terça-feira, 15 de agosto de 2023

O QUE É DÍVIDA PÚBLICA E QUAL É O SEU PAPEL *Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

O QUE É DÍVIDA PÚBLICA E QUAL É O SEU PAPEL

NOTA DA FRT

Longe de querer ditar verdades, nossa meta, com esta matéria, é tentar trazer nossos amigos, leitores, simpatizantes e militantes, a se inteirarem do enredo que representa a DÍVIDA PÚBLICA, em todos os aspectos que ela significa para o cidadão. É preciso ficar claro que TODOS PAGAM SEM SEQUER SABER POR QUE. Por isso, estamos iniciando com a AULA Nº1 DO CURSO AUDITORIA CIDADÃ DA DÍVIDA, ministrada pela Profª Maria Lúcia Fatorelli.

TODOS SÃO BEM VINDOS!

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"A dívida surge e aumenta sempre que o governo gasta mais do que arrecada. Assim, quando os impostos e demais receitas não são suficientes para cobrir as despesas, o governo é financiado por seus credores (pessoas físicas, empresas, bancos etc), dando origem à dívida pública.

Assim como o bom uso do crédito por um cidadão facilita o alcance de grandes conquistas (a compra de sua casa própria, por exemplo), o endividamento público, se bem administrado, permite ampliar o bem-estar da sociedade e favorece o bom funcionamento da economia.

Especialistas costumam destacar a importante função que o endividamento público exerce ao garantir níveis adequados de investimento e de prestação de serviços pelo governo à sociedade, ao mesmo tempo em que propicia maior equidade entre gerações.

As receitas e as despesas de um governo passam por ciclos e sofrem choques frequentes. Em momentos de crise, por exemplo, a economia produz menos e a arrecadação de impostos cai. Ao mesmo tempo o número de desempregados sobe e os gastos do governo com seguro desemprego aumentam. Com isso, a conta do governo fica mais apertada. Na ausência do crédito público, esses choques teriam de ser absorvidos por aumento na carga tributária ou por cortes em outros gastos, penalizando, demasiadamente, em ambos os casos, a geração atual.

Além da suavização, ao longo do tempo, do padrão de gastos de consumo e investimento do governo, o acesso ao endividamento público permite atender a despesas emergenciais (tais como as relacionadas a calamidades públicas, desastres naturais e guerras) e assegurar o financiamento tempestivo de grandes projetos com horizonte de retorno no médio e no longo prazos (na área de infraestrutura, por exemplo). A história está repleta de exemplos nesse sentido, não sendo surpreendente o uso disseminado do endividamento por praticamente todos os países do mundo.

Um exemplo de projeto com alto custo, mas com benefícios de longo prazo, é a construção de um hospital. Um hospital vai durar muitos anos e será utilizado por muito tempo, inclusive por pessoas que ainda nem nasceram. Nesse caso, é justo (e eficiente) que o custo de construção do hospital seja divido por todas as gerações que vão utilizá- lo. Por isso, ao invés de cobrar uma grande quantidade de impostos extras dos cidadãos que estão vivos durante a construção do hospital (geração atual), o governo pode financiar a obra e pagá-la em várias parcelas, dividindo, assim, o seu custo com as gerações futuras, também beneficiadas. Por meio do endividamento público, o governo poderá utilizar apenas parte da arrecadação atual e parte da arrecadação futura para pagar as parcelas relativas ao custo de construção do hospital. Assim, a dívida pública permite dividir os custos de um investimento com todas as gerações que irão se beneficiar dele.

O endividamento público pode exercer funções ainda mais amplas para o bom funcionamento da economia, auxiliando a condução da política monetária e favorecendo a consolidação do sistema financeiro.

Títulos de dívida pública são instrumentos essenciais na atuação diária do Banco Central para o alcance de seu objetivo de garantir a estabilidade da moeda, servindo de lastro para as operações típicas de política monetária, além de representarem referencial importante para emissões de títulos privados. O desenvolvimento do mercado de títulos, público e privado, pode ampliar a eficiência do sistema financeiro na alocação de recursos e fortalecer a estabilidade financeira e macroeconômica de um país.

