassinada em agosto de 2023. Ela era conhecida por sua luta em defesa dos direitos humanos e pela titulação dos territórios quilombolas. Mãe Bernadete era coordenadora da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ) e liderava a comunidade Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, na Bahia.

*Principais pontos sobre Mãe Bernadete:*

- *Liderança quilombola*: Mãe Bernadete era uma figura respeitada em sua comunidade e lutava pelos direitos dos quilombolas.

- *Assassinato*: Ela foi assassinada com 12 tiros em sua residência, no quilombo Pitanga dos Palmares.

- *Denúncias*: Mãe Bernadete havia feito denúncias sobre ameaças e perseguições antes de sua morte, relacionadas à disputa pela terra e à demora na titulação do território quilombola.

- *Importância*: Sua morte teve grande repercussão e foi vista como um ataque à luta quilombola e aos direitos humanos.

SIGNIFICÂNCIA DE MÃE BERNADETE

A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, participou de uma homenagem à líder quilombola Mãe Bernadete, assassinada há dois anos em Simões Filho, Bahia. A cerimônia reuniu familiares, comunidade quilombola, autoridades e movimentos sociais para reafirmar o legado de resistência e a exigência de justiça.

*Legado de Mãe Bernadete*

- *Defesa do território*: Mãe Bernadete foi uma defensora dos direitos quilombolas e lutou pela titulação de terras para sua comunidade.

- *Educação*: Ela também foi uma educadora que valorizava a educação como forma de resistência e construção de futuro para sua comunidade.

- *Resistência*: Seu legado inspira a resistência quilombola e a luta por democracia e direitos humanos.

*Compromisso do Governo*

- *Apoio às comunidades quilombolas*: A ministra Macaé Evaristo reafirmou o compromisso do governo federal em apoiar as comunidades quilombolas e proteger seus direitos.
- *Titulação de terras*: O governo tem trabalhado para regularizar as terras quilombolas e garantir os direitos dessas comunidades.

- *Proteção aos defensores de direitos humanos*: A ministra também destacou a importância de proteger os defensores de direitos humanos que trabalham em prol das comunidades quilombolas.

A homenagem a Mãe Bernadete foi um momento importante para reafirmar o compromisso com a democracia e os direitos humanos, além de celebrar o legado de uma líder quilombola que inspirou muitas pessoas com sua luta."

Hoje, Mãe Bernadete é símbolo de luta para todos os ativistas sociais, inclusive do Movimento de Moradia, no qual ela foi homenageada com um projeto, o PROJETO MÃE BERNADETE PACÍFICO, localizado no centro da cidade do Rio de Janeiro, Rua da Constituição, 36/38.
*

terça-feira, 8 de agosto de 2023

QUEM MATOU MARIELLE * Alba Valéria Poetisa do Entorno - GO

 QUEM MATOU MARIELLE


Numa noite muito triste

Provando que o mal existe

Um longo grito ecoou

Mariele Franco morta

O fio da vida que se corta 

Mas sua voz não se calou.


Era uma legisladora

Guerreira, batalhadora

Mulher forte destemida

Que pagou com a própria vida

Uma mulher de alma nobre

Que lutava pelos pobres

E por eles era querida


Gritava contra injustiça

E contra a desigualdade

De uma sociedade 

Que há muito está corrompida 

Sua luta deixou saudade

Partiu com dignidade 

Jamais será esquecida.


Último suspiro na noite 

O matador foi cruel

Memórias de uma vida

Rasgadas como papel 

Sem nenhuma explicação

Seu corpo tombou ao chão 

Sobre seus olhos cai um véu 


Mas suas lutas eternas

Nas lembranças viverão 

No caráter e dignidade

De cada bom cidadão.

Era mulher negra e bela

E sua voz segue ecoando

Em cada beco e viela


O seu legado é nossa força

 Sua lembrança um fervor

Faço homenagem a ela

Que teve grande valor 

Como o calor de uma vela 

Pois na luta dos excluídos

Sua causa se revela


Seu  brutal assassinato 

não calou a sua voz 

Seu caráter era nato

Ela segue viva em nós

A prisão do executor

De fato é importante

Porém não nos convenceu

Pois ninguém arrefeceu

Nós queremos o mandante.


