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sexta-feira, 11 de julho de 2025

No Extremo Sul da Bahia pataxós seguem a luta pela soltura do Cacique Suruí Pataxó * BRASIL DE FATO

No Extremo Sul da Bahia, pataxós seguem em luta pela soltura do Cacique Suruí Pataxó
No início da semana, manifestantes bloquearam por dois dias a BR-101 em luta contra a prisão, considerada arbitrária.

Após dois dias de mobilizações que interditaram a BR-101 próximo a Itamaraju, no Extremo Sul da Bahia, indígenas seguem em luta pela soltura do Cacique Suruí Pataxó, presidente do Conselho de Caciques da Terra Indígena (TI) Barra Velha e também Cacique da Aldeia Mãe Barra Velha. Iniciado na segunda-feira (7), o bloqueio da estrada foi realizado por manifestantes das TIs Barra Velha e Comexatibá até a tarde da terça-feira (8). Além da liberação da liderança, as comunidades também lutam pela demarcação dos territórios e pelo fim da violência e criminalização dos indígenas. Os manifestantes apontam que podem retomar as mobilizações ainda nesta semana caso as reivindicações não sejam atendidas.

Em nota, o Conselho de Caciques aponta que a prisão de Suruí Pataxó, realizada no dia 2 de julho pela Força Nacional de Segurança Pública, ocorreu sem mandado judicial e foi motivada por perseguição política, com o objetivo de criminalizar uma liderança atuante na defesa dos direitos dos povos indígenas.

“O Cacique Suruí está sendo punido por cumprir seu dever ancestral e constitucional de defender seu povo, seu território e seus direitos. Ele é símbolo de resistência e dignidade, e sua prisão atenta contra todos os povos originários do Brasil”, aponta o documento.

Além disso, a entidade denuncia abusos cometidos por agentes durante o transporte do cacique e de três adolescentes indígenas, com relatos de tortura física e psicológica.

“Durante o trajeto, os policiais pararam o veículo diversas vezes na estrada, obrigando os detidos a descer, correr e se submeter a insultos e humilhações. O cacique foi chamado de ‘falso cacique’, teve sua identidade questionada e ouviu dos agentes que ‘o cano da arma deles estava quente'”, destaca a nota.

O Brasil de Fato entrou em contato com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, responsável pela atuação da Força Nacional, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto.

Violência sistemática

Os manifestantes também denunciam a escalada da violência contra os povos indígenas e a criminalização das suas lideranças. Casos como o de Vitor Braz, assassinado com disparos de armas de fogo no dia 10 de março, do adolescente Gustavo Pataxó, de 14 anos, morto com um tiro de fuzil na nuca em setembro de 2022, e dos assassinatos de Nawir Brito de Jesus, de 17 anos, e Samuel Cristiano do Amor Divino, de 25 anos, seguem impunes.

Além disso, uma operação conjunta da Polícia Civil e da Polícia Militar da Bahia no dia 20 de março cumpriu 12 mandados de prisão e sete de busca e apreensão na Terra Indígena (TI) Barra Velha do Monte Pascoal, no município Prado, resultando na prisão de 24 indígenas Pataxó. À época, indígenas denunciaram invasão de casas e emprego de violência policial contra os moradores. De acordo com nota da Polícia Civil da Bahia, divulgada após a operação, a ação foi parte de uma investigação que apura supostos casos de violência de indígenas na região.

De acordo com o Relatório de Conflitos no Campo 2024 da Comissão Pastoral da Terra (CPT), o ano passado apresentou o 2º maior número de conflitos da série histórica da CPT, com 2.185 casos registrados. Dos 13 assassinatos, 5 foram contra indígenas, a categoria que mais sofreu com a violência. O documento também destaca a atuação do “Movimento Invasão Zero“, grupo ruralista, fundado na Bahia, composto por grandes fazendeiros e proprietários de terras, conhecido por ações violentas contra famílias em situação de acampamento, ocupações e retomada de territórios.