A lição fundamental dessa discussão recai na relevância de se zelar pela qualidade do crédito público. Só assim se pode valer do endividamento e de suas funções de forma eficiente. Aqui, mais uma vez, a analogia ao cidadão comum se faz válida, o qual deve manter um bom crédito para garantir permanentemente melhores condições de financiamento (por exemplo, via menores custos e maiores prazos para pagamento).

No caso do governo, o mesmo ocorre, embora não de maneira tão simples. Suas condições de financiamento estão intimamente relacionadas à sua credibilidade, à sua capacidade de pagamento e à qualidade de gestão da dívida.

Por isso, a utilização responsável e consciente do endividamento público é importante para o bom desenvolvimento do país. A gestão eficiente da dívida pública brasileira é um dos deveres do Tesouro Nacional.

Todos esses temas relacionados à dívida pública serão tratados em outros vídeos e textos disponíveis nos canais do Tesouro Nacional. Não deixe de navegar pelo site, Facebook, Twitter e YouTube.

Que saber mais?

Consulte nossas publicações:

-   Livro da Dívida Pública: http://www.tesouro.fazenda.gov.br/pt/livro-divida-publica-a- experiencia-brasileira-

-  Plano Anual de Financiamento: http://www.tesouro.fazenda.gov.br/pt/plano-anual-de- financiamento

-  Relatório Mensal da Dívida: http://www.tesouro.fazenda.gov.br/pt/relatorio-mensal-da- divida

-     Relatório Anual da Dívida: http://www.tesouro.fazenda.gov.br/pt/relatorio-anual-da- divida

(Banco Central)"

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AUDITORIA CIDADÃ DA DÍVIDA

AULA Nº1 - MARIA LÚCIA FATORELLI

Aula 1 - Introdução (1 hora/aula)

• Auditoria Cidadã da Dívida: Por quê? Para quê? Como?
• Visão geral do universo do endividamento brasileiro federal, estadual e municipal
• Panorama do âmbito do trabalho da auditoria cidadã
• Papel da cidadania e responsabilidade social
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ANEXOS
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segunda-feira, 14 de agosto de 2023

CPMI DO TERRORISMO * E. Precílio Cavalcante/RJ

CPMI DO TERRORISMO

O ato terrorista do dia 8 de janeiro, a invasão e o quebra-quebra da sede do STF, Supremo Tribunal Federal, do Senado Federal e do Palácio do Planalto não pode tomar outro título, senão terrorismo.

Falar em vândalos, ou mesmo golpistas, é minimizar o terrorismo.

E quem teve a ideia, quem arquitetou o 8 de janeiro?!

Só pode ter sido o mesmo personagem, que foi processado e ia sendo expulso do Exército por tentar colocar bombas nos quartéis da Vila Militar no Rio de Janeiro.

Trata-se de, com licença da palavra, Bolsonaro, ou o Indigitado, como passarei a citá-lo.

Sobre este fato, ele deu uma entrevista à Revista Veja, que foi publicada no número 939, em primeiro de setembro de 1986.

A carreira militar do Indigitado foi feita, sempre, ao arrepio da lei!

Sempre em desrespeito à disciplina e à hierarquia militar.

Ignorando o Estatuto dos Militares e a Constituição brasileira.

Não respeitando, sequer, o Juramento à Bandeira.

A que todos os militares brasileiros são obrigados.

Tendo sido processado pelo Ministro do Exército à época, general Leônidas Pires Gonçalves. E ficou 15 dias preso por conta da entrevista.

A partir do dia 1° de janeiro de 2019, dia da posse na Presidência, não teve um só dia em que o Indigitado deixasse de conspirar contra a ordem democrática.

Pedindo o fechamento do Supremo Tribunal Federal, o poder judiciário, e o Congresso Nacional.

Um dos seus filhos, um zero (0) à esquerda, disse que, para fechar o STF, não precisa mais do que um cabo e um soldado.

Nos primeiros quatro domingos, depois do 1° de janeiro daquele ano, saiu à frente de manifestações de centenas de seguidores vestidos de verde e amarelo com faixas pedindo o fechamento do STF, Supremo Tribunal Federal e do Congresso Nacional.