Releitura do poema MARIELLE FRANCO de Gilmar de Queiroz por Professora Alba, poetisa do entorno.


domingo, 4 de setembro de 2022

CARTA CONTRA AS REMOÇÕES FORÇADAS AOS CANDIDATOS E CANDIDATAS ÀS ELEIÇÕES DE 2022 * CAMPANHA DESPEO ZERO

CARTA CONTRA AS REMOÇÕES FORÇADAS AOS CANDIDATOS E CANDIDATAS ÀS ELEIÇÕES DE 2022

CAMPANHA DESPEO ZERO


Os movimentos e organizações articulados no âmbito da “Campanha Despejo Zero - Em defesa da vida no campo e na cidade” levantaram que, entre março de 2020 e maio de 2022, ao menos 125 mil pessoas foram despejadas de suas casas e outras  569 mil encontram-se ameaçadas de remoção. Tratam-se de processos que não foram iniciados com a pandemia do coronavírus e sequer serão encerrados com o fim dela. Pelo contrário, os despejos e remoções forçadas tem sido parte estruturante da (re)produção de nossas cidades, atingindo famílias de baixa renda, em situação de vulnerabilidade, que são expulsas muitas vezes pela própria intervenção do Estado no território.


Temos notado que são cada vez mais recorrentes os casos de famílias que já passaram por mais de uma remoção, evidenciando a situação de insegurança permanente vivida pelas famílias mais vulneráveis e em situação de rua. 


Até o momento, mais de 20 mil idosos, 21 mil crianças e 75 mil mulheres já foram despejadas desde março de 2020. A perda da moradia impacta também no acesso a outros direitos já que o acesso às escolas, creches e UBS, por exemplo, estão muitas vezes vinculados ao endereço em que as famílias vivem. 


Por essas razões, a Campanha Despejo Zero elaborou uma *carta-compromisso contra as remoções forçadas aos candidatos e candidatas nas eleições de 2022*, para, diante de situações de ameaça de remoção, possam atuar no sentido da permanência e das melhorias de condições habitacionais.


Para assinar a carta-compromisso, basta preencher o formulário: 

*https://bityli.com/DespejoZero*.

quarta-feira, 10 de agosto de 2022

VIOLAÇÃO DO DESPEJO ZERO * Gabriela Moncau, Brasil de Fato/MST

VIOLAÇÃO DO DESPEJO ZERO
Por Gabriela Moncau, Brasil de Fato / Resumo da América Latina


O embargo ocorreu na manhã desta quinta-feira; os sem-terra se abrigam em uma academia

Na manhã desta quinta-feira (4), cerca de 340 famílias foram despejadas de uma comuna urbana do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na cidade de Rio do Fogo, litoral do Rio Grande do Norte. Acampados desde o dia 17 de abril, foram retirados da área pelo batalhão de choque da Polícia Militar (PM).

“As famílias estão sendo encaminhadas a uma academia para permanecerem abrigadas até que a situação seja resolvida, pois estão sob ameaça policial. Uma retroescavadeira está prestes a destruir tudo”, diz Morgana Souza, da direção estadual do MST no Rio Grande do Norte.

A ordem judicial que determinou a recuperação do acampamento Paraíso do Carajás, segundo o movimento, favorece a Viverde Empreendimentos.

A Brasil de Fato entrou em contato com a empresa, que é do setor imobiliário, solicitando um posicionamento sobre o episódio, mas não houve resposta até o final desta matéria. Em caso afirmativo, o texto será atualizado.