Mãdy Pataxó, Cacique da TI Comexatibá, salienta que, ao invés de investigar e punir os crimes cometidos contra os povos indígenas, os aparatos do Estado avançam na criminalização de suas lideranças. “Enquanto os pistoleiros, os milicianos, os mandantes dos crimes, os assassinatos do sangue Pataxó derramado no caminho do agronegócio estão soltos, estão aí prendendo e criminalizando nossas lideranças”, denuncia.

“Pedimos a soltura do Cacique Suruí e a demarcação do território Barra Velha e Comexatibá. O meio ambiente está sendo destruído. A luta de Suruí é pelas águas, pela terra, pela floresta, espiritualidade de nossa mata, pela criança, ancião, mulher, jovem, pelo guerreiro. Então não podemos deixar que isso aconteça. Estamos juntos com eles”, completa o Cacique.

segunda-feira, 13 de maio de 2024

“Vozes da Resistência” traz revelações não contadas pela história oficial do Paraná * Aluizio Palmar

“Vozes da Resistência” traz revelações não contadas pela história oficial do Paraná

Sessenta ex-militantes da Resistência à Ditadura militar no Paraná decidiram descomemorar os 60 anos do Golpe de 1964 de uma forma diferente. Cada um escreveu sobre sua participação na luta em defesa da democracia e, no próximo dia 14 de maio, vão lançar um livro de memórias.

O resultado é um conjunto de relatos, onde os autores trazem à luz fatos acontecidos durante o período sombrio da ditadura. Para escrever o livro, os moços e moças dos anos 60, hoje médicos, advogados, jornalistas, professores, dentistas e sociólogos relembram as lutas do movimento estudantil e no campo e as greves dos bancários e a dos pedreiros, em 1968.

“Vozes da Resistência” é um livro escrito com estrelas e sangue nos olhos, pois fala dos sonhos e ardores de mudanças, mas também, fala das prisões e torturas.

Finalmente, o livro “Vozes da Resistência” revela uma Curitiba e um Paraná que sofreram apagamento pela história oficial.

Serviço

Livro “Vozes da Resistência, Memórias da luta contra a ditadura militar no Paraná”

Projeto e coordenação: Aluízio Palmar

450 páginas

Editora Banquinho – Curitiba

Lançamentos

Dia 14 de maio

10h Teatro da Reitoria UFPR

19h Salão Nobre Faculdade de Direito UFPR

Dia 15 19h00 PUCPR

terça-feira, 7 de novembro de 2023

O PÂNICO MORAL DO IDENTITARISMO * RUI LEITÃO

O PÂNICO MORAL DO IDENTITARISMO

Nos anos recentes a sociedade brasileira vive um exagerado sentimento de medo e de preconceitos, provocado pela pauta de costumes produzida pelos radicais de direita. São mensagens fraudulentas, publicadas nas redes sociais com o propósito de reagir contra determinados padrões normativos de comportamento. E assim, interferir nas disputas políticas.

É o que, em 1970, o sociólogo inglês Stanley Cohen chamou de “pânico moral”, quando fez um estudo da reação da sociedade britânica diante de posturas consideradas contrárias aos valores morais então vigentes. Segundo ele, o “pânico moral provoca mudanças na política legal e social ou até mesmo na forma como a sociedade se compreende”.

No Brasil o pânico moral resulta, principalmente, das pautas relacionadas à sexualidade e às causas de gênero, buscando fortalecer o controle social, estimulando hostilidades, na esfera pública e privada, a estilos de vida desaprovados pelos conservadores. Tornam-se bandeiras políticas com o objetivo de impedir transformações sociais, proferindo um discurso pretensamente moral visando a conquista de um consenso público, polarizando o combate entre as forças do Bem e do Mal, numa explícita distorção política e ideológica. E assim, adotando ações repressivas diante de grupos tidos como ameaçadores.