No primeiro domingo, no governo, saiu com a Bandeira brasileira no braço direito e a norte americana no braço esquerdo.

O que simbolizava o apoio de Steve Bannon e de Trump.

A extrema direita internacional.

Essa era a “democracia” da “famiglia”, Bolsonaro, pai e filhos!

O terrorismo do 8 de janeiro foi um ato coerente com a linha do governo nazifascista, que foi derrotado nas eleições de 2022.

Os participantes daquele ato criminoso não podem ser chamados, senão, de bandidos terroristas ou de terroristas bandidos!

Não se tratou da vândalos, desordeiros ou vagabundos.

Mas de terroristas bandidos!

E a CPMI como fica? O que diz. A que veio?!

A CPMI do ato terrorista vem usando um linguajar brando, leve e até conciliador.

Chamando os participantes de vândalos ou golpistas.

O que acontece, é que a CPMI, não tem tido garra! Ímpeto! Coragem!

No caso do terrorismo, não pode e não deve haver conciliação!

Para terrorismo não pode haver perdão, conciliação nem anistia!

Se você estiver de acordo com este texto repasse a todos os seus contatos.

E. Precílio Cavalcante
capitão de mar e guerra ref. do Corpo de Fuzileiros Navais. Pesquisador da História militar.
Rio de Janeiro, 13 de agosto de 2023.

Abaixo o terrorismo nazifascista!!
VIVA A LIBERDADE!!!
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domingo, 13 de agosto de 2023

40 ANOS SEM MARGARIDA MARIA ALVES * Silvanar Cordel/PROGRAMA SER TÃO NORDESTINO

40 ANOS SEM MARGARIDA MARIA ALVES
Hoje, o Programa SerTão Nordestino fará uma homenagem especial a Margarida Alves, pela passagem dos 40 anos de seu covarde assassinato (12 de agosto de 1983).
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DOCUMENTÁRIO: NOS CAMINHOS DE MARGARIDA
O vídeo-documentário "Nos Caminhos de Margarida" mostra a trajetória de vida e militância de Margarida Maria Alves. São depoimentos e imagens que revelam um pouco da história da heroína das terras paraibanas. Daquela que simboliza a maior marcha de mulheres do mundo, a "Marcha das Margaridas".

Realização: CONTAG, Fetag´s e Sindicatos

ANEXOS

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quinta-feira, 10 de agosto de 2023

CARTA DA CÚPULA DA AMAZÔNIA * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

CARTA DA CÚPULA DA AMAZÔNIA
Unidos por Nossas Florestas
Comunicado Conjunto dos Países Florestais em Desenvolvimento em Belém


Nós, os Presidentes e Chefes de Delegação de Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Indonésia, Peru, República Democrática do Congo, República do Congo, São Vicente e Granadinas, Suriname e Venezuela, reunidos em Belém do Pará, no dia 9 de agosto de 2023,

1. Reconhecemos a inestimável contribuição dos povos indígenas e das comunidades locais, bem como das mulheres e dos jovens, para a conservação das florestas tropicais.

2. Observamos que, segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC AR6), "a mudança do clima já está impactando as florestas tropicais em todo o mundo, incluindo transformações na distribuição dos biomas florestais, alterações na composição de espécies, biomassa, pragas e doenças, e aumento da quantidade de incêndios florestais".

3. Reiteramos nosso compromisso com a preservação das florestas, a redução das causas do desmatamento e da degradação florestal, a conservação e valoração da biodiversidade e a busca por uma transição ecológica justa, convencidos de que nossas florestas podem ser centros de desenvolvimento sustentável e produtoras de soluções para os desafios de sustentabilidade nacionais e globais, conciliando prosperidade econômica com proteção ambiental e bem-estar social, em especial para os povos indígenas e comunidades locais, inclusive por meio do desenvolvimento de mecanismos inovadores que reconheçam e promovam os funções/serviços ecossistêmicos e a conservação e uso sustentável da biodiversidade.