Em nota, o MST denuncia que o despejo viola o Decreto Estadual nº . Dispõe que o Comandante-em-Chefe da PM, ao receber tal decisão judicial, deve agir sobre o governador do estado -no caso, Fátima Bezerra (PT )-, ao secretário de segurança pública, ao procurador-geral do Estado e ao Estado para a Resolução de Conflitos Fundiários Rurais. Segundo o MST, esse Comitê, que visa mediar situações como essa, não foi convocado.

“Além das infrações mencionadas, não foi definida a data para cumprimento da substituição, nem foi informado um prazo adequado, o que pegou todos de surpresa”, frisa o movimento.

Fruto do "abril vermelho"

A ocupação da área improdutiva de 950 hectares ocorreu no contexto de uma série de ações do MST em todo o Brasil em abril, durante o Dia de Lutas por "Terra, Telhado, Trabalho e Pão". A entrada na zona ocorreu no domingo, quando o Massacre de Eldorado do Carajás completou 26 anos.

Além do Rio Grande do Norte, durante o chamado "abril vermelho" ocorreram ocupações de latifúndios no Ceará, Paraíba, Santa Catarina, Distrito Federal e Bahia.

Por conta da pandemia de covid-19, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a proibição de despejos no Brasil até 31 de outubro. A decisão defende que a crise sanitária continua vigente, com uma média móvel de mais de 200 mortes por dia desde o final de junho.

No entanto, a medida cautelar abrange apenas ocupações iniciadas antes do início da pandemia. Como se os outros não estivessem sob a mesma crise sanitária, não protege os acampamentos que nasceram, por exemplo, durante o “abril vermelho” deste ano.

sábado, 2 de julho de 2022

VITÓRIA DESPEJO ZERO * Frente Revolucionária dos Trabalhadores / FRT-BR

VITÓRIA DESPEJO ZERO

 ADPF 828 - 3a TPI - Decisão MLRB.pdf 


 *Ministro Barroso prorroga até 31 de outubro decisão que suspende despejos e desocupações*
_Decisão que prorroga o prazo de medida cautelar considera a alta nas taxas da pandemia de covid e será submetida a referendo do Plenário, em sessão extraordinária._

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso prorrogou até 31 de outubro deste ano a suspensão de despejos e desocupações, em razão da pandemia de Covid-19, de acordo com os critérios previstos na Lei 14.216/2021.

A decisão foi tomada na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 828. Nela, o ministro ressalta que a nova data determinada evita qualquer superposição com o período eleitoral.

O ministro destacou que, após um período de queda nos números da pandemia, houve, em junho, uma nova tendência de alta. Ele informou que, entre os dias 19 e 25 de junho deste ano, o Brasil teve a semana epidemiológica com mais casos desde fevereiro, em todo o território nacional. 

Para Barroso, diante desse cenário, em atenção aos princípios  da cautela e precaução, é recomendável a prorrogação da medida cautelar, que já havia sido deferida, pela segunda vez, em março deste ano. Ainda segundo ele, com a progressiva superação da crise sanitária, os limites da sua jurisdição se esgotarão e, por isso, é necessário estabelecer um regime de transição para o tema.

Medida temporária

Para o ministro, a suspensão não deve se estender de maneira indefinida. “Embora possa caber ao STF a proteção da vida e da saúde durante a pandemia, não cabe a ele traçar a política fundiária e habitacional do país”, afirmou na decisão. 
 
Ele registrou ainda que está em trâmite na Câmara dos Deputados o projeto de Lei 1.501/2022, com o objetivo de disciplinar medidas sobre desocupação e remoção coletiva forçada. “É recomendável que esta Corte não implemente desde logo um regime de transição, concedendo ao Poder Legislativo um prazo razoável para disciplinar a matéria”, disse. 
 
Na decisão, o ministro intimou a União, o Distrito Federal e os estados, assim como a Presidência dos Tribunais de Justiça e Tribunais Regionais Federais para ciência e imediato cumprimento da decisão. Ele também intimou, para ciência, as Presidências da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, o Conselho Nacional de Direitos Humanos e o Conselho Nacional de Justiça.  
 