Essas “cruzadas morais”, estabelecidas com interesses políticos, surgem nas oportunidades de confusão ideológica e de crises sociais, dando ênfase a que atitudes e crenças que defendem sejam preservadas. Grupos religiosos fundamentalistas justificam suas posições como sendo um protesto à subversão social, particularmente sobre os valores da família e da vida, recorrendo a uma linguagem de indignação contra o Mal. Embora, em muitos casos, se perceba um falso moralismo.

A agenda moralista da ultradireita produz efeitos em variados campos das relações sociais, elaborada sobre um ideal de “cidadão do bem”. O pânico moral é uma estratégia conservadora que procura reafirmar o domínio de quem tem um poder maior na sociedade, em relação, principalmente, às minorias. Nem sempre suas formas de propagação são sutis. Elas se mostram cada vez mais explícitas, com o advento das redes sociais e da mídia descentralizada, na tentativa de afetar o nosso juízo da realidade, na conformidade de como passamos a produzir e consumir informações.

Para nos protegermos do pânico moral chequemos sempre as informações compartilhadas nas redes sociais e nos portais de notícias. Busquemos outras fontes. Ouçamos atentamente outros pontos de vista, ainda que sejam contrários aos nossos. Nunca deixemos de considerar perguntas como: Será que isso é verdade? Será que alguém realmente faria ou falaria algo assim? Existem dados que corroborem com essa afirmação? Só assim, estaremos vacinados contra o pânico moral.

Rui Leitão
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terça-feira, 2 de agosto de 2022

POLICIAIS ANTIFASCISTAS SÃO PERSEGUIDOS PELA CORPORAÇÃO * Movimento de Policiais Antifascistas

POLICIAIS ANTIFASCISTAS SÃO PERSEGUIDOS PELA CORPORAÇÃO

O homicídio de Marcelo Arruda, policial e tesoureiro do Partido dos Trabalhadores em Foz do Iguaçu trouxe à tona a intolerância de setores da polícia contra os colegas de esquerda da corporação. O que aconteceu com o Marcelo foi a violência e a intolerância em seu extremo e “sabemos quem alimenta esse discurso, nosso movimento de policiais antifascistas surgiu por conta disso”.

No JTT – A Manhã com Dignidade de hoje (01/08) entrevistamos os policiais antifascistas Airton Garcez e Pedro Paulo Chaves Matos.

Airton, hoje aposentado, diz ter sofrido perseguições durante toda sua carreira, em diferentes governos, por ser um policial assumidamente de esquerda e por defender um outro modelo de segurança pública. No entanto, a perseguição se tornou mais violenta e é escancarada a cooptação de parte do setor de segurança pública pelo discurso de ódio bolsonarista.

Em relação aos temores de golpe e violência no 7 de setembro, Pedro pensa que não há elementos para um golpe, Bolsonaro não possui esse suporte, mas pretende plantar esse clima de insegurança e instabilidade e fomentar ações violentas.

Pedro e Airton defendem o fim do militarismo nas instituições. Isso não significa acabar com o emprego dos policiais. O militarismo comprovadamente não diminui a violência, nem acabou com a corrupção. A desmilitarização é uma discussão antiga e difícil pelo poder e influência dos militares, mas extremamente necessária.

ENTREVISTA

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quarta-feira, 11 de maio de 2022

Campanha pela Libertação de Julian Assange * Campanha pela Libertação de Julian Assange / RJ

 Campanha pela Libertação de Julian Assange

06 de maio de 2022


Presentes: Alberto Mendes, Alessandra Scangarelli, Ana Gomes, Anna Maria, Antonieta Simões, Carlos Gustavo Moreira, Cladice Diniz, Estreliane Vidal, Iucinara Braga, Licia Hauer, Luiz Mario, Marcos Valladares, Maria Luiza Franco, Marília Guimarães, Pedro Alves, Regina Pimenta, Ricardo Quiroga, Rodrigo Teixeira, Telma Ribeiro, Valmiria Guida, Vicente Alessi-Filho.