4. Manifestamos nossa preocupação com o não-cumprimento, por parte dos países desenvolvidos, do compromisso de financiamento para o desenvolvimento equivalente a 0,7% do rendimento nacional bruto; de financiamento climático de US$ 100 bilhões por ano em recursos novos e adicionais aos países em desenvolvimento, conclamamos os países desenvolvidos a cumprirem suas obrigações de financiamento climático; e a contribuir para a mobilização de US$ 200 bilhões por ano, até 2030, previstos pelo Marco Global para a Biodiversidade de Kunming-Montreal para a implementação dos planos de ação e estratégias nacionais de biodiversidade, por meio da provisão de recursos financeiros novos, adicionais, previsíveis e adequados;

5. Manifestamos também nossa preocupação com o não-cumprimento, por parte de alguns países desenvolvidos, de suas metas de mitigação e relembramos a necessidade dos países desenvolvidos de liderar e acelerar a descarbonização de suas economias, atingindo a neutralidade de emissões de gases de efeito estufa o mais rápido possível e preferencialmente antes de 2050.

6. Observando que a cooperação internacional é a via mais eficaz para apoiar nosso compromisso soberano de redução das causas do desmatamento e da degradação florestal, condenamos a adoção de medidas para combater as mudanças climáticas e proteger o meio ambiente, incluindo as medidas unilaterais, que constituam um meio de discriminação arbitrária ou injustificável ou uma restrição disfarçada ao comércio internacional.

7. Reforçamos nosso entendimento de que o acesso preferencial para produtos florestais nos mercados dos países desenvolvidos será importante alavanca para o desenvolvimento econômico dos países em desenvolvimento.

8. Convidamos os demais países em desenvolvimento detentores de florestas tropicais ao diálogo, baseado na solidariedade e na cooperação, com vistas à COP-28 da UNFCCC e à COP-16 da CDB e demais conferências internacionais relevantes, a respeito dos temas constantes deste Comunicado.

9. Conclamamos também os demais países em desenvolvimento detentores de parcela significativa da biodiversidade global a lutar para que nossos países tenham maior influência sobre a gestão de recursos destinados à conservação e ao uso sustentável da biodiversidade.

10. Tomamos nota de diferentes iniciativas conduzidas por países em desenvolvimento relevantes para a conservação e uso sustentável de ecossistemas florestais, como a Cooperação Trilateral sobre Florestas Tropicais e Ação Climática, promovida por Brasil, República Democrática do Congo e Indonésia, e a iniciativa da República do Congo de sediar uma Cúpula das Três Bacias dos Ecossistemas da Biodiversidade e Florestais Tropicais.
ANEXOS
DOCUMENTOS À CÚPULA DA AMAZÔNIA
(TODOS IGNORADOS)
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POSIÇÕES
GUSTAVO PETRO
não aguentou a mesmice faz-de-conta dos presentes à cúpula e avisou:
"não existe petróleo verde..."
LUIS ARCE
*Bolívia alerta que EUA e UE buscam controlar Amazônia*

A intervenção dos EUA e UE nos assuntos da Amazônia, através de militares ou de ONGs, representa um dos problemas para a região, acha o presidente da Bolívia, Luis Arce.

"A região amazônica possui recursos estratégicos, é fonte de água potável e minerais. Os países da América Latina e do Caribe são uma prioridade na estratégia de segurança nacional dos EUA, o que significa que são de interesse não apenas para o Departamento de Estado, mas também para o Departamento de Defesa dos EUA", disse.

"A implantação de bases militares na região e na Amazônia é algo que deve atrair nossa atenção, devemos estar atentos", declarou Arce.

"A este respeito, estamos preocupados que a Europa adira à mesma posição: alguns estão buscando controlar a Amazônia por meios militares, outros – com a ajuda de organizações não governamentais", especificou o líder boliviano durante a Cúpula da Amazônia em Belém, Brasil, nesta terça-feira (8). 
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A Amazônia amada ou ameaçada?


Nossa relação com a natureza é apaixonadamente semelhante aos sentimentos que temos entre os seres humanos - não é em vão que dizemos que a natureza não nos pertence, mas que nós pertencemos a ela - seja cuidado e respeito, seja agressão e desprezo ; ou em outros casos mais patológicos, é apenas para aproveitá-la por pura ambição de ganhar sua riqueza.