Por fim, o relator solicitou à Presidência do STF a convocação de sessão extraordinária do Plenário Virtual para análise do referendo da decisão.
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domingo, 19 de junho de 2022

BOLSONARO BEBE A VERVA DA MORADIA * Rosely Rocha / CUT

BOLSONARO BEBE A VERVA DA MORADIA
Insensível à dor do outro, sem a mínima empatia, o presidente Jair Bolsonaro (PL) sobrevoou áreas da Região Metropolitana de Recife atingidas por fortes chuvas, que causaram deslizamentos de terra deixando 106 mortos, 11 desaparecidos e 6,6 mil desabrigados, e disse coisas como “tragédias acontecem”.

Para piorar, disse que a “população deveria colaborar evitando morar em áreas de risco”. O que Bolsonaro não disse é que, em maio do ano passado, seu governo praticamente zerou a verba da União destinada à construção de moradias populares. O corte de verbas foi de R$ 2,039 bilhões (98%) do projeto aprovado pelo Congresso Nacional que previa R$ 2,151 bilhões para o programa.

Sem casas em locais seguros para morar porque o governo travou a política pública, pernambucanos pobres viveram a tragédia de ver suas casas serem levadas ou soterradas pelos deslizamentos de morros, encostas e barreiras que levaram ou soterraram também famílias inteiras.

A maioria das vítimas pertence a faixa 1, a mais afetada pelos cortes de recursos do programa “Minha Casa Verde Amarela” (antigo Minha Casa, Minha Vida, criado pelo governo Lula, do PT) e poderia estar viva se a prioridade de Bolsonaro fosse o povo. Vários sobreviventes declararam em entrevistas que moram em áreas de risco por absoluta falta de opção.

A faixa 1 contempla as famílias pobres que ganham entre um (R$ 1.212) e dois salários mínimos (R$ 2.224). Neste segmento está concentrado cerca de 80% do déficit habitacional do Brasil.

O economista Clovis Scherer, que assessora a CUT no Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (CCFGTS) explica que quando foi criado o “Minha Casa, Minha Vida”, a faixa 1 recebia verbas do Orçamento da União, sem contrapartidas, era um aporte do governo. Já as famílias com rendas maiores para a compra de moradias de faixas acima têm de bancar parte do financiamento via FGTS.

De acordo com o economista, quando Bolsonaro zera o aporte da União para a construção de moradias da faixa 1, simplesmente deixa de construir e a população que ganha entre 1 e dois salários mínimos fica sem a mínima condição de contrair empréstimos porque o dinheiro do FGTS é do trabalhador e ele precisa ser remunerado, por isso que o Fundo não pode ser utilizado para a construção de casas da faixa 1, pois o tomador tem de pagar de volta o empréstimo.

“As famílias que ganham um salário mínimo mal têm condições de comprar a alimentação básica, pagar as contas de água, luz e o aluguel. São pessoas que não têm a mínima condição de contrair um empréstimo em que terão de pagar juros”, diz o economista.
Quem constrói barraco sem menor condição de infraestrutura, sem drenagem, sem urbanização são os que tinham o financiamento de moradia totalmente subsidiado, mas Bolsonaro cortou para manter o Teto de Gastos Públicos- Clovis Scherer

O Teto de Gastos Públicos, instituído em 2016, após o golpe contra a ex-presidenta Dilma Rousseff (PT), proíbe que o governo invista recursos acima da inflação por 20 anos. O prazo termina em 2036.

Corte de verbas causa desemprego na construção civil

O corte de verbas no programa chegou a paralisar em 2021 a construção de 250 mil moradias populares, afetando também os trabalhadores e trabalhadoras da construção civil e de mobiliários, que de uma hora para a outras ficaram desempregados.

O Casa Verde e Amarela respondia por 50% dos empregos gerados na construção civil e de madeira no final do segundo semestre de 2020 e já diminuiu para algo em torno de 35% a 30%, em abril do ano passado.