Foram deliberadas as seguintes ações:


- Ato no auditório da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) no dia 16 ou 17 de maio a partir das 18 h. A vice-presidente, Regina Pimenta, e a Diretora de Cultura e Lazer, Maria Luiza Franco, da ABI, confirmaram a disponibilidade do auditório para o Ato.


- Transmissão de um programa ao vivo pelo Canal 247 no YouTube com o objetivo de divulgar a Campanha e o Ato na ABI. Dia 12 de maio às 19 h. Participantes sugeridos: o escritor Fernando Morais, a advogada Carol Proner, o Deputado Paulo Ramos (PDT-RJ) e um representante da ABI. Marília Guimarães contatará os responsáveis do Canal 247 para organizar a transmissão.


- Criação de um site, email e páginas nas redes sociais para a divulgação da Campanha. Licia Hauer administrará a página da Campanha no Facebook. Alessandra Scangarelli produzirá o site e o e-mail oficial da Campanha. Outras redes sociais precisam de voluntários.


- Aproveitar o Ato na ABI e colher depoimentos para serem veiculados no site e nas redes sociais da Campanha. São necessários voluntários para a tarefa.


- Solicitar ilustrações aos chargistas Carlos Latuff e Renato Aroeira para a Campanha. Responsável: Marília Guimarães. 


- Elaboração de um manifesto para a Campanha pela Libertação de Assange. Responsável: Rodrigo Teixeira.


- Colocação de um ou dois painéis (outdoors) com recursos do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ). Responsável: Luiz Mario.


- Contatar as entidades de Solidariedade a Cuba para ajudar na divulgação da Campanha. Responsável: ACJM-RJ.

Reunião virtual de avaliação da Campanha: dia 20 de maio.

https://www.facebook.com/campanhapelalibertacaodejulianassange/


Email:

cpelalibertacaodejulianassange@gmail.com

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quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Quantas mais? * Alex Camboim Maia / BA

 Quantas Mais?

Alex Camboim Maia/BA


Quantas mais serão as pessoas que sofrerão com a intolerância, ausência de inteligência e toda humana ignorância?


Quantas mais da liberdade serão privadas?

Quantas ideias poderão ser realizadas?

Qual realidade poderá ser idealizada por uma juventude desempregada?


Quantas mais em suas próprias vidas serão privadas?

Quantas poderão se expressar sem medo de represália?


Quantas mais sobreviverão as perdidas balas?

Quantos corpos serão sepultados diariamente em milhares de valas?


Quantas mais mulheres serão que terão suas falas respeitadas e nunca caladas?

Quantas mais não serão silenciadas ou assassinadas?


Quantas mais serão que terão direito a saneamento?

Quantas mais serão que terão direito ao básico?

Quantas mais serão respeitadas e ouvidas até este momento?


Quantas vezes mais, sofreremos com os julgamentos em vários momentos de nossos próprios algozes?


Quantas mais serão as vezes que sofreremos com seus atos atrozes e com seu desrespeito aos sacramentos?


Quantas mais serão as vezes em que nossas esperanças serão massacradas?

Quantas mais serão às vezes em que um negro será vítima da social chacina?


Quantas vezes mais serão às vezes em que ninguém terá direito a nada e nem a própria dignidade, ausência de direito a propriedade e desrespeito aos indígenas? 

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quarta-feira, 5 de maio de 2021

Solidariedade com o povo colombiano * Partido Comunista do Povo Brasileiro/PCPB

 Solidariedade com o povo colombiano 


Nós abaixo assinantes, viemos a publico expressar o nosso repúdio contra a  brutal repressão e massacre promovido pelo estado narco-paramilitar  colombiano. 

O governo de Iván Duque tentou impor em plena “pandemia” o aumento  generalizado dos impostos, inclusive sobre produtos de primeira necessidade, na  cesta básica. 