Esses sentimentos confusos são os que se evidenciam hoje em um território de 7,4 milhões de quilômetros quadrados que abrange a Amazônia, e que é considerado o gerador de 20% do oxigênio da atmosfera terrestre.


E é também por isso que acaba de acontecer a cúpula da Amazônia, realizada pela Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), e que abordou basicamente a necessidade de garantir a sobrevivência da maior reserva da natureza que ainda existe no planeta.


Tal é o grau de gravitação dessa reserva natural que nos EUA, e que não faz parte da região amazônica, se ensina que a Amazônia é um território que lhes pertence e que são os únicos capazes de defendê-la.


Assim se verificou que existe um texto de geografia -Introdução à Geografia- para o 6º ano. Grau nos EUA onde é indicado, que se apoderam da Amazônia para salvaguardar a água e o oxigênio do planeta. Já que a Amazônia está cercada por países bárbaros que vão acabar com ela.


Não é só pela lógica imperial monroísta: "América para os americanos", que devemos estar atentos para a Amazônia, mas pelo atual comportamento climático devemos estar atentos, como tem sido o objetivo da OTCA, e para o que a população O mundo está à flor da pele, assim como o aumento incomum das temperaturas no planeta.


Está previsto para estes dias, assim que a temperatura volte a subir, ou na sua falta; superar os máximos históricos, como aconteceu há algumas semanas nos verões vividos pelos países do hemisfério norte.


Mas não só isso, como efeito do verão, as temperaturas aumentaram, mas esse mesmo efeito ocorreu na atual temporada de inverno no hemisfério sul.


Como é o comportamento climático do planeta, a natureza; e apesar das agressões a que é submetido pela mão do homem; ainda é generosa em guardar tesouros como a Amazônia, e que vive o dia em que passa o dilema entre ser amado ou ameaçado.


Rolando Prudêncio Briançon/Advogado/Bolívia

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O VERDADEIRO VALOR DO PETRÓLEO DA FOZ DO AMAZONAS


Com o pré-sal, o Brasil não resolveu a educação, como prometido, nem o desenvolvimento sustentável do Rio de Janeiro, mas segue batendo recordes de produção de petróleo —e assim será até a próxima década, embora as projeções da Agência Internacional de Energia (AIE) indiquem que a demanda global por combustíveis fósseis deve cair a partir de 2028, assim como o preço do barril diante da transição energética rumo às fontes renováveis.


A questão é se o Brasil vai querer ir na contramão mundial ao projetar na Foz do Amazonas e em toda margem equatorial talvez a maior nova frente de exploração petrolífera do planeta, estimando para depois de 2030 o auge da produção nacional.


Com a perfuração da margem equatorial, estão previstas receitas entre US$ 770 bilhões e US$ 2,3 trilhões. Fica a pergunta: se o Brasil optar por queimar todo esse petróleo, o que deixará de ganhar?


O valor dessas reservas pode ser infinitamente maior se as deixarmos lá, nas profundezas. Há um custo gigante para cada 0,1°C de aumento da temperatura global. O argumento para uma forte ação de curto prazo é, também, econômico. Para cada US$ 1 investido em mitigação, poupa-se de US$ 1,5 a US$ 4 em efeitos das mudanças climáticas (Nature Climate Change). Se mantidos os padrões atuais de emissões, os custos à economia global seriam de US$ 178 trilhões entre 2021 e 2070 (Deloitte). Os custos humanos seriam ainda maiores, com o aumento de insegurança alimentar, falta de água, migrações em massa e piora nas condições de saúde e bem-estar, principalmente para as populações mais pobres.


É aí onde podemos investir o verdadeiro valor do petróleo da Foz do Amazonas: o da "exploração evitada". Ao abrir mão de queimá-lo, o Brasil de Lula e Marina Silva teria cacife para cobrar das outras nações que façam o mesmo. E liderar um movimento a partir também do Sul mundial por uma governança global do clima mais justa, que equacione as devidas compensações —não só ambientais, mas também sociais.