“Antes a construção civil respondia por 4 milhões de empregos. A paralisação do Casa Verde Amarela gerou um desemprego em torno de 1,5 milhão de trabalhadores da construção. Hoje, o que mantém os empregos no setor é o financiamento dos bancos privados, mas ainda assim, a crise econômica fez o poder de compra diminuir e o nível de emprego no setor foi afetado”, diz o presidente da Confederação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores nas Indústrias da Construção e da Madeira filiados à CUT (Conticom-CUT), Cláudio da Silva Gomes, o Claudinho.

O dirigente lembra que o então Minha Casa, Minha Vida, teve seu auge no número de empregos no governo Dilma, em 2012, com 1,2 milhão de pessoas trabalhando naquele ano no programa de habitação de Lula.

De acordo com Claudinho, a demanda pela construção da casa própria caiu também, além da crise econômica e baixos salários, por causa dos aumentos nos preços de materiais utilizados no setor, inclusive de mobiliários, já que após o fim da obra, é preciso colocar pias, tanques, pisos, entre outros equipamentos.
Bolsonaro é um desastre para a economia em geral. Todos os indicadores econômicos demonstram isso e dentro da nossa atividade é um governo catastrófico- Claudio da Silva Gomes

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segunda-feira, 13 de junho de 2022

VEM AÍ O GRITO DOS DESPEJADOS * Maria Araújo / Brasil de Fatomg

VEM AÍ O GRITO DOS DESPEJADOS

Cerca de 9 mil pessoas em Belo Horizonte vivem em situação de rua. O número, levantado pelo Polos de Cidadania, projeto vinculado à Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em dezembro de 2021, supera a capacidade de locais de abrigo e de recolhimento na cidade. Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), existem cerca de mil vagas nos equipamentos públicos para acolher essa população.

Com a chegada do inverno, Claudenice Rodrigues Lopes, cientista social e coordenadora da Pastoral de Rua da Arquidiocese de Belo Horizonte, se preocupa com a falta de vagas e com a dificuldade de atendimento aos desabrigados. “O número de vagas está muito aquém do número de pessoas vivendo em situação de rua e, na maioria das vezes, a condição e a qualidade do atendimento não possibilitam um acolhimento que garanta autonomia, cuidado e proteção”, avalia.

Na opinião de Wellington Migliari, pesquisador da UFMG que trabalha com estudos jurídicos e dados no Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua, a ampliação das vagas de abrigo e do auxílio para pagar o aluguel, além da desburocratização para acessar os espaços de acolhimento, são medidas urgentes para mudar essa realidade. “O município possui 600 vagas diárias de acolhimento na modalidade de casas de passagem, com alimentação, instalação para higienização pessoais, guardas de pertence e pernoite. Esse número, no entanto, está muito menor do que o necessário”, explica.

De acordo com dados do Cadastro Único (CadÚnico), do total da população em situação de rua, 84% se autodeclaram negras, entre pretas ou pardas, 87% têm entre 18 e 59 anos, e 91% vivem em condições de pobreza e extrema pobreza. Segundo Wellington, esses dados são importantes porque demonstram a realidade do país. “Precisamos entender a moradia como uma medida estratégica de longo prazo para ruptura de modelos de concentração de renda, racismo estrutural e pobreza”, aponta.

Políticas públicas e luta por moradia digna

Em concordância com Wellington, Claudenice, coordenadora da Pastoral de Rua, reafirma que os abrigos não são a solução para quem vive em situação de rua, já que são medidas emergenciais e temporárias. Para ela, é preciso que haja uma confluência de políticas públicas, que perpassem pela moradia, pelo emprego e pelo direito à cidade.

“Um programa que tem dado certo é o Bolsa Moradia, que tem sido um caminho possível para assegurar proteção, cuidado e organização e é fruto de luta dessa população. Além disso, também existem as ocupações urbanas, que são formas legítimas de lutar por esse direito”, relata.

No entanto, para Claudenice, a política ainda é insuficiente para atender à demanda da população.

De acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte, foi instituído em 2018 um processo de habilitação e classificação para o programa Bolsa Moradia. Na ocasião, 684 famílias ou indivíduos foram habilitadas. Entre 2019 e 2020, 76 novas famílias foram inseridas e em 2021 mais 424 famílias, totalizando 500 inserções no período. Ainda, segundo a prefeitura, a expectativa é que todos os classificados e habilitados restantes sejam convocados ainda neste ano para acesso ao benefício.

Muita casa sem gente e muita gente sem casa

Belo Horizonte, assim como a maioria das capitais brasileiras, apresenta um índice elevado de imóveis e terrenos vazios. Segundo o Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua, na cidade há mais de 64 mil domicílios vagos, 17 mil lotes vagos e 323 áreas que se encontram zoneadas. Essas áreas zoneadas são territórios que devem ser destinados à implantação de empreendimentos de interesse social, compostos de terrenos vazios e edificações existentes, subutilizadas ou não utilizadas.

“A gente vive em uma cidade que o número de imóveis ociosos é muito maior do que o número de pessoas sem casas. Se houvesse um comprometimento político, é real a possibilidade de investimentos para que essa realidade mude, para que as pessoas consigam conquistar condições de superar a vida nas ruas”, comenta Claudenice.

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quinta-feira, 9 de junho de 2022

CRIMINALIZAÇÃO DO "SEM TETO" * Insurgente.org

CRIMINALIZAÇÃO DO "SEM TETO"
O estado do Tennessee, um dos mais conservadores do regime norte-americano, aprovou uma lei que ataca diretamente os sem-teto. Nesse local, as penalidades por pernoitar em barraca em vias públicas já haviam sido endurecidas em resposta aos acampamentos e protestos antirracistas ocorridos em 2020. Agora, com essa nova regra, acampar em patrimônio público será considerado um crime grave e quem o fizer enfrentará 6 anos de prisão e a perda do direito de voto.

A lei entrará em vigor em 1º de julho e é dirigida especialmente contra um grupo populacional: os sem-teto, todos aqueles sem-teto que são obrigados a viver em uma barraca na via pública. A lei também tornará crime acampar ao longo de rodovias, sob pontes, viadutos ou dentro de uma passagem subterrânea.

Nos últimos anos, as comunidades de sem-teto proliferaram nos EUA : milhões de pessoas e famílias se reúnem em barracas ou cabanas improvisadas e barracos, onde guardam todos os seus pertences, diante da impossibilidade de encontrar moradia acessível.

A lei encontrou oposição significativa no estado, incluindo muitas igrejas que se opuseram publicamente à sua aprovação, mas mesmo assim foi adiante. A crise social se aprofunda na primeira potência mundial, e enquanto eles aproximam o planeta de uma guerra em grande escala, em suas políticas internas se movem cada vez mais para o fascismo.

FONTE
INSURGENTE.ORG
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sexta-feira, 3 de junho de 2022

BOLSONARO COMANDA GRILAGEM À MORADIA * Movimento Pautas Populares / MPP

BOLSONARO COMANDA GRILAGEM À MORADIA
MAIS INFORMAÇÕES AQUI


O que era triste agora ficou trágico: o problema de moradia se agrava a cada dia no Brasil. Até agora, o último imóvel de uma família não podia ser penhorado para pagar dívida, e isso era garantido por lei. Apenas imóvel financiado pela CEF podia ser restituído em caso de inadimplência do comprador. Mas os outros bancos não podiam fazer isso. 


Ou seja, nem a moradia conquistada a duras penas, o brasileiro tem direito mais, graças ao governo das milícias. Mas olhe que esse sempre foi um problema crônico no Brasil. O déficit de moradia é uma calamidade, e por mais que a sociedade brasileira sempre tenha tentado conquistar uma política de Estado em relação à moradia, o empresariado da indústria imobiliária, aliado ao sistema bancário, sempre fez uso da corrupção  para destruir as poucas propostas que chegam ao parlamento. Qualquer proposta de projeto habitacional que apareça numa câmara de vereadores, logo aparecem os seus "paus-mandados" para organizar o bloqueio, seja em seus próprios interesses seja em benefício de grupos econômicos.