Duque é um afiliado do ex presidente Uribe Velez que foi um afiliado de Pablo  Escobar, do cartel de Medellín. 


Posteriormente, o imperialismo norte-americano decidiu acabou com o poder  dos cartéis para ele próprio, por meio das suas agências e bases militares (há  nove na Colômbia) controlar o tráfico da cocaína, de onde saem as verbas  secretas para promover diversos tipos de agressões militares. 

A política do assassinato das lideranças sociais e política é a norma na Colômbia. 


Essa política é muito similar à da “democracia pinochetista” chilena onde há mais  de três mil presos políticos, mais de 500 pessoas estupradas pela política  pinochetista para promover o terror, mais de 400 com os olhos arrancadas por  balas e a região da Araucanía, onde mora a nação Mapuche, militarizada. 


Esses são os modelos que o imperialismo busca impor no Brasil para estende-lo  a toda a América Latina. Uma “versão moderna” das genocidas ditaduras  militares da década de 1970. 


Cabe aos verdadeiros revolucionários, anti-imperialistas e lutadores sociais  solidarizamos com os povos colombianos e chilenos, assim como promovermos a  solidariedade internacionalista, efetiva e na prática, além da simples  propaganda. 


Assinam, 

Gazeta Revolucionária 

PCPB (Partido Comunista do Povo Brasileiro) 

Anserp (Associação Nacional dos Servidores e Perseguidos) 

Imprensa Popular 

UST (União Sindical dos Trabalhadores) 

Tribuna Classista 

Ação Popular Comunitária

Emprego e Vida

Política Revolucionária

ATC

Pátria Latina

Portal Cuba Hoje


Secretário Geral do PCPB George Kunz



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Comunicado Urgente de organizações chilenas

Como Piñera, Duque ao Tribunal Penal Internacional! 

A Colômbia não pode suportar mais mortes, nem mais injustiças, nem mais fome. 

Iván Duque, parceiro de Piñera em Cúcuta, intensifica a repressão militarizada  contra o povo colombiano; implanta o bloqueio de informação tentando tornar  invisível o massacre que está em curso na Colômbia. Dessas terras clamam por  apoio internacional e é nosso dever responder. 

As assembleias territoriais e organizações populares chilenas e Wallmapu, agrupadas na Referência Política Social, RPS, expressam seu mais forte apoio e  solidariedade ao povo colombiano que luta e resiste nas ruas de Cali e outras  cidades contra a repressão militar e policial de Uribe Estado hoje administrado  por Duque, um fantoche do narcotráfico, das corporações transnacionais e do  imperialismo norte-americano. 

Cali, onde a repressão tem sido mais feroz, acorda a cada dia com mais pessoas  assassinadas, mutiladas, estupradas, detidas. São o efeito das mesmas práticas  repressivas que já conhecem os setores populares e os povos em resistência no  

Chile. É a política dos Estados policiais e militarizados que são a outra face do  mercado livre, do extrativismo e da dominação do grande capital. 

O povo colombiano não cresceu apenas por causa de um simples aumento de  impostos; Esse foi o gatilho, assim como a ascensão do metrô no Chile. Como  disseram, estão nas ruas “há tantos anos, décadas, de opressão, de injustiça e por  uma paz que nos foi negada”. São as mulheres que mais falam, os jovens que se  manifestam contra os aparatos repressivos, os trabalhadores que não aguentam  mais, os camponeses, os indígenas e os afro que, já cansados, assumem o  protesto com mais força. A Colômbia não pode suportar mais mortes, mais  injustiças e mais fome. 