Na Amazônia, não faltam alertas para um ponto de não retorno da floresta, que entraria em processo de desertificação. Sem a força do bioma, simulações apontam que a temperatura média do planeta subiria 0,25ºC. Quem mais perde nesse cenário são os brasileiros, que sentiriam um aumento de 2ºC e redução de 25% das chuvas. Sem floresta, não tem água. Sem água, não tem agricultura nem geração hidrelétrica.


Proteger a Amazônia, portanto, não é coisa de gringo; é interesse nacional. O cerne do debate sobre o petróleo na foz do Amazonas não é sobre licenciamento ambiental, um procedimento técnico. É sobre visão de futuro.


Nos próximos dois anos, o mundo precisa decidir o que fará com o que pactuamos em 2015, em Paris: a meta quase perdida de 1,5ºC de aumento da temperatura global em relação à era pré-industrial. Segundo o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima da ONU), será preciso reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 43% até 2030, e 60% até 2035, para zerar as emissões líquidas em 2050. E, para isso, nenhuma nova grande frente de exploração de combustíveis fósseis deve ser aberta.


Nem precisa encontrar mais petróleo. As reservas recuperáveis atingiram 1,624 trilhão de barris em 2022, mas apenas metade deverá ser consumido, se levarmos a sério o compromisso do 1,5ºC (Rystad Energy).


São dois anos para decidir o século. E uma janela de oportunidade única para o Brasil, como país-sede da Cúpula da Amazônia, da reunião do G20, em 2024, e da COP30, em 2025, em Belém. Será decisiva porque fará o balanço de dez anos do Acordo de Paris. Aí vamos saber se queremos chegar em 2030 discutindo um aumento da temperatura de 1,5ºC a 2ºC ou de 2ºC a 2,5ºC.


Até porque se a escolha for para perpetuarmos numa festa em que deixamos acabar o gelo, pode queimar tudo, até o filme. Depois do nosso triste papel como a última nação a abolir a escravidão, queremos ser uma das últimas a abolir a queima de combustíveis fósseis?


Caetano SCANNAVINO

Coordenador da ONG Projeto Saúde & Alegria, membro da coordenação do Observatório do Clima e integrante da Rede Folha de Empreendedores Socioambientais

TENDÊNCIAS / DEBATES�Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo.

Aqui: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2023/08/o-verdadeiro-valor-do-petroleo-na-foz-do-amazonas.shtml 

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O SILÊNCIO DE LULA * CEP MAGALHÃES - SP

O SILÊNCIO DE LULA

Incomoda muito não ver nenhuma manifestação oficial do governo Lula contra as chacinas que as corporações militares PM (Prontos pra Matar), travestidas de polícia, tem realizado pelo país. Cadê o L feito na eleição?

As matanças aconteceram e ainda acontecem em São Paulo, Rio de Janeiro e na Bahia, um governo petista. Deixa claro que as corporações militares não respondem aos governadores, mas sim ao exército, visto serem forças auxiliares desta arma.

Em São Paulo, o atual governador eleito é ex-oficial, saiu do exército como capitão e serviu no Haiti nas forças de intervenção da ONU, no país caribenho. O secretário da (in)segurança pública foi oficial da PM paulista, da ROTA, talvez o batalhão mais assassino do estado, se é que isso é possível. Foi expulso por ter matado gente demais (sic).

A política de chacina da corporação militar paulista segue um protocolo específico de matar quem o estado e a própria corporação decidir quem deve morrer. São estimulados e protegidos nas ações de extermínio das populações pobres, pretas e das periferias.

Agem como jagunços, verdadeiros pistoleiros, por isso que nas operações não carregam as câmaras obrigatórias nos uniformes ou as desligam durante as chacinas. Há uma verdadeira operação de limpeza étnica nas matanças dos miseráveis, criminalizando a pobreza. São assassinos de uniformes, jamais policiais...

terça-feira, 8 de agosto de 2023

FORA ZEMA NAZISTA * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

FORA ZEMA NAZISTA
"Texto: Caroline Oliveira/Brasil de Fato 
O ministro da Justiça e Segurança Pública Flávio Dino classificou Romeu Zema (Novo) como “traidor da pátria” depois que o governador de Minas Gerais defendeu a união entre os estados das regiões Sul e Sudeste para barrar o avanço dos interesses do Nordeste.