Deste modo, o movimento por moradia sempre se vê barrado por uma repressão oriunda do seio da sociedade, movida por interesses inimigos dos trabalhadores, quem mais necessita de políticas públicas voltadas para a base da sociedade.

É o que se vê agora, com a aprovação do PL 4188, verdadeiro assalto a um bem sagrado para a segurança das famílias, sobretudo da família mais carente. 


Diante disso, nós trabalhadores não podemos ficar de braços cruzados esperando apoio ou solidariedade vindas do céu. Precisamos nos unir em nossas cooperativas, uniões por moradia popular, centrais de lutas populares etc e marchar rumo à conquista de nossos direitos. Não adianta esperarmos por parlamentares, partidos, e muito menos líderes-cabos eleitorais de quem quer que seja. Nossas conquistas são fruto de nossas lutas. Nada de ficarmos a reboque do calendário eleitoral, esperando que depois das eleições vai mudar alguma coisa. Nossas necessidades são urgentes. Quem está pagando aluguel não pode esperar por eleição nem por político nenhum. E, seja lá qual seja o governo, vamos à luta conquistar nosso teto! 
SE MORAR É UM PRIVILÉGIO OCUPAR É UM DIREITO!
MORADIA NÃO É MERCADORIA!!
COM LUTA, COM GARRA, A CASA SAI NA MARRA!!!

segunda-feira, 27 de setembro de 2021

CAMPO DE REFUGIADOS 1º DE MAIO MARCHA RUMO À PETROBRÁS * Movimento do Povo / RJ

CAMPO DE REFUGIADOS 1º DE MAIO MARCHA RUMO À PETROBRÁS


 MOVIMENTO DO POVO


Pedido de apoio 


Companheiros e companheiras, 

Primeiramente desejamos expressar nossa gratidão  por vosso apoio.

Estamos organizando uma marcha do povo por moradia, emprego, cidadania e paz. Pretendemos marchar 60 quilômetros desde a zona oeste até a sede da Petrobras no centro do Rio de janeiro para protestar contra o arbitrário e violento despejo sofrido pelo nosso povo.


No trajeto faremos várias paradas para comer, descansar e dormir...

Sairemos da entrada do sub-bairro, Jardim Palmares na avenida Brasil.


Nossa primeira parada para pernoite será na Vila Kennedy, a segunda será no trevo das Margaridas, a terceira em São Cristóvão e daí iremos até a prefeitura para almoço, protesto e solicitaremos uma audiência com o prefeito...


Da prefeitura marcharemos para a Alerj e depois para a avenida Chile, onde acamparemos... em frente a Petrobras....manteremos o acampamento enquanto for possível e inclusive ficaremos até no mínimo sábado, para podermos nos incorporar aos protestos do dia 2 de outubro...


Pretendemos Marchar com no mínimo 300 pessoas para  as quais precisamos fornecer estrutura de alimentação e higiene para essa luta, entende que são extremamente carente e nada mais tem a oferecer que não sua própria disposição.


Entre as nossas necessidades estão:

Café da manhã, almoço e jantar.

Água potável (3 litros pra cada ao dia)

Sabonetes, creme dental, fraldas descartáveis, papel higiênico.

Um caminhão pipa para servir nos pontos de parada, 

Colchonetes, Máscaras, álcool etc.


Essa estrutura é para 300 marchantes

QUALQUER VALOR É BEM VINDO! PIX: 21988721454

Desde já, agradecemos o apoio  à esses trabalhadores e trabalhadoras! 


 MOVIMENTO DO POVO

YOUTUBE DO ERIC VERMELHO

Eric Vermelho fala sobre campo de refugiados 1° de Maio em Itaguaí - RJ - YouTube

CAMPO DE REFUGIADOS 1 DE MAIO

(10) Campo de refugiados 1de maio | Facebook

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