Como RPS, do Chile e do Wallmapu, apelamos a todas as organizações populares  e de trabalhadores, ativistas político-sociais e todas as pessoas com um mínimo  de sensibilidade às injustiças, a apoiar ativamente o povo colombiano.  Intensificar os contatos com as organizações populares de Cali e da Colômbia,  enviando a nossa solidariedade e oferecendo ao mundo as nossas redes de  divulgação para quebrar o bloqueio da informação; iniciar campanhas de  denúncia da repressão em curso no Chile e no exterior; para desafiar a presença  e os negócios da capital colombiana no Chile. 

Referente Político Social - RPS 

Assinam-se as assembleias e organizações populares que se agrupam na  Referência Política Social e outras organizações que decidiram aderir: 

https://plrchile.com/comunicado-urgente-como-pinera-duque-al-tribunal penal-internacional/ 

Chile, 4 de maio de 2021.

sábado, 26 de dezembro de 2020

PERU: TRABALHADORES EM LUTA * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

Peru: trabalhadores em luta
 por nova constituição trabalhista enfrentam selvagem repressão policial 

No último dia 22 de dezembro os trabalhadores rurais peruanos, organizaram poderosa mobilização para exigir do Congresso Nacional do país uma nova constituição trabalhista, que garanta direitos econômicos e sociais essenciais. Centenas de trabalhadores bloquearam os principais trechos da rodovia Pan-americana do Peru em massiva mobilização, que de fato assustou a burguesia semicolonial do país.
Os trabalhadores organizaram verdadeiras barricadas queimando pneus, se armando com paus e pedras como forma de reagir à selvagem repressão policial mobilizada. Viaturas foram incendiadas, veículos oficiais do Estado foram apedrejados e diversos trabalhadores feridos pelas forças de choque da polícia. Historicamente a repressão policial sempre foi o principal recurso utilizado pelos capitalistas no Peru contra as massas exploradas, devido às explosivas contradições sociais que tomam conta do país, expressão do caráter dependente e subdesenvolvido do país.

Os protestos cresceram depois que o Congresso não aprovou as novas leis exigidas pelos trabalhadores desde o início de dezembro. De acordo com matéria do site de notícias Uol: " ‘Quinze dias se passaram e o Congresso nada fez para resolver nossas reivindicações’, criticou a jornalistas Paulina Velásquez, secretária-geral da Federação Nacional dos Trabalhadores da Agroindústria (Fentagro)”. (Uol, 22-12-2020).

Os trabalhadores exigem da indústria agroexportadora que aumente para 18 dólares o dia de trabalho, que atualmente é 11 dólares, o que estabelece um novo regime laboral, recrudescendo a luta de classes no país. Com a sabotagem por parte do Congresso à demanda popular, os trabalhadores se levantam massivamente.

De fato, o que ocorre no Peru é parte do acirramento das lutas populares que tem se agigantado em toda a América latina; recentemente os povos de Bolívia (que derrotaram o golpe de Estado da extrema direita), Chile, Equador, Paraguai, Argentina, Haiti, etc., tem protagonizado importantes levantes populares contra as políticas econômicas neoliberais, que na prática vem empobrecendo nossos países e desintegrado gravemente o tecido social no continente. O avanço da crise estrutural do capitalismo potencializa as já graves contradições políticas e sociais.

Na atual quadra da sociedade burguesa tardia, as mais elementares 

demandas das massas tornam-se revolucionárias, sobretudo no capitalismo dependente, voltado estruturalmente para a produção do superlucro em benefício do capital estrangeiro e da burguesia nativa, aprofundando como consequência a superexploração sobre os trabalhadores. 

Os povos trabalhadores de nosso continente precisam cobrir de solidariedade militante a luta dos companheiros peruanos. A vitória dos camaradas peruanos pode sem dúvida, fortalecer a auto-confiança da classe e servir como exemplo a todo operariado e campesinato em luta contra as burguesias dependentes e o imperialismo na região. 

A Frente Revolucionária dos Trabalhadores desde o Brasil, se põe incondicionalmente na mesma trincheira da batalha dos camaradas. 

Frente Revolucionária dos Trabalhadores