“Absurdo que a extrema-direita fomente divisões regionais. Precisamos do Brasil unido e forte. Está na Constituição que é proibido ‘criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si’. Traidor da Constituição é traidor da Pátria, disse Ulysses Guimarães”, publicou Dino, que é maranhense, em seu perfil no Twitter, nesta segunda-feira (7).



Um dia antes, Zema disse, em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, que o Consórcio Nordeste busca consolidar um “protagonismo” para garantir força majoritária frente às demais regiões. Em nota, o grupo declarou que o governador tem uma “leitura preocupante do Brasil”.

“Ao defender o protagonismo do Sul e do Sudeste, indica um movimento de tensionamento com o Norte e o Nordeste, sabidamente regiões que vêm sendo penalizadas ao longo das últimas décadas dos projetos nacionais de desenvolvimento”, acrescenta o bloco, que reúne os governadores de todos os nove estados da região. 

O grupo diz ainda que o Consórcio Nordeste, bem como o da Amazônia Legal, busca ampliar a cooperação local, compartilhar “melhores práticas e soluções de problemas comuns” e favorecer o desenvolvimento sustentável, buscando não uma “guerra” com os outros estados do país, mas sim “compensar desigualdades históricas de oportunidades de desenvolvimento”.

“Negando qualquer tipo de lampejo separatista, o Consórcio Nordeste imediatamente anuncia em seu slogan que é uma expressão de ‘O Brasil que cresce unido’. Enquanto Norte e Nordeste apostam no fortalecimento do projeto de um Brasil democrático, inclusivo e, portanto, de união e reconstrução, a referida entrevista parece aprofundar a lógica subalterno, dividido e desigual”, diz o grupo.


Consórcio Sul-Sudeste

Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, Zema falou sobre a criação do Consórcio Sul-Sudeste (Cossud) para fazer frente aos estados do Nordeste. Agora sob a liderança do governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), a organização tem a intenção de desafiar o governo federal e atuar de maneira conjunta no Congresso Nacional sempre que possível.

“Está sendo criado um fundo para o Nordeste, Centro-Oeste e Norte. Agora, e o Sul e o Sudeste não têm pobreza? Aqui todo mundo vive bem, ninguém tem desemprego, não tem comunidade?... Tem, sim. Nós também precisamos de ações sociais. Então Sul e Sudeste vão continuar com a arrecadação muito maior do que recebem de volta?”, questionou Zema na entrevista.
Edição: Rodrigo Chagas
"

QUEM MATOU MARIELLE * Alba Valéria Poetisa do Entorno - GO

 QUEM MATOU MARIELLE


Numa noite muito triste

Provando que o mal existe

Um longo grito ecoou

Mariele Franco morta

O fio da vida que se corta 

Mas sua voz não se calou.


Era uma legisladora

Guerreira, batalhadora

Mulher forte destemida

Que pagou com a própria vida

Uma mulher de alma nobre

Que lutava pelos pobres

E por eles era querida


Gritava contra injustiça

E contra a desigualdade

De uma sociedade 

Que há muito está corrompida 

Sua luta deixou saudade

Partiu com dignidade 

Jamais será esquecida.


Último suspiro na noite 

O matador foi cruel

Memórias de uma vida

Rasgadas como papel 

Sem nenhuma explicação

Seu corpo tombou ao chão 

Sobre seus olhos cai um véu 


Mas suas lutas eternas

Nas lembranças viverão 

No caráter e dignidade

De cada bom cidadão.

Era mulher negra e bela

E sua voz segue ecoando

Em cada beco e viela


O seu legado é nossa força

 Sua lembrança um fervor

Faço homenagem a ela

Que teve grande valor 

Como o calor de uma vela 

Pois na luta dos excluídos

Sua causa se revela


Seu  brutal assassinato 

não calou a sua voz 

Seu caráter era nato

Ela segue viva em nós

A prisão do executor

De fato é importante

Porém não nos convenceu

Pois ninguém arrefeceu

Nós queremos o mandante.


Releitura do poema MARIELLE FRANCO de Gilmar de Queiroz por Professora Alba, poetisa do entorno.